terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Impeachment não emplaca, mas desgaste é risco concreto para Bolsonaro acuado pelo Centrão e STF


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Parler - @alertatotal

O Dia D para o destino político Jair Messias Bolsonaro é 1 de fevereiro. Se conseguir eleger o alagoano Arthur Lira presidente da Câmara dos Deputados, o factoide do impeachment só prospera se o titular do Palácio do Planalto cometer algum crime concreto ou fizer uma mega-besteira de gestão. Com Lira no comando, Bolsonaro tem chance de aprovar, nem que seja de forma meia-boca, algumas das reformas prometidas na campanha eleitoral, como a tributária, a administrativa e o novo pacto federativo. Reforma política pode esquecer, porque a maioria do Congresso não quer saber dela.

A narrativa do impeachment é cada vez mais intensa nas redes sociais da internet. A esquerda endinheirada recuperou boa parte do espaço perdido na eleição de 2018, na qual Bolsonaro reinou absoluto e conseguiu o milagre da vitória sem volume pesado de dinheiro. Tal ponto fora da curva tende a não se repetir novamente. Da mesma forma como é remoto o risco de impedimento, a não ser que a “oposição perdida” emplaque Baleia Rossi no comando da Câmara, e o PMDB também eleja Simone Tebet presidente do Senado e do Congresso Nacional.

Prova objetiva de que o impeachment ainda é uma ameaça muito distante da realidade é que apenas 108 dos 513 deputados se declaram, abertamente, a favor de tirar Bolsonaro do poder, fora do prazo constitucional previsto. No entanto, a cautela e a prudência recomendam que Bolsonaro não cometa a insensatez de se achar na zona de conforto. Emplacar um presidente confiável na Câmara dos Deputados, e que aceite tocar a agenda do governo federal, é um ponto essencial para o destino de Bolsonaro. No fisiologismo patrimonialista brasileiro, o risco de infidelidade e/ou tradição é sempre presente. Quem garante que Lira não vai repetir o comportamento de Rodrigo Maia - que foi eleito para o comando da Câmara com promessa de ser parceiro de Bolsonaro, mas, depois, virou de lado?

O fato concreto é que a narrativa do impeachment representa a antecipação prematura da sucessão presidencial de 2022. Até agora, não apareceu qualquer candidato com potencial ou capacidade real de empolgar o eleitorado contra Jair Bolsonaro. Por isso que a prioridade da esquerdalha perdida se limita a pregar a palhaçada da saída do “Bozo”. A “oposição” de araque ainda não tem candidato com força suficiente para vitória na disputa leal e direta. A petelândia se isola com os inviáveis Aloisio Mercadante, Fernando Haddad e Jaques Wagner. A social demagogia (ops, demo-cracia) sugere o factoide Luciano Huck. Ciro Gomes pe outro candidato permanente que não consegue unir a esquerda e apenas sobe o tom das críticas ao PT. João Dória Júnior perdeu a noção do ridículo, mas como o governo de São Paulo tem muita verba publicitária a extrema mídia estadodependente demonstra parcialidade, criticando-o apenas levemente.

Apesar dos mais de 60 pedidos de impedimento acumulados no Congresso, Bolsonaro só vai cair e sair se ele mesmo se autodestruir. Basta atender à base aliada que tudo fica como dantes no quartel de Abrantes. Bolsonaro só tem de domar o ímpeto fisiológico do Centrão por cargos e oportunidades de fazer negociatas usando a máquina estatal. Bolsonaro também precisa ficar esparto em relação a esquemas estatais - esqueletos que seguem vivíssimos desde a Era FHC/PT/PMDB, agora ganhando carne e musculatura, com altíssimo potencial de escândalo e risco de prejuízos para contribuintes de fundos de pensão. Tem bomba prontinha para explodir no colo de Bolsonaro - que, aparentemente, não se dá conta do problema que envolve personagens poderosos de seu governo.

O impeachment de Bolsonaro não interessa ao establishment. Mais fácil é manter Bolsonaro emparedado, pressionado a ponto de cometer falhas bobas e imperdoáveis. Interessa ao esquema de poder hegemônico que Bolsonaro permaneça refém do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Exatamente por isso não dá para antecipar nada, com alguma exatidão, acerca da sucessão presidencial de 2022. Tudo que se afirma ou especula agora não passa de ejaculação precoce. Os cenários ainda são muito voláteis.

