terça-feira, 13 de junho de 2006

Foro de São Paulo cobra de Lula o asilo ao Padre Medina, guerrilheiro das FARC que os EUA querem extraditar para a Colômbia

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Por Jorge Serrão

O Foro de São Paulo (entidade fundada em 1990 pelo presidente Lula, que reúne governos auto-proclamados de esquerda da América Latina e que congrega 153 grupos de narco-guerrilha) resolveu pressionar o governo brasileiro a conceder logo o refúgio político para o colombiano Francisco Antônio Cadena Colazzos. O Padre Medina é um dos porta-vozes, no Brasil, das FARCs. O grupo narco-guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia é um dos braços armados e operacionais do Foro de São Paulo, juntamente com o Movimento dos Sem Terra – segundo analistas em inteligência militar brasileiros.

O Padre Medina é pivô de uma crise política, por causa de uma matéria publicada na edição número 1896 da revista Veja. A reportagem mencionava uma suspeita – não comprovada oficialmente – de uma doação de US$ 5 milhões de dólares das FARC para o Partido dos Trabalhadores. O anúncio da suposta doação teria sido feita por Olivério Medina (como também é conhecido o padre) durante um churrasco no dia 13 de abril de 2002. A Veja fez a denúncia baseada em documentos e no depoimento de um ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência. As suspeitas foram negadas pelos superiores da Abin. O caso foi abafado e, oficialmente, encerrado.

A pressão de seus aliados internacionais do Foro de São Paulo sobre o presidente Lula da Silva aumentou ontem, depois que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou o governo decidir, com a máxima brevidade, se concede o asilo ao Padre Medina - que está preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal. O STF depende dessa manifestação administrativa para decidir sobre a extradição do padre. Os defensores do “guerrilheiro colombiano”, acusado de homicídio e terrorismo em seu país, contam com o artigo 34 da Lei 9.474/97 para salvá-lo: “A solicitação de refúgio suspenderá, até decisão definitiva, qualquer processo de extradição pendente, em fase administrativa ou judicial, baseado nos fatos que fundamentaram a concessão do refúgio”.

Quando foi preso, em 24 de agosto de 2005, a pedido do STF brasileiro, que atendeu a um pedido da Justiça colombiana, o Padre Medina atuava no Brasil como um divulgador oficial das FARC. Desde então, o porta-voz das FARC aguarda o julgamento do pedido de extradição feito pelo governo colombiano em setembro de 2005. O destino dele está nas mãos do Ministro da Justiça (que não existe), o advogado criminal do governo, Márcio Thomaz Bastos. Quem vai tomar a decisão burocrática de proteger o guerrilheiro colombiano é o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados).

O Departamento de Estado norte-americano vai pressionar o governo Lula na contramão do Foro de São Paulo. Os EUA querem o Padre Medina extraditado para a Colômbia, para um julgamento exemplar, na chamada guerra internacional contra a narco-guerrilha, patrocinada pela Casa Branca.

Novelinha do Padre

Assim que foi detido e recolhido à carceragem da Polícia Federal em Brasília, o padre Medina entrou com pedido de prisão domiciliar.

Ao mesmo tempo e coincidentemente, a Polícia Federal informou ao Supremo que não tinha condições para alojar o padre em seu xadrez.

Diante da situação, o STF solicitou que o padre fosse alojado no Centro de Internamento e Reeducação do Distrito Federal.

O “Procurador” do padre?

O guerrilheiro Medina até arranjou um “defensor” de renome no Ministério Público Brasileiro.

Com inegáveis preferências ideológicas pelo PT e por ideais esquerdistas, o polêmico procurador Luiz Francisco de Souza, que nada tinha a ver com o caso, entrou em ação e pediu à Justiça do Distrito Federal que o colombiano fosse devolvido à Polícia Federal.

Sem dar ciência ao Supremo, o pedido foi encampado pelas autoridades interessadas do Distrito Federal — Ministério Público, Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior.

Mas no dia 5 de maio, o ministro Gilmar Mendes determinou que o colombiano fosse retirado da carceragem da PF em Brasília e reconduzido ao Presídio da Papuda, no Distrito Federal.

