segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O Brasil ardido pela impunidade



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Manézinho Macron pode até “queimar a rosca” (conforme fofocas dos franceses)... Alguns idiotas e criminosos não têm o direito de botar fogo em nenhuma floresta tropical, sobretudo a Amazônica... E o Presidente Jair Messias Bolsonaro precisa demonstrar, urgentemente, que não é verdadeira a intriga de que o ministro da Justiça, Sérgio Fernando Moro, estaria sendo “queimado” ou “fritado”. Isto seria o mesmo suicídio político que indicar um pizzaiolo engavetador para a Procuradoria Geral da República...

Em pleno inverno, a temperatura infernal aumenta no Brasil que ainda sofre com a hegemonia do Crime Institucionalizado. As estatísticas já comprovam que a impunidade é uma tendência. Além de conceder a regalia de permitir que muito corrupto confesso “cumpra pena” (kkkkk) em regime domiciliar (kkkkk), as delações premiadas começam a não produzir condenações. Das 80 “deduragens” da Odebrecht, 54 foram recusadas pelo Supremo Tribunal Federal, pelo motivo de “escassez de provas”. Ou seja, 67% das delações premiadas foram recusadas no STF. Nada menos que 53% foram por insuficiência de provas.

Ao mesmo tempo, 77 executivos do grupo negociaram sua delação com o Ministério Público Federal. Acredita-se que faltou uma análise mais apurada de tantos depoimentos e de um volume gigantesco de documentos apresentados pelos colaboradores. Foram abertos 320 procedimentos de investigação com as delações da Odebrecht. Cerca de 240 foram distribuídos para a Justiça Federal e aos Tribunais Regionais Eleitorais nos estados, já que envolviam pessoas sem prerrogativa de foro privilegiado junto ao STF.

Ou seja: o enrolado procedimento processual brasileiro e a incapacidade de analisar tantas informações complexas das rotinas de corrupção podem estar levando muitos processos ao arquivamento. Talvez seja necessário desarquivar muitos casos, juntando com provas novas que surjam em uma infinidade de novas delações. Como o tempo e a competência jogam contra tal possibilidade, o mais fácil e provável é que nada acabe dando em coisa alguma, na maioria dos casos.

Assim, as bombásticas delações de Antônio Palocci, divulgadas a conta gotas na mídia e nas redes sociais, correm sério risco de terminarem recusadas pelo Supremo Tribunal Federal e alhures. Se Karl Marx escrevesse neste Alerta Total, ele começaria este texto parodiando a frase que começa o Manifesto Comunista: “O espectro da pizza ronda o corrupto País da Lava Jato”. O cheiro de fumaça no ar não é das supostas queimadas na Amazônia. O fumaceiro virtual vem dos fornos infernais da impunidade tupiniquim. Aqui, caro Robim do Batman, o Crime compensa – e muito...

Quem está ardido com a impunidade só deve tomar o cuidado de não embarcar nas versões de que haveria um “incineramento” do Sérgio Moro pelo Presidente Jair Bolsonaro. O Mito não cometeria tamanha infantilidade. Bolsonaro pode falar demais – conforme reclamam alguns -, mas ele, definitivamente, não tem nada de burro. Além disso, há muito tempo, desde quando era juiz na 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba, Moro conta com o apoio explícito dos militares.

Por isso, é mais fácil um corrupto passar pelo buraco de uma agulha (ou de uma cela privilegiada) do que Moro deixar o Ministério da Justiça, a não ser para o pretendido cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, em vaga que pode ser aberta de repente, pois tem ministro já alegando doença para justificar uma aposentadoria antecipada. A Lava Jato pode até entrar na fase pizzaiola, mas não será por culpa do Moro e nem das intrigas oportunistas contra ele e Bolsonaro.

A grave delicadeza do momento exige muita calma dos analistas – sobretudo os que sofrem de ejaculação precoce ou que curtem um coito interrompido com a análise sábia das informações, contra-informações e fofocas. O jogo bruto é para águia com sabedoria e não para pombinho que dá ataque de faniquito nas redes sociais ou na extrema mídia.

Os bandidos investem alto nos bastidores políticos, econômicos e judiciais para que o máximo de processos acabem em pizza, por falta de provas ou por prescrição das acusações. Aos cidadãos de bem, cabe a pressão permanente contra o Mecanismo – que tenta encontrar um jeito de quebrar e neutralizar Bolsonaro. Felizmente, tem profissional seriamente compromissado com o combate real à corrupção, prometendo que muito peixe grande será pescado no curto prazo.

Resumindo: as pessoas de bem e do bem não podem permitir que o Brasil permaneça ardido pela impunidade – que consegue ser uma desgraça tão grande quanto a queimada das florestas ou as trágicas enchentes urbanas programadas para o próximo verão, graças ao povo sujismundo e aos governantes incompetentes e ladrões das verbas públicas.

Como diria o Velho Karl: “Honestos, uni-vos! Porque os pizzaiolos corruptos não estão para brincadeira”.

Como diria o Carlos Maurício Mantiqueira: “Haja perfume francês para disfarçar tanto fedor de rosca queimada”...      