No mais, o jeito é suportar os tempos de covidão - agora com a narrativa da vacina salvadora.

Indagações pertinentes

Perguntas relevantes feitas pelo livre-pensador David Svaiter:

- Há algum avião vindo da Europa com médicos, enfermeiros e material para ajudar a salvar vidas em Manaus? 

- Algum dirigente europeu se manifestou sobre as mortes do povo da floresta? Ofereceram ajuda? 

Ah, esqueci que a floresta não está queimando, pois é temporada de chuvas na Amazônia. 

Quem está morrendo é a população e não as árvores e outras riquezas. 

Vida humana certamente é um bem sem nenhum valor para os que clamam pela “preservação da floresta”.






Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Janeiro de 2021.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Perder batalhas de comunicação é moleza


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Parler - @alertatotal

Os estrategistas digitais do Presidente Jair Bolsonaro comeram mosca no domingão em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso emergencial da vacina Coronavac. Só um analista de marketing desleixado não se ligou que o marketeiro profissional João Dória Júnior agiria depressa para tirar proveito da decisão da Anvisa. Por isso, a tática recomendável de comunicação era evitar polêmicas inúteis com Dória - que teria o apoio da extrema mídia, dos artistas, influencers das redes sociais e de todos que pedem o absurdo impeachment de Bolsonaro.

Acontece que o governo federal e os seguidores de Bolsonaro fizeram o contrário e caíram feito otários na arapuca marketeira de Dória. Desde que assumiu o governo de São Paulo, o governador conseguiu seu maior volume de menções no Twitter. Dória foi citado em 300 mil posts. Foi claramente beneficiado pelo erro primário dos Bolsonaristas que espalharam a notícia falsa (com a informação não comprovada) de que Dória tomou vacina, no final do ano, quando foi passear em Miami. Tal especulação, inteiramente inútil de ser comunicada sem provas verdadeiras, transformou Dória em vítima. A burrada ajudou a turbinar as hashtags #vemvacina e #adeusbolsonaro.

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, outro que colaborou muito para a derrota na batalha de comunicação no Domingo de estreia da vacina para alguns profissionais de saúde em São Paulo. Em vez de focar no plano nacional de vacinação, marcou gol contra com ataques políticos-pessoais a João Dória - que tirou proveito da vitimização. Quem saiu com imagem ainda mais desgastada foi Pazuello. E o chefe Bolsonaro apanhou, por tabela, sem a menor necessidade. O presidente tem tudo para reverter a goleada de ontem, se não persistir nas “caneladas inúteis”.

A “ilusão da vacinação, que tem forte apelo psicológico na população amedrontada pelo covidão, vai finalmente começar. Só o tempo confirmará se vacinas com 50 por cento de eficácia vão realmente funcionar contra a doença - que já apresenta variações mais perigosas. De qualquer modo, a maioria esmagadora da população anseia pelas agulhadas (É muito provável que sejam necessárias pelo menos duas doses da Coronavac). Por isso, já ficou claro que não adianta investir em “negacionismo” e nem no suicídio de ideologizar o problema (pregando a teoria conspiratória de que a vacina atende ao rol de maldades dos comunistas chineses). O povão não dá bola para esses factóides.

O foco do governo federal tem de ser nas medidas preventivas para evitar a doença. Até agora, ficou bem evidente que o jeito mais seguro de não pegar o Covidão é evitar aglomeração de pessoas e manter as mãos lavadas (higienizadas). Outro procedimento bem sucedido é tomar os medicamentos prescritos por médicos sensatos, tão logo sinta sintomas da doença. O resto é pura sorte (ou azar). Tomar a vacina será uma medida inevitável. Talvez até Bolsonaro tenha de rever seus conceitos e se veja forçado a levar a agulhada. Jogar contra a vacinação pode se transformar em suicídio político.

Fato inegável: o empenho de profissionais de saúde já conseguiu salvar mais de 7 milhões de brasileiros que foram infectados pela maldita Covid-19. Desde cedo, o ministro da saúde está fazendo a entrega simbólica de lotes aos estados das vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e pelo laboratório Astrazeneca. Apesar da promessa da vacinação, que ainda vai demorar muito a atingir todos que anseiam por tomar uma agulhada, o covidão continua comendo solto, assustando, infectando e matando. O drama real é que nossa saúde sempre teve fama de caótica, com ou sem a covid-19.

