sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Balanço Eleitoral


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Serenados os ânimos desfeitas as paixões e baixada a temperatura, o que temos de balanço eleitoral 2018. Em primeiro lugar partidos partidos ao meio, cidadania repartida, rebeldia generalizada uma sociedade em crise e um mar de lama ditado pela corrupção,falta de ética e moralidade com a coisa pública. Mas não é só. Abstenções,votos nulos e brancos, eis o mais grave resultado da falta de conexão entre o eleitor e os governantes. Uma profunda reforma deverá vir e sem tardar.

Ela já começou é óbvio mediante o voto mas deve avançar e ser feita com racionalidade e acima de tudo espírito de verdade. A realidade é marcante. Nunca tantos coronéis perderam voto e nunca se viu na história desse País a transformação da noite para o dia em candidatos que jamais disputaram eleições e ainda eram desconhecidos dos eleitores.

O que significa dizer um exaurimento do modelo e a péssima realidade de se preservar na qualidade de político profissional. É fundamental e inadiável termos candidatos sem partido, voto distrital misto, fim do dinheiro público, do voto e do horário obrigatórios, além de arejar e oxigenar o contato eleitor e governante. As movimentações em busca do voto não são simples mas se há nuvens carregadas e cinzentas no céu também temos estrelas novas, governadores jovens e aqueles que aceitaram o desafio de bem servir à população.

Municípios deficitários, estados quebrados e União centralizadora, um modelo federativo de dar inveja para ser reconstruído e colocado na dinâmica do pensamento do enxugamento do Estado. Não podemos jamais ter 5 mil comunas, e 27 estados, um corte profundo é inadiável. Passemos a ter 3 mil cidades e apenas 15 estados, fazendo uma fusão e uma revolução reduzindo despesas e aumentando a eficiência do Estado.

O balanço demonstra que os 3 partidos responsáveis pelo caos perderam suas capacidades de se reorganizar,falamos do PT, MDB, e PSDB, rachados,quebrados e defenestrados pelo voto, agora principalmente nesse novo amanhã que reduzamos nossos partidos à capacidade de 6, se disserem é pouco, diríamos não, como os americanos há séculos ostentam 2 partidos e vivem com rodízio entre seus candidatos que chegam ao cargo de presidente.

Os partidos nanicos de nada servem, e o financiamento campanha nada impede que seja feito por particulares e empresas desde que limitados ao percentual desejável e nunca se transforme em caixa 2, criando uma entidade, a qual se encarregaria de fiscalizar as transferências e apurar crimes.

O dinheiro púbico não pode ser sorvido pelos políticos e os serviços públicos ficarem à míngua de bom atendimento. Continuemos a revolucionar o Brasil pelo silêncio pela força do voto e ainda na luta da sociedade indefesa.

É pouco? Sim, é... Mas se trata do começo promissor para o Brasil sair do fundo do poço e marchar com suas próprias pernas e acabar a divisão entre ricos e pobre, negros e brancos, índios e mulatos e toda diferença que desune.

Afinal de contas somos um só povo, e a estandartização dos evangélicos fez toda a simbiose já que a Igreja Católica se não defendeu mais o PT, boa parte dela silenciou, mas acreditamos que se arrependeu da esquerdização irresponsável, gordurosa e criminosa para os deletérios efeitos do Brasil digno e civilizado.

Manifestação



Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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