Releia o artigo de domingo: “Nhandê Coive Ore Retama” – Esta Terra é Nossa!








Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Agosto de 2019.

Haja perfume francês para disfarçar tanto fedor



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um pig (Meu !) soltou um pum.

Aí o Mito falou umas verdades. Corre, corre na geral ! Entrou a turma do “deixa disso”. Mas era tarde, o brasileiro já tinha virado ouriço.

Com a viola em cacos, só lhe resta (ao pig) pentear macacos.

“O borrifador urgente !” gritou muita gente.

O problema foi escolher a fragrância.

“Jolie Madame” não combinava com o tribufú da primeira dama.

“Vetiver” talvez não fosse do agrado d'um verdevaldo cagado.

“Nina Ricci” seria confundida com óleo de rícino.

“Poison” para os afluentes seria uma espécie de peixe. Faltou um “s”.

“Avant la fête” seria morrer de véspera.

“Tabac blond” não seria “politicamente correto” por incentivar o tabagismo.

“Shocking” seria passar recibo de o Brasil ter posto pela primeira vez o instrumento na mesa.

“Diorissimo” deixaria o controlador preocupadíssimo.

“Pino Silvestre” botaria mais lenha na fogueira.

Sobrou para o “Habit Rouge”, cor do rato que ruge.

Por fim, o triste é saber que o amante da vovozinha foi flagrado na floresta queimada tendo a rosca queimada por um jovem lobo mau radialista... C’est la vie...

Essa já entrou para os anais da História francesa... Que Beleza!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O xeque-mate em finalização dos preparatórios



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Antônio P. Valle

É natural o jogador dar vários xeques antes do xeque-mate. Serve para medir as capacidades do oponente e verificar se ele possui alguma estratégia sólida de resistência, ou se é apenas reativo. Após este “teste” inicial define-se o “modus operandi” final do xeque-mate.

Nos preparativos deve-se sempre fazer uso do bispo. Correndo na velocidade do pensamento ele prepara as mentes com baixo nível de discernimento para aceitar a ideia que deseja incutir e não raro imuniza os intelectos para não entenderem a lógica do jogo. Passeando pela “Janela de Overton”, em aproximações sucessivas e pacientes, desloca as crenças para aceitar o antes inaceitável, movendo-as para o terreno onde possam coincidir com a ideia básica conveniente e preparatória para o xeque-mate. O bispo se desloca bem pela engenharia social, conhece a mentalidade infantil e egóica da estrutura psíquica humana. Apela ao coração e às vaidades. Move-se sorrateiramente.

Edward Bernays, sobrinho de Sigmund Freud e dotado de um intelecto diferenciado que influenciou decisivamente vários setores importantes dos governos e corporações, em seu livro "Propaganda", abre o jogo: "Se entendermos os mecanismos e as motivações da mente de grupo, é agora possível controlar e reger as massas de acordo com nossa vontade, sem seu conhecimento". Mas não parou aí, afirmando em outra passagem: “A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões organizados das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder dominante de qualquer país. Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados, nossas idéias são sugeridas, em grande parte por homens dos quais nunca ouvimos falar … em quase todos os atos de nossas vidas diárias, seja na esfera da política ou dos negócios, em nossa conduta social ou em nossa vida, pensamento ético, somos dominados por um número relativamente pequeno de pessoas … que entendem os processos mentais e os padrões sociais das massas. São eles que puxam os fios que controlam a mente do público, que aproveitam as velhas forças sociais e criam novas maneiras de ligar e guiar o mundo”. É a chamada engenharia do consentimento.

Em 1982, entre os meses de abril e junho, uma colônia teve o atrevimento de confrontar um país partícipe do Império. Refiro-me a Guerra das Malvinas ou Falklands. Exceto o Chile, em níveis diferentes, a Argentina recebeu o apoio ou a neutralidade dos demais países relevantes na América do Sul em sua guerra contra a Inglaterra e isso acendeu o sinal de alerta nos escritórios em Washington, Londres e Roma.

O Brasil envolveu-se diretamente no conflito ao interceptar um bombardeiro inglês e avisar ao Presidente estadunidense Ronald Reagan, além do secretário de Estado dos EUA, Alexander Haig, que não toleraria uma invasão do território argentino no continente. Que atrevimento deste povo ao sul do Equador! O TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) foi solenemente ignorado pelos EUA e Chile, mostrando que os tratados somente servem para serem rasgados, se isso convêm. Com o fim da Guerra, e a vitória do grupo anglo-saxão em meados de junho de 1982, foi decidido que era hora de colocar estes “selvagens” do sul no seu lugar.

De junho a agosto de 1982 foram realizados três seminários para debater as possíveis repercussões da guerra das Malvinas, sob o patrocínio do Centro Woodrow Wilson, um centro de pensamento estratégico, com sede em Washington. Como consequência da estratégia discutida nesses seminários surgia no final de 1982 o Diálogo Interamericano, tendo entre seus participantes ilustres o Sr. Fernando Henrique Cardoso - https://www.thedialogue.org/experts/?iad_experttype=75.