Perder batalhas de comunicação é moleza. Faz parte do jogo… O fundamental é o governo federal comprovar competência para melhorar o setor de saúde, um dos mais aparelhados e infectados pela ideologia de canhota, produzindo um espetáculo dantesco de falta de humanidade.

O combate efetivo ao covidão deveria ser a oportunidade para o Brasil rever tudo de errado que acontece na saúde. Este é o problema verdadeiro a ser solucionado. O resto é demagogia, politicagem, marketagem e perda de tempo - e, pior ainda, desperdício de vidas.







Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Janeiro de 2021.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Bolsonaro levará troco na guerra do DPVAT?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Parler - @alertatotal

O Governo Federal começa a vencer, concretamente, uma batalha que parecia impossível: a quebra do monopólio da Seguradora Líder na bilionária gestão do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (nome complexo do popularmente conhecido Seguro DPVAT). O negócio, de R$ 4,3 bilhões anuais, era uma das caixas pretas do Capimunismo Tupiniquim.

A partir desta segunda-feira (18/01), beneficiários de vítimas de acidentes ocorridos de 1o de janeiro de 2021 em diante devem procurar as agências da CAIXA - a nova gestora do benefício. Independentemente da data do aviso, os sinistros ocorridos até 31 de dezembro passado permanecem sob responsabilidade da Seguradora Líder do Consórcio DPVAT, que praticamente acabou dissolvido em novembro do ano passado, quando 36 seguradores decidiram deixar o empreendimento. 

A Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Economia defende que o objetivo da gestão pela CAIXA é dar eficiência e transparência na gestão dos recursos e rapidez na análise e pagamento do seguro a quem realmente precisa. O Seguro DPVAT foi criado em 1974 pela Lei 6.194. Uma taxa é paga, anualmente, por proprietários de veículos automotores para amparar vítimas de acidentes de trânsito em todo o País. Não importa quem seja o culpado pelos desastres.

Com a solicitação aprovada, o pagamento da indenização será feito em até 30 dias em uma Conta Poupança Social Digital da CAIXA, no CAIXA Tem, em nome da vítima ou dos beneficiários, dependendo do caso. A Caixa lançará o App DPVAT. O aplicativo permitirá o upload dos documentos e o acompanhamento da solicitação de indenização.

 

Nos casos de morte, o valor é de R$ 13.500. Nos casos de invalidez permanente, o valor é de até R$ 13.500, variando conforme a lesão da vítima, com base em tabela prevista na lei. As despesas médicas e hospitalares são reembolsadas em até R$ 2.700, considerando os valores gastos pela vítima em seu tratamento.

Em 2019, o governo  Bolsonaro tentou extinguir o DPVAT, via Medida Provisória. A decisão foi infeliz, porque o problema não era o sistema que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, mas sim o modelo de gestão com quase nenhuma transparência por praticamente um Cartel de seguradoras. A polêmica MP, por pressão política, nem foi apreciada pelo Congresso e acabou caducando. Em 2020, o imposto foi cobrado normalmente dos donos de veículos. Semana passada, o Conselho Nacional de Seguros Privados definiu que a CAIXA seria a nova gestora do pagamento do DPVAT.

Vitória de Bolsonaro, Paulo Guedes e de Pedro Guimarães (presidente da CAIXA)... Um alívio para o governo nos tempos de dificuldades impostas pelo Covidão… Só que é recomendável aguardar pela vingança dos que perderam anos de lucros e vantagens...







Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Janeiro de 2021.

Democracia Virtual e Ditadura Digital

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net


Por Carlos Henrique Abrão


O mundo vive em compasso de espera, enquanto a vacina contra Covid 19 não chegar. Mas está absolutamente seguro que houve uma fratura no modelo democrático mundial, a partir dos acontecimentos nos EUA especialmente com a invasão do Capitólio. O mundo real vai cada vez perdendo espaço, e a democracia institucional enfraquecida.


Hoje as campanhas dos candidatos quase toda ela é feita por meio de disparos de informações, muitos dados se constituem fake, e a grande briga pelo sigilo entre os maiores agentes internacionais dos portais digitais.


