quinta-feira, 1 de junho de 2006

Mercadante e triunvirato tucano firmam acordo político e de negócios, em Nova York, para o quase certo segundo mandato de Lula

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Por Jorge Serrão

Exclusivo - No dia 18 de maio, em Nova York, depois de um prato de talharim e um cafezinho, os tucanos digeriram um acordo político-econômico de não-agressão entre o PSDB e o PT, caso se confirme a vitória reeleitoral do presidente Lula - conforme indicam todas as pesquisas da situação e da oposição. Por trás do pacto informal, firmado entre FHC e o senador Aloízio Mercadante, o próximo governo petista se comprometeria a não alterar as atuais bases econômicas que interessam ao sistema financeiro internacional – e ao nacional. Dirigentes do Banco Itaú teriam presenciado o encontro secreto entre o tucano e o petista na “Big Apple” - a mais cosmopolita cidade do planeta.

A contrapartida ao natural apoio tucano na economia viria com o apoio do governo federal a um mega-projeto de concessões e parcerias público-privadas em rodovias, que movimentaria R$ 30 bilhões. Tal negócio foi montado pelo publicitário Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, que fechou uma parceria com um poderoso grupo de empreiteiros canadenses. Em troca das “privatizações” nas estradas, os tucanos apoiariam a reforma da previdência que será tocada por Luiz Gushiken, e que vem sendo elaborada desde o primeiro governo FHC. Em 2002, a empresa do petista (na época, Gushiken Associados, e, agora, sem o japonês de Lula na sociedade, se chama Global Previ) elaborou, para o Ministério da Previdência de FHC, o livro “Regime Próprio de Previdência dos Servidores: Como Implementar? Uma Visão Prática e Teórica”.

Tal pacto político-empresarial de intenções foi formulado entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aloízio Mercadante, nos Estados Unidos. O tratado político informal foi sacramentado pelo senador Tasso Jereissati e pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves. O presidente Lula ainda não se definiu sobre tal acordo amarrado por Mercadante. Faltava ouvir seus gurus José Dirceu, Luiz Guishiken e Luiz Dulci. Mas Lula enxerga que a paz com os tucanos lhe garantiria a nada fácil sobrevivência política durante um segundo mandato que ele já conta como certo.

O triunvirato tucano e o senador petista (que concorre, para perder, ao governo de São Paulo) estiveram em Nova York, no dia 18, para participar da homenagem da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos ao presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agneli. O acordo de negócios políticos foi sacramentado no luxuosíssimo Hotel Waldorf Astoria, onde ocorreu a mega-festa. O candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra - que também estava nos Estados Unidos (só que em tratamento médico) - não participou dessa negociação com Mercadante, seu adversário na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. No entanto, certamente, Serra tomou conhecimento de tudo. O mesmo aconteceu com o ex-ministro da Educação de FHC, Paulo Renato, outro que estava em Nova York.

Versões para estar em na Big Apple

Todos os envolvidos na estória têm explicações oficiais para sua estada em Nova York.

FHC e Tasso estavam lá para a homenagem a Agneli, da Vale.

O governador mineiro estava lá para assinar contratos para empréstimos de US$ 330 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial.

O senador Mercadante porque participou de em evento do Banco Itaú, ao qual esteve presente também FHC - ambos podem ser vistos em uma foto oficial na qual aparecem ao lado de Roberto Nishikawa, Alfredo Setúbal, Olavo Setúbal, Roberto Setúbal, Alexandre Tombini e Candido Bracher.

Abandono de Alckmin, segundo o PFL

Um relatório reservado que circula entre os caciques do PFL dá como favas contadas o abandono da candidatura de Geraldo Alckmin pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

A revelação da reunião secreta entre Mercadante e FHC, nos Estados Unidos, foi a constatação final de que Alckmin tem tudo para perder.

Daí vêm as insistentes críticas do bem-informado Imperador do Rio, avae Ceasar Maia, à condução da campanha de Alckmin – sobre a qual o Partido da Frente Liberal não vinha sendo ouvida para nada, antes da criação do ainda Conselho Político de efeito duvidoso.

Reação ventrilocal?

Agora dá para entender a reação virulenta do deputado federal Alberto Goldman (PSDB-SP), ligadíssimo a José Serra, contra o triunvirato FHC, Aécio e Tasso.

Via Internet, em seu site pessoal, o parlamentar tucano fez "um desabafo para quem, como eu, ficou esta semana em São Paulo e Brasília".

