terça-feira, 25 de junho de 2019

E vai de novo...



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Entra semana, sai semana e nós brasileiros, como Sísifos modernos, recomeçamos nossa luta pela vida.

Ontem, dia vinte e três de junho corrente, os desgraçados que moram nas proximidades da Avenida Paulista, sentiram os desmandos que a municipalidade lhes impõe. Sair de casa num domingo que deveria ser tranquilo, transformou-se numa epopéia digna de claudicante centopéia.

A fauna pós-civilização, levou as “otoridades” a interditar o cruzamento, nada menos que o da Avenida supra citada com a Cãosolação.

Um dos homens mais brilhantes que tenho a honra de conhecer pessoalmente, médico, fez uma preleção a um grupo de amigos sobre como a Natureza se defende dos riscos de uma superpopulação.

A inteligência invisível fomenta todo tipo de atuações voltadas ao declínio da taxa de natalidade.

Nós, atônitos com o que tínhamos acabado de ouvir, ficamos aliviados.

Lembrei-me de uma frase ouvida há muito “ Expulsez la nature; elle reviendra a galop!”

A juventude atual padece de uma espécie de “peste negra”.

Abdicou da faculdade de pensar livremente, aceitou o jugo do “politicamente correto”, adotou o imediatismo como filosofia de vida, e, pior, se auto flagela física e psiquicamente.

Partidário que sou dos provérbios de antanho, recorro à sabedoria popular:

"Não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe”.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Lorotas e meias verdades


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

De onde parte essa onda de falsidades, versões, simulações e dissimulações que se espraia pela paisagem? Nunca se ouviu um disse me disse tão farto quanto este do repertório de invencionices que usa gravações de conversas, edições de vídeos, vazamentos de mensagens, envolvimento de juízes e procuradores e até redes tecnológicas internacionais?
Fragmentos do que se ouviu nos últimos dias: Hacker russo, bilionário russo, pagamento em bitcoins; Gleen Greenwald, jornalista americano sediado no Brasil, articulador de vazamentos; disseminação de hashtags falsas; compra do mandato de Jean Wyllys para renunciar e dar lugar ao deputado David Miranda (PSOL). E mais: o russo da história seria Pavel Durov, 35 anos, criador do Telegram, que só se veste de preto e muda de casa com frequência com temor do manda-chuvas do Kremlin. Ao lado do irmão Nikolai, ele desenvolveu a plataforma Telegram para conversar sem risco de ser espionado pelo governo de seu país. A ideia surgiu quando os dois ainda eram donos da maior rede social da Rússia, a Vkontakte (VK), criada em 2006.
Lembre-se: a plataforma teria sido a usada pelo ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.
O que é verdade? Que houve muita conversa entre eles, não há dúvida. Mas é fato que o fingimento faz parte da nossa cultura, e se mostra forte nesses tempos de polarização, quando adversários se atracam nas redes sociais desfechando punhaladas recíprocas. O caráter nacional, como é sabido, é povoado de fingimento. A propósito, vai aqui uma historinha com essa faceta:
31 de março de 1964. Benedito Valadares se encontra com José Maria Alkmin e Olavo Drummond no aeroporto da Pampulha. Benedito, matreiro, pergunta à outra raposa:  
– Alkmin, para onde você vai?
– Para Brasília.
– Para Brasília, ah, sim, muito bem, para Brasília. 
Os três saem andando para o cafezinho, enquanto Benedito cochicha no ouvido de Drummond:
– O Alkmin está dizendo que vai para Brasília para eu pensar que ele vai para o Rio. Mas ele vai mesmo é para Brasília.
Eis um despiste bem do jeitão brasileiro: vou enganar meu interlocutor, dizendo-lhe a verdade para tirar proveito da sua desconfiança. Envolve a sagacidade de um e a malandragem de outro. Eles querem dizer: “quando você pensa que está indo, eu já estou voltando”.
A esperteza não se restringe aos atores políticos. Faz parte do cotidiano das pessoas. Os comportamentos na esfera política costumam infringir normas, coisa que herdamos do passado. A clonagem na cultura política chega, hoje, ao mais adiantado grau de sofisticação. A Operação Lava Jato tem sido gigantesco duto por onde passam verdades, meias verdades, mentiras e lorotas. Estamos diante da maior escalada de pistas, muitas falsas, de nossa história, envolvendo atores políticos de amplo espectro, alguns presos, outros denunciados, enquanto adversários travam guerra na arena das redes sociais. Onde vamos parar?
Imensa confusão invade as mentes. Afinal, Lula está preso por ter cometido crime ou por ter sido injustiçado pelo então juiz Moro? Teve culpa ou não nas denúncias como favorecido nos casos do tríplex no Guarujá e no sítio de Atibaia? Houve ou não roubo nos cofres da Petrobras? Tudo foi obra da imaginação de delatores mancomunados com procuradores? Moro fez combinação ou não com Dallagnol?
A história da política é rica nas frentes da simulação e dissimulação. O cardeal Mazarino, ministro de Luis XIII, ensina em seu Breviário dos Políticos: “age com os teus amigos como se devessem tornar inimigos; o centro vale mais do que os extremos; mantenha sempre alguma desconfiança em relação a cada pessoa; a opinião que fazem de ti não é a melhor do que a opinião que fazem dos outros; simula, dissimula, não confies em ninguém e fala bem de todo mundo. E cuidado. Pode ser que neste exato momento, haja alguém por perto te observando ou te escutando, alguém que não podes ver”.
A descrição cai bem no momento que atravessa o país. A falsidade campeia, na tentativa de esconder a verdade. Até parece que os “inventores de causos” que emergem quase todos os dias nas redes sociais aprenderam com Nicolau Eymerich, frade dominicano espanhol que, em 1376, escreveu no “Manual dos Inquisidores”: falar sem confessar: responder às perguntas de maneira ambígua; responder acrescentando uma condição; inverter a pergunta; fingir-se de surpreso; mudar as palavras da questão; deturpar o sentido das mensagens; auto justificar-se; fingir debilidade física; simular demência ou idiotice e até se dar ares de santidade.
Hoje, há muito demônio disfarçado de santo.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Brasil não aprende com seus erros?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Os brasileiros costumam falhar nos momentos em que analisam suas supostas vitórias ou derrotas. A leitura incorreta dos resultados parece uma viciadas constante. A análise vale para a Política e para a Economia. Também se aplica ao Futebol – esporte no qual o Brasil ainda alimenta a paranóia ufanista de que “é o melhor do mundo”. Já foi... No passado... No presente, deixa a desejar... O futuro está comprometido...

