sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Brasil, Esse Desconhecido


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Certa vez um estrangeiro que pensava fazer um vultuoso investimento no Brasil, perguntou a um advogado paulista cuja família tem registros genealógicos desde o século XVII nesta Terra de Santa Cruz:

“Doutor, como é o Brasil ?”

Ouviu a humilde resposta: “Não sei !”

Cerca de quatorze gerações não foram suficientes para que ele apenas vislumbrasse a gradeza do Brasil.

Amidos queridíssimos, patriotas, cultos e viajados, contam-me as maravilhas tecnológicas que viram pelo mundo, principalmente na China.

Com uma população de bem mais de um bilhão de habitantes, o Império do Meio é um tigre de papel. Como alimentar e abeberar tanta gente ?

Potência natural é o Brasil!

Num território continental, com uma agricultura espetacular, com água potável em abundância, com recursos minerais e de biodiversidade, ainda mal conhecidos, com um grande mercado consuidor, sem vulcões, sem terremotos e sem neve, vivemos na terra abençoada.

Apenas a tenacidade de alguns patriotas conseguirá resgatar nossa pátria de traidores e da cobiça internacional.

Felizmente temos o glorioso Exército Brasileiro, nossa também gloriosa Marinha do Brasil e nossa Força Aérea Brasileira que lutou bravamente nos céus italianos em defesa da democracia no mundo.

Atacar nossas Forças Armadas por não liquidarem ratos e baratas é esquecer sua missão maior; manter a integridade do território nacional.



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Necessidade da Verdadeira Democracia


Neste episódio de Direito e Justiça em Foco, o Desembargador Laercio Laurelli recebe o Jornalista Jorge Serrão e o Empresário Fábio Chazyn, para um excelente debate sobre a "A necessidade da verdadeira Democracia”.










quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

ZBDU



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Na Era das Siglas, imagino que os amáveis leitores já identificaram o personagem do título.

Os puristas da língua chamam-no de José Bedeu.

Conhecido ateu, casou-se com atéia. Lambuzou-se de mel mais que Zé Colmeia. Não marca gol (cacófato proposital !), só joga pra platéia.

Seu primo Omar tem vários sobrenomes: Omar Mota, Omar Vado, Omar Mita, etc,

Dizem que na verdade, chama-se Omar Telo, mas atéia foi-se. Juntos, eram símbolo de incompetência e de maldade.

Só lhes restou a amizade de um cão. Munista (assim se dizia do cachorro de outra freguesia) . Ficou incãosolável com seu destino volúvel. De pouca fé, solúvel em crocodílicas lágrimas, cantava: “I'm not dog no ...!”

Tornou-se youtuber, abriu um blog, bebeu absinto e ficou grogue.

Contra o Mito, talvez até hoje praga rogue.

Da geração Nem, Nem, abandonou as convicções que tinha. Hoje vive apenas atrás de uma “boquinha”.

De sulfurosa prosa não mais se alimenta.

À Onça, olha com desdém. Clama a um certo bosta, da ideologia refém.

“Ned ei potea soccorrerti... ”
Alguém o aconselha a chamar o molusco. “Deh, non parlare al misero
del suo perduto bene...” (Rigoleto, Verdi)








Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Tempos Modernos



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A velocidade das mudanças em nossos hábitos, interesses e rotinas irá aumentar cada vez mais.

Vi um telefone celular pela primeira vez em 1.988. Tinha o tamanho de um tijolo. Seus donos passeavam orgulhosos pelas ruas !

Hoje, quase todo mundo pode ter um smartphone. O WhatsApp permite enviar mensagens instantâneas por escrito. Endereços, telefones e outros dados numéricos não precisam mais ser memorizados por quem os recebe e nem de papel e lápis para anotá-los.

Todo mundo virou um “reporter” onipresente!

Acabaram as mentiras do tipo “não foi bem assim...”

A grande mídia impressa está moribunda.

O rádio, por necessitar apenas de atenção periférica, transmitirá as notícias mais urgentes. Podemos escutá-las dirigindo automóvel, por exemplo.

Sou da geração que viu surgir e desaparecer o fax.

Presencio hoje, a agonia dos bancos dinosauros, com milhares de agências e funcionários.

Sempre me pergunto: o que ainda está por vir?

Enquanto não tiver que mudar minha rotina de higiene e alimentação, tudo bem.

A pressão dos globalistas é por restringir nossas liberdades individuais.

Fumar tornou-se quase um crime; a luta agora para é demonizar o sal.