Para o público externo, Goldman criticou os três, principalmente FHC, por terem feito “discursos inconvenientes em Nova York” – principalmente criticando a posição do governador Cláudio Lembo na crise de insegurança (politicamente armada por criminosos) que apavorou e parou sobre São Paulo.

Mas, tudo indica, que para o público interno tucano, Goldman estava dando um recado de que sabia de mais coisas... E, quem sabe, não foi uma espécie de porta-voz ou “elegante boneco de ventríloco do amigo José Serra – que não participou das negociações empresariais e políticas nos EUA.

Nada de desistências

O acordo entre FHC e Aloízio Mercadante não envolve qualquer desistência de candidatura ao governo de São Paulo – como os mais ingênuos, politicamente, poderiam supor.

Mercadante sabe que vem candidato ao governo estadual, sem chances de vitória.

O coordenador informal dos investimentos do PT junto aos grandes bancos internacionais, na verdade, não tinha outra alternativa a não ser tirar Marta Suplicy da disputa ao Palácio dos Bandeirantes, mesmo sabendo que não teria chances contra o favorito tucano José Serra.

Mercadante queria mesmo continuar no senado ou ter um cargo formal na área econômica: o ministério da Fazenda.

No próximo governo Lula, finalmente, como “compensação” por sua provável derrota, deve assumir o tão sonhado ministério.

Risco doença

Só existe um entrave para a vitória de José Serra na eleição paulista: sua saúde, que inspira cuidados.

Hoje são grandes as chances de Serra desistir da disputa, por ordem de seus médicos.

Mercadante sabe disso. Sabe, também, que FHC seria o candidato ao Bandeirantes, caso Serra não possa concorrer.

O que fazer, Geraldo?

Publicamente, os tucanos não vão admitir as dificuldades de campanha. Mas Alckmin percebe os problemas na pele de candidato desconhecido do eleitorado do norte-nordeste.

Os senadores Jorge Bornhausen e Tasso Jereissati já decidiram que o PSDB e o PFL não vão abrir seus cofres, totalmente, para investir na campanha de Geraldo – que ressente da falta de recursos financeiros.

Atritos na campanha tucana podem acontecer a qualquer momento, sobretudo pela difícil relação com a cúpula do PFL (ACM, Bornhausen e Cesar Maia) que sabe que o tucano está no fogo sem chances de vitória.

Ironia do ex-presidente?

Em Nova York, FHC teria dito à imprensa:

Geraldo e todos nós temos o mesmo problema: o que fazer com o Brasil”.

O subconsciente do sociólogo FHC deve ter funcionado bem, Ou, então, FHC sabe o que fazer, já prevendo a reeleição de Lula. Talvez, quem não saiba, é o Geraldo, a quem só resta uma opção: atacar Lula, chamando seu governo de omisso, mesmo sabendo que suas chances atuais de vitória são difíceis.

Medo de Heloísa Helena?

Analistas de pesquisa que trabalham para o PSDB e PFL fazem as contas para avaliar o potencial de crescimento da candidatura da senadora Heloísa Helena ao Planalto.

Mesmo sem base de apoio partidária, a alagoana radical de esquerda tem tudo para obter o maior percentual de crescimento entre os candidatos menores.

Com o PMDB fora da corrida, e sem candidaturas realmente alternativas ao PT-PSDB, aos olhos do eleitorado, marketeiros acreditam que HH pode crescer muito.

Tem até baiano apostando que HH corre o risco de passar o Geraldo... Que Malvadeza...

Espionado pelos petistas

Informantes do Palácio do Planalto estão literalmente de olho em cada passo de Geraldo Alckmin.

Os “agentes secretos petistas” se fantasiam de “tucano com jeito de povo” para acompanhar cada milímetro das ações, palavras e encontros do candidato tucano.

As informações são passadas, em tempo real, ao marketeiro João Santana.

Junto com o também baiano Duda Mendonça, ele define que resposta imediata o presidente Lula ou algum petista por eles indicado dão ao presidenciável do PSDB, anulando os efeitos de seus discursos e estratégias de agenda eleitoral.

Diferente do PT?

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou revelou que o candidato tucano Geraldo Alckmin vai lançar seu programa de governo na convenção do PSDB, marcada para o dia 11 de junho, em Belo Horizonte (MG).

Segundo Aécio, Alckmin vai apresentar propostas “muito bem acabadas e um pensamento muito firme em relação ao diferencial do PSDB em relação ao atual governo”.

O governador mineiro não adiantou quaisquer dessas propostas e afirmou que serão expostas nos programas de TV e rádio do PSDB dos próximos dias.

Cadê os aliados?