O Brasil passa a impressão de que não aprende com seus erros estruturais. A tragédia maior é resultante de uma mentalidade Capimunista, Rentista, Corrupta. Somos craques em especular, e pernas-de-pau em investir produtivamente. Aceitamos a escravidão da “Estadodependência”. A falta de valorização da Educação (Ensino de qualidade + Formação Moral Familiar) é o traço básico de nosso subdesenvolvimento.

Apenas no discurso demagógico, em tempos de grandes competições internacionais, fingimos que valorizamos o esporte. Embora pareçamos ser um “celeiro de atletas”, não tiramos proveito disto competitivamente. Damos uma formação educacional e desportiva muito deficiente, que deixa demais a desejar, aos nossos jovens. Quantos poderiam ser salvos ou barrados de entrar na marginalidade, se tivéssemos uma política cultural, educacional e desportiva de verdade?

Interpretemos a vitória e a derrota das seleções Masculina e Feminina da empresa CBF. Na Copa América, o “Brasil” meteu 5 a 0 no Peru. Na verdade, venceu um adversário “morto”... A surpresa foi que o escrete canarinho saiu da rotina de mediocridade. Tocou a bola ofensivamente, sem embromação e para frente. Chutou a gol (coisa rara no futebol brasileiro). A atuação vai se repetir contra um time mais forte e entrosado? Eis a questão...

Na Copa da França, as meninas fizeram uma partida heróica, de resistência, contra o bem treinado e preparado time francês - que tem uma das melhores estruturas esportivas da Europa. Perder de 2 a 1 foi contingência do jogo. O “Brasil” era uma equipe com jogadoras machucadas e sem o devido preparo físico. Tudo reflexo básico da falta de um merecido apoio institucional, realmente profissional.

No masculino, podemos até vencer a Copa América, com o time que o petista e corinthiano Tite armou sem os jogadores do Palmeiras – a mais consistente equipe do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão. No entanto, a eventual vitória não significará que melhorou a estrutura do futebol brasileiro – que continua subdesenvolvida e altamente especulativa (dirigentes e clubes sonegadores de impostos ganham muito dinheiro na compra e venda de jogadores ainda em formação: potenciais craques no futuro).

Pouco ou nada mudará enquanto o Brasil for colônia de exploração e tiver moeda fraca diante do Dólar e do Euro. Isto sem falar na estrutura empresarial, Capitalista de ponta, dos “Clubes” europeus. Estados Unidos, China, Japão, Rússia e países árabes entram na mesma balada do football money. Eles são máquinas de fazer e ganhar dinheiro. Enquanto o brasileiro fica na promessa e no sonho, acumulamos pesadelos das derrotas.