Queiramos ou não a relativização da democracia é fato e o extremismo por mais paradoxal que possa parecer cimenta estranhos contornos, com o prevalecimento de uma mediocridade que ganha passos largos e não desafia competência ou mérito para o exercício do cargo seja no judiciário,executivo ou no legislativo.


Repensar a democracia parece ser o grande motor da nova década do século XXI e nuances em torno dos principais argumentos ante o reclamo da contrariedade da população e da sociedade. Entram temas primordiais tais como meio ambiente, proteção aos excluídos, fim do racismo, melhora na alimentação, planejamento da saúde, enfim um variado cardápio que todos movimentam às vésperas das eleições, quando eleitos desligam-se do eleitor e fazem ouvidos moucos para a democracia.


O tempo atual poderia configura o novo normal da democracia de fachada,do virtual de propostas inconsequentes e incompatíveis além de candidatos que não representam em nada a vontade popular,uma enorme falta de opção que leva ao absenteísmo do voto, além de votos brancos e nulos.


Participa assim que a chave da revolução e de toda a mudança se hospeda na internet com os elementos de uma ditadura digital na qual ocorre uma manipulação em prol de grupos políticos e econômicos concertados e orquestrados para o domínio global.


A questão que não pode calar a democracia tem seus dias contados e a ditadura digital fará mais vítimas mundiais,pela ignorâncias,mentiras e acusações entre os extremos. Os tempos são adversos e a humanidade corre um sério risco de perder a marcha para a evolução e seu aperfeiçoamento,deveríamos limitar a presença do digital e fiscalizar mais e melhor o meio de comnicação, ao passo que a democracia precisa de injeção de ânimo mostra-se tal qual fadiga do material.


O encontro de soluções alternativas notadamente no Brasil, a fim de que abramos horizonte em 22, é inadiável, sob pena da sociedade civil pagar pelos desmandos, desgovernos e total caos não apenas na saúde, mas em várias áreas do funcionamento da máquina administrativa.


Carlos Henrique Abrão é Doutor pela USP, com especialização em Paris e Alemanha. Autor de obras e artigos jurídicos.


“A Revolta dos Produtos”

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net


Por Thomas Korontai


Desde que tomamos conhecimento de que, para as empresas que controlam as redes sociais, somos meros produtos, e que tais empresas querem também impor a sua vontade sobre a nossa, controlando o que pensamos e dizemos, nos resta agir como produtos, saindo da prateleira deles. Uma demonstração clara da autonomia que cada indivíduo tem, exercendo a liberdade que lhe é intrínseca, de escolher se aceita a relação proposta com as plataformas. E quando os indivíduos resolvem tomar uma decisão em conjunto – ou como diriam os sociólogos, em manada – o inesperado pode acontecer. 

  

Alternativas às plataformas – atuais prateleiras - já se colocam disponíveis, graças a força do capitalismo que as impulsionou para o alto, criando uma oligarquia digital. E tais alternativas servirão bem ao público que para lá está migrando, em massa. E merecerão nossa fidelidade enquanto se comportarem eticamente conosco. Os produtos estão mudando de prateleira, mas não aceitarão maus tratos novamente.

 

Topamos a relação tripartite proposta, de um dos lados, uma plataforma com os melhores serviços, de outro, milhões de potenciais compradores, e da terceira parte,  dos anunciantes que pagam pela demografia digital presente nesse ecossistema  digital. Mas topamos desde que nossa liberdade para trocar ideias de qualquer natureza, responsabilizando-se pelo conteúdo, seja absolutamente preservada, intocada, protegida.  

 

Quem deve interferir? Ninguém, exceto a polícia, quando receber denúncias de práticas que não condizem com os bons costumes, como as que todo mundo sabe, não preciso repetir aqui. E a justiça que atuará nas demandas Simples assim!

 

Por isso adiro a este movimento global pelo silêncio neste dia. Porque uso da minha autonomia, meu direito de dizer Não! As plataformas quebraram a confiança popular e talvez sejam os novos finados digitais. O aviso deste dia 15/01/21 serve para as plataformas alternativas, que estão recebendo a manada de indivíduos, que tomaram decisão autônoma de assim proceder, entregando-se para uma relação tripartite de confiança, uma relação de ganha-ganha, sem arroubos autocráticos de censores e proto-ditadores do Século XXI. Game over!