Revolução com dinheiro público

As ligações perigosas entre o Partido dos Trabalhadores e o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (que promoveu a baderna anti-democrática, invadindo e depredando a Câmara dos Deputados) ganha mais um lance polêmico, no dia em que Lula só quer se preocupar com o jogo do Brasil contra a Croácia.

Confirmam-se a cada dia as estreitas relações entre o MLST e a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (ANARA), entidade privada que recebeu R$ 5 milhões e 700 mil reais do governo federal, de 1999 até agora.

A secretária nacional do MLST, Gladis Rossi, mora na mesma casa que consta como sendo o endereço da ANARA, registrado na Secretaria da Receita Federal.

Apenas por coincidência, Gladis Rossi é filiada ao Partido dos Trabalhadores.

A revelação, da ONG Contas Abertas, é mais uma dor de cabeça para Lula.

Só falta a seleção tropeçar contra os pernas de pau croatas para a coisa piorar no Planalto...

Convênio sob suspeita

A Polícia Federal vai requisitar cópias dos convênios que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) firmou com a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara).

A partir dessas informações, a PF tentará descobrir se, de fato, a entidade usou recursos federais para promover a invasão da Câmara, na semana passada.

Anotações de uma agenda apreendida em poder de Bruno Maranhão, um dos líderes do MLST preso no Complexo Penitenciário da Papuda, indicam que a manifestação custaria mais de R$ 83 mil.

O documento também faz referência a uma possível ajuda da União.

Invasão investigada

A PF também está fazendo um levantamento sobre as invasões de prédios públicos e fazendas promovidas pelos sem-terra presos.

A polícia suspeita que, antes da invasão e depredação da Câmara, líderes do MLST participaram de atos programando a violência.

Com base nessas informações preliminares, a polícia deverá sugerir que os 42 líderes e militantes comuns do MLST presos na Papuda respondam de forma solidária pela baderna na Câmara, mesmo que alguns deles não tenham participado diretamente dos ataques.

Para a polícia, ao participar do protesto dentro da Câmara, líderes e militantes comuns assumiram conscientemente o risco de que a manifestação poderia degenerar em violência, como acabou acontecendo.

Todos os 42 militantes presos já foram indiciados por formação de quadrilha, dano ao patrimônio, lesão corporal grave e por 36 lesões corporais simples.

Os deputados merecem...

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), incumbiu um grupo de trabalho na Casa de avaliar a possibilidade de os parlamentares receberem uma verba mensal para gastar de acordo com sua conveniência:

A Câmara está estudando a reforma do uso de verbas e fiscalização dos recursos para o mandato parlamentar. Se possível, a discussão do projeto será antes das eleições”.

Atualmente, fora o salário, os deputados ganham cerca R$ 38.500 por mês para arcar com gastos diversos.

O problema é que o dinheiro é carimbado, ou seja, é destinado a um tipo específico de despesa.

Copiando os norte-americanos?

A assessoria da Câmara informa que a idéia vem dos EUA, onde cada parlamentar conta com US$ 1 milhão por ano para investir no mandato.

O grupo que estuda a questão informou que a super-verba não seria incorporada ao salário — para evitar desconto de Imposto de Renda — e que os deputados teriam de justificar todas as despesas detalhadamente.

Como é bom ser político no Brasil... Belo emprego, dado pelo voto obrigatório da maioria de um povo que não tem informações para votar com segurança.

Máfia do diamante

Mais uma organização criminosa começa a ser estourada no Brasil.

A Polícia Federal deflagrou ontem no Paraná a Operação Tibagi.

O objetivo é reprimir a extração ilegal de diamantes no rio Tibagi.

Segundo a PF, as investigações envolvem o superintendente do Departamento Nacional e Produção Mineral (DNPM), Wadir Brandão, que dirigia a atividade criminosa de exploração mineral no leito do rio.

É hoje, Janene?

Se a pressa para deixar o trabalho para ver o jogo da seleção brasileira não atrapalhar, o Conselho de Ética deve votar hoje de manhã o parecer que pede a cassação do deputado José Janene (PP-PR).

O relatório foi apresentado na semana passada pelo deputado Jairo Carneiro (PFL-BA).

O parlamentar paranaense é acusado de receber R$ 4 milhões e 100 mil reais do esquema de financiamento ilegal montado pelo empresário Marcos Valério.