O time feminino do “Brasil” fez o possível e quase o impossível na Copa do Mundo da França. Não deu vexame... A craque Marta cobrou “valorização”. A “Rainha” pregou, quase em lágrimas: “Chore no começo, para sorrir no fim”. Está certíssima... Já o masculino tem tudo para conquistar a Copa América, principalmente pela fragilidade das demais seleções sulamericanas. A promessa vazia é a de sempre: “Faremos melhor na próxima competição”. A Velhinha de Taubaté torce e acredita, piamente... o Flamengo espera que Jesus faça milagre...

Fora do futebol, a animadora notícia é que o tecnocrata Paulo Guedes segue “prestigiadíssimo” no time comandado por Jair Bolsonaro. Na raça, apertadinho, o Governo deve ganhar a Copa da Reforma da Previdência. Depois, o “Posto Ipiranga” tem obrigação de entregar os resultados que prometeu... Enquanto a bola não rola para valer, no gramado do Twitter, ele sacaneia o Presodentro $talinácio e o Botafoguense Bolinha... Na hora do jogo real, será ele o pressionado até o talo... O mundo do “futebol” é assim mesmo...

Por fim, a galera pergunta: Quando o Brasil, brasileiros e brasileiras vão aprender com seus erros estruturais?

Respostas para a Confederação Bruzundanguense de Falastrices, com sede provisória na cela especial da Polícia Federal, na República de Curitiba...

Já eu, fico na torcida para que meu cardiologista peruano não me dê um cartão vermelho para meu coração leviano, na próxima sexta-feira... C'est la Vie... 

Releia o artigo: A hora e a vez do Voto Distrital

   
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Viva, São João! Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Junho de 2019.

Dia do CÃOMINHONEIRO



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os acontecimentos se precipitam!

Aproxima-se, celeremente, o Dia do Cão inclemente.

Quem diz o contrário, mente.

Não lembro que ente, disse, recentemente, que a única classe capaz de parar o Brasil, é a classe trabalhadora.

Pacificamente, sem pneus queimados, sem metralhadora.

O ano passado nos mostrou o mais lindo exemplo de patriotismo. Quando chegavam os soldados do glorioso Exército Brasileiro, o exército de Caxias, para desobstruir rodovias, os mesmos eram recebidos com aplausos por aqueles que, em desespero, tinham parado seus veículos, fartos de trabalhar com prejuízo.

Longe de seus lares, de suas famílias, lutavam por sua sobrevivência, por seu pão de cada dia; não por lagostas nem vinhos premiados.

Premidos pelas circunstâncias e em sinal de acato às orientações de nossos queridos irmãos fardados, únicos e verdadeiros defensores da Lei e da Ordem, levantaram acampamento, mantendo, no entanto, seu sagrado juramento:

"Brasil acima de tudo!
DEUS acima de todos !”

Mais que a fome, move os homens de bem, a indignação.

Os traidores da PÁTRIA, por incultos, esquecem-se das lições maquiavélicas: “Os homens atacam por ódio ou por medo”. No momento, nós brasileiros, sentimos ambas as coisas.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Burlesca



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Creio que o adjetivo que nomeia este artigo ainda não tenha sido usado por mim (está cada vez mais difícil de encontrar um) em nenhum texto anterior, na tentativa de definir a atitude de alguns políticos da oposição ao atual governo, que praticam uma espécie de “bullyng” de gangue infantil contra qualquer dos seus representantes.

Adjetivos como, surreal, indecente, canalha, já foram usados à exaustão sem resultado prático.

Na última quarta-feira, (19/06/19) tivemos a oportunidade de assistir a um espetáculo “sui generis” transmitido pelos principais canais de notícias do país: Um juiz sendo inquerido por delinquentes.

A atitude dos senadores “Huncerto Bosta” e “Cabeleira”, bem se adequam ao adjetivo título deste artigo, que entre outras definições, serve para caracterizar uma dança que termina com strip-tease.

Assim foi.

Depois de darem um espetáculo de asneirice, tentando inculpar o Ministro Moro em uma trama inexistente, atirando suas plumas de maledicência por sobre os espectadores, se descobriram com suas mentiras no centro do palco diante à fria e imparcial objetividade do ministro, que sem necessitar de artimanhas, lá os colocou exibindo  suas bizarras e grotescas nudezes.

Já na quinta-feira, após um breve recesso, o “Cabeça de Porongo”, jornalistazinho da esquerda, busca por mais lenha na fogueira com novas revelações de conversas dos juízes da “Lava Jato” postadas no aplicativo Telegram.

Que mesmo, como disse o Ministro, que fossem reais, nada teriam de ilegal.

O “Piu  Piu “, (já notaram  como o “ Cabeça de Porongo” se assemelha ao passarinho tonto  do  desenho animado?)  que quando foi demitido de seu último emprego em uma rede de TV, coçou solenemente a genitália frente as câmeras e Boris Casoy, em um ato de profundo desrespeito com o apresentador e todos telespectadores; está apenas tentando sobreviver do único jeito que sabe.