Salve-se quem puder!











Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O “Fim do Mundo” dos ecochatos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Todas essas tragédias de extinção, ou quase extinção, da vida na Terra, anunciadas diariamente pelos alarmistas do “fim do mundo”, teriam, como eles  pregam, algo a ver com a atuação do homem na deformidade da natureza?

Tudo leva a crer que não. E que não passa de “alarme falso”. Essa conclusão não significa de nenhuma maneira concordância ou omissão com a depredação e poluição da natureza que a cada dia mais se acentua em todo o mundo, nas cidades e no campo.

Mas se conjugarmos a história do Planeta Terra com a evolução do Homem, certamente chegaremos à conclusão que as tragédias naturais de origem “interna”, anunciadas pelos alarmistas do “fim do mundo”, acontecerão  independentemente da participação predatória humana.

Por um lado a Terra foi formou-se  há cerca de 4,56 bilhões de anos. Os cientistas calculam que 99% das espécies vivas foram dizimadas de alguma forma durante os diferentes períodos geológicos.

Calculam os cientistas que a própria Lua, satélite natural da Terra, teria sido formada a partir da colisão que o Planeta Theia, mais ou menos do tamanho de Marte, teve com a Terra, fato ocorrido cerca de 100 milhões de anos após a formação da Terra, e que teria “roubado” uma parte do que  era a Terra para formação do seu satélite.

Neste sentido, o Planeta Terra, que não serve só para os “namorados”, ”deve” à Lua, principalmente pela recíproca atração gravitacional, a sua própria  “estabilidade” no Sistema Solar, no cosmos, e mesmo a “vida” nela existente, inclusive as marés. Sem a força da gravidade exercida pela Lula sobre a Terra, a vida seria impossível. Só para exemplificar: se a Terra estivesse “solta” no Sistema Solar, e o seu eixo de rotação se alinhasse com o Sol, o hemisfério voltado  para  essa  estrela  ficaria quente demais, e o hemisfério oposto totalmente congelado, praticamente  inviabilizando  a vida como a conhecemos.

Os  5 (cinco) “quase fim de mundo”,com extinção de grande parte da vida, só nos últimos 500 milhões de anos,  (+ou- 1/10 do tempo de “vida” do Planeta), se deram (1) aos 440 milhões de anos (período Ordoviciano, com vida restrita aos oceanos,onde 85% das espécies e mais de 100 famílias de invertebrados  desapareceram); (2)  350 milhões e anos (Período Neodevaniano,com perda de 27 % das famílias,e 70% a 80 % dos organismos marinhos); (4)  250 milhões de anos,onde a Terra ficou com um só supercontinente (Pangea), e a érea de terras superou a de oceanos, e 96 % da vida dos oceanos e 70 % da vida terrestre desapareceram; e (5) 65 milhões de anos, quando um asterioide, ou cometa, atingiu a Terra na Península de Yucatan (México), com extinção de grande parte da vida,inclusive dos Dinossauros.

Na “evolução” do homem, o primeiro “hominídio” data de (somente) 4,4 milhões de anos, e o fóssil  mais antigo do “homo sapiens” foi encontrado  em Djebe l  Irhound, no Marrocos,há 315 mil anos. A “história” do homem no Planeta Terra, portanto,corresponde a mais ou menos 1/1000 do tempo de existência do Planeta. Nada, portanto.

O anunciado “aquecimento global”, e o tal de “efeito estufa”, bem como o derretimento do gelo, e o aumento,ou “diminuição”, do nível dos aceanos, já ocorreram diversas vezes na “história” da Terra, sem qualquer participação do homem, que nem mesmo existia, e só passou a “tomar forma” muitos milhões de anos após a última grande “quase” extinção da vida no Planeta, ocorrida há  65 milhões de anos atrás.

É claro que nenhum certificado de “garantia” pode ser dado tanto à vida na Terra,quanto à “vida” da própria Terra. Tanto causas internas da Terra,como erupções vulcânicas gigantescas,terremotos,eras glaciais,e muita outras causas, poderiam abalar a vida no Planeta. Mas parece que o maior perigo estaria numa causa “externa”, absolutamente imprevisível,  numa  eventual colisão de   asteróide ou cometa , cujas dimensões poderiam dar um “fim” na Terra. Os que caíram até hoje podem ser considerados  “anões”, mas já  provocaram muitos estragos.

