quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O negócio é cometer inconstitucionalidades?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Davi Alcolumbre, que deseja ser reeleito presidente do Senado se o Supremo Tribunal Federal rasgar a Constituição, manda avisar, via tuwitter,  que o Congresso Nacional analisará a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 no dia 16 de dezembro. Alcolumbre também avisa (com pequeno erro de concordância verbal) que “estão previstos (sic) na pauta da sessão o exame de 22 vetos presidenciais”.

Tudo certo... Manda quem pode, e obedece quem tem juízo ou não tem jeito. O Congresso não está fazendo nenhum favor em cumprir sua obrigação institucional. Não haveria motivo algum plausível – e seria vergonhoso para os parlamentares – não votar a LDO. Seria pura sacanagem usar o Covidão como desculpa esfarrapada para o ato falho. A LDO estabelece as regras básicas para a execução do orçamento (na prática, aquela tradicional peça de ficção).

Se a LDO não for aprovada, a máquina pública ficaria paralisada a partir do começo de 2021. Só que tem um pequeno detalhe grave. Os senadores e deputados só querem analisar o Orçamento da União no próprio ano que vem. O Congresso já decidiu que encerrará os trabalhos legislativos no dia 22 de dezembro. O fato grave é que, por trás da embromação, tem a disputa de poder entre Rodrigo Maia (presidente da Câmara que deseja ser reeleito se o STF obrar em cima da Constituição) e seu concorrente Arthur Lira.

Candidato favorito do presidente Jair Bolsonaro para suceder Maia, Arthur Lira gostaria de emplacar Flávia Arruda na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Já Maia defende a escolha de Elmar Nascimento. A CMO é onde deveria ter ocorrido, por meses, os debates sobre a LDO. Só que nada ocorreu. A LDO 2021 será aprovada de qualquer jeito. Assim, o governo, pelo menos, poderá gastar mensalmente 1/12 (um doze avos) do valor previsto para o ano, até que o Congresso aprove a peça orçamentária.

Existe o risco concreto de Davi Alcolumbre cometer a inconstitucionalidade de votar diretamente a LDO sem que ela tenha passado, anteriormente, pela Comissão Mista do Orçamento. Nota técnica da Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle do Senado informa que a Constituição Federal prevê que LDO e Orçamento devem ser apreciados na Comissão Mista antes irem a plenário. Ou seja, a regra é clara. No entanto, isso significa “porra nenhuma” para os parlamentares.

Bolsonaro está na roça. Já teria optado por esquecer o programa Renda Brasil. Com o quase certo fim do Auxílio Emergencial, a partir de janeiro, o jeito será continuar com o imperfeito Bolsa Família. Quem está mais na roça ainda é Paulo Guedes. O ministro da Economia já percebeu que será quase impossível aprovar as desejadas reformas no parlamento. A sabotagem parece algo “programado”. Assim, tudo indica que, na prática, na vida real, Paulo Guedes, o decantado “Posto Ipiranga”, tem vida curta no governo.

Enquanto Guedes é fritado devagarzinho, tal qual porco que cede seu torresmo para as parcerias de negócio, uma absurda inconstitucionalidade entra na programação: a autorização suprema para a reeleição das presidências do Senado e da Câmara dos Deputados. O caso será apreciado de 4 a 11 de dezembro, provavelmente pelo sistema de plenário virtual (do gabinete ou da casa dos 11 ministros). Assim, não tem transmissão ao vivo da TV Justiça.

Protegidos dos olhares profanos dos reles cidadãos, os deuses supremos vão avaliar se vale a tese de que a emenda constitucional de 1997, que permitiu a recondução do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, estendeu a permissão para os demais cargos executivos, mesmo que estes estejam no Legislativo. É muita doideira institucional. A Constituição proíbe a reeleição de Alcolumbre e Maia. Mas eles querem vencer no tapetão do STF. A eleição das mesas da Câmara e do Senado está marcada para acontecer na primeira sessão do ano legislativo, no início de fevereiro.

O negócio no Brasil é cometer inconstitucionalidades? Parece que sim... Quem reclama já perdeu de véspera. Legislativo e Judiciário fazem o que querem para emparedar o Executivo. Como Bolsonaro só reage na base da gritaria – e não da ação concreta -, ele segue como refém do establishment. Neste ritmo, o sonho da reeleição pode se transformar em pesadelo...