Me pergunto: onde estavam esses zeladores da moral e dos bons costumes durante os últimos governos?

Certamente ocupados acobertando os crimes de lesa pátria, cometidos pelos políticos, mantendo o domínio sobre as mentes anestesiadas da plebe ignara mesmerizadas e direcionadas por sanduiches de mortadela, enquanto eram regiamente recompensados pelo trabalho de desconstrução da realidade em seus meios de comunicação, trama que está vindo irremediavelmente à tona desde a posse do novo governo.

O mais recente exemplo da prática é a capa de revista Veja edição 2639, transformada em um folhetim de esquerda com a ilustração do busto de Sergio Moro ruindo, imagem  que,  como qualquer idiota sabe – até os editores da revista -  causa mais dano do  que a matéria inócua em suas páginas internas que duvido, muita gente tenha perdido seu tempo lendo.

Por outro lado, seria pueril esperar que senadores, deputados e membros do judiciário, iriam votar a favor de diminuir suas regalias garantidas por um código penal obsoleto e uma constituição tão remendada que já não é mais possível distinguir sua aparência original. 

Qualquer reforma de base, seja na Previdência seja no Judiciário somente será possível com uma limpeza geral no Congresso e no STF.

Nosso atual presidente foi paraquedista  do nosso Exército, então recordo de uma história em quadrinhos de ficção científica, onde  em uma guerra do futuro um  grupo  de paraquedistas  preparava-se para saltar atrás das linhas inimigas, no braço do sargento que dava as últimas instruções  havia uma tatuagem onde  se lia : Paraquedista não morre, vai para o inferno e se reagrupa (quadrinhos também são cultura).

Em uma guerra, esse é o espírito.

Como costuma dizer um querido amigo meu: “Já vi multidões saírem às ruas para protestar contra algo, mas pela primeira vez, vi milhões de pessoas se manifestarem nas ruas a favor de um governo”.

Meu caro presidente, não lhe falta apoio, e em uma guerra é importante o “timing”.

A hora é agora, artigo 142 e 357 do código penal militar neles.

A única arma necessária para tanto é sua caneta de plástico.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

São João, Padroeiro da Maçonaria. Mas qual João?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Tiago Oliveira de Castilhos

São vários o João que acusam na história como Santos e Padroeiros de alguma entidade ou Instituição, no entanto, esta variedade não é tanta quando se trata do possível padroeiro da Maçonaria. Há três vertentes sobre o verdadeiro padroeiro da Maçonaria e por conta disso a dificuldade de se definir ao certo qual dos João é o padroeiro da Sublime Ordem. Tenho a minha preferência, e essa é a tônica dos artigos pesquisados, e após estudo na rede internacional de computadores é o que parecer ser a tônica das pesquisas, ou seja, a fonte de opção de qual dos João é o verdadeiro padroeiro dos maçons passa por uma escolha mais de ordem pessoal do que praticamente científica.


Corrobora com esta minha análise o que ensina o Ir.’. José Roberto Cardoso da Augusta e Regular Loja Simbólica Estrela D’Alva, n. 16, das Grandes Lojas Maçônicas do Distrito Federal, que publicou em seu Blog interessante artigo abordando a escassez de material na nossa cultura ocidental sobre o Patrono da Maçonaria ser, como cem por cento de certeza, São João Esmoler, ou de Jerusalém, como preferirem porque é a mesma pessoa.

Ressalta o autor que “No hemisfério sul há carência de documentos, obras literárias e científicas bem fundamentadas sobre a Arte Real para serem manuseadas e analisadas.”

Importante ressaltar que o texto referido do Ir.’. das Grandes Lojas Maçônicas do Distrito Federal apresenta base bibliográfica o que demonstra maturidade e responsabilidade acadêmica no trato do estudo sobre os mistérios da Sublime Ordem. Para registro, as teorias antes aventadas de que há três possíveis patronos da Maçonaria apontam da seguinte forma para cada um dos Santos. A primeira vertente aponta como padroeiro da maçonaria o João Batista, primo de Jesus Cristo, denominado batista por que era aquele que batizava no Rio Jordão e trazia a boa nova, qual seja, a vinda do nosso salvador Jesus Cristo. Essa primeira corrente pode subdividi-la em duas, naqueles que associam João Batista  como padroeiro de nossa ordem pela forma como foi morto, pois foi decapitado pela vontade e luxúria de Salomé, sobrinha do Rei, que queria ter com João Batista, sendo ele fiel a seus princípios negou a vontade da sobrinha do Rei, perdendo por conta dessa negativa a sua cabeça pela decapitação. Já a segunda, bem lógica por sinal, vincula o nascimento de João Batista em 24 de junho ao nascimento das Grandes Lojas Inglesas em 24 de junho de 1717.