Portanto, o único “fim do mundo” certo ainda está bem distante, e se não houver nenhum “acidente de percurso”, a Terra ainda poderá ter  uma sobrevida de cerca de  5 bilhões de anos... Se tiver, e se “tivermos”, muita “sorte”.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

“Merdocracia neoliberal fascista”



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Como interpretar quando intervir, ou não, na luta pelo Poder, sem ferir o regime democrático? Esta é a grande dificuldade para as autoridades e instituições dos Estados Democráticos, na atual conjuntura. O General de Exército na reserva Carlos Alberto Pinto Silva reflete sobre este dilema em seu mais recente artigo que o Alerta Total publica.

Uma ajuda à indagação do General Pinto Silva é definir, claramente, se o Brasil opera, realmente, no regime democrático. A resposta verdadeira tende a ser um desagradável “não”. A predominância do Estado-Ladrão, no qual se baseia o híbrido regime Capimunista tupiniquim, indica que estamos mais próximos de uma (Oclocracia, governo de bandidos) do que de uma Democracia (na qual o primado é o da consciente segurança jurídica, através do exercício da razão pública).

Agora, um criativo juiz do Trabalho, na livre manifestação em um processo, insere um comentário político, fora do contexto simplesmente jurídico,  para sentenciar que vivemos sob uma “Merdocracia Neoliberal Fascista”. O magistrado não escreve diretamente, porém dá a entender que se refere ao governo de Jair Bolsonaro. Parece que o nobre rotulador não viveu sob a gestão de Lula e Dilma – mais dignos de merecerem a irônica definição do bem-remunerado árbitro trabalhista que agora ganhar seus minutinhos de fama.

O resumo da ópera é simples: Temos de agir depressa para implantar a efetiva Democracia (que não temos) no Brasil. Isto só será possível se for livremente discutido o Projeto Estratégico de Nação do qual não temos mais tempo de abrir mão. O regime que temos atualmente é imprestável para o cidadão. Só é adequado a quem se dá bem no esquema do Estado-Ladrão – que sabe fazer uso pragmático das ideologias e seus extremos para enganar os otários, mantendo as pessoas sob tensão permanente, incapazes de uma “aliança pelo Brasil” (perdão pelo trocadilho).

O imortal filósofo popular Bezerra da Silva tem razão: o Brasil precisa mudar antes que o Saci cruze as pernas ou o vampiro doe sangue... Merdocracia, não importa que qualificativo lhe arrumem, nunca nos serviu para boa coisa...
Resumindo: A Onça até quer beber água, só que proibiram o canudinho de plástico... E vamos que não vamos...

Leia o artigo do General Pinto Silva: Insurgência Moderna: Um pensamento ou uma teoria que se tornou realidade


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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Janeiro de 2020.

Muro em ponta de faca



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Confesso aos meus amáveis leitores que, às vezes, sinto-me esmurrando uma espada bem afiada.

Estou igual àquele senhor português que alugou um carro no aeroporto e, sem querer, entrou na marginal Pinheiros na contra-mão.
Imediatamente o rádio noticiou : “Atenção motoristas, há um louco na contramão !”.
O lusitano pensou: “Um não; milhares!”

Será que apenas eu vejo a ingenuidade de nosso querido Mito ? Sua excelência acha que pode apaziguar o tigre da corrupção e que, da noite para o dia, um arcanjo passará a mão na cabeça dos membros do urubusário e do cão egresso que se tornarão “bonzinhos” e patriotas ?.

Se não for decretada a Intervenção Constitucional prevista no art. 142 da carta magna, todo o esforço para melhorar o país terá sido em vão.

Meu desespero é ver a tolerância da Onça com tantas barbaridades.

Um ano após a tragédia de Brumadinho a diretoria da Vale continua livre, leve e solta. Água contaminada no Rio de Nojeira! Gente morrendo no chão imundo de hospitais!

Ah! Mas grave é censura contra um documentário sobre um “Jesus” gay!

A inação das autoridades bem intencionadas é causada por ingenuidade ou burrice?

A frenética atividade da rataiada, por sua vez, é um sinal de desespero.
Mudar a fórmula de indicação de um Ministro do STF; deixar apodrecer num galpão dezenas de ambulâncias enviadas pelo governo federal para que a população não saiba que alguém se preocupa com ela; esburacar estradas recém pavimentadas para dizer que o serviço foi mal feito e com material de baixa qualidade.