Janene nunca chegou a depor no Conselho de Ética, pois sempre alegou problemas de saúde para não comparecer às diversas audiências.

CPI sem indiciamentos

Tem mais uma pizza sendo preparada no forno siderúrgico do Congresso Nacional.

O voto em separado que o senador Magno Malta (PL-ES) apresentou ao parecer do relator Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) pode simplesmente livrar do indiciamento os 83 suspeitos de envolvimento em crimes investigados pela CPI dos Bingos.

Caso seja aprovado, o voto de Malta limita o relatório final aos temas relacionados a casas de bingos, eliminando toda a qualquer referência a esquemas de lavagem de dinheiro para abastecer o caixa dois do PT.

Depende do Mazarildo...

A oposição tentará evitar que o voto em separado seja aceito.

Para isso, será preciso convencer o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) – que está licenciado do mandato - a comparecer à sessão marcada para a próxima semana a fim de votar contra a proposta de Malta.

Os governistas, que têm o voto do suplente Mozarildo na CPI, Antonio João (PTB-MS), trabalharão para impedir que isso aconteça.

Dessa forma, terão votos suficientes para derrubar o relatório de Garibaldi e aprovar um texto ao gosto do Palácio do Planalto.

Ataque contra Francenildo

O delegado da Polícia Federal Rodrigo Carneiro Gomes, que tem até o dia 14 para concluir o inquérito que apura a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, pediu à Justiça mais prazo para encerrar o trabalho.

O policial solicitou mais 60 dias a fim de poder ouvir novamente algumas testemunhas, inclusive o próprio caseiro.

Carneiro Gomes também justificou a necessidade de prorrogação do prazo, afirmando que não recebeu o resultado da quebra do sigilo telefônico do jornalista Marcelo Neto, ex-assessor do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que estaria envolvido na violação do sigilo de Francenildo.

Dados bancários do caseiro foram criminosamente divulgados à revista Época, depois que Francenildo afirmou que Palocci era freqüentador da mansão da República de Ribeirão Preto, em Brasília, onde aconteceriam grandes negócios e orgias com as meninas de Jeany Mary Corner.

Viva os mensaleiros

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, negou que o partido vá constranger seus candidatos nas eleições deste ano por dar legenda a deputados acusados de envolvimento com o Mensalão.

Nenhum deles foi interditado politicamente. Continuam no gozo de seus direitos políticos. O PT conhece a biografia deles e entende que, independentemente de terem cometido erros, têm biografia altamente positiva”.

Os deputados João Paulo Cunha (SP), Professor Luizinho (SP), José Mentor (SP), João Magno (MG) e Josias Gomes (BA), que foram absolvidos pelo plenário da Câmara, embora tivessem a cassação recomendada pelo Conselho de Ética, e o ex-deputado Paulo Rocha (PA), que renunciou para fugir do processo, serão candidatos pelo PT.

Haja fiscalização...

O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Cesar Rocha, fará várias blitz de combate ao caixa dois a partir de 6 de agosto, data na qual os partidos e os candidatos devem apresentar sua primeira prestação de contas parcial, conforme determina a nova lei eleitoral aprovada neste ano. Argumento dele:

Como no futebol, que é feito um antidoping por amostragem, nós vamos fazer o mesmo na eleição”.

Rocha avalia que seria impossível uma fiscalização direta de todos os candidatos que concorrerão em 1º de outubro. Daí a decisão de fazer uma fiscalização por amostragem.

Na avaliação de Rocha, a blitz terá efeito inibidor também sobre os doadores que queiram fazer contribuições via caixa dois e sobre os políticos que costumam maquiar suas prestações de contas.

O que será fiscalizado

Rocha afirmou que o TSE priorizará a fiscalização de três aspectos das eleições: eventual abuso da propaganda institucional dos governos estaduais e da Presidência, o caixa dois e a prestação de contas.

De acordo com o corregedor, que atua como xerife da eleição, os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) serão orientados pelo TSE a fazer a blitze por amostragem. Rocha afirmou que poderão ser requisitadas pela Justiça Eleitoral informações de partidos a órgãos públicos, como a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, ligado ao Ministério da Fazenda).