 

Rompendo o silêncio

 

Depois de perceber que vários grupos de WhatsApp (não sei quanto aos do Telegram) alteraram as configurações para forçar o silêncio de seus membros,  ficou claro que há muito o que se aprender sobre autonomia, ou, sendo mais claro, sobre a liberdade,  intrínseca à autonomia. 

 

E isso é assustador,  pois quando lideranças conservadoras agem como proto-ditadores, o terreno para o avanço das ditaduras ainda está muito fértil, pois serão exatamente estas as novas aliadas dos ditadores reais. 

 

Posto isto, rompo o silêncio, até porque os inimigos da liberdade ficam sozinhos com suas narrativas, não aderem, logicamente, ao protesto.

 

Vamos nos manter no campo de batalha. Estou reavaliando minha saída do what's,  exatamente pelos aspectos dessa guerra na qual todos estamos inseridos.

 

Thomas Korontai é Presidente do Instituto Federalista.


O Integralismo Linear e o Especismo

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net


Por Cássio Guilherme


"Somos carne, como os são os animais, os vermes sabem disso..."


Um dos assuntos de mais crucial importância que vai dominar o Século XXI e grande Revolução vai causar na sociedade é o Veganismo e consequentemente, a análise do Especismo em forma geral. Esses assuntos em particular não foram tópicos de avaliação dos Integralistas no passado, mas se torna objeto de interpretação dos Linearistas no presente momento.

Os humanos pertencem ao grupo animal e como animais temos interesses e necessidades próprias, na maioria das vezes instintivas. Estas emoções e necessidades não ocorrem apenas com os humanos, elas ocorrem independentemente da espécie à qual pertencemos; no entanto os humanos fazem uma grande diferença entre si e os outros animais. Os interesses dos humanos prevalecem sempre em detrimento dos interesses dos animais não humanos, isso por causa da construção de uma sociedade baseada em exploração comercial e consumo desenfreado. A esta discriminação chamamos especismo.

Já postulamos que o Integralismo Linear defende como doutrina não a Teocracia (Deus no centro de tudo) e nem a Antropocracia ( Ser Humano no centro de tudo). Defendemos a Harmoniocracia (Harmonia entre tudo que existe) e nesse contexto, o Ser Humano em particular não pode se reconhecer como superior a qualquer outra espécie de animal vivente.

A afirmação de que o Ser Humano é racional também já foi combatida pelos Integralistas e Linearistas modernos no sentido de que a Racionalidade é uma quimera, algo completamente inacessível a qualquer ser mortal do espectro vivente. Racionalidade é como onipresença, ou onisciência ou onipotência; são qualidades invariavelmente não mortais e não humanas.

A capacidade de raciocinar (ou meramente interpretar relativamente a realidade) dos humanos  também é muitas vezes utilizada como argumento para denegrir as outras espécies. Ao concordar com  este argumento pífio não estamos a considerar as crianças pequenas, por exemplo,  cuja capacidade de raciocínio é limitada ou até mesmo os adultos que devido a uma doença ou até a algum acidente ficaram com as suas capacidades de interpretação cognitivas  alteradas. Será que estas limitações intelectuais nos dão o direito de explorar, abusar e até mesmo escravizar vilmente os outros humanos, infringindo dor e sofrimento atrozes,  sem as suas permissões? ?É lícito lutarmos contra o racismo e apoiarmos o especismo??

Outro argumento muitas vezes utilizado é a falta de empatia e entendimento que os seres humanos apresentam  com as outras espécies, ou de comunicação enfática. A falta desses mecanismos de sintonia pode ser comparado a outro tipo de discriminação que ocorre entre humanos – o racismo.  Durante milênios exploramos e escravizamos de forma sórdida outros humanos,  apenas pela diferença na cor de pele ou diferenças culturais. Hoje exploramos e escravizamos outros animais apenas porque são diferentes e não sentimos empatia com eles. Essa exploração desenfreada prova tacitamente que os humanos não têm domínio da racionalidade, e portanto não podem se interpretar como superiores.

Postulamos, de maneira adversa das religiões modernas, que os animais são seres sencientes e possuem alma de existência. Os humanos não são racionais, sendo meramente cientes do mundo em sua volta. Cumpre afirmarmos então em alto e bom som que existe nesse mundo a Lei do Retorno, invariavelmente. Pandemias que sofremos e desgraças como a fome, a guerra e as pestes confirmam isso. De um ponto de vista holístico, é a reação do mundo frente à agressão dos humanos.

