sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Além da fake news ecológica sobre a Amazônia



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Até hoje, o Brasil não olhou para a Amazônia como prioridade. Sempre lemos, escutamos e ouvimos que a região é prioritária. Nos discursos das autoridades e ONGs corre esta mesma conversa fiada. Na prática, apesar dos esforços das Forças Armadas, é assustadora a ausência do poder público na imensa região. O Brasil cuida muito mal da Amazônia brasileira, sobretudo na fronteira Norte. O dinheiro estrangeiro dá mais importância a Amazônia brasileira que nós, os “brasileiros”. Eis a verdade que deveria incomodar quem é realmente patriota.

Viralizou um vídeo, nas redes sociais, que faz a gente pirar na batatinha – inclusive e principalmente os militares. Um homem com forte sotaque alemão, em excelente portunhol, afirmou, na lata, que a Amazônia não pertence mais ao Brasil: virou território internacional. O cara acusa os governos do PSDB e PT de facilitarem a venda da área Norte da região para “laranjas” e ONGs que grandes grupos alemães, chineses, russos, noruegueses e norte-americanos. O “alemão” denunciou que os “donos” vão mandar tropas informais para a Amazônia, a fim de sabotar as ações de Bolsonaro. Ouçam, atentamente, ao que diz o “Alemão”.

    
Um outro texto de extrema verossimilhança que viaja, freneticamente, nos zap-zaps é atribuído a Norma Lúcia Lippel: “Por 10 anos trabalhei na Amazônia em épocas diferentes. Nos últimos cinco anos e meio tive de morar lá é só vinha ao Rio por 6 dias de 40 em 40 dias, na minha folga de campo. Conheci e vi tudo que possam imaginar de corrupção, roubo, extração de ouro e outros minérios de terras indígenas e áreas de proteção ambiental com participação da Funai e de alguns caiaques. Vi e convivi com MST comandados pelo PT e PCC, que invadem terras da União, saqueiam e assassinam pessoas líderes das comunidades”.

Norma Lúcia Lippel prossegue: “Lutei muito junto às comunidades quilombolas e ribeirinhas. Morava na cidade de Barcarena e percorria todo território. Nessa cidade está instalada a Hydro, como é conhecida lá. Há anos vem poluindo descaradamente os rios e Igarapés da região e sempre foi acobertada pela Sema PA e pelo IBAMA. A empresa é 1/3 do governo da Noruega e 2/3 é da família do vocalista da Banda A-HA. Agora em 2019 as coisas estão mudando (ainda muito pouco) para algumas empresas estrangeiras que adquirem terras ricas em minério e tratam o Brasil como os idiotas tupiniquins”.

Norma pega ainda mais pesado: “A Amazônia está invadida por chineses, noruegueses, canadenses, italianos, Pastoral da Terra (parte podre do vaticano), canadenses e assim vai.... Mato Grosso também está dominado. Em MS os chineses estão medindo forças com pequenos fazendeiros que eu conheço para não perderem a Serra da Bodoquena que é uma terra riquíssima em minérios”... Será que a narrativa é fake ou tem fundos de verdade não contada oficialmente?

Verdade objetiva é que a Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Jair Bolsonaro lançou o Programa Barão do Rio Branco, para tornar a Amazônia o que ela nunca foi: uma prioridade do Estado Brasileiro, conservando-a e explorando-a de maneira sustentável, respeitando padrões ecológicos civilizados. O Presidente Bolsonaro bateu de frente contra a Alemanha, Noruega e França na polêmica de uma picaretagem transnacional chamada “Fundo Amazônia”. Pronto... O Brasil passou a ser alvo do sempre eficiente trabalho de sabotagem do discurso ambientalista canalha. A extrema mídia daqui e de fora ecoaram protestos contra Bolsonaro, aproveitando polêmicas inúteis  que o próprio Presidente criou.

Bolsonaro teve a chance de testar, da pior maneira possível, sua equivocada estratégia de comunicação direta com jornalistas. Têm causado mais prejuízos de imagem que lucros políticos os pronunciamentos-relâmpagos na portaria da residência oficial do Palácio da Alvorada. Os bolsonaristas que agüentem o tranco, porque Bolsonaro vai persistir na linha personalíssima que definiu para lidar com “os inimigos” da imprensa. O porta-voz General Rego Barros terá o mínimo de trabalho. Bolsonaro continuará falando por ele mesmo, e seja o que Deus quiser...