Já a segunda vertente versa sobre João Evangelista, o discípulo de Jesus Cristo que escreveu três livros importantes do Livro da Lei, entre eles o Livro do Apocalipse. Essa teoria do João Evangelista como padroeiro vincula a data de 27 de dezembro como a data de seu nascimento. Coincidentemente, ambas as datas, tanto 24 de junho quanto 27 de dezembro vincula-se o primeiro ao equinócio de inverno no hemisfério norte e o solstício de verão no hemisfério sul. Sendo estas datas então consideradas pela Maçonaria como de suma importância porque trata de um astro importante que emite luz, ou seja, o sol, contra as trevas, o que a Sublime Ordem combate.


A tradição versa sobre a comemoração das datas do deus Janio que na forma pagã era comemorada na data dos equinócios tanto de inverno quanto de verão, cultura pagã que o Cristianismo tratou de subtrair impondo datas comemorativas iguais, mas com cunho Cristão.

Nessa luta a igreja teve que adotar determinados costumes e incutir na cabeça dos soldados romanos a idéia de que Jesus havia nascido no mesmo dia em que nasceu o “Sol Invictus”. Aliás, a grande maioria dos deuses pagãos da antiguidade tinham seus nascimentos comemorados no solstício de Inverno. 


A terceira teoria vincula como padroeiro da Maçonaria o Santo canonizado pelo Papa no século VII, chamado de São João Esmoler, ou São João de Jerusalém. Passo a explicar os motivos pelos quais me vinculo a esta teoria.


A história relata que no ano 500 d.c, na Ilha de Chipre, nasceu o filho do Rei que ao longo de sua vida dedicara a benevolência e benfeitorias, assim como ao exercício da ponderação e tolerância. Esse príncipe cresce e na vida adulta perde por doença grave esposa e dois filhos retomando com esta perda o antigo sonho de dedicar-se a benevolência. Com isso assume definitivamente o dom do sacerdócio, vinculando-se a Ordem Benenditina. Por suas obras vinculadas ao cuidado de visitantes que se lançavam a visitar a Terra Santa foi canonizado pelo papa no Século VII.


Já no século XI com as Primeiras Cruzadas houve a necessidade de amparar os fieis do Cristianismo que se lançavam a Terra Santa para a visita ao Santo Sepulcro porque havia na época saques e violência de toda ordem lançadas e decorrentes da guerra entre Muçulmanos e Cristãos.


A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, também conhecida por Ordem do Hospital, Ordem de S. João de Jerusalém, Ordem de S. João de Rodes, etc.), era uma ordem católica que começou como uma Ordem Beneditina fundada no século XI na Terra Santa, durante as Cruzadas, mas que rapidamente se tornaria numa Ordem militar cristã, numa congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra.

Então no ano aproximado de 1099 foi criada, na cidade de Jerusalém, a Ordem dos Templários Hospitaleiros, com cunho na história e ensinamentos deixados pelo Santo Beneditino São João de Jerusalém, ou São João Esmoler.   Esse Santo se aproxima da Maçonaria hora pela sua benemerência e pela criação da hospitalaria presente até os dias de hoje na Sublime Ordem. Em 1797 era comum o tratamento oficial entre Lojas Maçônicas da seguinte forma: ‘Da Loja do Santo João de Jerusalém, sob o nome distintivo de _________Loja Nº __________.’


Questionamento realizado para o visitante nos trabalhos na Oficina. Também se aproxima da Maçonaria este Santo por conta da reconstrução dos templos destruídos dos Maçons que ele ordenou a reconstrução, vejamos que no manual de Bezot, ele escreveu suas razões para pensar que este Santo era o patrono original da Maçonaria e, assim, o santo mencionado na Loja do Santo São João: ‘Ele deixou seu país e a esperança de um trono para ir a Jerusalém, a quem ele generosamente ajudou e assistiu os cavaleiros e peregrinos. Ele fundou um hospital e organizou uma fraternidade para assistir aos cristãos doentes e feridos, e prestar ajuda pecuniária aos peregrinos que visitavam o Santo Sepulcro. São João, que era digno de se tornar o patrono de uma sociedade cujo único objeto é a caridade, expôs sua vida mil vezes em prol da virtude. Nem a guerra, nem a peste, nem a fúria dos infiéis, podia impedir suas atividades de benevolência. Mas a morte, finalmente, o impediu no meio de seus trabalhos. No entanto, ele deixou o exemplo de suas virtudes aos Irmãos, que fizeram seu dever esforçar-se por imitá-las. Roma o canonizou com o nome de São João, o Esmoler ou São João de Jerusalém, e os Maçons – cujos templos, destruídos pelos bárbaros, que ele fez reconstruir – o selecionaram por unanimidade como seu patrono.’