Releia o artigo: Covidão é um Comunista Democrático  







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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 1º de Dezembro de 2020.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Covidão é um Comunista Democrático


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O Covidão mata! Não é gripezinha! Todo cuidado é pouco. No maior e mais rico estado da federação, a quantidade de internados com a doença atingiu o pico desde o começo do pandemônio. São Paulo voltou para a Bandeira Amarela. Muita gente vai sofrer com o coronavírus. No entanto, a mais afetada é a economia. A nova freiada vai detonar os negócios que começavam a ser retomados com o frenesi consumista do fim de ano.

A Covid-19 teve uma diferença em relação a todas as outras doenças: teve dimensão mundial, alta taxa de letalidade e repercussão midiática fora do comum. Foi o argumento perfeito para governantes aplicarem todas as medidas de Engenharia Social, principalmente as restritivas e repressivas. Facilmente, constatou-se que é extremamente fácil controlar as pessoas através do medo, induzido e amplificado.

A insegurança econômica talvez seja mais assustadora que o temor de pegar a doença. Previsível com a flexibilização das medidas de distanciamento social, o recente aumento de casos de atingidos pelo Covidão se transformou no motivo fácil para aumentar a tensão, com doses de paranóia. As focinheiras (ops, máscaras) já estão incorporadas à moda do medo. Pouco importa se efetivamente protegem. A imposição de uso venceu.

A coisa está feia. Não é linda como a Patrícia Ellen (Secretária do Desnevolvimento Econômico do João Dória. A grande tragédia é a economia. A tal retomada consciente não é fácil. O lockdown inicial foi fatal. Agora, só resta aguentar o tranco. Na verdade, nosso sistema de saúde (talvez o de lugar nenhum) é deficiente. No fundo, pouco ou nada se aprende com as falhas estruturais.

A impressão é que sempre faltarão leitos de UTI, se forem necessários. Os Hospitais de Campanha, em sua maioria, só serviram para espertos ganharem muito dinheiro em operações sem licitação. Tanto que foram montados e desmontados. Não foram mantidos porque sua manutenção é caríssima. A tendência é que o número de casos aumente com o crescimento da testagem.

De cara, quem vai se ferrar na fase laranja é a turma do comércio. Os governantes só cobram que a população tome cuidado e obedeça a todas as medidas. Manda quem pode. Obedece quem tem juízo ou não tem outro jeito. A conscientização é difícil. A maioria de idiotas sempre complica qualquer situação. Os controladores da Engenharia Social se aproveitam da situação de insegurança. Ah, o valor do pedágio, que subiria em julho, sobe hoje... Outros impostos também subirão... Em janeiro, novos prefeitos e novos reajustes. Não importa os prejuízos das pessoas e empresas com o Covidão...

Não adianta chorar. Quem reclama já perdeu. Os vitoriosos são o medo e a repressão. Aguardemos pela chegada das milagrosas vacinas. Algumas devem custar bem caro. Quem vai pagar é a administração pública (ou melhor, o dinheiro dos impostos que a gente paga). Na realidade, não tem injeção de graça. Nada de anormal.

O Covidão é um Comunista Democrático. Ferra todo mundo. Esculhamba a economia. Mas os prejuízos são socializados. Maravilhoso consolo...   







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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Lição da Eleição do Covidão


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A centro-direita foi a inegável vencedora da eleição municipal. Só que nada garante que isso vai ter peso em 2022. Tudo vai depender do desempenho da economia e do cumprimento da agenda de reformas. Até agora, não está claro quem terá hegemonia para tirar maior proveito deste complicado processo político até a próxima eleição presidencial, daqui a dois anos.

Não se pode afirmar que o Bolsonaro foi derrotado na eleição municipal. Na realidade, o tal bolsonarismo nem se organizou, efetivamente, para disputar a eleição. O que ficou evidente foi a fragmentação política. Houve menos influência da posição ideológica e da bronca que a população tem da classe política. As forças políticas locais mais convincentes ganharam a eleição do Covidão. Abstenção recorde, entre 30 e 35%. Muitos não quiseram votar. Sem contar voto nulo e branco...