Integrantes do PFL entregaram ontem, durante o ato de formalização da coligação com os tucanos, uma agenda de prioridades de governo de interesse do partido ao candidato da coligação, Geraldo Alckmin.

Compõem a lista a consolidação da independência do Banco Central, a criação do Ministério da Segurança Pública, reforma do Estado brasileiro e uma política externa de afastamento ideológico e estratégico dos governos sul-americanos de Hugo Chávez (Venezuela), Fidel Castro (Cuba) e Evo Morales (Bolívia).

As lideranças pefelistas compareceram em peso à cerimônia, com exceção do prefeito do Rio, César Maia, crítico contumaz da campanha.

A cúpula tucana também estava desfalcada: O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceram ao evento.

Arraial eleitoral do Lula

O supersticioso presidente Lula já decidiu: vai lançar sua candidatura reeleitoral no dia 24 de junho, em uma super festa de São João, seu santo padroeiro.

Já é tradição na família do presidente comemorar tal data.

Só não se sabe se a festa será a tradicional, dos últimos anos, na Granja do Torto, ou se o presidente partirá para alguma das grandes festas juninas populares do Nordeste.

Lula tem pesquisas, comandadas por Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, indicando que sua vitória é garantida em Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Região Norte de Bahia, Alagoas, Amapá e Roraima – todos lugares onde o povão adora um “arraia”.

Palácio eleitoral?

O Palácio do Planalto se transformou ontem em um verdadeiro comitê geral de campanha do PT.

O presidente Lula recebeu seu ex-adversário Orestes Quércia para oferecer ao PMDB a vaga de vice na chapa petista.

Mas do até tempos atrás inesperado e impensável encontro não saiu qualquer acordo objetivo.

O novo líder do governo no Senado, o peemedebista Romero Jucá, que tomou posse no lugar de Aloizio Mercadante (PT-SP), avisou que seu partido está e continuará dividido em relação ao apoio a Lula em outubro.

O que foi negociado?

Depois de conversar com o presidente Lula o ex-governador Orestes Quércia decidiu patrocinar a antecipação para o dia 11 de junho da convenção do PMDB que vai definir sobre a candidatura própria do partido.

Além da vice-presidência na chapa do PT para um pemedebista, Lula propôs a Quércia uma aliança política em São Paulo, a participação da sigla no grupo que vai definir o programa de governo para o segundo mandato e a integração imediata e efetiva do PMDB no governo.

Entre dirigentes do partido fala-se na indicação de pelo menos seis ministros, antes mesmo das eleições de outubro.

No governo a avaliação é que a antecipação sepultaria as chances de candidatura própria do partido, 12 dias antes da definição da chapa petista à Presidência.

Morte anunciada

Os peemedebistas preferem priorizar os acordos regionais, e não um arranjo nacional.

Da mesma forma, está sepultada (antes mesmo de nascer) a candidatura própria do PMDB ao Palácio do Planalto.

O senador Pedro Simon deve formalizar sua desistência ao pleito. Só não o fez ainda para não desmoralizar ainda mais, politicamente, o seu partido que é comandado pela ala governista, liderada pelos senadores José Sarney, Renan Calheiros e Ney Suassuna.

Acredite se quiser

O boato era forte ontem entre alguns caciques do PFL que tomam conta da vida alheia dos candidatos de outros partidos.

O presidente Lula teria acenado com a possibilidade de conceder a vice-presidência ao ex-governador Antony Garotinho.

Mas Lula ainda espera mesmo que Ciro Gomes aceite ser seu vice.

Só que o cearense ainda acha melhor disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, fazendo uma big bancada para o PSB.

Publicidade questionada

O PSDB e o PFL ingressaram ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um requerimento solicitando uma investigação sobre os gastos do Executivo com publicidade.

Na petição, entregue ao presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, os presidentes dos dois partidos, senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) Jorge Bornhausen (PFL-SC) pedem ao TSE que seja solicitado, ao Executivo, esclarecimentos sobre as despesas com publicidade efetuadas nos últimos três anos, tanto ano âmbito da administração direta como indireta. Bornhausen se justificou:

Achamos que o governo está ultrapassando o que é o limite do uso da propaganda oficial no curso do ano da eleição. Só o Tribunal poderá obter esses dados e coibir essa ação de publicidade enganosa e eleitoral do governo Lula”.

Para Jereissati, o Planalto está aproveitando a verba publicitária das estatais para divulgar a imagem de Lula.

Desde a Petrobras, que faz uma campanha bilionária, que não tem nada a ver com o seu sentido, a instituições como a Eletrobras, que não vende, nem compra nada no mercado, e não tem que estar anunciando”.