A luta pela Amazônia é uma guerra perdida? Patriotas e militares avaliam que não... Mas o desencadear dos acontecimentos promete ser complicadíssimo, em função da omissão história do Estado-Ladrão Brasileiro, e das sucessivas ações criminosas dos governos, colaborando com a sabotagem estrangeira que insiste no argumento globalitário de uma “Amazônia patrimônio ambiental da humanidade”, e não do Brasil – que, cá entre nós, ultimamente, só tem jogado o jogo do inimigo, envergonhando os esforços desbravadores de Pedro Teixeira e outros...

As fake news pseudoecológicas sobre a Amazônia só vão aumentar, em quantidade, dimensão e difusão.

Embora o porta-voz da nova ordem mundial El Paiz mancheteie que o “Brasil arde”, é porque os inimigos do Brasil ainda não viram nada do que vem por aí...      

Data para o Lula Semi-Livre

Depois de 23 de setembro até o fim do ano, Luiz Inácio Lula da Silva tem tudo para ganhar o direito à regressão da pena para o regime semiaberto.

O relator do segundo processo de condenação dele no TRF-4, Desembargador João Pedro Gebran Neto, sinalizou que pode liberar o processo de Lula até o final do ano.

Como o processo ainda precisa passar pelo revisor Leandro Paulsen, pode ser que a quase certa confirmação da condenação em segunda instância colegiada só acontece no ano que vem.

Assim, Lula tem grandes chances de ficar semi-livre, entre outubro e o começo do ano que vem...  







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Agosto de 2019.

Novos Apelidos



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Hoje, sugiro aos amáveis leitores, um jogo de adivinhações. Descubram quem são os portadores dessa nova safra de apelidos!

Bolofófis;

Bocamólis;

Lamparina a álcool;

Urubu malandro;

Vacavéia;

Escoriajet;

Frotagonista;

O decano deu cano;

Motociclista de araque;

Giloceano mendaz;

Tucano de carreira;

Torquemada da queimada;

Bom pra ajoelhar é milho;

Farda do Duque de Toledo (colores morado, borgoña y oro);



Nota: O Boné cor de ouro é o correto!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O projeto de abuso que a Câmara não aprovou



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcelo Mafra

Ao contrário do que se divulga, o projeto de lei sobre o abuso de 
autoridade realmente não foi aprovado, mas sim rejeitado pela Câmara dos 
Deputados.

Para os que não entenderam, fica fácil explicar.

Acompanhei, pela mídia, como cidadão, o que ocorreu na Câmara dos 
Deputados, na votação do projeto de lei nº 7596/17 sobre o abuso de 
autoridade. Também tenho acompanhado as manifestações contrárias de 
várias entidades sobre as inconsistências do referido projeto de lei.

Sobre a tal votação “simbólica” desse projeto de lei, no Plenário, o Sr. 
Rodrigo Maia agiu de forma totalmente indevida e contrária ao Regimento 
Interno.

No caso de não ser feita votação nominal, mas sim simbólica, o que 
determina esse regimento interno, em seu art. 185, é que o presidente da 
Câmara deveria dizer: “os que forem a favor permaneçam sentados”.

Art. 185. Pelo processo simbólico, que será utilizado na votação das 
proposições em geral, o Presidente, ao anunciar a votação de qualquer 
matéria, convidará os Deputados a favor a permanecerem sentados e 
proclamará o resultado manifesto dos votos.

Em vez disso, ele disse: “os que forem a favor permaneçam como se 
acham”.

Observando-se o vídeo da votação, percebe-se que “havia muito mais 
deputados em pé” do que sentados.

Então, o resultado da votação, se for se considerar o que realmente está 
determinado pelo regimento interno, foi de "rejeição" do projeto, e não 
de sua aprovação.

Esse detalhe deveria ser verificado e divulgado amplamente, inclusive 
pela imprensa e demais mídias, mostrando que houve "distorção" do 
"resultado" da votação, devido à manipulação realizada por Rodrigo Maia.