2021 vai ser osso duro de roer. O pandemônio prossegue, com doença, medo, desemprego e incertezas, principalmente na economia. Prefeituras quebradas, com certeza, aumentarão impostos, mesmo que eles já estejam altíssimos. O Brasil precisaria de uma reforma política que a classe política não tem a menor vontade de promover. A natureza da crise demanda uma reforma tributária – que dificilmente acontecerá por falta de vontade política. Reforma administrativa, idem.

O dilema é: o governo federal não se sustenta se as reformas não acontecerem. Os partidos aliados do Presidente Bolsonaro sabem disso. Por isso, a tendência é deixarem tudo como está, alterando o mínimo possível. É mais fácil deixar o “rei” do Palácio do Planalto como refém. Este talvez seja o maior desespero do ministro Paulo Guedes e do próprio Bolsonaro. Se a economia não deslanchar, esquece reeleição.

Bolsoanaro precisará de uma articulação política de muita qualidade para fazer a base aliada trabalhar a favor das reformas imprescindíveis. Tal processo é angustiante para o governante que continuará enfrentando a oposição ferrenha da mídia (esquerdista) que perdeu e segue carente do combustível da verba oficial de publicidade e propaganda. Se o Covidão continuar com plena força e vigor, apavorando, matando e paralisando a economia, a situação fica péssima para Bolsonaro, apesar da estável popularidade que mantém.

O Covidão é um Comunista Democrático. Faz estragos enormes. Não poupa ninguém. Nesta eleição, elegeu Maguito Vilela, mesmo entubado no hospital. Só que o vírus que veio da China impediu Guilherme Boulos, infectado, de votar nele mesmo. Aliás, Boulos não pegou Covid. O vírus é que realizou a ocupação de uma área improdutiva. Oxalá o cabra melhore, para perder a próxima eleição.

Resumo básico: ACM Neto e Rodrigo Maia, do DEM, saíram poderosos. Gilberto Kassab, do PSD, também fez mais de 600 prefeituras. Bruno Covas ganha protagonismo com a vitória em São Paulo. Covas estabilizou o desgaste de João Dória, seu aliado-falseane. Eduardo Paes, com vitória acachapante no Rio de Janeiro, já sai favorito ao Governo do Estado em 2022.

Além de arrumar uma vaguinha para o derrotado Marcelo Crivella em seu governo, Jair Bolsonaro terá de se filiar a um dos partidos da base aliada. Ou seus aliados terão de conseguir o milagre de viabilizar o Aliança pelo Brasil. O Bolsonarismo, repito e insisto, falhou em não ter uma estratégia consistente para essa eleição municipal. Agora, não tem margem para errar na articulação pelas reformas, ou vai perder musculatura, como todo ex-atleta.

A esquerda perdeu. Principalmente o moribundo PT. Pela primeira vez na história, o Partido dos Trabalhadores saiu derrotado em todas as capitais. Recebeu seu atestado de óbito nas urnas eletrônicas. Quem deixou de ser um grande influenciador nacional foi Luiz Inácio Lula da Silva. Companheiro $talinácio foi o maior derrotado na eleição do Covidão. Ele merece... Chora, canhota sinistra!

Lição aprendida da eleição do covidão? Muito pouca ou quase nada! Exceto que alguns políticos conseguem ser piores e mais letais que o vírus que veio da China.

Releia o artigo de Domingo: Obrigados a crer no dogma do voto eletrônico






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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2020.

Vitória! Nem o disfarce, nem a conspiração!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Voto em Porto Alegre e passei as últimas semanas combatendo ideias perigosas. Segundo uma delas, os eleitores com mais de 70 anos deveriam ficar em casa, longe das urnas, cuidando da saúde, “beneficiados” que são pela dispensa do dever de votar. Era uma campanha que afastava da urna o eleitor que, pela experiência de vida, majoritariamente é conservador e não eleitor dos partidos de esquerda. Outra ideia difundida nestes dias, afirmava que ideologia não tinha importância numa disputa eleitoral, pois o eleitor estava mais interessado em questões do dia-a-dia. Afirmado insistentemente nos meios de comunicação, isso era quase tudo que a candidata mais ideologizada dessa campanha se empenhava em fazer crer.

Outra, ainda, sustentava estar em curso uma imensa conspiração para fraudar as eleições deste domingo em benefício dos partidos de esquerda. Ora, uma coisa é assegurar que as urnas têm vulnerabilidades; outra, bem diferente, é prognosticar uma conspiração para se valer delas com o intuito de adulterar o resultado das urnas, principalmente em São Paulo e em Porto Alegre. A venezuelana Smartmatic seria a operadora desse ataque à democracia...