Aumentos eleitoreiros?

A decisão do presidente Lula de conceder aumento salarial a mais de 30 categorias do serviço público foi classificada de medida eleitoreira pela oposição.

O líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), lembrou que durante o governo Fernando Henrique e nos três anos do governo Lula os servidores do Executivo foram maltratados, sem uma política sequer de reposição da inflação.

Considero 100% eleitoreiro e oportunismo do Lula. É triste ver o governo Lula, que tratou tão mal os servidores durante os três anos de governo, vir agora tapar buraco para não perder o apoio desta base que sempre apoiou o partido”.

Para o filho de Cesar Maia, além de aprovar as MPs com os reajustes, o Congresso deveria aprovar um mecanismo que recomponha, ano a ano, os salários do Executivo.

Carta ao Povo Brasileiro adiada

Os presidentes do PT, PSB e PCdoB adiaram para terça-feira da próxima semana o encontro que teriam ontem para começar a redigir a nova Carta ao Povo Brasileiro.

O documento indicará os compromissos do presidente Lula para um eventual segundo mandato, como foi feito nas eleições de 2002.

O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) alegou que a conversa foi adiada justamente porque o PSB ainda está fechando alguns "dados" para apresentar ao presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Na verdade, a carta está esperando o que o PMDB deveria escrever nela...

Outro que desiste

O deputado Roberto Freire (PPS-PE) desistiu de sua pré-candidatura à Presidência.

Ele avisou que torna oficial a decisão hoje na reunião da Executiva do PPS, em Brasília.

"Não adianta eu inventar ser candidato só porque quero. Somos oposição a essa fraude que representa o governo do PT. O PSDB é a alternativa, já que tem uma candidatura com imagem decente".

Na reunião de hoje o PPS vai discutir o provável apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente.

Ressalvando que as decisões finais de seu partido serão tomadas apenas na convenção nacional, cuja data será definida hoje, Freire destacou que, na sua avaliação, a adesão à aliança PSDB/PFL "é a alternativa que resta" ao PPS.

Denise se deu bem

O PFL do Imperador Ceasar Maia resolveu apoiar o PPS na eleição estadual no Rio – conforme estratégia revelada pelo Alerta Total no final do ano passado.

O deputado estadual Eider Dantas, pré-candidato do partido ao governo do estado, desistiu da candidatura e anunciou que vai apoiar a deputada federal Denise Frossard (PPS).

Eider espera ser o vice na chapa da juíza, no acordo que prevê que o PFL indicaria os candidatos a vice e a senador.

Frente contra Garotinho

Cesar Maia propõe uma frente no estado contra o ex-governador Anthony Garotinho, que apóia o senador Sergio Cabral Filho (PMDB) para o governo.

Em encontros com líderes do PV, do PPS e do PDT, o Cesar Maia defendeu que o candidato desses partidos deveria ser o que estivesse melhor nas pesquisas eleitorais.

Cesar Maia espera, agora, convencer o tucano Eduardo Paes a também desistir de sua candidatura em favor de Denise.

Quadro eleitoral no RJ

A deputada Denise Frossard é, até agora, a candidata mais bem colocada nas pesquisas.

Pela última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 25 passado, Frossard aparece em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto. Em primeiro, Cabral tem 35%. Marcelo Crivella (PRB) tem 18%.

Eider Dantas apareceu em quinto, empatado com os pré-candidatos do PT, Vladimir Palmeira, e do PSOL, Milton Temer, com 2% cada. O pré-candidato do PSDB, Eduardo Paes, tem 4% das intenções de voto.

Maçonaria sem segredo pelo voto

A disputa eleitoral é motivo de divisão dentro da secular e nem tão secreta Maçonaria no Estado do Rio de Janeiro.

O Grão-Mestre Sérgio Tavares Romay, candidato a deputado federal pelo PPS do Rio de Janeiro, contratou uma empresa de telemarketing que telefona para a casa de maçons, pedindo votos.

Opositores de Romay estão injuriados com o uso dos dados pessoais dos maçons e de seus familiares para finalidade eleitoral, contra a qual as próprias regras da Maçonaria são contra.

Alguns membros da maçonaria já pensam em ingressar com uma ação judicial contra Romay pelo uso dos dados sigilosos, que colocam em risco a segurança dos familiares.

É mais um desgaste político para o candidato Romay, que já ficou de filme queimado por causa da censura ao jornal A Voz do Escriba, que feriu as regras maçônicas de liberdade, igualdade e fraternidade.