Discorrer neste espaço sobre a estratégia elaborada pelo Diálogo Interamericano, que objetivava retirar os militares do poder em toda a América Latina e substituí-los por civis subservientes que aplicassem uma política de enfraquecimento gradual de seus países, seria muito longo. Todavia, uma arvore se conhece pelos seus frutos e basta olhar o que aconteceu depois disso na América Latina para ver que a estratégia deu certo. Não pensem que este foi um movimento da direita “imperialista” que excluía outros atores. Eles não têm preconceito e trabalham com quem possa ajudar no atingimento de seus objetivos.

No início de 1993, na Universidade de Princeton, Lula e Fernando Henrique Cardoso firmaram um acordo, na verdade um “pacto”. Lula representava o Foro de São Paulo fundado em 1990 e FHC respondia pelo Diálogo Interamericano, fundado em 1982 e que tinha a família Clinton como mola propulsora. Uma estratégia importante a ser implantada era que atuassem dentro do conceito da “Estratégia das Tesouras” que consiste basicamente em ter dois partidos que falsamente se antagonizam, um mais radical e outro moderado, mas que na verdade servem ao mesmo ideal.

Nesta estratégia era vital que eles, com seus braços políticos PSDB e PT, ocupassem todos os espaços do debate nacional, preenchessem totalmente o espaço midiático com esta falsa confrontação, de tal maneira que a atenção do público ficasse polarizada entre os dois e não surgisse espaço para debater-se outros assuntos que pudessem prejudicar a “agenda” deles.

Observem como ao longo dos acontecimentos FHC sempre atuou para proteger seu pupilo Lula. Bem, se eu fosse lhes contar os detalhes dos planos, e sua execução, eu teria de escrever centenas, talvez milhares de páginas. Todavia, o resultado da aplicação destas estratégias está aí para dar testemunho. Ambos, FHC e Lula tornaram-se presidentes e cumpriram seu papel. Assim, o Diálogo Interamericano e o Foro de São Paulo dominaram e quase destruíram o Brasil nas últimas décadas, tornando-o extremamente vulnerável e preparando-o para o xeque-mate vindouro.

Esta semana fomos bombardeados por notícias que a Amazônia estava em chamas. Profissionais da área percebem com facilidade porque esta notícia foi propositalmente superdimensionada. Criar a sensação de que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e que os brasileiros não têm competência para cuidar dela, e por isso devem abrir mão de sua soberania, é algo que vem sendo construído a anos, desde a década de oitenta e noventa. Alguns exemplos:

-  Al Gore (1989): "Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós"

- François Mitterrand (1989): "O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia".

- Mikhail Gorbachev (1992): "O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes".

- John Major (1992): "As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região".

- Henry Kissinger (1994): "Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos".

A questão é mais global e complexa e citei as notícias ambientais enfocando o Brasil nesta semana apenas como um elo sensível de uma corrente maior. Ocorre que agora chegamos ao tempo dos xeques para viabilizar o xeque-mate. A resistência de Trump em participar da jogada final tem causado embaraços, ele o faz porque teme ser igualmente vítima. Em sua retaguarda a torre está fragilizada, mas o cavalo branco galopa com desenvoltura e tem mostrado disposição para brigar, o que causa temor em seus adversários. É bem diferente das terras tupiniquins.

Sem pão e circo o povo se rebela. Lembre-se da frase famosa dita por James Carville, na campanha presidencial vencedora de Bill Clinton: “É a economia, estúpido!”. Questões ambientais, ideológicas, sociais e tantas outras são úteis para os xeques. O xeque-mate começa pela torre, pela economia. As ideias são necessárias e “fabricadas” para dar uma justificativa palatável ao movimento econômico e militar. A asfixia vem no movimento econômico e o “abate” no movimento militar, quando necessário. As movimentações da torre precedem as do cavalo. Até mesmo a máquina de guerra precisa de recursos financeiros para se mover. Sem “dinheiro” não há “combustível” para o resto.

O comércio e a economia atual, em seu aspecto global, possuem algumas colunas. Uma delas é o sistema Swift, que é uma abreviatura para Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). É um sistema que tem como principal missão viabilizar a troca de informações bancárias e transferências de ativos entre as instituições financeiras.

É uma espécie de cooperativa criada em 1973 que interliga aproximadamente 11 mil instituições financeiras em 200 países, sendo essencial para fazer as liquidações financeiras entre os países. Para se ter uma ideia da importância deste sistema ele é usado até como forma de pressão no jogo mundial. Em 2015 quando a Rússia invadiu a Criméia os EUA ameaçaram suspender os bancos russos do sistema SWIFT. Contra o Irã a mesma ameaça aconteceu em novembro de 2018 com o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin propondo desconectar o Irã do Swift - https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/11/05/sancoes-dos-eua-contra-ira-entram-em-vigor-nesta-segunda-feira.ghtml.