Discordar dessa última posição, assumida por tantos nas redes sociais, não equivale a achar bom nosso sistema de apuração, não equivale a endossar a lamentável decisão do STF que considerou inconstitucional o voto impresso e menos ainda confundir voto impresso com voto em cédula de papel, como cheguei a ler em Zero Hora. A campanha pelo voto impresso precisa continuar porque logo ali haverá novas eleições. Parte ao menos da elevada abstenção em todo o país talvez se deva aos eleitores que viam no comparecimento um endosso aos “crimes contra a democracia” que estariam em curso. Os resultados deste fim de tarde de domingo em nada confirmam tal suspeita.

A capital dos gaúchos, felizmente, não proporcionou uma vitória ao PCdoB, surpreendendo a indefectível pesquisa com que o IBOPE lhe prenunciou a vitória. Ao longo da campanha ela se apresentou em versão ultraleve, quase flutuando, como anjo, numa nuvem desde a qual prometia chover bondades sem raios nem trovoadas. Mudou o visual, sumiu a foice, o martelo, a estrela, as cores e o nome do partido. Mudaram, também, as companhias habituais. Adeus, Lula.

No primeiro turno votei em Gustavo Paim. Hoje, votei em Sebastião Melo, numa chapa qualificada, também, pela presença do amigo, o intelectual e o excelente vereador que foi Ricardo Gomes. Chego ao final deste dia saboreando a vitória tão necessária ao futuro político do Rio Grande do Sul. Afasta-se de nosso rumo a marca de ser a Havana do Sul, onde a esquerda persistiria como força política hegemônica.

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

domingo, 29 de novembro de 2020

Obrigados a crer no dogma do voto eletrônico


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Domingão de obrigação. Somos obrigados a votar em 77 cidades que deixaram para escolher seus prefeitos em segundo turno. Mas o mais grave é que também somos compulsoriamente obrigados a aceitar o resultado final da votação eletrônica, sem o direito elementar a uma conferência por meio físico. (não confunda com o impresso, que sairá caríssimo, e complica algo que pode ser simples).

O “mais pior” é que temos de aceitar esse dogma imposto pela “Justiça” Eleitoral – que não aceita debater o aprimoramento do pós-moderno sistema eleitoral brasileiro. Para mostrar como a coisa pode ficar ainda mais ruim, hiperultrapéssima, a quase maioria esmagadora da classe política também não demonstrar interesse pela segurança e transparência total do voto, combinando dedada eletrônica com auditoria 100% pelo voto físico.

No discurso arrumadinho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, supremo magistrado Luis Roberto Barroso, teremos mais uma eleição ultrassegura e com resultado hiperrápido, horas depois de encerrada a votação eletrônica. O problema é quando a gente lê notícias de hackers invadindo os sistemas do judiciário, capturando dados e até comemorando com imagem do diabo – como aconteceu agora com o TRF-1 e, pouco tempo atrás, com o STJ.

Oficialmente, jura-se e nos obrigam a acreditar que nada parecido tem chance de acontecer com o sistema da “Justiça Eleitoral”. A crédula Velhinha de Taubaté acredita, piamente, que os deuses do Judiciário conseguem proteger todo o sistema da urna eletrônica, da dedada, passando pelo boletim da urna, até a totalização final nos supercomputadores caríssimos, em uma sala de acesso quase secreto no TSE, em Brasília. Será que os hackers também acreditam que tudo é completamente seguro?

A imposição do dogma da segurança total do sistema eletrônico de votação não encerra a novela Segurança Digital versus Segurança Jurídica. O Brasil precisa, com certeza absoluta, aprimorar seu modelo de votação – que tem uma inegável vantagem inovadora. No País em que todo mundo está habituado a jogar nas loterias da Caixa (ou em até em modalidades contraventoras como o jogo do bicho), é fácil adotar um sistema simples e nem tão caro.

