sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Controladores protestam contra Banco Central, que força spreads altos, e que vai criar a lista de cidadãos bons ou mais pagadores

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

A diretoria inglesa do banco HSBC bateu da cintura para cima no governo do presidente Henrique Meirelles (do Banco Central). Os representantes dos controladores da City londrina reclamaram que, no Brasil, se ganha dinheiro com especulação de cartéis, imposta pelo Banco Central, que obriga um spread bancário alto para manter as taxas de inflação artificialmente mais baixas, com menor circulação de moeda e através de uma onda de consumo só possível com a liberação do crédito bancário. O Banco Santander, espanhol, fez a mesma reclamação ao Banco Central. A autoridade monetária mantém o silêncio obsequioso sobre a queixa dos bancos estrangeiros.

Dia 29, o Conselho Monetário Nacional se reúne para cumprir a ordem do presidente Lula da Silva de lançar medidas para baixar o spread bancário de qualquer jeito. No entanto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou que elas não provocarão uma redução sensível do juro cobrado nos empréstimos. A entidade dos banqueiros manifestou seu apoio às medidas em estudo pelo governo, mas aproveitou para pedir a redução do recolhimento compulsório e da cunha fiscal que incide sobre as operações de crédito, que chega a quase um terço do custo final para o tomador.

Entre as medidas mágicas estudadas pelo governo está a criação de uma relação de bons pagadores, chamada de cadastro positivo. O governo quer instituir, por medida provisória, a divisão entre os cidadãos aptos a consumir (por pretensamente serem bons pagadores) e aqueles que serão marginalizados no mundo econômico (por algum problema de inadimplência que tiverem). Trata-se de uma solução tecnicamente imperfeita e inconstitucional, de cara. O governo quer estatizar a inconstitucionalidade já cometida pelos atuais cadastros privados – que hoje impedem o cidadão até de conseguir um simples emprego, se estiver com o “nome sujo”.

A segunda medida mágica do governo seria a redução dos valores recolhidos obrigatoriamente pelos bancos para o fundo compulsório que garante o resgate de parte dos recursos em conta corrente ou em caderneta de poupança, no caso de insolvência de uma instituição financeira. Em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo”, o presidente Henrique Meirelles apresentou sua solução mágica para reduzir os juros bancários. Meirelles recomenda medidas capazes de dar maior poder de negociação aos clientes. Com essas providências do Banco Central, o sistema ficaria mais competitivo, “devendo propiciar uma queda nos spreads bancários”.

Spread bancário é a diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o custo dos financiamentos por eles oferecidos no mercado. Além de ser campeão mundial em juros altos, o Brasil também é campeão no spread alto, que chega a 40%. O número é de um levantamento recente do Banco das Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), baseado em dados do FMI. O Peru opera com um spread em torno de 10%. Em outros países emergentes, como Argentina, Chile, Coréia do Sul, Malásia, a diferença entre o custo de captação e de empréstimo não passa de 5%.

Pergunta idiota

Da série de perguntinhas idiotas do Alerta Total:

Por que o governo, que afirma trabalhar pelo social, não age contra certas entidades que “negativam” os nomes dos cidadãos em suas listas negras.

Além de não ter acesso ao crédito, as pessoas na lista negra do SPC e Serasas da vida perdem o direito a conseguir empregos.

Medidas irrelevantes

O assunto dos spreads quase gerou uma crise diplomática entre os banqueiros e o governo, cuja autoridade monetária é dirigida por um banqueiro aposentado.

O economista-chefe da Febraban, Roberto Luis Troster, chegou a manifestar ontem uma posição mais contundente sobre a irrelevância das medidas.

Além do compulsório e da cunha fiscal, Troster reclamou da "falta de transparência" nos dados sobre crédito divulgados pelo Banco Central" e "o custo de se executar contratos na Justiça".

Críticas desautorizadas

Mas as declarações do economista foram desautorizadas pela Febraban, que as considerou de cunho pessoal.