Consequentemente,  o  especismo deve ser abolido pela capacidade que cada indivíduo tem de sentir, sofrer, desfrutar emoções e de reconhecer suas necessidades próprias. Todos os animais e entes da natureza devem ser respeitados, pois todos têm a capacidade de sofrer, sentirem dor e desespero e medo e de se sentirem afetados pelos atos que são feitos contra eles.

Ao renunciar ao especismo estamos também a defender a igualdade entre todos os animais humanos e não humanos. Não são raras as pessoas que se opõem fortemente à matança de cães e gatos para consumo, mas aceitam facilmente e incluem nos seus menus de suposta alimentação porcos, vacas e galinhas. Esta diferenciação prejudica fortemente todos os animais. Além do mais quem se alimenta de sofrimento viverá sofrimento e desgraça, pois estará ingerindo no seu altar sagrado, que é seu corpo, o carma de sofrimento e desespero da carne, que um dia foi ser senciente e com alma. O cristão São Francisco de Assis levantou essas questões extremamente polêmicas ainda na Idade Média. E somente ele fez isso.

E como devemos proceder então?? A partir de agora, devemos amar as baratas e escorpiões e deixar os bois e patos viverem até a velhice?? Devemos guardar os esgotos e excrementos em casa e não poluir os rios em nome de quê?? São questões extremamente complexas que o Integralismo Linear terá que resolver, dentro do seu arcabouço de cosmovisão total de tudo e de toda a existência.

O que estamos propondo é que o Ser Humano pare imediatamente de visualizar tudo como mercadoria e passe a se ver como parte do todo e agente de transformação e conservação do nosso mundo. Os animais são passivos de direitos, isso será reconhecido um dia, assim como os direitos das mulheres e dos escravos foram reconhecidos. É inevitável. Entretanto, no caso dos animais teremos que agir com HARMONIZAÇÃO, e consciência.

Nós não almejamos que nenhum animal seja morto. Estamos trazendo à baila a questão de que as atrocidades e bestialidades que são cometidas com os animais em matadouros e em feiras de carne se extingam imediatamente. A ética vegana não é uma religião erigida sobre argumentação disparatada. É algo crucial para nossa sobrevivência futura.

Tente levar uma criança para ver o que acontece nos matadouros e notará a reação dela. Temos uma índole misericordiosa, desde nascença. O aviltamento do ser acontece quando os humanos se identificam com essas sociedades consumistas e positivistas e tecnicistas. Perdemos a nossa capacidade de harmonização plena.

Nosso objetivo não é trazer aqui ao esclarecimento público  as insanidades nutricionais do consumo de carne. É, antes de mais nada,  propor uma discussão filosófica e moral acerca do momento em que vivemos, da exploração cruel dos animais e dos recursos naturais e das consequências devastadoras de nossas ações e omissões (vide COVID 19).

Não adianta tentarmos melhorar a nossa sociedade, com qualquer fórmula mágica de administração, se a Lei do Retorno NATURAL traz a sua aplicabilidade destrutiva sobre essa mesma sociedade. E antes de tudo, intentamos  livrar as pessoas das mentiras insanas do sistema que procuram a qualquer preço o lucro argentário,  e não a felicidade de todos.

Quem inventou que tomar leite de vaca é bom para saúde?? Qual animal mamífero toma leite de outro animal em estado natural?? Qual o aspecto nutricional de comermos carne, ou carne processada, ou mistura de ossos e cascos na comida (salsicha) ?? Isso é o cúmulo da bizarrice.

No mínimo estamos sim pleiteando a Lei de Proteção aos animais e a natureza. Pelo menos a dessensibilização deve ser aplicada, para evitar tanto sofrimento a outras criaturas. Nós vamos pagar o preço, por nossa violência gratuita, isso é infalível. Temos que agir imediatamente.

As provas de que o Homem moderno perdeu a ressonância com as Forças vivas da Natureza são muitas e indubitáveis. Como os índios viviam isolados com tantos perigos na floresta?? Como a natureza se regenera de tantas agressões sofridas pela sanha gananciosa dos humanos, que a tudo sacrificam no altar do bezerro de ouro?? Uma ceia que celebra a vida e a alegria pode ter seres que sofreram todo tipo de abuso, e seu cadáver servir de alimento da paz?? 