Ou seja, mesmo em votação simbólica, o projeto foi "rejeitado", e não 
aprovado.

Isso significa que o feitiço (votação simbólica) virou contra o 
feiticeiro (Rodrigo Maia).

Em vez de ficarem reclamando sobre necessidade de possíveis vetos 
parciais ou veto total, deveriam se concentrar nisso que apresentei, que 
é tão simples e óbvio.

Marcelo Mafra Magalhães de Lima Franco é Engenheiro Eletrônico, M.Sc. em Engenharia Elétrica pela COPPE/UFRJ.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Lava Jato ainda tem muito a apurar e punir



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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A corrida é contra o tempo, porque muitos crimes podem prescrever, beneficiando claramente os craques praticantes da corrupção sistêmica. A Lava Jato ainda tem muito investigar e muita gente a processar, em função de informações e novas provas obtidas em delações premiadas de quem recebeu polpudos pagamentos de propinas pelas negociatas que ajudou a viabilizar nos negócios entre empreiteiras e integrantes do poder público federal, estadual e/ou municipal.

Saltam aos olhos os casos dos ex-ministros da Fazenda na Era PT. Guido Mantega só agora foi denunciado por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O setor de Operações Estruturadas da Odebrecht reuniria provas de que ele recebeu uma megapropina de R$ 50 milhões como contrapartida pela edição das medidas provisórias 470 e 472. Antônio Palocci também foi denunciado pelo crime de corrupção passiva. Preso pela Lava Jato em setembro de 2016, Palocci saiu na cadeia no final de 2018 porque fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal – e não com a Força Tarefa da Lava Jato.

Agora, é aguardar o resultado de uma corrida maluca contra o crime. O juiz da 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba, Luiz Antonio Bonat, negou a prisão preventiva de Mantega, mas determinou que ele passe a usar tornozeleira eletrônica. Preventivamente, o magistrado também bloqueou o dinheiro que Mantega teria no exterior. Mantega tem muitas explicações a dar, porque, além de titular da Fazenda, ele foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras – coincidente na época em que a petroleira, cuja acionista majoritária é a União Federal, foi “seqüestrada” pela quadrilha de petistas e afins. A defesa de Mantega sustenta que ele nunca recebeu um tostão da roubalheira envolvendo Odebrecht, Brasken e Petrobras...

A Lava Jato ainda tem muito a investigar... Ainda tem muito bandido de zelite para ser denunciado, processado, condenado e preso. O novo Procurador Geral da República – não importa quem seja – terá papel fundamental no que vai acontecer. Se ele mandar acelerar as investigações e aumentar o ritmo do oferecimento de denúncias do Ministério Público Federal ao Poder Judiciário, muitos corruptos de fino trato serão apanhados. No caso, todo mundo sabe que a demora beneficia os infratores.

O fato grave é que a estrutura estatal não sofreu mudanças, a não ser a alteração de nomes que ocupam novos cargos. A máquina e seu regramento excessivo continuam os mesmos que foram palco de um tsunami de corrupção nunca antes visto na História do Brasil. Enquanto a estrutura estatal não for mudada completamente – e não temos previsão de que isto aconteça -, o risco de roubalheira continua mais vivo que nunca. Imagina o que pode acontecer na previsível onda de privatizações, se elas ocorrerem na base da privataria?

Resumindo: o Estado-Ladrão do Brasil tem de ser acompanhado com lupa pelos cidadãos. A estrutura estatal continua dando ampla margem para a corrupção governamental. Por isso, será necessária toda pressão cidadã para vigiar e cobrar todos os governantes, nos âmbitos federal, estadual e municipal.     







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Agosto de 2019.

A volta do Peru é colorida


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Coleguinhas de Incitatus ameaçam votar contra a indicação do filho do Mito para a embaixada nos Estados Unidos da América.

Talvez se esqueçam do “day after”.

Como o nome indicado já recebeu o “agreement” do governo Trump, a eventual rejeição seria (será) um tapa na cara do presidente norte americano.

Lembrem-se que o visto de entrada para o país da Disney, Las Vegas e Miami é discricionário. Os que votarem contra, estarão sujeitos, no futuro, a não mais pisar no “país das maravilhas”. Nem eles nem os familiares.

"Pobrecitos!”.