As afirmações também foram rebatidas pelo Banco Central em nota à imprensa.

"O Banco Central do Brasil considera totalmente improcedentes as alegações de suposta inexistência de transparência na divulgação dos dados sobre spreads bancários por parte desta instituição".

Bomba armada

Perseguição eleitoral oportunista, ou realmente uma investigação judicial? Eis a questão!

O Ministério Público Federal adverte que documentos achados nas últimas investidas da PF vão obrigar o candidato Geraldo Alckmin a responder sobre o nível de algumas ligações de sua família com a Daslu.

O MPF quer saber qual a real ligação de sua mulher, dona Lu, e da filha de Alckmin com os negócios da empresária Eliana Tranchesi, que está sendo processada por sonegação fiscal.

Fustigando o amigo de Lula

Após anunciar uma ofensiva para tentar levar o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, para prestar depoimento no Senado, PSDB, PFL e PPS entraram ontem com uma representação no Ministério Público Federal pedindo abertura de inquérito contra ele.

A denúncia é por crime de perjúrio (falso testemunho) ao depor à CPI dos Bingos.

A oposição alega conflito de versões entre a explicação dada por Okamotto pelo pagamento de uma dívida de R$ 29 mil e 400 reais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PT e o relato do caso feito pelo próprio presidente em entrevista ao "Jornal Nacional", na semana passada.

Quem está mentindo?

À CPI, Okamotto se responsabilizou pelo pagamento da dívida, mas disse que não informou o presidente do caso.

Na entrevista ao "JN", Lula relatou uma suposta conversa com Okamotto na qual o autoriza a quitar a dívida.

"Quer pagar você paga porque eu não vou pagar".

Como o depoimento à CPI é feito sob juramento, a oposição argumenta que ou ele ou o presidente mentiu.

Terrorismo Administrativo

As gráficas que produzem material para campanha eleitoral, principalmente para a oposição, estão sendo alvo de um controle do Estado que pode ultrapassar as raias do legal.

Pela regra eleitoral em vigor este ano, a gráfica só pode imprimir material de campanha com o número do CNPJ do candidato, o que permitiria uma auditoria sobre quem financia a campanha, por exemplo.

Agora, as gráficas temem “devassas” do fisco, e sentem dificuldades para entrar no Refis (o sistema de refinanciamento de débitos fiscais).

Será que é esse o tal “terrorismo administrativo” que tanto foi ensinado por um “ético” partido político, em seus cursinhos de formação, em Cajamar?

Perigo para os professores

O fim da aposentadoria especial para professores pode se transformar em mais uma bandeira eleitoral da oposição contra o candidato reeleitoral do governo.

A Procuradoria Geral da República está argüindo a inconstitucionalidade do benefício.

O governo deseja que este benefício não seja estendido aos professores que não exercem suas funções em sala de aula.

A PGR questiona a constitucionalidade da aposentadoria especial ser conferida também aos professores que exercem suas funções em atividades administrativas sem ensinar em sala de aula.

Será mais um prato cheio para o P-SOL, o PSTU e o PCO, partidos que abrigam as principais lideranças de sindicatos de professores não aparelhados pelo PT.

Intervenção na Anatel

Hélio Costa ameaça intervir na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O Ministro das Comunicações promete editar uma portaria para alterar as regras da agência de modo a permitir que empresas de telefonia fixa possam participar das licitações para exploração de serviço de banda larga sem fio de acesso à Internet em alta velocidade.

A ameaça de intervenção foi a resposta de Costa à recusa da Anatel a seu pedido de adiamento das licitações, e por impedir a participação das teles, algumas super-amigas do governo, como a Telemar, patrocinadora oficial da empresa Play TV, do primeiro-filho Fábio Luiz Lula da Silva.

Lula condenado

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pagamento de multa de R$ 900 mil pela distribuição de um jornal tablóide de caráter eleitoral pela Casa Civil da Presidência, em janeiro último.