O cidadão vota em uma cédula de papel. Passa o voto em um scaner ligado à urna eletrônica. A intenção aparecerá na telinha. Conferindo e garantindo se está tudo certo, o eleitor dá a dedada de confirmação. Em seguida, deposita o papel em outra urna. Tudo diante dos olhos fiscalizadores dos mesários. No final, o boletim eletrônico da urna tem de coincidir com a contagem do papel. Tudo certo, eleição totalmente limpa. Para que pressa na divulgação do resultado? Tudo só seria informado depois da conferência coincidente entre o eletrônico e o físico. Fraudes seriam impossíveis, ou com chance reduzida a praticamente zero.

Infelizmente, ainda estamos longe dessa transparência total e segurança no modelo eleitoral. Lamentavelmente, somos obrigados a votar e a acreditar no dogma do resultado eleitoral honesto e seguro imposto pela tal “Justiça Eleitoral”. Políticos com um mínimo de responsabilidade deveriam comprar a briga pelo aprimoramento do sistema eleitoral brasileiro. É uma vergonha que os partidos não discutam o assunto com seriedade. O Presidente Jair Bolsonaro, que sempre reclama da lisura dos resultados eleitorais, bem que poderia liderar uma discussão séria e responsável sobre o assunto. Esquece essa porcaria do voto impresso... Uma ideia infeliz e caríssima, para fazer a recontagem de apenas 3% dos votos, por amostragem... Isto não presta... Tem de ser 100%, ou nada...

Enquanto nada acontece, vamos à dedada obrigatória com a crença, também compulsória, de que o resultado sairá com a máxima segurança e honestidade, mesmo sem a possibilidade de auditoria e conferência física de 100% dos votos. Quem garante que o fato do voto não cai no fake? A “Justiça Eleitoral”, simbolizada na imagem da Velhinha de Taubaté peladona, jura que tudo é certo e seguro.

Então, tá... Viva o dogma eleitoral tupiniquim! Só não reclama se a abstenção tem sido recorde a cada eleição...





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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2020.

sábado, 28 de novembro de 2020

STF não pode obrar na nossa cara


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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No Brasil do achismo, a ejaculação precoce de opiniões domina o noticiário e as discussões políticas. É impressionante o que se especula sobre a reeleição do Presidente Jair Bolsonaro, desde antes de ele ter assumido o mandato. A oposição perdida tenta promover um “terceiro turno” até 2022. Nesta fantasia leviana, são lançados ao vento e no mundo virtual os nomes de prováveis candidatos a massacrar Bolsonaro, em alianças que matam o diabo de inveja.

Enquanto a guerra eleitoreira para 2022 não começa de verdade, a safadeza política continua a todo vapor. É muita canalhice rasgar a defeituosa Constituição Federal para permitir a reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara. A regra é muito clara. Não pode! Acontece que quem deveria ser o guardião constitucional, o Supremo Tribunal Federal, aceitou discutir e avaliar tamanha putaria (perdão às prostitutas pelo emprego do termo). O STF não tem o direito de obrar na nossa cara.

O Brasil é o inferno da insegurança jurídica. Desrespeitar a lei é fácil, em função da falta de consciência e de ética, aproveitando o excesso de regramento. Tudo isso, combinado, facilita o clima de impunidade em um sistema judiciário facilmente suscetível à corrupção, às vaidades e às influências da politicagem. Sobrevivemos longe do ideal de Justiça. Somos submetidos às agruras do Judasciário e seus rigores seletivos. A autocracia faz a festa. Por aqui, Democracia é ficção.

Domingo tem segundo turno da eleição para algumas cidades. A tendência é de uma abstenção recorde do eleitorado. Os obrigados a votar simplesmente ignoram a lei. Alguns até inventam uma justificativa. A maioria aperta o imaginário botão foda-se e prefere pagar a multinha merreca, quando for cobrado. Voto compulsório é um atentado à liberdade. O povão dá o troco, votando mal ou não aparecendo para a dedada na urna eletrônica de resultado dogmático, pois a Justiça Eleitoral nos sonega a possibilidade de recontagem. Vale o resultado que o computador proclamar. Sem direito à reclamação.

Até quando o Judasciário vai obrar na nossa cara?   





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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Novembro de 2020.

Ódio do Bem


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

No século passado, houve um longo tempo em que o comunismo e o respectivo cortejo de males só pela força bruta conseguia espaço para instalar suas estruturas de poder. Sacrificava vidas – muitas vidas, milhões de vidas! – e depois, neutralizava, também pela força, os remanescentes. Foi o período de triunfante expansão territorial dos totalitarismos, dos quais sobrou o comunismo, embora também ele tenha sido forçado a reconhecer seus fracassos ao som surdo das marretadas com que a população da Alemanha Oriental abriu passagem no Muro de Berlim.

