segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Independência duplamente esfaqueada



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

A referência não se limita ao gesto inflamado de D. Pedro, nem à sua consequência de tornar livre uma Colônia que se ia transformar em nação e, que a partir de então, deveria lutar com suas próprias forças para mantê-la soberana e engrandecida.

Para obter tal energia cívica e executar tão difícil encargo, é necessária a independência de pensar, de agir, de optar pelo progresso do país e a de trabalhar, com fidelidade patriótica, na manutenção da herança cultural e religiosa, sem as quais não se imprime a personalidade que o identificará entre os demais países. Difícil encontrar tais virtudes na população brasileira.

Na noite do dia 2, já na semana que, há alguns anos, era lembrada como “Semana da Pátria”, um incêndio, para mim, criminoso, (eu sou livre para assim pensar) destrói uma parte considerável da formação cultural do Brasil, a fim de apagá-la da História do país, cujos interesses, não tão ocultos, assim, é a de substituí-la pela história criada e imposta por ideologia estranha, ateia, provinda de país geograficamente indefinido entre Europa e Ásia.

Essa foi a primeira facada nos fundamentos genético-políticos do Brasil como a provar que o conteúdo de um vídeo, de um agente russo, divulgado na web, em que afirmava ser o objetivo, em andamento, a mudança da cultura, da língua, da bandeira e da religião brasileiras, esta substituída pela idolatria à pátria-mãe da foice e do martelo, não é mera ficção. Coincidência? Empáfia de um escravo de Lênin? Não falo na extinta União Soviética, mas no conjunto de idólatras materialistas, ainda na fase embrionária do pensamento cognitivo os quais dominam alguns países periféricos.

Em política não há coincidências, mas relações ocultas entre ações de agentes, sequazes de outros agentes pagos a peso de ouro para “descontruir” (ver Jacques Derrida) esta nação frágil de leis, frágil de juízes, frágil de povo, irritantemente anêmico na vontade de evoluir.

Jair Messias Bolsonaro representa, justamente, o messias lutador, ao pôr de lado a sua rotina no Congresso para executar o trabalho de recuperação da personalidade brasileira, de reconstituição da fé na unidade nacional, de fazer renascer num povo mal instruído, o respeito pela herança cultural, através do conhecimento da História, como sustentáculos para o desenvolvimento do país em sua gestão como presidente. Em outras palavras: proclamar a independência do Brasil, livrando-o da colonização ideológica.

Para isso teve que mostrar, ainda nesta fase de candidato, de que lado estão os verdadeiros patriotas e os servos da “pátria-mãe”, traidores, sem nenhum pudor, sem ética, sem moral, retrógrados, no que diz respeito à civilidade e aos valores que definem a diferença entre o ser humano e a besta, entregue a seus impulsos.

E conseguiu mostrar, à custa de um atentado sofrido, quantos mal-amados, impostores, traidores, estão encobertos pela roupagem de “pessoas comuns” que, por conta própria, ou induzidas, fazem o trabalho sujo de sicário.

Quanto mais grita “Democracia!”, mais despotismo alimenta a camada vermelha e traiçoeira dos políticos e do povo, aquela parcela mantida na ignorância e comprada por quaisquer migalhas, enquanto aquela outra, que domina as Universidades, desdenha de sua própria cultura, em troca de um lugar ao sol financeiro, em partidos-células, sem nenhum escrúpulo.

Que Deus cuide do Bolsonaro, para que se recupere, leve avante, juntamente, com a parte sadia da sociedade, o trabalho de implantação de ideais exclusivamente brasileiros.
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES).

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