Constatada a prática de caixa dois, poderá haver cassação de candidaturas.

Caixa dois tucano investigado

Com o fim das investigações sobre a fase mais complicada do inquérito do Mensalão, a Polícia Federal está se preparando para intimar nos próximos dias cerca de 80 políticos, funcionários públicos e empresários acusados de envolvimento com o suposto caixa dois da campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais em 1998.

Depois de analisar o caso por três meses, o procurador-geral da República Antônio Fernando devolveu o inquérito à PF, semana passada, e pediu novas diligências para aprofundar as investigações.

A polícia suspeita que o caixa dois foi abastecido com recursos de estatais mineiras e de empreiteiras.

Ligações originárias do Valerioduto

Documentos recolhidos pela PF no final do ano passado indicam que a campanha de Azeredo teria movimentado aproximadamente R$ 100 milhões sem declarar à Justiça Eleitoral e à Receita Federal.

Pelas informações já colhidas pela polícia, o suposto caixa dois teve a participação também do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, denunciado como um dos principais operadores do caixa dois petista no inquérito do Mensalão.

Na PF, falam-se de ligações comprovadas entre Valério, Azeredo e Aécio Neves, mas o caso é sempre abafado de modo eficiente.

Lula fazendo escola?

O senador Eduardo Azeredo foi interrogado pela PF ano passado, logo no início das investigações.

O senador tucano disse que nada sabia sobre o suposto caixa dois.

Em declaração encaminhada à Justiça Eleitoral, Azeredo sustenta que gastou apenas R$ 8 milhões e 500 mil reais ao longo de sua campanha pela reeleição ao governo de Minas, em 1998.

Cuidado, Aecinho...

O governador de Minas – candidato presidencial dos sonhos dos banqueiros ingleses Rothschild – deveria tomar cuidado com o Imperador do Rio...

No dia seguinte à convenção do PSDB que oficializou a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência e a aliança nacional com o PFL, o prefeito Cesar Maia (PFL), cobrou uma reação do partido às declarações do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Em entrevista ao GLOBO de domingo, Aécio afirmou não estar distante o seu sonho de o PSDB construir uma aliança com setores do PT e outros partidos democráticos como PPS, PSB e mesmo PMDB. Maia detonou:

Esqueceu o PFL, parceiro de 1994, 1998 e 2006? Ou explica ou se desculpa ou... virão chuvas e trovoadas. E mais cedo do que se imagina!”.

Reação do mineiro

Aécio Neves reagiu com ironia e lamentou a ausência de Cesar no seminário do PFL, de sábado passado, no qual lembrou a formação da Frente Liberal, no processo de redemocratização do País.

“Se o prefeito tivesse comparecido teria tido a oportunidade de conhecer o relacionamento de longa data que tenho com os principais nomes do PFL, bem anterior à sua filiação”.

A guerra entre Aécinho e O imperador Ceasar promete... Ave, Cesar! Te cuida, Aécio!

Contra a reeleição

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, promete incluir o fim da reeleição, com mandato de quatro anos, na proposta de reforma política que enviará ao Congresso caso seja eleito.

Sua proposta de governo incluirá também a fidelidade partidária e o voto distrital misto.

A medida interessaria aos tucanos Aécio Neves e José Serra, apontados como pré-candidatos ao Planalto.

O texto seria apresentado no início de 2007... Só falta, agora, o Geraldo se eleger...

Batendo em Alckmin e FHC

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, atribuiu à “situação desesperadora” dos tucanos os ataques feitos pelo candidato ao Planalto Geraldo Alckmin e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao presidente Lula na convenção do PSDB no domingo.

Tarso considerou “revoltantes” as declarações feitas pelos dois tucanos, mas advertiu que os eleitores saberão como reagir a elas.

Elas serão julgadas pela população. São feitas por pessoas que não querem discutir projetos e idéias”.

No domingo, em Belo Horizonte (MG), Alckmin havia dito que nunca houve “tanta desfaçatez e banditismo em esferas tão altas da República”, e FHC classificara Lula de “mentiroso, fanfarrão, vira-casaca e mão-suja”.

Fora para ficar dentro?

O PMDB resolveu ficar fora da disputa presidencial, para ficar dentro do governo.