Um sistema tão importante como este pode ser manipulado? Ele é vulnerável? Ocorre que como todo sistema de informática ele também é vulnerável a um ataque. Em 24 de maio de 2018 um banco do Chile sofreu um ataque onde “permitiu que hachers completassem quatro transações fraudulentas no sistema SWIFT antes que o ataque fosse descoberto” - https://cryptoid.com.br/banco-de-noticias/conheca-os-detalhes-do-ataque-ao-banco-do-chile-via-sistema-swift/. Em março de 2016 o banco central de Bangladesh relatou o desaparecimento de US$ 100 milhões de suas reservas em moeda estrangeira, após um suposto ataque de “hackers” ocorrido em 05 de fevereiro, deixando o FED de Nova York numa situação constrangedora.

Segundo a Reuters: “"As contas mantêm principalmente títulos do Tesouro dos EUA e dívidas de agências, e os pedidos de fundos chegam e são autenticados pela chamada rede SWIFT, que conecta os bancos.". Em outra parte, ficou o registro: “Bangladesh não concorda que o Fed não seja culpado. "Mantivemos dinheiro com o Federal Reserve Bank e as irregularidades devem estar com as pessoas que lidam com os recursos", disse na quarta-feira o ministro das Finanças, Abul Maal Abdul Muhith. "Não pode ser que eles não tenham qualquer responsabilidade", disse ele, incrédulo.” - https://www.zerohedge.com/news/2016-03-10/incredible-story-how-hackers-stole-100-million-new-york-fed.

Até mesmo o New York Times em junho de 2006 foi obrigado a reconhecer que o sistema é vulnerável a “interferências” noticiando que a CIA, bem como o braço-de inteligência financeira do Departamento do Tesouro dos EUA acessaram a rede SWIFT - Bank Data Is Sifted by U.S. in Secret to Block Terror.
Todo sistema pode ser violado, e ter as reservas de um país dependente do registro “seguro” de um sistema, ao invés de ativos tangíveis sob sua própria custódia, é sempre um risco gigantesco a ser enfrentado.

Como já salientei em artigos anteriores o Brasil praticamente não possui ativos tangíveis, como ouro, em suas reservas e sob sua custódia. Suas reservas são quase na totalidade composta de papeis. O Brasil é relevantemente vulnerável ao sistema financeiro internacional e seus sistemas.

Todos os países sérios do mundo estão reforçando suas reservas em ouro, como mostrei nos artigos anteriores, e colocando-a onde possam “ver”, e isso não começou agora. Em dezembro de 2014 o diretor Mark O’Byrne, executivo da corretora líder mundial de compra e venda de ouro Gold Core Mark, afirmou que: “Alguns governos estão nervosos sobre isso e eles estão repatriando seu ouro de volta para seus países, porque há a preocupação de que, em caso de uma crise cambial ou uma crise monetária ou crise financeira, eles não seriam capazes de acessar suas reservas de ouro”, disse O’Byrne - https://sputniknews.com/business/201411281015278439/. Em 2017 foi noticiado que o banco central da Alemanha, o Bundesbank, completou uma operação para trazer metade das reservas de ouro do país de volta para casa, três anos antes do cronograma - https://sputniknews.com/europe/201708281056853621-reasons-german-gold-repatriation/.

A China comprou quase 10 toneladas de ouro em julho de 2019, marcando o oitavo mês consecutivo em que o país aumentou suas reservas, que agora somam 1.945 toneladas - https://markets.businessinsider.com/commodities/news/china-bought-more-gold-to-prepare-for-the-trade-war-2019-8-1028427737.

Os EUA mantêm os preparativos para dias turbulentos (vide meu artigo “O xeque-mate antecipa o contrataque de 05/08/2019) sabendo que a eclosão de violência pode trazer graves consequências num país onde a população tem em seu poder cerca de 393 milhões de armas de fogo.

A China também está se preparando. Estão investindo pesadamente em suas Forças Armadas e na sua capacidade de manter a segurança interna, ao mesmo tempo que as compras de commodities foi fortemente expandida em julho, tendo aumentado substancialmente as importações de trigo e soja da Rússia - https://www.reuters.com/article/us-usa-trade-china-agriculture/china-approves-wheat-soy-imports-from-russia-idUSKCN1UL275. Estocam ouro e alimentos, ao mesmo tempo que investem no melhor sistema de vigilância interna do mundo - https://www.dailymail.co.uk/news/article-7379255/China-one-CCTV-camera-TWO-PEOPLE-year.html. Por que será?

O que eles, EUA, China e tantos outros países, estão vendo que o Brasil não vê? Esta percepção de segurança que motiva a inércia brasileira advém de que? Um simples ataque especulativo contra a nossa moeda, a suspensão dos bancos brasileiros do Swift, o bloqueio das reservas cambiais ou um ataque cibernético a nossa infraestrutura elétrica, retirando-a de funcionamento por 36 horas, seria suficiente para levar o Brasil ao caos. Todavia, tais fatos seriam apenas um xeque, não o xeque-mate.