Perguntas desconcertantes que estarão em pauta para as futuras gerações. Assim como a Escravidão de um ser humano por outro caiu, e a inferioridade imposta às mulheres caiu, um dia o especismo cairá.  

O advento de novas tecnologias nutricionais coloca o Veganismo em evidência total. Carne cultivada, proteinização de vegetais, espiritualidade de clarividência, cultivo controlado, otimização de nutrientes, tudo será assunto de conhecimento no futuro. Trazendo possibilidades incríveis para um mundo livre do Especismo.

O assunto é complexo e temos um livro escrito sobre isso. Esperamos ter trazido à tona essa discussão tão importante que será o cerne da libertação espiritual do Homem no Sec XXI. E nos posicionar frente a Revolução que virá.  Vamos avante!!!

OBSERVAÇÃO: A DOENÇA COVID 19 QUE ESTÁ AFETANDO MILHÕES DE PESSOAS, PARECE NÃO AFETAR OS ANIMAIS. SERIA CASTIGO CONTRA OS HUMANOS??

Cássio Guilherme é Presidente do Mil-B.


O que explica o colapso da saúde no Amazonas



Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net


Por Letícia Alves


Corrupção, má gestão dos recursos públicos e negação do tratamento precoce: entenda o aumento de casos de Covid-19.

Quase um ano após o início da pandemia de coronavírus, quando o país já começa a ensaiar um retorno à vida normal — comércios e escolas reabrindo, reaquecimento do turismo e hospitais de campanha sendo fechados em várias cidades —, o Amazonas, sobretudo sua capital Manaus, registra um aumento exponencial de casos graves, internações e mortes causados pela Covid-19.

Em uma semana, a média móvel de casos da doença aumentou 85,3% no Estado, que tem batido recorde de casos e de internações desde o início do mês. Há registros de pessoas morrendo por falta de oxigênio nos hospitais. Numa operação emergencial, o governo federal enviou 50 toneladas de insumos ao Amazonas e disponibilizou aeronaves e ambulâncias para transportar pacientes a outros Estados.

Apesar de ter pegado todos de surpresa, o colapso no sistema de saúde do Amazonas já era anunciado. O BSM explica, abaixo, os  motivos que levaram ao agravamento da situação no Estado.

 Muito além do governo federal

A oposição gritou e a imprensa amplificou: a culpa das internações e mortes só pode ser do presidente Jair Bolsonaro. Os motivos atribuídos a ele, no entanto, são vagos: vão do "negacionismo" à suposta demora das vacinas, passando pelo "incentivo às aglomerações".

O presidente, no entanto, tem reafirmado que fez tudo o que estava ao alcance do governo federal para ajudar o Estado. “A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? Problema em Manaus, terrível o problema lá. Agora, nós fizemos a nossa parte, com recursos, meios”, disse nesta sexta-feira (15).

Em publicação nas suas redes sociais, Bolsonaro expôs dados do Portal da Transparência que mostram que R$ 8,91 bilhões foram transferidos para o Amazonas e R$ 2,36 bilhões só para a capital Manaus, ao longo da pandemia. Isso sem contar os insumos transportados com urgência nesta quinta-feira.

Vacinas

O fato é que as vacinas teriam ajudado muito pouco, quase nada, na situação do Amazonas. Isso porque, não bastasse as farmacêuticas só terem entrado com o pedido para uso emergencial na semana passada, há uma demora natural no processo que vai da liberação à compra, distribuição e início da campanha de vacinação.

Mesmo que tudo tivesse iniciado em dezembro, ou mesmo antes, o número de pessoas supostamente imunizadas não seria suficiente para aplacar a crise já anunciada no Estado. Isso sem dizer que não há, até o momento, a certeza de que as vacinas realmente vão ser eficazes.

Autonomia dos Estados e municípios

Em abril do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os prefeitos e governadores tinham autonomia para estabelecer medidas para combater a transmissão do vírus.

 Foi com base nisso que lockdowns, fechamentos de escolas e comércios, toques de recolher, obrigação de uso de máscaras e mais uma série de ações foram decretadas em todo o país. 

O governo federal não poderia, portanto, interferir nas medidas adotadas pelos Estados e municípios. As restrições, no entanto, têm se mostrado ineficazes.