A Executiva nacional do PMDB decidiu por unanimidade enterrar a candidatura própria à Presidência da República e também a convenção nacional que ocorreria no fim do mês.

O pré-candidato Pedro Simon (RS) avisou a aliados de que desistiu do pleito para se candidatar novamente ao Senado.

Derrota de Garotinho

Derrotado pela ala governista do PMDB, Anthony Garotinho vai deixar o partido, aderir ao PSC e retornar em julho ao cargo de supersecretário (Governo e Coordenação) do Estado do Rio, chefiado pela mulher, Rosinha Matheus.

Em 2008, planeja ser candidato à Prefeitura do Rio.

Rosinha deverá disputar a eleição em Campos dos Goytacazes, cidade do norte fluminense já administrada duas vezes por Garotinho e reduto eleitoral do casal.

A casa da família em Campos já está em reforma para 2007, quando o casal deve se dedicar aos programas de rádio que ajudam a elegê-los.

Candidatura alternativa

Garotinho deve aderir nos próximos dias ao PSC para trabalhar por seus candidatos nacionalmente e nos Estados.

Braço político de Garotinho, a legenda terá Rogério Vargas, ex-secretário estadual de Administração e ex-presidente da Loterj, como candidato à Presidência.

A decisão foi tomada ontem à noite no Rio, em reunião com participação do ex-governador, por telefone.

O PSC precisa ultrapassar a cláusula de barreira: ao menos 5% dos votos válidos para deputado federal (2% em, no mínimo, nove Estados).

No colo do sapo

O fim da possibilidade de candidatura própria no PMDB teve sabor de vitória no Palácio do Planalto.

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, calculou ontem que em 21 estados o partido poderá apoiar a reeleição do presidente Lula.

No Palácio do Planalto, a expectativa é que pelo menos 70% do PMDB apóiem o presidente Lula.

Coalizão Batráquia

Tarso Genro acenou com a possibilidade até de os peemedebistas pró-Lula assinarem um acordo, com participação efetiva nas negociações da campanha e, futuramente, do governo, caso Lula seja reeleito.

Seria o governo de coalizão já proposto por Lula.

Tarso considera importante essa aliança programática com o PMDB para que um novo governo Lula, em caso de reeleição, tenha condições de fazer reformas de Estado que ainda não foram realizadas.

Cobrando os cargos

Poucas horas depois de a executiva do PMDB decidir que o partido não terá candidato à Presidência, líderes peemedebistas se reuniram com o presidente Lula para negociar cargos.

A principal reivindicação, levada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pelo senador José Sarney (PMDB-AP), é a nomeação de um ministro da Saúde mais alinhado com a ala governista do partido.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que não há necessidade de uma nova reforma da Previdência, defendida por Lula.

Apoio informal?

O PSB irá permanecer oficialmente neutro na disputa presidencial, mas vai apoiar informalmente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O anúncio deverá ser formalizado hoje em uma reunião, em Brasília, na qual deverão estar presentes o próprio Lula, o presidente do PSB, Eduardo Campos, e do PCdoB, Renato Rabelo.

Eduardo Campos justificou a não formalização do apoio pela necessidade de se atingir 5% de votação proporcional para ultrapassar a cláusula de barreira.

Uma improvável mudança de posição, com a adesão formal a Lula, pode ocorrer na convenção da sigla, marcada para 28 de junho.

Otimismo do Mangabeira

Reflexões de Roberto Mangabeira Unger, um dos ideólogos do Partido Republicano Brasileiro (PRB), fundado com o apoio dos bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, na Folha de São Paulo:

“Há 25 anos, o Brasil parou de crescer. Começou a afundar em longa e triste mediocridade. Seus dirigentes e pensadores perderam a noção de qualquer rumo que não fosse o do formulário ruinoso recomendado aos governos de países pobres pelas autoridades acadêmicas, políticas e econômicas dos países ricos. Pela primeira vez, passamos a exportar gente. Nossas duas classes médias -a tradicional e a emergente-, de onde poderíamos esperar sinal de reorientação, desesperaram da vida pública. Modernidade e globalização vieram a significar: salve-se quem puder. Apesar de tudo isso, o Brasil está posicionado para iniciar ciclo de desenvolvimento diferente de todos os anteriores, porque apoiado em democratização de oportunidades econômicas e educativas. Temos uma cultura empreendedora que é das mais vibrantes de todo o mundo”.

