terça-feira, 2 de outubro de 2018

Segundo turno antecipado



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

O segundo turno de 2018 foi antecipado e o eleitor vai escolher entre um candidato que representa a corrupção, e outro que (embora às vezes de um jeito meio arrevesado) vem combatendo toda espécie de desmando.

De um lado está Fernando Haddad, o ponta de lança de um plano comandado de dentro da cadeia. Ele, que responde a cinco processos por improbidade, foi escolhido para representar a turma da mais gigantesca corrupção já vista no planeta, merecendo figurar no Guinness Book.

Do outro lado está Jair Bolsonaro, cuja imagem é muito mais enxovalhada por cair na provocação dos adversários do que propriamente por sustentar ideias impopulares. Há 27 anos, exercendo o mandato de deputado, ele denuncia a degradação moral usada como estratégia de poder, o autoritarismo programático e a corrupção sem limites do lulopetismo.

Mesmo para quem não gosta da figura de Bolsonaro, encontrando nele pontos criticáveis, o dilema está posto: (1) votar em Bolsonaro e produzir uma ruptura do sistema; ou (2) dar um aval à corrupção lulopetista.

Bolsonaro pode não ter o perfil de estadista ideal. Aliás, ele próprio já se declarou um homem simples. O problema é que Fernando Haddad foi escalado para reeditar a grossa corrupção que (apenas em parte) a Lava Jato revelou. E o projeto do PT é, declaradamente, implantar no Brasil uma ditadura igual à da Venezuela.

"Brasil, mostra a tua cara!", diz Cazuza. No dia 7, o eleitor vai mostrar a cara: dirá se quer corrupção ou um Brasil decente. É segundo turno antecipado. Votar em qualquer dos outros candidatos é infantilidade, para dizer o mínimo.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

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