Se no passado (notadamente nas décadas de setenta, oitenta e início de noventa) os “patriotas” brasileiros, civis e militares, quando ainda dispunham de certa influência e algum acesso a recursos estratégicos, quando a “oposição” era muito mais fraca e não haviam tantas ORCRIM´s, ainda assim não foram capazes de detectar e conter a estratégia aplicada pelo Diálogo Interamericano que deixou o Brasil nesta situação atual, como esperam poder fazer agora, tendo em conta que os “players” em atuação estão acima, e tem muito mais poder, que os componentes do Diálogo Interamericano?

As informações que disponibilizo em meus artigos, por si só, não tem o condão de estruturar uma estratégia de proteção e reversão do cenário do Brasil sem que as pessoas envolvidas nesta ação conheçam a fundo o jogo. Conhecer significa compreender perfeitamente os objetivos, a estratégia, os componentes, o “modus operandi” e como pensam os “jogadores”. Levei 21 anos de dedicação para desenvolver este conhecimento. Tenho dado informações de fontes abertas para que alguns despertem, ainda que eu não seja particularmente otimista neste quesito. Aparentemente o destino do Brasil foi selado.

O efeito dominó começou, na medida que a cada movimento um novo dominó cai e empurra outro para a queda seguinte!

Todo jogo acaba ou muda de fase. O xeque-mate se aproxima.

Luiz Antonio Peixoto Valle é Professor e Administrador de Empresas.

Nossa casa c’est ton cul, visage pâle!



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H.James Kutscka

Em tradução livre, não literal (para evitar uma palavra mais grosseira):

- Nossa casa é teu rabo, cara pálida.

Esta é a resposta que merece Macron, depois de convocar a cúpula do G7 para discutir os incêndios na nossa Amazônia, com a frase teatral: - Estão queimando nossa casa.

Melhor seria que cuidasse da sua casa, invadida por muçulmanos, onde em plena capital, suas mulheres são proibidas de transitar em determinados bairros com roupas ocidentais.

Que países europeus cobiçam nossa riqueza, não é novidade e nem é de hoje.
Cientistas de todas as áreas, geólogos, biólogos e todo tipo de curioso mal-intencionado, desde o inglês Henry Wickham (precursor da biopirataria, que em 1876 nos roubou setenta mil sementes de seringueira), sempre transitaram livremente, babando por nossa floresta tropical, “pulmão do mundo”.

Tal ocorrência veio a decretar o fim do ciclo da borracha em 1912.

Ou seja, a Amazônia brasileira sempre foi considerada pelos europeus “a casa da sogra”.

Fato que durante os governos de esquerda dos últimos trinta três anos, somente piorou com a criação de milhares de ONGS “preocupadas” com o bem-estar de nossos índios.

Se bobear, tem mais ONGS que índios.

Agora,  “monsieur Macron” resolve aproveitar-se dos incêndios que todo ano acontecem na região, e da retirada de fundos da Noruega e Alemanha para preservação da floresta Amazônica, tentando resolver seus problemas internos, gerados pela saída da Inglaterra da União Europeia, que subtrai  aproximadamente 10 bilhões de Euros em subsídios à agricultores franceses, os quais  na maioria das vezes, ganham mais com eles do que com o faturamento da produção, e lança o teatral:

- Nossa casa está queimando! apoiado em fotos de incêndios tiradas pelo repórter e fotógrafo norte americano  Loren McIntyre em 1989.

Fotos que provocaram os mais diversos e estapafúrdios protestos ao redor do mundo: teve gente preocupada até com as girafas da Amazônia.

Macron sabe que o agronegócio brasileiro, com o tratado de livre comércio com a União Europeia, conseguido por Bolsonaro, seria o golpe de graça na agricultura francesa.

A resposta às suas pretensões está no título deste artigo, avaliada por nosso presidente, por Donald Trump, Bóris Johnson, e até Putin.

Fora do G7, o apoio ao Brasil vem da Argentina, Chile, Israel e até da Espanha, onde a esquerda “pinta e borda”.

Estamos vivendo em um novo Brasil, no baile que convocou do G7, o francesinho “dançou” com a mulher mais velha e feia de todas.

Agora, só lhe resta chorar com a Irlanda. 

Para finalizar, um conselho:

- Cuide de sua casa que da nossa cuidamos nós.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

O Espírito Militar – 25 de Agosto



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

É inconcebível, em qualquer área de atividade, a ausência de uma unidade de pensamento ou, pelo menos, de uma maioria que abrace o mesmo ideal, para que a conquista dos objetivos predeterminados seja alcançada.

Se essa necessidade de união em torno de um mesmo projeto de trabalho é indispensável na vida civil, muito mais se impõe na Área Militar, onde todos devem ter o pensamento dirigido para a defesa da Soberania da Nação.
Por essa razão, a data 25 DE AGOSTO tem que ser rememorada e comemorada, pois traz ao presente, não uma mera reminiscência de um fato pretérito, mas a ressurgência do Homem e do Militar, através da Ordem do Dia, da formatura, dos estandartes e dos símbolos.

Do Exército de Caxias ao Exército atual, as mudanças se sucederam, em razão das exigências da formação castrense, mas não pode ser alterado nem alijado da memória histórico-militar o exemplário das ações, da capacidade de liderança dos militares do Exército de outras épocas. Todas essas qualidades que fizeram a diferença dos antigos Chefes têm que permanecer incólumes através dos tempos.