Mito e Onça não reagem? Deve ser gostoso esmurrar nossa consciência.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Insurgência Moderna: Um pensamento ou uma teoria que se tornou realidade



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Alberto Pinto Silva

É inconcebível nos conflitos modernos e, também, nas lutas políticas pelo poder, uma postura de menosprezo em relação à novas ideias, e, ainda, os líderes terem atitude de descrédito com as novas formas de guerra, e com a nova via violenta para a Tomada do Poder.

Para a revolução ser vitoriosa não bastam a indignação e a revolta popular. É preciso, antes de tudo, que o movimento de massas seja guiado por uma teoria revolucionária e dirigido por uma vanguarda organizada. Tal lição foi sintetizada por V.I. Lênin, líder da Revolução Socialista Soviética, de 1917, na frase “sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário”.

Em sua “teoria do murro no paralítico” Lenine prescreve a desagregação da máquina do Estado, antes do golpe de força. Trata-se de aumentar a indecisão governamental e de “apodrecer” as instituições e os grandes órgãos do Estado, considerando que “Todos os meios são bons, se conduzem ao fim”.

O Brasil vive uma triste realidade inovadora, com o emprego de atividades de Guerra Híbrida como nova via violenta para a Tomada do Poder.

Na atualidade, as tendências políticas, econômicas e sociais apontam para a emergência, de indivíduos ou pequenos grupos extremamente poderosos unidos pela devoção a uma causa mais do que ao desenvolvimento econômico e sucesso das políticas públicas[1], que visam bem atender a população. Uma tendência dramaticamente acelerada graças à conectividade da internet.

A “Via Pacífica” para a conquista do Poder desmoronou, tornando real a possibilidade das forças do socialismo marxista vigente escalarem o modelo de guerra híbrida, usando, primordialmente, a nova forma violenta para tomada do poder modo hard (Com atividades de Guerra Híbrida), tentando manter um rumo de luta para o futuro, complementando com atividades de guerra híbrida em seu modo soft (forma não violenta: protestos, manifestações sindicais, uso dos movimentos sociais).

Ambas as fases (modo soft/golpe brando[2] ou modo hard/golpe rígido) compartilham das mesmas estratégicas e são diferentes lados da mesma moeda para a troca de regime.

Portanto, as ações podem ser diversas. Pacíficas ou não pacíficas na fase inicial, mais agressivas, e violentas em sua continuidade, na esteira dainsurgência moderna[3].

O centro de gravidade da ação está voltado a desestabilizar o governante, a desacreditar autoridades e em criar o caos na sociedade, sucedendo-se a crise política.

É essencial que todos tenham consciência que a ampla gama de grupos que compõe uma “insurgência moderna” pode possuir motivos vastamente diversos. Para o nossa discussão os que mais interessam são:

- Grupos ideológicos - sua abordagem não impõe limites às ações para atingir seus objetivos, o fim justifica os meios.

- Grupo híbrido - surge instigado por uma mistura de motivações reativas, ideológicas e oportunistas[4]. Por vezes tais grupos nascem entre os reativos e/ou ideológicos para em seguida se voltarem a ações criminosas em busca de financiamento para suas atividades e lutas políticas violentas para a conquista do Poder.

O que hoje se apresenta em termos de disputa política no Brasil, faz parte de uma estratégia, de um grupo híbrido, para desestabilizar o governo, pensada e planejada pela esquerda derrotada no pleito eleitoral, e seus representantes midiáticos no plano interno e externo do país.

O grupo híbrido pode adaptar sua mensagem para criar sua própria "ideia política"[5]específica a fim de conquistar mais seguidores para sua nova forma violenta de Tomada do Poder.

As atividades híbridas na luta para desorganizar governo e desacreditar as autoridades não são espontâneas, mas sim produzidas previamente à sua efetivação.  As pessoas não têm consciência do real papel que exercem nas diversas atividades de guerra híbrida que são desencadeadas. São simplesmente usadas como meio, para dar uma sensação de apoio popular à desestabilização do Estado, e à consequente tomada do Poder.

“O “vírus político” espargido e explorado “contaminará" as pessoas trabalhando para modificar seu posicionamento político, e o propósito é que, uma vez que encontre um "apoiador", esse indivíduo "espalhe”, para outras pessoas, ativamente, o pensamento da necessidade da desestabilização do governo, causando um "perigoso desordenamento político"[6].

