quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Brasil: as apreensões do cidadão pela sua Marinha de Guerra


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Eduardo da Rocha Paiva

As considerações partem do princípio de que a nossa MB não pertence somente aos marinheiros, mas, sim, a todos os brasileiros que desejam, ao invés de uma GUARDA COSTEIRA melhorada, uma real MARINHA DE GUERRA. Por isso mesmo, todos nós, temos o direito e o dever de darmos a nossa opinião sobre o persistente e periclitante estado de penúria de nossas FFAA, seja ela qual for.

Assim, sem raciocinar com os mísseis EXOCET (com linha de montagem já de domínio pela Força Naval desde alhures e que já deveriam estar instalados em todos os “navios de escolta”, atualmente em número de “14/15”, apenas "11' disponíveis segundo dados de 2017) de alcance em torno dos 60/70 Km, vai se sugerir o que se pode fazer, hoje, agora, para se alongar os efeitos que possam ser obtidos com o disparo do míssil anti navio de origem francesa que, ao que consta, já será substituído por um outro, este de nome surreal, mas que mantém o mesmo índice de alcance do francês, portanto sem nenhum ganho em termos de dissuasão extra regional.

A sugestão é pura e simples, sem se submeter a nenhuma divagação de tipo/nível -“2ª esquadra para o nordeste”- (que se diga, para “o dia de São Nunca”), mas passa pela instalação, para ontem, de uma plataforma de seção do AVM-300 em todos os navios de escolta existentes hoje na MB. Isto de molde a alongar o alcance ridículo das 3 (ou 4) baterias AVM-300 do EB, estas que, ainda aquarteladas em FORMOSA/GO, para obterem alcance possível por sobre o mar, precisam ser, desde já e de forma definitiva, deslocadas para a linha do litoral/costa.

Especular sobre navios de defesa aproximada ainda não disponíveis/existentes (seriam “46” navios patrulha de 500 e “12” de 1800 toneladas) previstos para um futuro imaginário, armados apenas por canhão e metralhadoras axiais, seria como ”navegar na maionese”, na medida que não acrescenta nada ao poder de fogo atualmente irrisório de nossa esquadra, impeditivo de propiciar a dissuasão extra regional, esta que representa tudo em termos de garantia da soberania, condição básica para a sobrevida da nacionalidade brasileira.

Quanto aos “30” navios de escolta, de defesa afastada, também previstos para “só sabe Deus quando”, estes também só pesarão na balança se armados com “vetores de respeito”, capazes de atingir pelo menos até 1500 Km, um desenvolvimento que deve ser atribuído a AVIBRÁS no mais curto prazo, ainda em tempo de dotar nossas mais do que desarmadas “14/15” fragatas/corvetas com o mesmo “vetor de respeito”.

Sim porque, sem raciocinar com flotilhas cucarachas, muito mais na pindaíba do que a nossa, as armadas das “coalizões universais” mais menos dia, dependendo da boa ou má digestão de um Trump/Putin, poderão pintar aí pelo Atlântico Sul na cola de um porta-helicópteros perdido no tempo e no espaço.

Quanto a submarinos, que se diga, deve ser impositivo que, todos, tenham a capacidade de lançar “mísseis de cruzeiro”, mesmo que convencionais, na situação de submersos. A destinação dos recursos, “disponíveis e também dos indisponíveis”, não pode ser mais para manter a sobrevida de aeródromos terminais, estes que podem ser perfeitamente substituídos por bases aeronavais ao longo do litoral/costa, haja vista a atual autonomia dos caças disponíveis e as distâncias impositivas para defesa do nosso mar territorial.

Que não se duvide, o cidadão brasileiro aspira que nossa Marinha seja respeitada e temida no Atlântico Sul. Mares distantes, nunca dantes navegados, não devem figurar em nosso escantilhão, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, que as grandes potências militares ... (atenção! não podemos raciocinar com forças navais da latino-américa) ... não mais imaginem que, num confronto com a Marinha de Tamandaré, irão fazer, apenas, não mais do que exercícios de tiro ao alvo.
                                                                                                            Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.

Um comentário:

Anônimo disse...

Certo, Coronel, não entendo muito de algumas coisas que o sr falou, mas uma coisa é certa, as FA precisam estar muito bem equipadas, muito bem armadas com armamentos de última geração e muito bem remuneradas porque tem muitos vagabundos querendo se apoderar das nossas riquezas e precisamos impor respeito. As FA não podem ter limite de gasto na defesa e ainda mais que o FHC traidor judiou, humilhou demais as nossas FA para entregar nosso Brasil.