Os feitos de Caxias, o General que nunca foi vencido, como ele próprio proclamou em Itororó, não lhe toldaram a razão, portanto, nunca se vangloriou, como vencedor, ante os adversários vencidos; ao contrário, mantinha a tolerância e o respeito àqueles que a ele se rendiam.

Este deve ser o norte de todos os homens que se dedicam, se instruem, se submetem às exigências de Comando para que se transformem nos melhores militares, com o pensamento voltado para o UNO, para a unidade de ação, em favor do fortalecimento da Nação. É o PATRONO que ali está presente, em espírito, em pensamento, para receber as merecidas homenagens.

Unidade! Esta é a palavra que, talvez, Caxias sequer tenha pronunciado, porque a mantinha através de suas atitudes, de sua autoridade, sempre visando à conciliação entre os ânimos destemperados, como aconteceu no Rio Grande do Sul. Palavras demais, frequentemente, atrapalham, porque se esvai nelas, a força interior que dá sustentação à vontade de realização, fazendo que se perca o ímpeto da ação e desapareça o impacto do resultado.

Caxias não desejava, tão somente, a unidade militar, mas e, principalmente, a unidade do ESPÍRITO MILITAR, que permanece como parte da Doutrina que rege as diretrizes da caserna.

Recebeu o título de PACIFICADOR, por ter, em sua existência, posto em prática o sentimento de união, ante a desagregação de Guarnições pela ação tempestuosa do homem, pelos seus sentimentos de rebeldia, que fizeram nascer desejos separatistas que, se realizados, levariam à mutilação do território, do Exército, trazendo consequências gravíssimas, não só ao Império, mas, também, e, principalmente, à Nação.

Caxias, o grande psicólogo militar, atingiu o profundo da alma dos insurgentes, com a sua visão de estrategista-mor, deixando para a nossa Força Terrestre, exemplos de que se vence uma batalha, logicamente, com o aparato bélico, mas, nunca antes de pôr em execução a conquista de corações e mentes.

A vida de Duque de Caxias deixa registros indeléveis de que o GRANDE SOLDADO, morreu fisicamente, pois ninguém foge à lei da Natureza, mas permanece vivo e inesquecível, desde os tempos mais remotos da nossa História, e a solenidade que o distingue, faz reviver o passado no presente, e mais que isso, reitera que o seu Modelo de conduta deve ser o Modelo de conduta seguido por todos os Militares brasileiros. Isso é o ESPÍRITO MILITAR, que os civis, com raras exceções, compreende.

Que o dia 25 DE AGOSTO, data do nascimento do PACIFICADOR, permaneça como momento histórico, como um momento de revivificação de sua presença como o Homem, como o Líder que pacificou pelo exemplo e não somente pelas armas.

A esperança dos bons brasileiros, dos que compreendem a rigidez da disciplina militar, é que eles, os Militares, jamais deixem que o desejo de desagregação que domina os indiferentes à causa nacional, penetre no pensamento da caserna, destrua o ESPÍRITO MILITAR, porque formam eles, os Militares, o último baluarte com que a Nação e a parte sadia da população podem contar.

Que a Ordem do Dia, nesta data de renovação dos exemplos lavrados no Tempo Histórico, do Homem que soube pelejar e soube conquistar pela persuasão, seja uma Ordem que reitere o pensamento de que a unidade do ESPÍRITO MILITAR deve permanecer em todas as Unidades, em todas as Guarnições, no mais longínquo recanto deste grande País, para o Bem da Nação e de todos aqueles que prezam e amam a sua Pátria.

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES e Acadêmica da AHIMTB.

Duque de Caxias, modelo de patriota, de soldado, de chefe militar e de cidadão, aponta aos brasileiros o caminho do dever



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Tasso Vásquez de Aquino

Neste 25 de agosto de 2019, a Nação Brasileira, irmanada ao glorioso Exército Brasileiro, congrega-se, uma vez mais e sempre, em torno de seus melhores valores e tradições, para saudar, relembrar com profundos respeito e reconhecimento, e comemorar os fatos e feitos da personalidade e da vida sem jaça do Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, que passou à História como o Duque de Caxias.

General nunca vencido, serviu à Pátria com denodo e bravura desde a mais tenra idade, havendo combatido da Guerra da Independência, como jovem Oficial no início da hierarquia militar e Porta-Bandeira do Batalhão do Imperador, até a Guerra do Paraguai, como Comandante-em-Chefe das tropas da Tríplice Aliança. Defendeu, com altivez e grande coragem moral e física, a Independência e a Soberania do Brasil, e foi o responsável maior pela manutenção da Integridade do Território Nacional, juntamente com a Marinha Imperial, vencendo todas as graves lutas intestinas e as tentativas de secessão do seu tempo, que pretendiam esfacelar o Brasil e formar diversas unidades autônomas de língua portuguesa, a exemplo do ocorrido no antigo império espanhol das Américas.