Corrupção

A crise na saúde no Amazonas é anterior à pandemia. Isso porque o Estado é historicamente marcado por desvios de dinheiro público, causando o sucateamento dos hospitais e a fuga de médicos para outras localidades do país.

A Operação Maus Caminhos, do Ministério Público Federal (MPF), investiga desde 2016 roubo de mais de R$ 100 milhões de recursos públicos, envolvendo empresários e ex-secretários de Saúde.

Já em 2020, em plena pandemia, A Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Polícia Federal (PF) e o MPF, deu início à Operação Sangria, que investiga o desvio, superfaturamento e outras irregularidades no pagamento e no transporte de respiradores no Amazonas.

Wilson Lima (PSC), o governador do Estado, é suspeito de comandar o esquema, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR). Ele chegou a ser alvo de busca e apreensão e de um pedido de prisão, que foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Os fatos ilícitos têm sido praticados sob o comando e orientação do governo do Estado do Amazonas, Wilson Miranda Lima, o qual detém domínio completo e final não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para o enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos têm sido praticados”, diz ofício da PGR.

A secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, foi presa no âmbito da mesma operação, mas foi solta após o cumprimento do prazo da prisão temporária e, agora, está em liberdade.

O governo federal repassou, desde o início da pandemia, quase R$ 9 bilhões para o Estado, além de mais de R$ 2 bilhões só para a capital Manaus. A investigação sobre os desvios e má gestão ainda está em curso.

Tratamento precoce

O Estado não adotou o protocolo de tratamento precoce defendido pelo governo federal, que envolve o uso da hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, sob o argumento de que não haveria um “consenso científico” sobre as substâncias no combate ao vírus.

A rejeição ao "kit covid", anunciado pela imprensa como ineficaz, pode ter sido um dos principais causadores da crise no Amazonas.

A equação é simples; e o desastre, anunciado. Sem tratamento precoce, mais casos se agravaram e, em um curto período de tempo, mais pessoas precisaram ser hospitalizadas. O sistema de saúde, então, foi ao colapso: não há leitos, respiradores nem oxigênio suficientes para todos. Como consequência, o número de mortes começou a subir. Pessoas morrendo afogadas no seco.

Má gestão

 Essa não é a primeira vez que o Estado sofre com os casos: em abril, a doença avançou no Amazonas e os hospitais ficaram lotados. Mesmo já tendo passado por isso, o Estado não se preparou para um possível novo pico da doença.

Quando os casos voltaram a crescer, em dezembro, o governador Wilson Lima disse que não havia mais tempo hábil para construir um novo hospital de campanha e trazer profissionais.

Vale lembrar que foi nessa época que o governador revogou um decreto que manteria o comércio fechado durante as festas de fim de ano. O aumento estava acontecendo paralelamente à manifestação popular contra o lockdown e não após sua revogação, como tem divulgado a imprensa.

Soma-se a isso a publicação, na primeira semana de janeiro — em meio à crise —, de uma lei que estabelece multa para quem divulgasse “fake news” sobre a doença. Fica a questão: o que é considerado fake news? A defesa do tratamento precoce? A denúncia de hospitais sucateados?

Nesta quinta-feira (14), Lima falou sobre a situação e disse que já havia feito a lição de casa, mas que foi pego de surpresa. “O que está acontecendo aqui é algo excepcional, extraordinário. E para completar ainda temos casos de reinfecção. (...) Nós estávamos preparados dentro daquela perspectiva que vivemos, mas o que está acontecendo agora é algo fora do comum”, disse à CNN.

Variação do vírus

Pesquisadores identificaram uma variação do coronavírus no Amazonas, que teria sido transmitida por viajantes japoneses que estiveram no Estado no início do mês. A mutação do vírus estaria causando reinfecções e mais transmissões da doença.

Não há até o momento, porém, mais pesquisas e informações que indiquem se essa mutação é mais grave ou transmissível.

Letícia Alves é formada em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC) com experiência em cobertura política. Foi repórter de política no jornal O POVO e participou do Projeto Comprova nas eleições presidenciais de 2018. Sonha com um jornalismo verdadeiramente livre e democrático e independente do patrocínio e do controle estatal. Publicado originalmente no site BRASIL SEM MEDO em 15 de Janeiro de 2021.