Esse texto foi escrito por um dos primeiros Maçons Franceses da História, conforme o artigo publicado pelo Ir.’. Bezot. São João Esmoler era conhecido pela propagação da ponderação e da tolerância. Na Alexandria resolvia conflitos com base nesses dois princípios que são elementos preponderantes na Sublime Ordem hoje.


Todas as quartas e sextas-feiras João se sentava no banco do lado de fora da igreja, apaziguava brigas, arbitrava as disputas, dava conselhos, ouvia as reclamações dos necessitados e procurava corrigir os erros e neutralizar o ódio que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. Desarmava sempre os inimigos usando sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés para pedir perdão.


São João de Jerusalém foi escolhido Padroeiro da Maçonaria porque seus ideais eram idênticos aos ideais Maçônicos como a fraternidade, a liberdade e a igualdade: “São João foi escolhido como patrono da Maçonaria devido aos seus ideais que combinavam com a doutrina maçônica. É por essa razão que todas as Lojas são abertas e dedicadas em sua homenagem.  Logo, posiciono-me no sentido de concordar com os Irmãos que se vinculam a teoria de que São João o Esmoler é o padroeiro da Maçonaria.


Eis aí, portanto, a razão das Lojas maçônicas, até hoje, serem conhecidas como Lojas de São João.Vem desses irmãos cavaleiros, não só a tradição arquitetônica, propriamente dita, aplicada especialmente na construção de asilos, hospitais, mosteiros e outras obras públicas, mas principalmente a atuação filantrópica que se observa na Ordem maçônica. Tanto que Lojas de hoje ainda se mantém a tradição de nomear um irmão “hospitaleiro” para recolher as contribuições dos irmãos para o “hospital”.


Logo, desde então, se mantém a tradição de que as Lojas, quando iniciados os trabalhos e quando finalizados evoca-se a São João, sendo então João de Jerusalém, pessoa integra que dedicara a vida a fazer o bem as pessoas, como o exercício da ponderação, benevolência e a tolerância. Sejamos então mais tolerantes.”

Tiago Oliveira de Castilhos é membro da ARLS Sir Alexander Fleming 1773, Porto Alegre - Rio Grande do Sul, Grande Oriente do Brasil.



Releia, também, o artigo: O que é (e o que não é) Maçonaria?

51 anos! E a fera fora da jaula!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Todos os brasileiros, da parte sã da Nação, são, de natural, efetivos membros de uma instituição de existência imaterial, mas de fundo moral e cívico e cujo regulamento está inteiro na consciência desses cidadãos, que põem em prática o que reza os seus artigos, no seu viver diário. Essa instituição chamada “COMISSÃO DA VERDADE SOBRE CRIMES CONTRA A NAÇÃO” não está vinculada a partido nem usa vocabulário padrão de alguma ideologia de cabresto.

Sua autonomia permanecerá, enquanto existirem pessoas de valor a forjarem o arcabouço social e mantiverem a preocupação de zelar pela tranquilidade do Estado. Para isso, é imprescindível que traga, a público, nomes e ações de criaturas, formadas e conduzidas por agentes estranhos à nossa formação cultural, fornidas nos ideais de dominação, e que viviam nos guetos, onde arquitetavam o roubo a bancos; onde a morte sumária dos que lhes eram adversos, estava registrada em calendário; onde a traição à terra ultrajada era louvada a cada passo; e onde se escondiam, como larvas em úlceras laceradas.
Os integrantes dessa instituição têm o direito de saber, sem pleonasmos, sem eufemismos, sem escamoteações de quaisquer naturezas, por que razão a guerrilheira e assaltante de bancos, à mão armada, criminosa que pertenceu à facção de inimigos da Pátria, a VPR – Vanguarda Popular Revolucionária, ainda goza de liberdade, usando dos benefícios que Lewandowski lhe concedeu, ao rasgar a Constituição em pleno Congresso Nacional, favorecendo-a com um impeachment pela metade?
Dilma Vana Rousseff tem nas costas mais uma acusação, a de assassinato do soldado Mário Kozel Filho, em 26 de junho de 1968, portanto, há cinquenta e um anos, num ato hediondo, idealizado, articulado e executado pelo grupo de homicidas da qual fazia parte atuante.