É verdade que lhes restará a velha e decadente Europa para visitar. “Mas qual é a graça ir para uma região em ruínas?” - perguntar-se-ão eles.

Como burros olhando para palácios, por incultos, não saberão apreciar a grandeza das edificações do passado, nem a História clássica.

Por aqui, na Pindorama, poderão continuar com suas tentativas de reintroduzir o regime do “toma lá, dá cá”.

No more “Disney's Animal Kingdom”; no more casinos; no more shopping centers.

Mais perdidos que cachorro em dia de mudança, desesperados, fugirão dos “postes” que talvez, por cúmulo, ainda urinarão neles.

Se houver infarto e a caminho do hospital ainda estiverem na maca, ouçam a voz da Cãociência: “O cara tá preso babaca!”.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Blitzkrieg e Magistratura



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Enquanto a magistratura há pouco tempo atrás não se expunha em atenção aos delitos cometidos pelos grandes empresários e políticos de ponta, nada existia que pudesse macular sua conduta ou exigir do legislativo, executivo e órgãos reguladores quaisquer medidas em sentido contrário.

Entretanto, quando o momento passou por turbulência e prisão de grandes envolvidos na corrupção e desvio de recursos públicos, sonegação, lavagem e colarinho branco, eis que nosso parlamento bem mais caustico do que na Itália passa a legislar sobre abuso de poder, cortar vencimentos, auxílios e tudo na contramão da história para desmantelamento da carreira e seu consequente sucateamento.

Nada, absolutamente nada, no momento pode ser reconstruído em prol da instituição, já que seus pilares maiores parecem derruídos ante a apatia e falta de atitude o que provoca com a reforma da previdência e aumento da contribuição da seguridade social um aumento gritante do número de aposentadorias precoces.

A operação de guerra não tem momento certo para terminar, porém seu
objetivo é exterminar as raízes daquilo que se estruturou visando ao combate sem tréguas à corrupção, quadrilhas e facções criminosas. Infelizmente somos o País da impunidade somada à imunidade que carcome o exercício do poder e nos traz sérias preocupações em relação ao futuro.

Número incontável de promotores, juízes, procuradores, e agentes de Estado já optaram pela aposentadoria. Não há estimulo, muito menos infraestrutura e a responsabilidade somente sucede maior a cada dia, porém não se terá exito em repor os cargos vagos e as lacunas profundas institucionais.

Ninguém é corajoso a ponto de dar um grito de basta nessa maquiavélica estratégia que carcome as instituições e permitem que o caos se instaure com maior facilidade. Limitam valores para compra de livros, informática e
no mais da vezes proibem, além de restringir indenização por férias não usufruídas, sem aquilitar o volume do serviço e a disparidade entre as cortes.

O momento é de reflexão, de análise e acima de tudo de questionamento uma vez que as lideranças da classe pouco ou nada fazem,a as especificações valem como regra geral. O bombardeio imenso contra as instituições como se fosse verdadeira lei de mordaça ganha realça na absurda lei votada na calada da noite sobre abuso, consubstanciando um código de ética e um estatuto
do preso.

Daqui para frente, sem a menor dúvida, o Brasil que é conhecido internacionalmente pela terra sem lei das barbáries no exterior e o País jabuticaba exporá sua cara e a face de uma tessitura que se desidrata com muita intensidade, pelas mãos do legislativo, do executivo e dos órgãos reguladores que vieram para burocratizar e não dar eficiência e maior velocidade nos litígios os quais ultrapassam a casa de cem milhões, mas se perpetuam dezenas de anos, na expectativa da chamada coisa julgada material.

Operacionaliza, portanto,uma grande operação, talvez maior do que a lava jato, uma revolta, rebeldia e o desespero daqueles que foram pegos ou poderão ser pilhados doravante. A união da magistratura é fundamental, muito entidade de classe, mas pouca atitude e nenhum resultado para dissuadir os destrambelhados a serem freados no intuito lesivo da Nação.

Criou-se um cenário perigoso, nebuloso, sem esperanças, o que envergonha a toga e dispersa a finalidade primeira da magistratura brasileira. Acaso a sociedade civil não acorde e já,teremos pela frente momentos de tensão e o crime organizado, uma vez mais, vencerá os destemidos combatentes que se arvoraram na eliminação da macrocriminalidade e seus pérfidos efeitos na economia e no crescimento.

