sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Administrar o impossível é a missão


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Jair Messias Bolsonaro e Antônio Hamilton Martins Mourão, Presidente e vice eleitos, têm a missão dificilíssima de administrar um País, até agora, impossível de ser bem administrado. A ironia paradoxal é real, porque o modelo estatal tupiniquim cumpre dois objetivos básicos: 1) É um Estado que se serve da população para servir-se a si mesmo. 2) Seu Mecanismo opera um sistema criminoso que tem a função de “roubar” a sociedade para manter o País subdesenvolvido, atendendo aos interesses de seus controladores externos.

Todo muito pergunta: O próximo Governo Federal vai dar certo? O otimismo antecipa que sim, apesar do ceticismo costumeiro. O atalho para o sucesso é promover uma reforma tributária que é tão ou mais fundamental que a reforma previdenciária apontada como “prioridade” no discurso dos eleitos e de sua equipe econômica. O plano inicial é usar a reforma proposta já enviada por Michel Temer ao Congresso, incluindo o regime de Capitalização sonhado por 11 em cada 10 rentistas. Substitutivos do relator e emendas parlamentares devem mexer no texto que definirá uma idade mínima para aposentadoria.

O novo time que assume o Palácio do Planalto já tem uma agenda básica. Bolsonaro marcou para 14 de janeiro a primeira reunião ministerial oficial. Os 22 ministros terão de apresentar seus planos para os primeiros 100 dias de governo. Ontem, em entrevistas, o vice Mourão defendeu “um desmanche” do Estado que se apropria de cerca de 45% do PIB e não devolve quase nada à população. Mourão defende conversas com investidores para o alongamento do prazo da pagamento da dívida mobiliária interna. Só de juros, pagamos R$ 400 bilhões por ano... E sofremos com um rombo de R$ 139 bilhões.

Ao Valor Econômico, Mourão sinalizou com a descentralização de recursos: “A reforma tributária tem de estar atrelada à reforma do Estado, e essa reforma é a do pacto federativo. Temos que colocar o recurso o mais cedo possível nas mãos do Estado e do município, e não ficar distribuindo migalhas. Caberá ao Governo Central ficar com menos recursos na mão dele. O governador do Estado e o prefeito são aqueles que têm a melhor noção das carências e necessidades”.

Mourão também sinalizou para uma nova relação com o Supremo Tribunal Federal: “Há um certo ativismo lá dentro, ora político, as simpatias políticas que alguns dos ministros têm, e às vezes uma coisa pessoal. A gente tem que conversar. Sentar um dia com os 11 ministros e expor para eles a situação do país. Acho que eles não conhecem. Sou favorável a que o presidente vá lá um dia e explique que se os senhores aprovam medidas dessa natureza, vamos cada vez mais nos encalacrar. Levaria o ministro da economia a tiracolo”.

Resumindo: a histórica tentativa de administrar o impossível começa dia 1º de janeiro de 2019. Não adianta ligar bola de cristal para prever o que acontecerá. O fundamental é que a população entende e apóie as mudanças necessárias. O novo governo (o Poder Executivo) só precisa acertar na comunicação, no diálogo e, principalmente, nas técnicas de “persuasão” com o Legislativo e o Judiciário.

Aos militantes e meliantes só resta chorar. Os militares conquistaram o poder pelo voto direto. “Tenentismo” é página virada do passado. A partir de janeiro, conheceremos o “Generalismo”, tendo um Capitão reformado no comando presidencial. O negócio agora é esperar pela qualidade da “Intervenção” – absolutamente legítima e democrática... Dará gosto assistir as inéditas batalhas internas entre militares, economistas, burocratas e criminosos que ainda infestam a máquina pública...

Vejamos como funcionará a “Cartilha” de Bolsonaro nos primeiros 100 dias. O futuro já começou – como nos lembra a musiquinha da Rede Globo... Os que sonham com indulto e moleza é que se cuidem...









Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Dezembro de 2018.

5 comentários:

Anônimo disse...