A maioria dos ministros considerou Lula diretamente responsável pela publicação, que tinha 36 páginas e 1 milhão de exemplares.

Por quatro votos contra dois, o tribunal afirmou que houve propaganda de sua candidatura à reeleição antes do prazo legal, que é 6 de julho.

Marcha, soldado...

O presidente-candidato Lula da Silva tomou mesmo um gostinho por uma farda, um quartel e um desfile militar.

O comandante-em-chefe das nossas Forças Armadas, amadas ou não pelo PT, estará presente amanhã, 19 de agosto, na Cerimônia de entrega dos espadins, na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende.

Os puxa-sacos que aparecerem por lá serão convidados de honra do Exército Brasileiro, em mais uma marketagem do governo, usando os militares.

Lula desde Garotinho?

O prefeito Silvio de Carvalho (PMDB) e seu pai-pai, o deputado federal Noel de Carvalho, estão fazendo uma força enorme para que o grupo político do ex-governador Antony Garotinho faça as pazes com a base governista do partido e dê uma colher de chá no apoio a Lula, mesmo que o faça discretamente.

A família Carvalho, que estará coladinha com Lula na Academia Militar, já pensa em um big-acordo visando à próxima sucessão de Lula, para 2010.

A idéia é fortalecer Garotinho, para contar com um improvável apoio petista, em oposição ao governador mineiro Aécio Neves – que é o candidato preferido da City de Londres para suceder Lula.

A base governista do PMDB já está colocando essa estratégia em campo.

Pancada nos Sanguessugas

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquéritos criminais contra mais 27 parlamentares suspeitos de envolvimento no esquema dos sanguessugas.

Com o envio desses novos pedidos, subirá para 84 o número de parlamentares que são alvo de investigação no STF em razão de indícios de participação no esquema de desvios de dinheiro público por meio da compra de equipamentos como ambulâncias.

A suspeita inicial é de prática de crimes como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

O inquérito criminal precede a eventual ação penal.

Ao final das apurações da PF, Antonio Fernando decidirá se há indícios de prática de crimes para oferecer denúncia ao STF para a abertura do processo.

PF está investigando...

Foi o terceiro "pacote" de solicitações de instauração de inquéritos criminais ao STF.

O primeiro foi feito em 31 de maio contra 15 deputados.

Cerca de um mês depois, houve a segunda remessa, contra 42 deputados e um senador.

O caso dos 57 inquéritos já instaurados, a Polícia Federal vem realizando as apurações sugeridas pelo procurador-geral e ordenadas pelo relator, ministro Gilmar Mendes.

Pizzaria do Senado

O vice-presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Demóstenes Torres (PFL-GO), entende que os processos contra os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) já estão abertos, não cabendo, portanto, a hipótese de renúncia como meio para evitar a perda de direitos políticos por oito anos.

"As notificações recebidas pelos parlamentares de que há representação contra eles deu início ao processo".

A afirmação dele contraria o entendimento do presidente do órgão, João Alberto Souza (PMDB-MA), para quem a abertura dos processos disciplinares ainda depende do exame das defesas prévias a serem entregues até segunda-feira pelos acusados.

Pizza não existe?

Após sinalizar que poderia travar a abertura de processo no Conselho de Ética do Senado contra os três senadores citados no relatório da CPI das Sanguessugas, o presidente do Conselho, João Alberto (PMDB-MA), garantiu que não vai haver “pizza” no órgão.

"Estou imune à pressão. Não aceito pressão. Apuro com rigor e esse negócio de pizza não existe”.

Ontem, o senador havia afirmando que, na sua avaliação, o depoimento à Justiça Federal e à CPI de Luiz Antonio Trevisan Vedoin, dono da Planam, principal empresa do esquema, não tinha validade.

Mas agora ele mudou de idéia e admitiu que deve decidir pela abertura dos processos.

Neste caso, ele defende que os processos sejam apreciados pelo conselho até o dia 24 de setembro e que o Plenário do Senado vote os pedidos de cassação antes das eleições de 1º de outubro.