Duras palavras do desembargador

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargador Barbosa Leal, bateu direto no fígado do presidente Lula, ao analisar as declarações do ministro Tarso Genro sobre a "definição arcaica de direito adquirido" e ao comentar a reunião de Lula para tratar da reforma administrativa.

Indagado sobre o achava da proposta de limitar os salários do setor público ao que ganha o presidente da República, o desembargador gaúcho detonou:

"Se eu tiver um cartão de crédito corporativo como Lula tem, e um amigo como Paulo Okamoto para pagar as minhas contas e a dos meus filhos, não preciso nem receber salário".

O desembargador Barbosa Leal bem que poderia lembrar que Lula não paga comida, roupa, passagens e sequer o sabonete com que toma banho – nem ele e nem sua família.

O presidente do Tribunal de Justiça do RS também critica lambanças que custam muito dinheiro para os contribuintes, como as roubalheiras dos mensalões e dos sanguessugas, por trás das quais estão o governo Lula e o PT.

Operação passarinho

Assim está sendo batizada pelos aliados do advogado José Dirceu de Oliveira e Silva a Operação Financeira que vai negociar a compra da Varig, no leilão marcado para o dia 5 de junho.

O poderoso Comandante Daniel (José Dirceu) aposta que vai receber R$ 23 milhões de comissão pela viabilização do negócio.

A operação será feita por um grupo de investidores russos, liderados pelo famoso enroladíssimo magnata russo Boris Berezovsky, cujo clube de investimentos teria R$ 1 bilhão destinado à compra da Varig.

Dirceu teve três encontros “secretos” com Berezovsky, nos dias 2, 3 e 4 de maio, todos numa mansão no bairro do Pacaembu, em São Paulo, cedida pelo empresário Renato Duprat, que virou celebridade depois de levar à falência o grupo Unicor, empresa de planos de saúde – segundo confirmou a revista Veja, e o Agente 171 do Alerta Total antecipou no começo do mês passado, com exclusividade.

O “esquemão” de Dirceu também contará com a injeção financeira de alguns bancos que devem favores ao presidente Lula, sobretudo pela inconstitucional liberação dos dados sigilosos da Previdência Social para facilitar o mega-negócio da concessão de empréstimo consignado a aposentados e pensionistas do INSS.

Cosa russa

Boris Berezovsky, dono de uma fortuna avaliada em US$ 10 bilhões de dólares.

Mas vive praticamente como “exilado” em Londres, fugindo de processos em sua terra natal.

Berezovsky tem demonstrado interesse em mudar-se para o Brasil.

O russo já deu o primeiro passo quando se tornou investidor do grupo MSI, que controla o futebol do Corinthians.

Briga mortal

A praga do deputado verde Fernando Gabeira (PV-RJ), que derrubou o supostamente poderoso Severino Cavalcanti, tem tudo para recair sobre o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Gabeira teria documentos que comprovando o envolvimento de um sobrinho de Renan com a máfia que comprava ambulâncias a preços superfaturados para estados e municípios.

Anteontem, os dois bateram boca diante das câmeras da sessão do Congresso.

Dedo na cara

Mas no corredor da câmara, longe das câmeras de televisão e dos holofotes, um colocou o dedo na cara do outro, em uma guerra de ameaças verbais.

Gabeira gritou que pode provar que a família de Renan está envolvida no caso que ele quer abafar, mandando arquivar o pedido de abertura da CPI dos Sanguessugas.

Renan desafiou Gabeira a fazer isso – imitando o gesto arrogante que destronou o ex-deputado Severino Cavalcanti, que presidiu a Câmara dos Deputados.

Atacando a máfia em segredo?

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, encaminhou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) os primeiros pedidos de abertura de inquérito contra 15 parlamentares suspeitos de envolvimento no esquema de fraude ao Orçamento da União, desbaratado na Operação Sanguessuga da Polícia Federal.

O procurador identificou a existência de indícios da participação desses parlamentares no esquema de desvio de recursos público por meio de compra superfaturada de ambulâncias com recursos orçamentários.

Mas os nomes dos primeiros investigados não foram revelados, já que as investigações poderão correm sob segredo de Justiça.

45 denunciados

Os procuradores da República em Mato Grosso Mário Lúcio Avelar e Paulo Gomes devem denunciar pelo menos 45 pessoas investigadas na Operação Sanguessuga.

Os acusados devem ser denunciados por fraudes em licitação, corrupção e formação de quadrilha.

A Polícia Federal ainda procura o empresário Ronildo Pereira Medeiros, um dos principais membros do grupo que fraudava emendas parlamentares para a aquisição fraudulenta de ambulâncias.