TUDO A VER A "IMIGRAÇÃO" DA COMUNONAZIFASCISTA-ONU, SIGNATARIA DA NOM, ESPECIALMENTE DE AFRICANOS DO ISLÃ E DE REGIÕES DE FALSAS RELIGIÕES PARA EXTINGUIREM O QUE RESTA DE CIVILIZAÇÃO DO TRONCO JUDAICO-CRISTÃO DO OCIDENTE, E ASSIM O DOMINAR, NUM PROCESSO GRADATIVO...
A França já está quase sob dominio do Islã, e assim caminham a Inglaterra, Alemanha, Suecia e outros grandes receptores de "imigrantes"...
O proprio sistema financiaria as guerras nesses países, caso Siria e depois aproveitariam da situação para despachar seus habitantes para outros, caso da Venezuela, hoje mega exportadora de miseraveis!
Somos e seremos sempre escravos dos criadores do monstro esquerdiota e de seus carrascos assentados nos governos de esquerda quando votamos em candidatos e em partidos socialistas ou comunistas e quantos ainda caem no canto da sereia deles de defensores dos pobres e marginalizados...
As regras básicas da cartilha comunista para corromper a sociedade é torná-la um caos, pois essa é a base do comunismo, crescendo apenas na desordem, baderna e no Aniquilamento Social, começando por atacar a espiritualidade cristã e tentando destruir a familia, impondo uma legislação complexa e ou ambigua, com subterfúgios e leis cheias de saídas para varias interpretações, criando a anarquia por elas mesmas, contando com magistrados infiltrados, interpretadores de leis a seu modo, tendo como no Lewandowski e G Mendes etc., exemplares incidentes no acima.
Assim, expõem sutilmente situações de corrupção no sistema e coadjuvantes de bagunçar a sociedade, apresentando decisões controversas, repugnantes, dando regalias para a instituição para que se choque com a sociedade, ao bom senso e ao estado de miseria dos mais pobres, portanto facilitando o caos e sendo um dos corruptos!
Dessa forma, desmoralizam sutilmente as instituições superiores o quanto possam perante à sociedade para desacreditar nas leis, cair no desãnimo, sentir desamparada e assim facilitar seu dominio, a meta final, como nos países comunistas, Cuba, Coreia do Norte etc.
Nas 3 etapas de dominio de uma nação pelos comunistas, chegamos à 2ª e, com pouco mais, se completasse o governo dos vilões PT-Dilma, teríamos caído no laço!
Continuemos pressionado e procurando manter os CHANTAGISTAS socialistas e comunistas afastados da política, SEM URNAS INAUDITAVEIS como até agora, portanto, deixando eles sem poderes, sem vez, sem voz, tratados como marginais, como são de fato!

jomabastos disse...

A eleições deveria ser alteradas na data, para que o governo que tomasse posse pudesse elaborar o seu próprio orçamento para o ano seguinte.
A nova governação irá trabalhar um ano inteiro com o orçamento de outro governo, algo que não deveria acontecer neste país.

Administrar este país não é impossível. A administração do Bolsonaro tem que analisar muito bem e conferenciar com o legislativo, todo e qualquer projeto lei a ser posto em votação.

Existem dois ministros fundamentais neste executivo: o Moro e o Guedes. Se estes dois ministros não trabalharem devidamente bem, o executivo terá dificuldades em ter um comportamento devidamente positivo.

O Bolsonaro tem que se recordar a todo momento que somente venceu as eleições por ser anti-comunista. O seu fundamentalismo de direita não deve ser a sua arma política para bem governar o país. A quantidade de votos no PSL é a face disso. O seu executivo irá ser fiscalizado por todos os eleitores que queiram sentir o país desenvolver de verdade.

Temos uma Constituição que trava a anti-corrupção e o desenvolvimento do país. Necessitamos de uma nova Constituição verdadeiramente liberal a nível socioeconômico, sem qualquer tendência partidária.

jomabastos disse...

O nosso país e todos os seus eleitores estão cansados de generais e comunistas a desgovernarem esta Nação, visto que só trouxeram atraso socioeconômico para esta Nação! Ou será que não temos civis à altura para desenvolverem o país?
Muitos obcecados pelos "ídolos" políticos não conseguem ver o atraso socioeconômico, político e a violência diária em que vivemos.

Anônimo disse...

Valendo uma caixa de cerveja: aposto que o Glutão é o Zé. Zé Sarney.

Anônimo disse...

Não temos civis à altura de desenvolver o país, principalmente com a firmeza de se contrapor aos comunistas e ao crime organizado, porque a realidade atual se feminilizou: tudo é feito manobrando legislação ao invés de enfrentamento. Talvez seja a diminuição da taxa de espermatozoides no último meio século, que Olavo de Carvalho comenta.