A perda de validade das profecias comunistas de Marx não foi admitida pelos movimentos revolucionários em muitas nações periféricas. Na América Ibérica esses grupos se reuniram no Foro de São Paulo. O muro caíra em novembro de 1989 e em julho de 1990, apenas oito meses depois, esse colegiado se reunia na capital paulista, mobilizado por Lula e Fidel Castro. Ali secaram as lágrimas pelas perdas europeias e, numa operação quase hospitalar, ligaram as finadas profecias marxistas aos aparelhos partidários da esquerda do continente. Dada a natureza dos grupos que se coligaram, boa parte dos quais remanescentes da luta armada revolucionária, era preservado, in vitro, o ânimo belicoso que vê a política como luta que só se resolve com a total submissão do antagonista.

É essa a ideia presente no conceito de luta de classe. Ela só tem solução com a supremacia de uma classe sobre a outra. E tudo ganha agilidade na direção da hegemonia se novas classes forem se organizando mediante atração de “minorias” para a luta política. Eu vi isso acontecer e apontei nas mesas de muitos debates, no final dos anos 80.

Bem antes, porém, escrevia Mario Ferreira dos Santos. Ele é considerado, inclusive por Olavo, o maior filósofo brasileiro. Filósofo de fato, de pensamento autônomo, autodidata, autor de dezenas de obras de fôlego e relevo, esteve desconhecido do público brasileiro, logo se verá por quê. Um ano antes de sua morte, em 1968, foi publicado pela primeira vez seu livro “A invasão vertical dos bárbaros” que trata da ocupação de uma nação pela destruição de sua cultura por uma cultura inferior. Passados 53 anos, esse fenômeno é um dos principais motivos para reflexão e preocupação dos brasileiros, com justificados reflexos na política nacional.

Ao mesmo tempo, os bárbaros locais não dizem dez palavras sem falar em luta. Exceto se querem esconder quem são por conveniência do marketing eleitoral. Herdaram o ânimo belicoso dos tempos da invasão horizontal. Em relação ao que expõem como suas causas, punhos cerrados, eles não as propõem, nem sustentam, nem escrevem, nem alardeiam, nem mobilizam. Eles lutam. A práxis é a luta. A vida é a luta. A frase não sai sem luta. Vem dela o ódio ao adversário. Aprenderam do adorado Che a ver “o ódio como fator de luta”. Não se constrangem, sequer, de torcer escancaradamente para que um inimigo do Brasil vença a eleição nos Estados Unidos se isso fizer mal, também, àqueles a quem odeiam. Só que claro, com a conivência do fã clube midiático, esse é um ódio do bem...

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Ao Tirano a quem a carapuça sirva


Artigo no Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

É evidente que os ditadorzinhos de plantão , na segunda-feira dia 30, terão novos orgasmos com a decretação de “lockdowns” e outras medidas restritivas de nossa LIBERDADE.

Se o POVO NÃO REAGIR, MERECE SER ESCRAVO.

Se o GLORIOSO EXÉRCITO BRASILEIRO NÃO DESTITUIR E PRENDER TODOS OS BANDIDOS PREPOTENTES, SERÁ O SEU INFAME FIM !

Então, de minha parte vou MORRER pondo cobro em tal canalhice e este terá sido meu último artigo.

Isto não é uma ameaça. É UMA PROMESSA.

NEMO ME IMPUNE LACESSIT.







Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Paulo Guedes mais vivo que nunca


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Todo mundo, incluindo Jair Bolsonaro, tem a convicção de que o Presidente só disputa a reeleição com chances de vitória se a economia brasileira tiver um bom desempenho. Cansado de sofrer tantos ataques, o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou uma contra-ofensiva, com declarações no melhor estilo popular do chefe Bolsonaro. O “Posto Ipiranga” fez uma dura cobrança ao Congresso Nacional:

"As reformas estão lá, vamos avançar. O grande desafio da classe política hoje é não permitir que se perca essa arrancada da economia. É uma recuperação cíclica, forte. Os dados de consumo de energia, diesel, a arrecadação, o emprego - tudo indica isso. Já é um fato que Brasil vai crescer 3% ou 4% em 2021 se nós não fizermos besteira. Se fizermos besteira, afunda de novo".