Ronildo Medeiros é dono de quatro empresas investigadas pela PF. Uma delas é a Frontal, que equipava a maioria das ambulâncias vendidas pela Planam, de Darci José Vedoin, considerado o chefe do esquema.

O esquema foi descoberto durante a Operação Sanguessuga, desencadeada no dia 4 de maio.

Cabra marcado para cassação

O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), decidiu marcar para a próxima terça-feira a leitura e votação do relatório do deputado Jairo Carneiro (PFL-BA) contra o deputado José Janene (PP-PR).

O Conselho iria tomar o depoimento de Janene ontem, mas o deputado desistiu um pouco antes do início da sessão.

Janene, que sofre de um problema no coração, teve uma arritmia grave enquanto realizava exames médicos na Câmara e, por isso, acabou optando em não prestar o depoimento.

O deputado é acusado de ser um dos operadores do mensalão.

Segundo Izar, mesmo sem o depoimento de Janene, não há razão para atrasar mais a tramitação do processo, uma vez que o Conselho tem em mãos os depoimentos prestados pelo parlamentar à Polícia Federal e à Corregedoria da Câmara.

Ouvindo o crime organizado

A audiência da CPI do Tráfico de Armas com o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Camacho, o Marcola, será no dia 8 de junho na penitenciária de Presidente Bernardes.

Foi o que informou o presidente da comissão, deputado Moroni Torgan (PFL-CE).

Mas ainda não foram definidos os integrantes da CPI que irão até a penitenciária de segurança máxima ouvir o criminoso.

Eletrificado no cargo

O conselho de administração da Eletronorte decidiu ontem demitir da diretoria de Gestão Corporativa o engenheiro Hércio José Ramos Brandão.

Ele é suspeito de envolvimento na máfia de empresários, advogados e funcionários públicos que falsificavam documentação de estatais de energia elétrica para tentar receber supostas dívidas antigas de Furnas, Eletrosul, Itaipu Binacional e da própria Eletronorte.

A saída do dirigente foi provocada pelas denúncias de que Brandão seria ligado aos seis empresários e servidores das companhias acusados da fraude e presos pela Polícia Federal na terça-feira da semana passada na Operação Castores, da Polícia Federal.

Família muito unida no concurso

O conselho da Eletronorte também decidiu anular o concurso público realizado pela estatal no dia 21 de maio para as funções de engenharia e assistente administrativo por culpa do dirigente afastado.

Brandão, sua mulher e os dois filhos se inscreveram e fizeram as provas.

A demissão de Brandão e a anulação do concurso serão oficializados hoje.

Fraudes inexplicadas

Foi irritante a audiência pública em que o presidente da Fundação Escola do Serviço Público (Fesp), Paulo Sérgio Lima Marques, foi interrogado ontem por deputados na Comissão de Orçamento da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro sobre a contratação de ONGs pelo governo Rosinha Garotinho.

O comportamento de Paulo Sérgio provocou protestos até de parlamentares da base governista.

Paulo Sérgio não soube explicar qual era o critério usado pela Fesp na seleção das ONGs que prestam serviço ao estado.

Três delas (Inep, Inaap e IBDT) têm entre seus dirigentes doadores da pré-campanha à Presidência de Anthony Garotinho.

Explicação não colou

O presidente da FESP alegou que eram escolhidas entidades de reputação ético-profissional inquestionável.

Paulo Sérgio se atrapalhou, entretanto, quando foi citado o caso específico do CBDDC (Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos da Cidadania), que recebeu R$ 105 milhões no ano passado para fornecer mão-de-obra para a rede estadual de saúde.

A ONG foi contratada apesar de ter sido processada pelo governo por não ter cumprido um contrato com uma fundação do estado.

Perguntado se a ação judicial por si só não comprometia a reputação da ONG, Paulo Sérgio disse que “não via problema”.

Nunca houve auditoria

Depois de uma série de respostas sem conteúdo e repetindo sempre que a Fesp atuava de acordo com a lei de licitações, Paulo Sérgio alegou não saber se havia uma planilha especificando quantos profissionais foram contratados para os hospitais pelo CBDDC.

O presidente também disse, em resposta a uma pergunta do deputado Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB), que apesar de contratar milhares de pessoas pelas ONGs, nunca foi feita uma auditoria para saber se todos trabalham.

O deputado Alessandro Molon (PT) entrou com um mandado de segurança na Justiça para pressionar a presidência da Alerj a abrir uma CPI para apurar o caso.

O bicho vai pegar?