O desengonçado dos seus gestos, a falta de aprumo, resultantes de suas características psicológicas de indivíduo sem remorsos, sem consciência, conduzida pela ideia fixa de demolição do País, dão mostras do desequilíbrio que domina essa abominável criatura. (A foto, uma ilusão de ótica (que pena!), dá forma às palavras.)
Com o cinismo próprio dos seguidores da seita “Destruição é o nosso lema”, já confessou seus crimes contra o País, inteiramente à vontade, em entrevista, protegida pelo escudo da impunidade, muralha dos delinquentes políticos, abrigados no regaço dos togados. Nesse grau primitivo de evolução, mereceria uma jaula; travestida de mulher, deveria estar numa cela, para que, num pequeno quadrilátero, passasse a viver a sua miserável vida de dívidas com as leis, com a Nação.
Mário Kozel Filho ainda era muito ingênuo. Não tinha idade para saber que nem todos os que nascem no Brasil são brasileiros. Não tinha experiência de vida para perceber que a traição é o pior crime que existe, por ser executado sempre pelas costas, sem conceder à vítima da vez, possibilidade de defesa. Era muito jovem para desconfiar que os miseráveis que deixaram a bomba numa caminhoneta tinham a alma turva, e não viveu para saber que aquela, que tanta náusea nos causa, ainda permanece a tecer a teia venenosa para laçar e infectar novos incautos.
O soldado-mártir foi promovido a Sargento, post mortem, pelo Exército, dando nome à Avenida que passa em frente ao quartel, assim como ao pátio de formatura, onde deixou de desfilar por causa de celerados, invejosos, apátridas, que deram vazão ao ódio enraizado em suas entranhas e, infelizmente, ainda, aí estão, babando de despeito pela força moral daqueles que não se deixam conduzir aos currais ideológicos.
Essa criminosa tinha, tem e terá que ser condenada. Que a mancha na História do Brasil pela sua presença sinistra à frente do Executivo do País e, como tal, o paradoxal vexame de tê-la Comandante em Chefe das Forças Armadas, seja vista como o grau de decadência de um povo que, em determinado momento, atou, ao seu próprio pescoço, a coleira de submissão às “maravilhas” de um regime vermelho. Parte dele acordou a tempo.
Só a Justiça continua entorpecida, seguindo o modelo de seu próprio símbolo: com a venda nos olhos, dorme a sono solto.
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES e Acadêmica da AHIMTB.

domingo, 23 de junho de 2019

A hora e a vez do Voto Distrital



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O gênio imortal José Sarney cansou de reclamar que a Constituição de 1988 tornava o Brasil ingovernável. A principal crítica era que a Carta fora concebida para um regime parlamentarista. Assim, o Presidente da República teria duas opções: Ou “governaria” como um refém do Congresso Nacional. Ou, então, “negociaria” com os parlamentares. Ou seja, o “Presidencialismo de Coalizão” só não se tornaria de “Colisão” com a providencial ajuda da corrupção política.

O formulador da Carta Vilã de 88 foi tão maquiavélico que previu até um plebiscito para que o povo decidisse se queria o Parlamentarismo ou o Presidencialismo. O eleitorado, no entanto, não caiu no “golpe”. Votou pela manutenção do sistema em que o Presidente é o Chefe de Governo e o Chefe de Estado. O problema é que a concepção constitucional previa uma dependência maior da gestão do Executivo pelo Legislativo. Tal monstrengo gera nossas crises políticas – agravadas pelo problema da baixa representatividade e pela desqualificação dos eleitos.

De fato, o pau vem comendo desde a Era Sarney. Seu sucessor Fernando Collor de Mello ousou posar de independente e acabou derrubado por um impeachment. O vice Itamar Franco, que assumiu a Presidência, evitou conflitos e conseguiu fazer o sucessor graças ao Plano Real. Fernando Henrique Cardoso teve duas sortes: o hábil negociador político Marco Maciel como vice, e o deputado baiano Luiz Eduardo Magalhães (filho do senador ACM no comando das “negociações” Câmara dos Deputados). Estava acordado que Luiz sucederia FHC, que só teria um mandato, mas um infarto mortal impediu.

FHC “negociou” e aprovou a reeleição e conseguiu um segundo mandato... Queria um “terceiro”, mas não teve competência para fazer o sucessor. Sem problemas, fechou um pacto de não agressão com o vencedor, seu “amigo-ínimigo” Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das moedas de troca fora a “pizza” nas investigações do assassinato do prefeito petista Celso Daniel... Os tucanos nem criaram problemas para Lula quando estourou o Mensalão, com a briga suicida entre José Dirceu e Roberto Jefferson. Lula achou mais barato “negociar” com o “Centrão” para sobreviver...

$talinácio conquistou mais mandato presidencial. Surfando na onda favorável da economia mundial e abusando dos gastos públicos com populismo, conseguiu eleger um “poste” (ou “posta”). Na eleição de Dilma Rousseff, o PT repetiu a fórmula de FHC, escalando um vice que tinha super-articulação com o Congresso nacional. Até quando foi parceiro, Michel Temer geriu, com excelência, o clientelismo com o parlamento. O casamento foi lindo e gerou um novo mandato. Só que a Lava Jato já tinha estourado... Poderosos políticos e empresários entraram na mira do Ministério Público e de Sérgio Moro – um juiz federal de Curitiba que foi “um ponto fora da curva” simplesmente porque condenava...