Resta esperar o tempo passar para ver se a previsão de Mangabeira vai virar realidade.

Quadro negro

Uma outra visão do Brasil é apresentada hoje por um editorial do jornal Valor Econômico:

Desde o início da década de 90, com a abertura da economia, o setor produtivo brasileiro passou por diferentes fases de reestruturação”.

Na mais recente, que teve início em 2003, assistimos à construção de um modelo frágil, que se apóia cada vez mais no consumo popular, cuja renda deriva de gigantescas e insustentáveis transferências governamentais, e dependente de cenário internacional benigno, da manutenção da capacidade de tributação no auge e de um câmbio no seu limite de baixa”.

“Está se conformando uma estrutura produtiva que não gera emprego, investimentos e grandes inovações, ao mesmo tempo que vai minando a competitividade da indústria brasileira, com crescente proporção da oferta atendida por importações”.

Varig no ar

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, estabeleceu condições para aceitar a proposta do TGV (Trabalhadores do Grupo Varig) de compra da Varig.

A NV (Nova Varig) Participações, empresa constituída pelo TGV para o leilão, terá que comprovar até o meio-dia de amanhã que tem recursos suficientes para honrar a oferta de US$ 449 milhões, feita na semana passada.

O juiz quer saber quem lastreia as debêntures de emissão da Nova Varig que formam a metade do valor a ser pago; quais são os créditos a receber no montante de R$ 225 milhões; e onde estão os R$ 285 milhões em dinheiro.

Novos pretendentes

A empresa portuguesa TAP ressurgiu como pretendente para adquirir a Varig.

O presidente da companhia lusitana, o brasileiro Fernando Pinto, que já presidiu a Varig, reuniu-se com executivos da Varig e, segundo fontes do mercado, teria proposta de consórcio formado por empresas como a Air Canada e o fundo de investimento canadense Brookfield.

A nova proposta poderia ser incluída na oferta do TGV.

Ontem, 20 vôos da Varig foram cancelados e hoje em Nova York a Justiça decide se renova a liminar que protege a Varig de arresto dfe mais 14 aeronaves.

Novo leilão?

O juiz Luiz Roberto Ayoub admitiu hoje a possibilidade de um novo leilão da Varig caso a Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) não consiga cumprir as exigências.

O magistrado explicou que o processo de recuperação judicial não permite a compra direta da Varig, uma vez que houve um leilão com uma proposta vencedora.

Dessa forma, a eventual recusa da oferta da TGV demandaria uma nova disputa via leilão — em data ainda a ser definida.

Dedada no banco

O Bradesco começou a testar, ontem, na agência matriz da Cidade de Deus (SP), o primeiro terminal de auto-atendimento com identificação biométrica da palma da mão.

Se o terminal apresentar nível de 100% de acerto no período de até 60 dias, a utilização poderá ser ampliada para 50 agências até o final do ano.

Desenvolvido pela Fujitsu, o dispositivo de identificação funciona como um scaner que captura a imagem do padrão vascular da palma da mão do cliente.

Guerra inútil

O centro de pesquisa inglês Oxford Research Group divulgou ontem um relatório em que crítica a guerra contra o terror lançada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido.

“É uma estratégia fundamentalmente equivocada, que consome centenas de bilhões de dólares e só consegue criar novos recrutas e mais apoio ao terrorismo, em vez de derrotá-los”.

O grupo argumenta que a principal ameaça à segurança global é a crescente exclusão social.

Novos riscos

Para o centro, a guerra contra o terror aumenta risco de ataques terroristas, como os realizados em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001; em Madri, em 11 de março de 2004; e em Londres, em 7 de julho do ano passado.

A guerra no Iraque entrou em seu quarto ano; e o conflito no Afeganistão, em seu sexto ano. E nestes dois países a situação é cada vez mais instável e violenta, enquanto o movimento Al Qaeda está tão ativo como nunca”.

O problema é que a Casa Branca não vai dar bola para o relatório do Oxford Research Group...

Vida que segue...

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2 comentários:

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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