Paulo Guedes também alfinetou um crítico próximo (e que talvez ambicione seu cargo) – o presidente do Banco Central do Brasil. Guedes detonou: “O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça ele qual o plano dele. Pergunta ele qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos. Você acha que nós queremos privatizar ou estatizar empresa? Abrir economia ou fechar economia? Qualquer pessoa sabe qual o nosso plano. Agora, quem tiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho ali na Venezuela, na Argentina. Ali está cheio de plano. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado”.

 

Guedes não poupou a oposição que só critica, reclama e nunca apresenta solução, depois de ter levado a economia à bancarrota: “A Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade? Eu sempre aprendi que é o contrário. A economia está acelerada, a geração de empregos está acelerada, a Bolsa sobe todo dia. E os mesmos perdedores da eleição de sempre insistem na mesma narrativa desde o primeiro dia do governo”.

Guedes também não aceita críticas em relação à passividade do governo - e da equipe econômica - diante dos desafios para a saída da pandemia: "Contra os fatos não há argumentos. Contra os números não há narrativas que se sustentem. Nós trabalhamos e razoavelmente bem, para não dizer que fomos extraordinários ou excepcionais. O Brasil mostrou resiliência e eu dizia que o Brasil ia surpreender o mundo".

O Ministro da Economia chutou o balde: “Não peço elogios. Mas vocês deviam estar observando os fatos empíricos. Não se falou tanto em ciência, em fatos? Olhem os fatos, olhem o que foi feito antes. Nós entramos, fizemos a reforma da Previdência imediatamente, derrubamos os juros, economizamos agora mais R$ 300 bilhões com a reforma administrativa e mais de R$ 150 bilhões quando combinamos que não vai haver aumento de salários para o funcionalismo no meio da pandemia. Estamos fazendo coisas importantes”.

O negócio é aguardar para ver se os recados duros de Paulo Guedes vão surtir efeitos imediatos no mercado e na classe política. Certeza é que o discurso dele significa uma ofensiva do governo Bolsonaro para realizar as reformas e cumprir muitas das promessas da eleição de 2018. Parece que o governo parte para a pressão total no terceiro ano de administração. Bolsonaro e Guedes vão cobrar resultados dos acordos políticos firmados em 2020, não só para garantir a governabilidade, mas para viabilizar o destravamento das reformas essenciais para o Brasil.

A leitura do mercado tende a ser bem clara: Paulo Guedes está mais vivo que nunca. Quem morreu foi o craque Maradona. E se tudo der certo para Guedes, Bolsonaro tem tudo para não terminar como o argentino Macri... Segue o jogo da vida...



Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Novembro de 2020.

Pé na bunda do Xing-Ling!


Artigo no Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Vivi o suficiente para ver a grosseria do embaixador da China no Brasil atacando nossa Soberania e, pior, a inação de nosso Ministro das Relações Exteriores diante do fato.

Sugiro ao excelentíssimo senhor Presidente da República que expulse o primeiro e demita o segundo.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Quem atrapalha a galinha voar?

 


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A galinha da economia brasileira bate asas tal qual águia garbosa. Só que o imponderável do covidão ainda amarra os pés dele, impedindo uma decolagem. Na crise estrutural de sempre da máquina estatal brasileira, a atividade econômica tenta crescer. Acontece que falta plástico, embalagem de papelão, algodão para confecção de roupa e material de construção – tudo caríssimo. Além disso, por falta de chuva, existe um risco de 15% a 30% de risco de racionamento de energia elétrica. Ah, o desemprego continua altíssimo...

Eis as incertezas para o começo de 2021. O pandemônio ainda é uma incógnita que afeta o psicológico das pessoas comuns (amedrontadas) e dos agentes do mercado (quase sempre instáveis emocionalmente). Os números assustam. A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil nesta semana é a maior desde maio. O índice passou de 1,10, no dia 16 de novembro, para 1,30 no balanço divulgado pelo centro de controle de epidemias do Imperial College de Londres, no Reino Unido.