Magnânimo na vitória, sempre voltado a trazer os antigos revoltosos para o seio da Grande Pátria comum, herança tornada possível pelo valor, pelo sacrifício, pela bravura dos heroicos ancestrais luso-brasileiros, com toda a justiça recebeu o título e passou a ser conhecido e proclamado, pelos tempos afora, com “Caxias, o Pacificador”. Haverá honra maior para um grande, intrépido e invicto Guerreiro?

O clímax da sua extraordinária capacidade de comandar, liderar pelo exemplo deu-se em Itororó, quando, depois de várias tentativas brasileiras mal sucedidas, com grande número de baixas, finalmente levou de vencida, pessoalmente e à frente dos seus soldados, a encarniçada defesa paraguaia e logrou cruzar a estratégica ponte, feito decisivo para o resultado positivo da batalha, esporeando sua montada e de sabre, “o símbolo da própria honra militar”, elevado aos céus. Desse modo, conduziu aos píncaros da glória sua tropa, eletrizada pelo magnífico exemplo do Comandante-em-Chefe sem igual, ao brado de ‘‘Sigam-me os que forem brasileiros!’’

Na política, em que exerceu altas funções, como Senador pelo Rio Grande do Sul, depois de pacificar Farrapos, Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros, por três vezes em cada cargo, deixou registrados magníficos e imorredouros exemplos de dignidade, proficiência e comportamento impoluto, que muito diferente, e melhor, teriam tornado o Brasil de hoje, se seguidos por tantas pessoas que, de 1990 para cá, nas funções públicas e eletivas e no âmbito dos diversos partidos, malsinadamente tanto vêm deslustrando, prejudicando e enxovalhando nossas esperanças por vida digna e justa para os brasileiros, com Paz, Justiça, Democracia e oportunidades para todos desenvolverem os talentos recebidos de Deus, com o aproveitamento racional para nosso povo das incríveis riquezas nacionais.

Segundo o historiador militar, Cel. Manoel Soriano Neto, a propósito das dolorosas consequências para a Pátria da ‘‘Questão Christie’’, grafou, em carta ao Visconde do Rio Branco, mais uma mensagem que os pósteros deveriam ter levado em devida conta: “Não se pode ser súdito de nação fraca. Tenho vontade de quebrar minha espada, quando não me pode servir para desafrontar o meu País de um insulto tão atroz”.

Tudo isso se torna muito atual e merece também ser recordado, quando a pinça neocolonialista – comunista tenta, de novo, fechar-se sobre o Brasil e enfrentar, desmoralizar e isolar um governo que, pela primeira vez em cerca de trinta anos, prometeu e foi eleito espetacularmente, para colocar em primeiro lugar os interesses nacionais, e não se fazer caudatário e subserviente aos hipócritas centros mundiais de poder, que se querem apossar do nosso patrimônio nacional, da nossa riqueza sem igual, e explorá-la em proveito próprio e em prejuízo da nossa Nação, nem subordinado à cruel ideologia vermelha que conduz à escravidão, ao empobrecimento e à desgraça generalizados, exceto para a pervertida nomenklatura dominante.

Os países desenvolvidos da Europa, que hoje nos criticam solertemente por motivos interesseiros e escusos, tendo por tema versões mentirosas sobre queimadas na nossa Amazônia, saquearam a África, destruíram a maior parte das suas próprias florestas nacionais, poluíram o ar, a terra e a água com os refugos da Revolução Industrial, quando exploraram o trabalho infantil e reduziram à semiescravidão os cidadãos mais pobres, ainda hoje se utilizam grandemente de combustíveis fósseis na sua matriz energética e, juntamente com todos os países ricos, poluíram os oceanos, o verdadeiro pulmão do mundo, com seu lixo industrial e suas explosões nucleares experimentais, remetem rotineiramente para as regiões subdesenvolvidas do mundo seu lixo tóxico, inclusive o nuclear, e quase levaram à extinção as baleias, pela pesca predatória implacável, que obrigou o estabelecimento de restrições internacionais para evitar tal crime irreparável.

O conluio neocolonialista-comunista encontra muitos seguidores no Brasil, traidores da Terra que os viu nascer e agentes antinacionais, atraídos pela pecúnia ou pela ideologia perversa que professam, todos instrumentos de dominação e de miséria e desgraça para os concidadãos. Operam na má e venal imprensa falada, escrita e televisada, nas cátedras e direções acadêmicas e escolares, no meio da pretensa ‘’Intelectualidade’’ e no ambiente “artístico”, nos partidos e na política em geral, no legislativo, nas cortes do judiciário, até mesmo as de mais alta expressão, de influência decisiva no ordenamento e na segurança jurídicos e na vida nacional como um todo, etc., em toda a parte capaz de influir opiniões e induzir comportamentos no meio da massa mais inculta e desavisada.