Um País sem ética, sem moral e sem juizes em Berlim poderá retroalimentar uma autofagia de sua realidade nua e crua permeada pelo mal que tenta vencer com todas as armas os que optaram pelo bem do Brasil.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Snipers no Senado mirando o Supremo



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O Brasil inteiro acompanhou ao vivo, ontem de manhã cedinho, a atuação cirúrgica de quatro atiradores de elite do famoso BOPE, matando William Augusto do Nascimento, de 20 anos, que seqüestrou, por três horas, um ônibus na Ponte Rio-Niterói. Na definição perfeita da deputada estadual paulista Janaína Paschoal, “a Polícia, com base na lei, lançou mão da legítima defesa de terceiros e agiu no estrito cumprimento do dever legal”. Ou seja, o cara que ameaçava incendiar o ônibus, matando quase 40 pessoas indefesas, acabou morto com seis tiros, depois de esgotadas todas as hipóteses de rendição.

No fim da operação, ganharam destaque algumas imagens. A do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel descendo correndo de um helicóptero, sorrindo e comemorando. Em pleno engarrafamento no vão central da Ponte Presidente Costa e Silva, dezenas de motociclistas comemoravam o desfecho, junto com um dos snipers, mascarado e com uniforme camuflado, que celebrava a mira certeira, pulando em cima de um caminhão do Corpo de Bombeiros. A decisão policial foi tão acertada que nem houve espaço para o habitual e esperado mimimi da mídia defensora dos “direitos dos manos”, tentando “denunciar” uma suposta “covardia” contra um jovem que fez reféns com uma arma de brinquedo, uma faca, um aparelho para dar choque, spray, gasolina e fios para amarrar tudo mundo.

Foram mais imagens para ficarem gravadas na memória da coleção que retrata o cotidiano da banalização da violência no Rio de Janeiro – um lugar dominado pelas mais variadas facetas do Organizado Crime Institucionalizado. Desta vez, a vitória foi das forças de segurança. No entanto, ainda prevalece a forte sensação de insegurança. Todo dia, passageiros de ônibus são assaltos na Ponte Rio Niterói. O coletivo tinha câmeras que mostraram tudo que aconteceu. Mas não tinha um sistema que avisasse que se encontrava em situação de perigo e emergência. Por que ainda não corrigiram esta falha – que poderia ajudar na repressão aos crimes previsíveis?

Enquanto as “otoridades” não trazem respostas óbvias para dúvidas ululantes, o Alerta Total convida nossos leitores para observarem uma outra situação que pede uma atuação simbólica de “atiradores de elite”. Um grupo (até agora) de 21 dos 81 senadores resolveu quebrar a inércia da Casa no combate à corrupção. Batizado de “Muda Senado, Muda Brasil”, os parlamentares querem três coisas: 1) Discutir o pedido de impeachment do Presidente do Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli; 2) Abrir a CPI da Toga – para investigar e fiscalizar denúncias contra integrantes dos tribunais superiores; 3) Acelerar a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma do Judiciário.

As pautas bombásticas sinalizam a correta percepção dos senadores de que é gravíssimo o problema no Poder Judiciário. A temperatura atinge níveis infernais quando se especula sobre o risco concreto de alguma ação legislativa contra algum deus do supremo. A tensão aumenta absurdamente com a recente aprovação da Lei sobre Abuso de Autoridade – duramente criticada por magistrados e membros do Ministério Público, que deve sofrer em torno de uma dezenas de vetos do Presidente Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo, muitos parlamentares que agora se comportam como snipers são alvos de denúncias de corrupção que, alguma hora, serão julgados pelos magistrados que ora desejam atingir.    

Enfim, temos snipers no Senado mirando o Judiciário. A guerra de todos contra todos os poderes ganha capítulos de extrema truculência. Aguardemos pelas cenas das próximas pancadarias. Haja remédio para coração e dor de barriga...  

Resumindo: O Brasil segue em ritmo de grande hospício a céu aberto...

Liberdade Econômica ameaçada

Os cartórios, através do deputado federal Celso Russomano e a bancada do PRB, querem alterar o texto da MP da Liberdade Econômica pra impedir a extinção de uma burocracia cartorária em registros de sociedades.