A presidenta do STF (Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie Northfleet, e o vice-presidente, Gilmar Mendes, defenderam ontem a ampliação do foro privilegiado para ações de improbidade administrativa e a sua extensão a ex-autoridades.

Os dois participaram de audiência pública na Câmara sobre a emenda constitucional da reforma do Judiciário, que estabelece essas duas novas hipóteses de foro privilegiado.

Atualmente, a Constituição só o prevê nos processos criminais.

Mendes considera uma incoerência do sistema legal o presidente da República responder criminalmente perante o STF, mas poder ser afastado do cargo por liminar de juiz da primeira instância, em ação de improbidade movida por um procurador da República.

Cozinheira comprometedora

A cozinheira Zildete Leite dos Reis acusou os ex-ministros Antonio Palocci, José Dirceu e o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, de terem freqüentado a casa do empresário João Arcanjo Ribeiro, conhecido como Comendador Arcanjo, suspeito de ser um dos líderes do crime organizado no Mato Grosso, e onde ela trabalhou.

Zildete era responsável pelos jantares que eram oferecidos pelo empresário.

Em depoimento ontem à CPI dos Bingos, Zildete revelou que chegou a ver Palocci, Dirceu e Okamotto deixando a casa com malas de dinheiro.

Ela contou que via as malas abertas na sala da casa com dólares e, no final das visitas, os três saíam com as malas, o que a faz ter certeza de que eles levaram o dinheiro.

Também viu o Sombra?

A cozinheira afirmou ainda que viu o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, procurar Arcanjo para contratar um pistoleiro que iria assassinar o prefeito de Santo André Celso Daniel (PT).

Além dos quatro, Zildete revelou que o ex-bispo Carlos Rodrigues e o traficante Fernandinho Beira-Mar também freqüentavam a casa do Comendador.

Segundo a cozinheira, o traficante teria negócios com Arcanjo, que envolveria tráfico de armas.

O troco dela

Zildete disse aos integrantes da CPI que resolveu contar o que sabia porque seu irmão foi assassinado por Arcanjo.

Segundo a cozinheira, os dois ex-ministros e Okamotto chegavam a casa de Arcanjo no jatinho particular dele “para não serem reconhecidos pela mídia”.

Em um País com situação institucional normal, tal depoimento derrubaria hoje o governo, e todos teriam sua prisão preventiva decretada. O problema é que estamos no Braziiiiiiiiiiillllllllllllllllllll... E ainda bem que a Copa do Mundo está chegando para acalmar Brasília...

Preconceito contra os pobres

O relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) recebeu com cautelas o depoimento de Zildete.

As palavras dela precisam ser comprovadas. Não tenho dúvidas de que ela esteve na casa, de que preparava as comidas para as pessoas, mas o que ela falou tem que ser comprovado”.

Sempre que um pobre presta depoimento, denunciando falcatruas dos graúdos, eles são descaracterizados pelos poderosos de plantão...

Escândalo do caseiro

O ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Murilo Portugal negou ontem, em depoimento à Polícia Federal, que tenha recebido qualquer determinação para colocar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no encalço do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Mas Portugal não convenceu a PF de que o ex-ministro Antonio Palocci não tenha solicitado uma investigação contra o caseiro.

Até agora, estão indiciados no caso Palocci, seu ex-assessor de imprensa Marcelo Netto e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso, todos demitidos dos cargos em conseqüência do escândalo.

Quase acabando...

Na busca dos últimos detalhes para fechar o inquérito, a PF ouviu também ontem o advogado Cláudio Alencar, chefe de gabinete do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que esteve na casa de Palocci na noite de 16 de março.

Alencar acompanhava, na ocasião, outro assessor de Bastos, o secretário do Direito Econômico, Daniel Goldberg, a quem Palocci indagou se poderia acionar a PF para investigar movimentações atípicas na conta do caseiro.

Para o caso Francenildo, vale o mesmo comentário anterior: em condições normais, os envolvidos estariam presos, o presidente da República já teria sido afastado do cargo.

Fica preso

O ministro Hélio Quaglia Barbosa, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o habeas corpus em favor do banqueiro Edemar Cid Ferreira, amigão do ex-presidente e senador José Sarney.

Os advogados alegaram que não há motivos para manter Cid Ferreira preso uma vez que ele teria comparecido a todos os atos para os quais foi convocado pela Justiça desde que a ação penal foi instaurada.

O banqueiro está preso desde sexta-feira em São Paulo e já havia recorrido ao Tribunal Regional Federal (TRF) para tentar sua libertação.