É mais que hora, pois, de a mentira ser eficazmente enfrentada pela verdade. De o bom governo, que confiamos haver elevado ao poder para bem conduzir a Pátria, fazer sentir sua força, combatendo a desinformação da guerra psicológica adversa com a ação psicológica da comunicação social eficaz e atuante, como ocorreu sob a liderança do General Octávio Costa no tempo do notável governo do Presidente Emílio Garrastazu Médici, para engajar todos os patriotas na luta por corações, almas e mentes que precisa ser travada, e vencida. De recuperar o tempo perdido, pela deliberada decisão governamental de 1990 a 2018, de negar recursos às Forças Armadas para reaparelharem-se, atualizarem-se, fortalecerem-se, a fim de exercer a necessária e adequada dissuasão contra qualquer ameaça externa ou interna.

No tempo do chamado “governo militar’’ ninguém ousava meter-se nos assuntos brasileiros, nem tentar dizer-nos o que fazer. Éramos respeitados, como Nação soberana, independente, dona do seu destino, altiva, construindo em paz e com grandeza seu radioso futuro. Hoje, temendo o gigante que ensaia voltar a ser uma potência e um competidor de peso na arena internacional, força externas e subversivas, apoiadas por seguidores internos, tudo fazem para obstaculizar nosso redespertar: ONGs, governos estrangeiros, organismos internacionais, comunismo internacional, nas suas várias facetas e configurações...

Aos militares do Brasil, aos governantes, legisladores, juízes, todos os que sejam do Bem, aos bons brasileiros em geral, de todas as profissões e recantos do nosso imenso e abençoado País, o Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, sinaliza-nos o Caminho do Dever: enfrentemos, sem desfalecimento, mas com eficácia, decisão, coragem e bravura, todos os fatores adversos e os antagonismos e pressões criados pelos inimigos externos e internos da Pátria.

AGORA!

A AMAZÔNIA BRASILEIRA É SÓ NOSSA, “À FORÇA DO DIREITO OU DO CANHÃO” (Hino da Escola Naval).

“NÃO SE PODE SER SÚDITO DE NAÇÃO FRACA!”

“SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS!”
Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2019, Dia do Soldado.

Sérgio Tasso Vásquez de Aquino é Vice-Almirante, Reformado.

domingo, 25 de agosto de 2019

“Nhandê Coive Ore Retama” – Esta Terra é Nossa!



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Todo ano tem fogo em alguns dos seis biomas da Amazônia Legal. Seja por acidente natural, pela baixa umidade relativa do ar. Ou, majoritariamente, por queimadas claramente criminosas, na expansão ilegal das fronteiras agropecuárias. Os incêndios só não podem ser usados como falsos argumentos para contrariar a verdade de que a Amazônia pertence, legitimamente, ao Brasil.

A discussão que temos a obrigação de levar muito a sério, a partir de agora, é se o Brasil efetivamente está exercendo, corretamente, seu direito de propriedade sobre a maior fatia (mais de 70%) do que se conceitua Região Amazônica. Ao longo da História, é forçoso admitir que o Estado Brasileiro tem falhado na missão ocupar e conservar nossa gigantesca fatia amazônica. É tal postura que tem de mudar a partir do Governo de Jair Bolsonaro.

A Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, que atualmente tem como titular o General de Exército na reserva Maynard Marques de Santa Rosa, definiu a Amazônia como “prioridade”, através do Projeto Barão do Rio Branco. Agora, só é fundamental que a sociedade brasileira pressione as instâncias do poder federal para que a “prioridade” seja plenamente exercida, com verbas,  recursos humanos e sabedoria (o uso correto do conhecimento com a aplicação exata da inteligência).

É importante, mas não basta botar na cabeça que a “Amazônia é do Brasil”. Agora, além disto, é fundamental trabalhar para que a frase se torne realmente verdadeira. Temos de cuidar da região, ocupá-la racionalmente, conservá-la e dar a ela a importância econômica e ecológica que tem de verdade. Este é o compromisso patriótico de um Brasil que não quer mais ser uma mera colônia de exploração na periferia do Globalitarismo.

“Nhandê Coive Ore Retama”. Ou, na variação inscrita na bandeira de Tocantins: “CO YVY ORE RETAMA”... Não importa se quem falou foi o cacique Amberê, da Confederação dos Tamoios, ou se foi dita pelo chefe indígena Guarani Sepé Tiaraju, nos Sete Povos das Missões. Os brasileiros têm de dizer “Esta Terra tem dono: é Nossa” com a firme convicção de que cuidamos corretamente da Amazônia. Infelizmente, isto ainda não é verdade. Mas pode ser... E será!

O Brasil só precisa aprender a sair do discurso e partir para a realização prática das expressões da vontade nacional. Os escusos interesses estrangeiros nos atrapalham? Claro que sim... Mas devemos parar de jogar a culpa nos outros e cumprir a nossa responsabilidade. Do contrário, nunca seremos respeitados pela Oligarquia Financeira Transnacional que controla o globalitarismo.

Resumindo: Basta de ufanismo babaca e vamos para a ação patriótica efetiva. Cuidemos bem do que é nosso por conquista histórica dos heróicos antepassados!

Simples, assim: Brasil Acima de Tudo com Capitalismo Democrático, ou bunda de fora...

Leia os artigos:

“Esta Terra tem dono”


A Caravana passa...


Os incêndios na Amazônia são articulados e executados por mentes e mãos humanas


Chamas da Discórdia








Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Agosto de 2019.