A Lava Jato ajudou a fortalecer a noção dos prejuízos causados pela corrupção contra a sociedade. As redes sociais da internet foram usadas, politicamente, para mobilizar o povo em grandes manifestações de rua. Tal qual Collor no passado, Dilma se assoberbou, relacionando-se mal com os deputados e senadores. Resultado: sofreu impeachment. Temer assumiu, mas já estavam criadas pré-condições para a surpreendente ascensão de alguém que simbolizasse a figura anti-corrupção + anti-PT, com discurso “conservador”. Jair Messias Bolsonaro, impulsionado pela covarde facada que quase o matou em 6 de setembro, venceu os dois turnos.   

Vale lembrar que, desde a campanha presidencial, Jair Bolsonaro prega que não promoverá negociações escusas com o Congresso Nacional. Desde que assumiu o “trono” do Palácio do Planalto, insiste que não entrará no “toma-lá-dá-cá”. Repete, exaustivamente, que não repetirá a prática de entregar ministérios para partidos. Bolsonaro insiste, com toda razão, que isso deu errado nos últimos governos. No entanto, nos primeiros seis meses de governo, entre conversas, articulações deficientes, muitas “caneladas” e algumas “canetadas”, o que se viu foi mais um Presidente refém do parlamento. Ironicamente, se poderia chamar de “Presidencialismo de colisão com o Parlamentarismo”.

Agora, injuriado porque o Congresso resolveu atropelar o sistema de escolha dos dirigentes das Agências Reguladoras, Bolsonaro resolveu se rebelar, com mais intensidade, contra o “Parlamentarismo de colisão” que subjuga o Presidente da República. Bolsonaro acusou parlamentares de tentarem reduzir seu poder: “Pô, querem me deixar como rainha da Inglaterra? Este é o caminho certo?”. Só faltou Bolsonaro evocar a memória do imortal José Sarney...

Em vez de fazer uma reclamação absolutamente inútil, que levará a lugar algum, Bolsonaro poderia aproveitar o ápice desse momento político crítico para se mostrar um líder que apresenta a solução certa para um velho e incômodo problema sistêmico. É hora de o Presidente partir para a ofensiva no ponto fundamental da Reforma Política que a maioria dos congressistas não quer ouvir falar. É o momento para Bolsonaro liderar o movimento popular a favor do Voto Distrital, já a partir da próxima eleição para prefeitos e vereadores, em 2020.

O Voto Distrital é mais prioritário que o remendo de reforma da previdência que tende a ser aprovado, do jeitinho que for possível, por uma maioria apertada da Câmara e do Senado. O Voto Distrital já é uma pré-condição bastante consolidada popularmente. O tema foi insistentemente discutido pelo povão nas manifestações populares. Os grupos de debates mais sérios nas redes sociais apontam o Voto Distrital como o pontapé inicial da imprescindível Reforma Política. Bolsonaro não pode perder a chance de surfar nessa onda...

O Voto Distrital é fundamental para garantir a representatividade real dos políticos. O fortalecimento do poder local, a partir dos distritos (ou bairros) nos municípios, vai aproximar o eleitor de quem ele está escolhendo como representante nos parlamentos. O Voto Distrital funcionará como um atalho para a verdadeira renovação política, nos próximos três pleitos. O Voto Distrital quebra o esquema do poderio econômico. Permite o retorno da campanha corpo a corpo, na região onde vivem o eleitor e sujeito em quem ele vota. O custo eleitoral tende a baixar substancialmente. E o melhor para o sistema democrático será a legítima pressão que será exercida entre eleitor e eleito.

Jair Bolsonaro não pode deixar passar a oportunidade de colocar o Voto Distrital em 2020 como a prioridade das prioridades políticas. O tema vai reunir a maioria da opinião pública e do eleitorado em torno de um assunto capaz de pressionar a classe política, com toda eficácia e legitimidade.

Bolsonaro tem a chance única de dar sua maior contribuição à construção da Democracia no Brasil. Se perder este “trem”, ficará refém completo do Congresso – que prefere mantê-lo como “marionete estridente”. Risco de impeachment Bolsonaro ainda não corre, porque a maioria da classe política não deseja que Antônio Hamilton Mourão assuma a Presidência da República...     

No mais, vamos comemorar São João... As quadrilhas vazaram de Brasília para suas bases...


Leia o artigo de Paulo Rabello de Castro: JK: Ainda podemos realizar o impossível?

   
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Jorge Fernando B Serrão

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Junho de 2019.