A intenção, do grupo híbrido, no nosso caso específico, é implodir o Brasil via convulsão social em coordenação com o potencial de protestos da população, principalmente dos descontentes com o governo[7].”[8]

A atuação do grupo insurgente, com apoio de uma imprensa[9] cooptada e/ou ideologizada, é capaz de arregimentar uma massa crítica de pessoas, usando técnicas Ideológicas, Psicológicas, de Guerra Social em Rede, e de Informação, o suficiente para abertamente afrontar o Estado e tentar desagregá-lo, tudo isso visando instaurar um “desafio anárquico”[10] que os insurgentes tanto buscam, visando a conquista do controle social da população.

“Especialistas ligados às ciências humanas, identificam o “dedo do caos” em revoluções políticas, em transformações econômicas e na modificação de costumes e regras morais.”

As atividades de Guerra Híbrida, para a desestabilização e a desagregação da máquina do Estado, podem ser interpretadas como a utilização da teoria do caos para levar à imprevisibilidade, visando a tomada violenta do Poder.

A Guerra Civil Interna (Violência) não surge do nada, ela é consequência do sentimento dos grupos ideológicos oportunistas existentes da impossibilidade da Tomada do Poder por Via Pacífica (Eleições) e da existência de grupos sociais simpáticos à causa, e de uma imprensa colaborativa, e de uma oposição com potencial violento de protesto (Grupo Ideológico).

No Brasil de hoje, a luta pelo Poder progride, e a realidade nos mostra que até que o governo consiga conquistar a maior parte da sociedade com suas realizações, ou a grande imprensa vença o terceiro turno, com a guerra midiática interna e externa posta em execução contra o governo, aliada à esquerda brasileira que optou pela forma violenta para a tomada do Poder, e, assim, crescendo vertiginosamente os riscos políticos de consequências inimagináveis e se multiplicando os erros de cálculo.

O governo deve elaborar estratégias defensivas apropriadas para impedir a “insurgência moderna” sequer começar, e, se ela começar, para reduzir o impacto e evitar que o “desafio anárquico” imponha danos paralisantes e derrube o governo e conquiste o Poder.

“A maior defesa contra a insurgência moderna” é estabelecer firmes ações de governo em defesa dos valores democráticos nacionais, da ética e do combate à corrupção, dos direitos das pessoas e de uma maior igualdade social, além de manter a população informada das realizações governamentais. Isso significa fazer com que a sociedade se sinta em grande quantidade parte de "algo maior" e enxerguem no executivo respeito a conceitos supranacionais, existentes nas verdadeiras democracias.

É importante que essa ação de governo seja inclusiva e reúna os mais variados grupos sociais, étnicos, religiosos e econômicos do país. Na verdade, a forte promoção de ideais patrióticas pelo Estado leva à eventual criação de uma “mente de colmeia” em favor do governo e que participaria de um “contra enxames estratégico” em objeção a quaisquer insurgente ou ação visando a Tomada do Poder de Forma Violenta.”[11]

A grande dificuldade para as autoridades e instituições dos Estados Democráticos, na atual conjuntura, é de se ver presa pelo grande desafio de interpretar quando intervir, ou não, na luta pelo Poder sem ferir o regime democrático.


Assuntos Relacionados:

Fonte de Consulta:

General de Exército da Reserva, Carlos Alberto Pinto Silva, ex-comandante de Operações Terrestres (COTer), do Comando Militar do Sul, do Comando Militar do Oeste, Membro da Academia Brasileira de Defesa, e do CEBRES.


[1] Os indivíduos estão trocando sua lealdade a nação pela lealdade a causas.
[2] Fase de planejamento e preparação.
[3] Que leva a um Conflito Interno Não Convencional.
[4] Grupos reativos - conduzem sofisticadas campanhas de comunicação, visando derrotar seus oponentes. Grupos Oportunistas - florescem beneficiando-se de um vácuo que lhes permite tomar riqueza ou poder.
[5] Obsessão, vírus.
[6] Que pode levar a um Conflito Interno Não Convencional .na tentativa da tomada violenta do Poder.
[7] Oposição política cooptada para a violência.
[8] “Guerras Híbridas: a abordagem adaptativa indireta com vistas à troca de regime”. Andrew Korybko
[9] Uma campanha midiática, planificada e constante no campo externo e interno visando desacreditar, desmoralizar, as autoridades, os políticos ligados da situação e ao próprio Presidente da República, com a intenção de desestabilizar o governo e facilitar a tomada do Poder.
[10] Caos
[11] “Guerras Híbridas: a abordagem adaptativa indireta com vistas à troca de regime”. Andrew Korybko