domingo, 7 de outubro de 2018

Renovação Política



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Há 518 anos o Brasil se belisca entre casa grande e senzala não conhecendo se tratar da mesma família, porém o enfraquecimento dos partidos corruptos e também o dissenso pelo extremismo fizeram com que a racionalidade e lógica das eleições fossem transformadas num capítulo de conscientização do eleitorado.

Explicamos: há diversos estados brasileiros, nas regiões norte e nordeste que ainda servem de capitanias hereditárias saem os coronéis e entram os filhos, mulheres,netos e demais parentes. È um processo falho e maniqueísta, e de caráter maquiavélico. Cansamos do modelo e precisamos da renovação, se conseguirmos idealizar 85% de novos representantes do povo no parlamento teríamos um sonho acalentado pela força do voto e de mudanças substanciais.

As eleições simultâneas são péssimos exemplos. Deveríamos ter primeiro do executivo, governador e presidente e depois do legislativo, haja vista que os eleitos poderiam priorizar aqueles candidatos do entendimento e da sabedoria de bem governar. A mídia sempre em foco em nada ajuda, as pesquisas pouco ou nada de verdadeiro ressoam e o modelo implantado pela Constituição Federal que completa 30 anos colapsou o País e levou o Brasil ao caos de hoje.

Quando um candidato desonesto sai pelo fim do mandato ou pelo impedimento temos a cogitar que vamos colocar um presumidamente honesto. O funesto sistema presidencial faliu já que ele tem e precisa barganhar tudo com o parlamento pelas emendas e fica nas mãos dos camaradas que se não forem atendidos vetam aprovações de medidas provisórias e paralisam o congresso nacional.

Há necessidade inadiável de reduzirmos todos os 35 partidos para apenas 5, e reflexo imediato fundir senado e congresso em 300 representantes do povo, proporcionalmente ao número de habitantes e condições sócio econômicas. Daremos um exemplo nos dias atuais,São Paulo que tem 42 milhões de habitantes e o maior produto interno bruto da Nação espelharia o congresso com um numero mais expressivo e diferentemente do sistema atual seria nova a conjuntura.

A representação seria dividida não mais pelos estados mais regiões, Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro Oeste,no total 5 capilaridades importantes. A região sudeste teria 120 representantes, a Sul pelo pólo industrial 50 representantes, centro oeste 30 representantes, envolvendo os três estados, Nordeste 60 representantes, e o Norte 40 representantes,

Os estados sofreriam uma fusão. Passaríamos de 27 para apenas 15, reunindo os do norte e do nordeste, fusionando mato grosso e com isso as prefeituras de mais 5 mil cairiam substancialmente para 3 mil no máximo, haveria uma redução de custo da federação segundo dados estatísticos relevantes de cerca de 5 bilhões de reais,o que nos daria musculatura e investimentos mais elevados.

A educação primaria seria função da União, ensino médio com os estados e universidades uma parceria tripartite, União, estados e municípios, o primeiro com 60% da verba, estados com 30% e prefeituras 10% respectivamente, e o modelo SUS rapidamente passaria a ser prioritário com investimentos de sobras de prêmios de loterias e repasses maiores do seguro obrigatório.

O Brasil tem jeito o que não pode é nos separarmos em casa grande e senzala. Há suficiente território continental para abrigarmos todos e reduzirmos as linhas de miséria e pobreza. Reforma tributária é inadiável com alíquota zero para alimentos, remédios essenciais e serviços fundamentais à população. Do que adianta a Unão arrecadar 2 trilhões ano se nem 20% voltam para os Estados mais fortes economicamente.

Tanto assim que três deles, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, vivem franciscanamente os despautérios de gestões calamitosas que quebraram suas finanças. A renovação é primordial sem ataques ou agressões,numa verdadeira e autêntica democracias, muitos candidatos são despreparados e gostam de atacar privilégios,notadamente juízes,já que precisam do revanchismo tem fichas e mãos sujas.

Entendam bem que essa eleição tem dupla função ou nos separamos do abismo ou mergulhamos de cabeça nas trevas. O eleitor é o destaque sem influência da mídia, do poder econômico ou de velhas raposas de plantão. O Brasil merece o fim da segregação, da união e da volta à ética e moral, com uma renovação massacrante para colocar a verdade acima das mentiras diárias e da barbárie do crime organizado que tanto nos causa de danos à vida e à saúde da população.

Pensem bem antes de teclar pois que poderemos estar municiando uma bomba atômica ou gerando raios de esperanças infinitos.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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