segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

USP & CUSPE



“USP cancela matrículas de estudantes de colégios militares aprovados via Sisu"
Estadão, internet,17/02/2019, 01:03

“USP volta atrás e confirma matrícula de alunos de colégios militares”
Estadão, internet,17/02/2019, 18:03

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Conta-se que numa cidadezinha no interior da Sicília, no século passado, um jovem mafioso estava exultante com seu primeiro posto de mando: Caporegime.

Ele entrou num bar onde havia muitos senhores de meia-idade e um velhinho fumando um cigarro fedido, sozinho em sua mesa.

Incomodado o flamante rapaz ordenou; “Apague esse cigarro!”

O ancião nem olhou e deu nova tragada.“Apague o cigarro seu surdo!”

O fumante olhou de esgueira o valentão.

Furioso com a desobediência, o moço aproximou-se e cuspiu na cara do fumante. Este, impassível, tirou o lenço do bolso, limpou o rosto, exclamando para todos ouvirem: “Principiante!”.

Era o “Capo di tutti i capi”.

Os dirigentes da universidade ou são idiotas ou estão num estágio avançado de Alzheimer.

Se tivessem xingado a mãe de todos os oficiais, dentro e fora do governo, o estrago teria sido menor.

Lembraram-se de que um dia gato vira tamborim e voltaram atrás rapidinho.

Quando alguém perde a noção do perigo, nos dá dó e preocupação.

Amáveis leitores não se assustem se o “campus” for evacuado, mais cedo ou mais tarde, para desratização geral.

A outrora glória de São Paulo, então chamada de Athenas Paulista, hoje é valhacouto de boçais de todo jaez.

É para rir ou chorar?

É pra rir, porque a USP voltou atrás da obrada acadêmica.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

jomabastos disse...

O país está num estado que, existem chefes de todos os chefes(chefões) em todos os setores políticos e da sociedade. Mas poucos são idôneos!

Anônimo disse...

Com a desculpa que não podem aceitar alunos de escolas que recebem remuneração (logo, não seriam públicas), a USP está receosa de permitir uma "ocupação" pela ordem militar, acabando com a bagunça revolucionária proporcionada pela autonomia universitária.