Além do comportamento da “pandemia” e da dificuldade na retomada da economia, o governo Jair Bolsonaro ainda calcula se dá para continuar (ou não) com o auxílio emergencial que teria turbinado a popularidade presidencial na classe média para baixo. Técnicos da equipe econômica não sabem como estender o pagamento do benefício sem furar o chamado teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, calcula que uma prorrogação do auxílio emergencial por mais quatro meses, considerando um valor de R$ 300, para cerca de 25 milhões de pessoas (beneficiários do Bolsa Família e quem perdeu o emprego por causa da pandemia) custaria aos cofres públicos cerca de R$ 15,3 bilhões extras. Atualmente, o auxílio é pago a 67,8 milhões de brasileiros.

A galinha tupiniquim sempre conta com o ovo na barriga dos outros. É a chegada da vacina... É a confirmação da derrota de Donald Trump e a vitória de Joe Biden e Kamala Harris na disputa presidencial dos EUA... É o comportamento da economia chinesa... É a eleição para a presidência da Câmara dos deputados entre algum apadrinhado pelo Rodrigo Maia e o candidato governista Arthur Lyra (processado por corrupção)... Enfim, é o cacete!

Sobrevivemos em momentos de muitas dúvidas e muitas dívidas. Muita gente pagando caro para ver... Nossas crises são diferentes... Continuamos excelentes em problemas e ruins em soluções... A gente vai levando... Mas tudo acontece depois do segundo turno eleitoral de domingo que vem (29 nov).  




Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2020.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Crise decidirá quem é viável para 2022


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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Os inimigos de Jair Messias Bolsonaro deveriam acordar para um fenômeno bem previsível: ele tem tudo para se transformar em um personagem do padrão de Getúlio Vargas. A diferença é que Bolsonaro tira proveito do fenômeno populista apenas sendo ele mesmo: um sujeito simples que cria, facilmente, identidade com seu eleitor fiel, ao mesmo tempo em que é odiado pela oligarquia e pela desgastada extrema esquerda.

Todo o trabalho feito midiaticamente para tentar desgastar a imagem de Bolsonaro fracassou e teve o efeito contrário. A crítica feita a Bolsonaro, na verdade, o torna mais forte e consolida a imagem dele como um Presidente que luta, como pode, contra inimigos poderosos que não o deixam trabalhar pelo povo brasileiro. Foi assim que Bolsonaro saiu bem da eleição municipal, já que os partidos centristas de sua base aliada (DEM e PP) elegeram a maioria de prefeitos e vereadores.

Bolsonaro é candidato fortíssima à reeleição. Só perde para ele mesmo e se houver um agravamento e descontrole da crise econômica. Bolsoanro ainda tem o desafio de cumprir várias promessas de campanha, como o ousado programa de privatizações e parcerias público-privadas que deveriam gerar recursos para investimentos diretos em infraestrutura, educação e saúde. Até agora, os planos do posto Ipiranga Paulo Guedes não decolaram completamente.

O Brasil tinha problemas estruturais graves antes da Covid 19. O pandemônio agravou o quadro que já era ruim. O lockdown equivocado, decretado por governadores e prefeitos, paralisou e desorganizou a atividade produtiva. A retomada é dificultada por problemas impensáveis, como falta de plástico e papelão para embalar produtos. O problema é agravado pelo modelo oligopolista da economia brasileira, junto com a máquina estatal perdulária que exige impostos cada vez mais caros pagos pelos cidadãos que ousam trabalhar e produzir.

O grande desafio dos brasileiros é diminuir o poder abusivo dos agentes do Estado sobre os cidadãos e empreendedores. A maior sacanagem da Era PT foi conceder monopólios aos seus empresários protegidos e patrocinadores, todos parceiros na corrupção sistêmica. O problema mais grave é que Bolsonaro, até agora, não desmontou essa máquina de moer a economia. A autocracia do Mecanismo segue ditando as ordens.

Se Bolsonaro não desmontar ou, no mínimo, neutralizar o Mecanismo, acabará inviabilizado. Na recomposição com a base aliada de centro, Bolsonaro se blindou do risco de impeachment. Mas como se aproxima do terceiro ano de mandato, precisa utilizar melhor a base de apoio para aprovar reformas essenciais. Ainda há tempo para isso. E o timming não pode ser desperdiçado.

Resumindo: O Presidente tem de agir contra a crise estrutural reduzindo o poder de fogo do Mecanismo. Isso definirá se ele é realmente viável para a reeleição em 2022.







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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Novembro de 2020.