Se isso acontecer, o texto teria que voltar à Câmara, e como consequência o governo considera que isso significaria que a MP caducaria, pois não há tempo para reanálise no plenário da Câmara.

Precisamos salvar a MP de Liberdade Econômica na base da pressão. #AvançaBrasil




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Agosto de 2019.

Mudar por Mudar



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Só tenho medo dos idiotas.

Dos bandidos e dos canalhas ainda podemos conjecturar os próximos movimentos.

Dos idiotas, não. Imprevisíveis e de comportamento errático.

Hoje em dia, infelizmente são a maioria.

O maior picadeiro para suas desventuras é na profissão de “comunicadores visuais”.

Marcas tradicionais, que integram o ideário os consumidores, são descartadas sem a menos cerimônia ou desfiguradas.

O Brasil é o país do efêmero. Aqui, quase nem banco dura mais de cem (100) anos.

Assim, devemos parabenizar as empresas centenárias.

Principalmente aquelas que não mudaram suas marcas, por modismo ou negligência de seus controladores.

Citarei apenas exemplificativamente, algumas embalagens que resistem bravamente (com ferimentos leves): Maizena, Minâncora, Shell (foi reestilizada várias vezes mas continua a mesma concha), etc.

O pior idiota é o “com espírito de iniciativa”.

Também edifícios icônicos são desfigurados pela “gerência mérdia”.

O prédio do antigo Banco do Commercio e Industria de São Paulo (na rua XV de Novembro) e o do Banco Mercantil de São Paulo (na Av. Paulista) são os mais tristes exemplos.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Insegurança Pública – Incompetência do Governo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Transmito para apreciação o texto publicado n' O FAROL em Set/2000 a comparar as ocorrências com o ônibus 174 em 2000 com o 2520 de ontem sobre a Ponte Presidente Costa e Silva.

A Constituição Federal prescreve que a segurança pública é dever do Estado, sendo obrigado a  exercê-la para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.  

Tais preceitos fazem parte da Defesa do Estado dada a sua importância e magnitude justapostos entre outras considerações à declaração de estado de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira.  Os deveres estão distribuídos no nível federal e estadual.  Assim, cabe ao Presidente da República e aos Governos Estaduais gerar providências concretas para a proteção do cidadão e dos bens públicos e particulares.  Não é isso que tem ocorrido.
        
O Presidente Fernando Henrique ficou estarrecido, chocado e deprimido com as cenas de violência vividas no dia 12 de junho, no Rio de Janeiro, quando um desalmado bandido aterrorizava alguns passageiros de um ônibus.  

Ameaçava atirar, colocando o revólver na boca de uma jovem, puxando-lhe os cabelos e obrigando-a caminhar de um lado para outro, abrindo e fechando janelas. Surrupiava alguns trocados de um claudicante idoso, apoiado em uma muleta, na iminência da sua liberação do fatídico ônibus. Discutia, ameaçava os policiais, atirava a esmo e saqueava as indefesas passageiras.  Uma senhora humilde declarou ter trocado a sua vida pelo dinheiro que tinha na bolsa.  

Os brasileiros assistiram a tudo isto pela televisão. Todos ficamos atormentados e revoltados, mas os governantes têm que tomar providências urgentes e corajosas.

Aqueles que assistem e ouvem os programas ditos populares, constatam freqüentemente as mesmas ocorrências de barbárie que o Presidente viu um dia, mas que produziu pífios planos para a imprensa divulgar e assim dissimular a sua pouca eficiência na condução dos destinos do país, em particular na área da segurança pública. Segundo a pesquisa divulgada, mais de 80% não acreditam na eficácia do referido plano.

Por outro lado, o Governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho demitiu o Comandante Geral da Polícia Militar, declarando que o fez devido aos erros cometidos pela polícia e também pela ausência daquele comandante no local do acontecimento. Aduziu ainda que manteve um diálogo, por telefone, com o comandante das operações, enfatizando que houvesse prudência e se evitasse a ocorrência de vítimas.