Juros de morte

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a Selic para 15,25%, a menor da história desde que passou a ser referência da política monetária. A

taxa real de juros (descontada a inflação), porém, ainda é a maior do mundo e a única de dois dígitos — pouco mais de 10% — entre 40 países desenvolvidos e emergentes selecionados pela consultoria GRC Visão.

O corte de 0,5 ponto percentual foi seguido de um comunicado do BC em que não há sinalização de tendência para a próxima reunião, marcada para julho.

Jogada dos bancos

Anunciada a decisão do Copom, o Banco do Brasil e o Bradesco informaram que reduziram as taxas de juros.

No BB, os encargos do cheque especial, do cartão de crédito e dos empréstimos consignados ficaram mais baratos.

No Bradesco, além dessas modalidades, as linhas de crédito pessoal, capital de giro, desconto de duplicatas também recuaram.

Os cortes promovidos pelos bancos, porém, ficaram entre 0,02 e 0,15 ponto percentual. O do Copom foi de 0,5 ponto percentual.

Medo dos velhinhos

Os marketeiros do presidente Lula lhe recomendaram que baixasse os juros para os empréstimos consignados aos aposentados e pensionistas do INSS.

Os grandes bancos ficaram contrariados com a decisão do ministro da Previdência Social, Nelson Machado, de definir o teto para a taxa em 2,5%.

A maioria dos bancos e financeiras está cobrando 3,19 por cento de juros aos idosos.

Pedido aos bancos

O recado do presidente Lula aos banqueiros é que tal usura poderia ser usada contra ele na campanha eleitoral.

Por isso, é necessária, agora uma redução das taxas.

Depois da eleição, tudo voltaria ao normal, de acordo com a “força do mercado”...

Chega de impostura

Empresários de todo o país e representantes de entidades de classe entregaram aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, um documento do qual constam 1 milhão e 500 mil assinaturas obtidas em Curitiba (PR), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), São Luiz (MA) e em São Paulo (SP) pelo movimento De Olho no Imposto.

Os consumidores que assinaram desejam a transparência tributária e o envio de um projeto de lei ao Congresso que regulamente o parágrafo 5º, do artigo 150 da Constituição Federal.

A proposta é que na nota fiscal seja discriminado o valor dos impostos cobrados sobre produtos e serviços.Uma pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo mostrou que 74% dos brasileiros não sabem quanto pagam de impostos nos bens e serviços que consomem.Mas a mesma pesquisa revelou que 93% dos entrevistados gostariam de ser informados a respeito.

Fugindo do assunto

A escolha do padrão digital de tevê a ser adotado no Brasil virou um tabu no governo Lula.

Em comunicado conjunto distribuído ontem, os presidente Lula e João Manuel Durão Barroso, da Comissão Européia, não comentaram a escolha do padrão de televisão digital que o Brasil deverá adotar.

Embora seja dado como certo que o Planalto já fez sua opção pelo sistema japonês, a pauta da visita oficial de Durão Barroso ao país incluía a tentativa de convencer Lula a escolher o sistema europeu.

A nota, no entanto, destaca as diversas áreas de cooperação entre Brasil e União Européia, mencionando as áreas de energia e ciência e tecnologia, mas não fala, estranhamente, em TV digital.

Intervenção televisiva

O Ministério das Comunicações adverte:

Está em estudo uma intervenção na RedeTV!, nos próximos dias.

O mesmo pode ocorrer na rede CNT, do grupo Martinez, em Curitiba.

As duas redes não tem condições de funcionamento, devido à elevada inadimplência e ao excesso de processos judiciais em andamento.

Contra a Tevê Ômega Limitada, que controla a RedeTV!, correm ações trabalhistas no valor de R$ 3 milhões, relativos à antiga rede Manchete.

Águias negando espionagem

O ministro-conselheiro da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Phillip T. Chicola, negou ontem que representantes americanos tenham procurado autoridades brasileiras para defender interesses do dono do Opportunity, Daniel Dantas, e da empresa de investigação Kroll.

Chicola contou que o ex-diretor da Kroll Frank Holder teve um encontro em Washington com o ministro-conselheiro para assuntos comerciais no Brasil, John Harris, em dezembro de 2004.

Na época, o ministro teria avisado que o governo americano não iria interceder em favor da empresa.

Chicola procurou na terça-feira o Itamaraty para negar que o ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, e agentes da CIA, o serviço de inteligência americano, tenham se encontrado com Frank Holder para tratar de uma suposta espionagem a autoridades brasileiras, entre as quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como tem gente em Brasília que acredita em papai Noel, só porque a roupinha dele é vermelha...

Vida que segue...

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