sábado, 29 de setembro de 2018

Fadiga Material e Fadiga Moral



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A sociedade não aguenta mais de tanta corrupção e montanhas de dinheiro sujo nas mãos nada limpas dos chamados representantes do povo. Foram mais de duas décadas de desgovernos descontrolados e ávidos por facilidades, de tal sorte que respinga hoje na cidadania o fruto da reeleição e dos péssimos hábitos do passado.

A fadiga do material e a falta de renovação são sempre os mesmos que pulam de galho em galho, hoje prefeito, amanha deputado, depois senador, um dia governador, até o triunfo final de presidente sempre almejado.

A fadiga moral é, por outro ângulo, a roubalheira escancarada e a desavergonhada forma que se lastreou a esquerda irresponsável de granjear os incautos e arregimentar fileiras de indigentes em troco de um sanduíche de mortadela e do seu próprio voto.

Ninguém mais poderia tolerar ambos os modelos, mas vemos que a população continua a acreditar nos mesmos figurões de priscas eras e ainda temos um processo eleitoral inédito. Candidatos presos se manifestam, condenados palpitam, outros com tornozeira discursam e ainda existem aqueles que ousam em se proteger da malfadada imunidade parlamentar.

Que Brasil queremos para o amanhã? Temos verdadeiros retrocessos com candidatos dos piores níveis, mas é isso que retroalimenta nossa deformação político partidária ,somente a ela tem acesso os mais descarados e amigos das falcatruas, já que raramente alguém de bem se vocaciona ao cargo eletivo.

Precisamos cortar o mal pela raíz e finalmente terminar com tanto partido de aluguel de legenda que nos envergonha. Dizer sobre a campanha eleitoral do Brasil no exterior é passar vexame sendo inacreditavelmente incompreendido, a ponto de condenado falar para jornal estrangeiro e preso com regalias ter oportunidade de dar entrevistas para jornais e a mídia marrom, venal sempre beneficiada com favores dos cofres públicos para não vegetarem nos pântanos das sobrevivências em tempos de destruição das instituições sociais e do salve-se quem não puder.

Sim, o menoscabo com o cidadão é tamanho que passadas 24 hs da eleição ninguém mais se lembrará os nomes depositados nas urnas eletrônicas para seus candidatos no legislativo,tamanha estultice que não fazem as eleições em certames e dias diferentes. A realidade está a comprovar que a fadiga do material velhos raposões que não se cansam de se candidatar com a famigerada fadiga moral, ambas siamesas da corrupção, malversação do dinheiro público e da fantasia
surrealista com a ignorância da população em geral, esses aspectos continuarão a contaminar o cenário nacional.

Não poderemos deixar de lado, em hipótese alguma, a nossa medíocre mídia nas mãos de espertalhões e amigos do poder, nossa democracia é uma pseudo realidade, o capital esmaga o trabalho e a globalização massacra o emprego, ao passo que uma dívida pública de mais de 5 trilhões de reais faria corar o maior larápio do planeta.

Como chegamos a tamanho despropósito,simples ambas as fadigas nos levaram por falta de renovação e de oxigênio novo ao estado de calamidade,de caos e colapsão que atravessamos. Ingenuamente muitos acreditam que os próximos 4 anos serão de fartura.

Ledo e crasso engano, as contas públicas estão em delirito retumbante, o emprego em baixa, a moeda desvalorizada e os preços públicos e privados em espiral crescente.

Quem vier para governar, se não tiver pulso forte e uma equipe preparada, poderá fortalecer uma hecatombe sem proporções na dimensão continental brasileira.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

jomabastos disse...

O Bolsonaro, que certamente vencerá as eleições, poderá ter pulso forte e uma equipe bem preparada, mas estará cercado por um congresso dominado pela corrupção e de um STF que se transveste de legislador e promove situações judiciais ilegais.