Qualquer reação que impusesse a realização de tiros, ficava sob o controle do comandante das operações, porquanto não poderia tomar essa decisão estando distante do evento.  Acrescentou que a iniciativa do telefonema foi desse comandante. Constata-se que a Polícia Militar está sob  pressão, a ponto de fazer com que o comandante se ligue com o Governador em busca de orientação e que o Comandante Geral foi demitido por não estar presente aos fatos.

Seguindo esse raciocínio, o Secretário de Segurança deveria estar no local, bem como o próprio Governador. O Comandante Geral foi o “bode expiatório”, para se encontrar politicamente um culpado. Mas não foi o único.  Dias depois, o Comandante do Batalhão, que esteve diante do criminoso, arriscando a própria vida, também foi demitido.  Agiram como se as instituições fossem clubes de futebol, que se muda o técnico ao sabor dos maus resultados, para amansar as torcidas.
       
Cada um entrevistado deu um palpite a respeito do momento em que deveria ser atingido o facínora, com se fosse muito fácil determinar-se esse ponto, a menos que se estivesse em uma roda de bate-papo e não se considerasse o ensinamento deixado por Nelson Rodrigues, transmitindo aos seus discípulos comentaristas: “O videoteipe é burro”.

Se por hipótese, o tiro fosse disparado em outro tempo, havendo outra vítima ou a mesma, a polícia também não teria razão. Seriam apontados outros erros.  Se o bandido foge, depois de tantas atrocidades, a polícia também é incompetente, mas este desceu do ônibus, armado e agressivo, o que provavelmente tenha levado o soldado àquela reação, movido por incontido ato de legítima defesa.  Não se procura avaliar a coragem dos policiais, que por horas estavam à frente de uma fera enlouquecida.  Só se vê massacrar a instituição e a falta de apoio e determinação dos governantes, diferentemente do que se passa no exterior.

Quando a polícia norte-americana investiu sobre um reduto de fanáticos, que pereceram em conseqüência do fogo e do ataque sofrido, o Presidente dos Estados Unidos declarou apoio à operação e não aceitou o pedido de exoneração da autoridade envolvida, demonstrando o governo ter assumido a responsabilidade por aqueles atos. 

Mais recentemente, se assistiu uma verdadeira operação de combate na retirada do menor cubano Elian dos seus parentes, plena de agressividade, declarando aquele governo que foi no estrito cumprimento da lei. E a grande parte da imprensa brasileira simplesmente narrou os fatos, sem um mínimo comentário crítico. Que reflitam sobre as posições firmes daqueles governantes, já que muito se copia dos costumes dos irmãos do norte.

Reajam senhores governantes e legisladores.  Saiam dos papéis e dos planos delongo prazo, também necessários.  Empreguem os recursos que dispõem.  Não ponham a culpa nas polícias, que lhes são subordinadas. Conduzam as operações. Sejam responsáveis. Reúnam-se os Conselhos da República e o de Defesa Nacional.  Decretem o Estado de Defesa e o Estado de Sítio, se necessários e suficientes.  Mudem as leis. Considerem os apelos das campanhas e marchas pela paz que lhes toquem o coração. Os criminosos não se comoverão com essas lamentações.

Esperamos que lhes declarem guerra, embora fiquemos um tanto quanto descrentes, pois até o Presidente estava de branco na campanha pela paz do dia 7 de julho, como se o choro, o lamento e o pedido de piedade  fosse dirigido a alguém de outro país ou aos próprios bandidos. Não, Senhor Presidente, a responsabilidade é do seu governo e dos partidos que o apóiam.

Quem agride a pau uma senhora de 80 anos para roubar, não está preocupado com a pomba da paz.    O problema está nas suas mãos.  Livrem-nos desses impiedosos, que não são frutos da pobreza, mas que estão sufocando o país, imiscuídos em todas as camadas.

A situação sócio-econômica não produz o criminoso, mas lhe serve de caldo de cultura, quando se aproveita do emaranhado onde vive e onde estabeleceu um dispositivo de defesa fortemente organizado para disseminar a droga que asfixia a sociedade e cria pessoas tresloucadas, capazes dos gestos que temos sofrido e presenciado.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado. O artigo foi publicado originalmente em setembro do ano 2000 no lendário jornal O Farol – dirigido pelo Coronel PQDT Francimá de Luna Máximo.