Sem constrangimento

O senador João Alberto garantiu ainda que não se sente constrangido em estar à frente do órgão que poderá investigar Suassuna, ex-líder de seu partido.

Se o líder errou, não é líder. Tem que ser julgado como todos outros”.

João Alberto informou que vai ler o depoimento de Luiz Antônio Vedoim para verficar se há provas “robustas” contra os senadores citados pelo empresário.

Já o vice-presidente do Conselho, senador Demóstenes Torres (PFL-GO), afirmou que o presidente do colegiado não tem a prerrogativa de arquivar os processos.

Caso isso aconteça, ele vai recorrer ao Plenário do Senado e entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra João Alberto por abuso de autoridade.

O silêncio dos indecentes

A Câmara dos Deputados se recusa a entregar a procuradores do Ministério Público Federal a lista dos 2.266 ocupantes de cargos de natureza especial (CNE) na Casa e o nome de quem o sindicou para o posto.

Na edição de ontem, o jornal Correio Braziliense revelou que 149 deputados e 24 ex-parlamentares - incluindo 22 acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas - empregam 600 afilhados nessas funções.

Em defesa do corporativismo e em flagrante atentado ao princípio da transparência na administração pública, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, silenciou sobre a farra das nomeações.

E o pior: amparado em legislação interna, anunciou que só dará informações sobre o caso se forem requisitadas, por meio de ofício, pelo procurador-geral da República.

A farra do empreguismo

Entre parentes e cabos eleitorais, há casos de fantasmas, gente que recebe até R$ 8.200 reais sem trabalhar.

E de "assessores" que, além de estar no cabide federal, ainda embolsaram dinheiro dos sanguessugas.

No total, esse pessoal representa despesa extra de R$ 20 milhões por ano aos contribuintes.

Baianada tucana

Ex-coordenador-geral de Divulgação na gestão Marcello Alencar no estado, Jomar Pereira da Silva não soube informar qual a função do publicitário Duda Mendonça no governo.

Entre julho de 1997 e o fim de 1998, o marqueteiro recebeu, por meio de sua empresa A2CM, cerca de R$ 7 milhões e 200 mil reais em repasses das sete empresas que prestavam serviços publicitários ao governo desde 1995, após licitação. Jomar garantiu “que não teve conhecimento se Duda prestou algum tipo de serviço ao governo”.

Jomar, Alencar, Duda e 14 pessoas são acusadas pelo Ministério Público de corrupção passiva e peculato.

Quem tem razão?

O acordo para que as empresas contratadas repassassem até 50% dos ganhos para a firma de Duda foi selado dentro de uma sala de reuniões da Secretaria de Fazenda.

O órgão era encabeçado por Marco Aurélio Alencar, filho do então governador e entre os denunciados pelo MP.Os membros do governo que teriam montado o esquema — com a suposta função, segundo a CPI, de pagar serviços de Duda na campanha — garantiram, na época, que a subcontratação da A2CM foi iniciativa espontânea das empresas.

Mas os representantes dessas firmas juram que foram coagidos a firmar o acerto.

Satisfeito com a merreca?

No último ano da gestão Alencar, Duda foi ainda responsável pela campanha tucana à sucessão estadual.

O PSDB declarou ter pago ao publicitário a merreca de R$ 300 mil.

O problema é que tal serviço de marketing costuma ser calculado em milhões de reais.

Rigor eleitoral

As eleições deste ano deverão bater um recorde de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O número de representações até agora, quando mal iniciou-se a campanha no horário eleitoral gratuito, é metade daquele registrado em todo o ano eleitoral de 2002.

Para o corregedor-geral eleitoral, ministro César Asfor Rocha, esse aumento se deve à inadequação da lei à reeleição.

"Permitiram a reeleição mas não disciplinaram o que o candidato, enquanto no exercício do cargo, pode ou não fazer"

Propaganda enganosa, não!

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello, advertiu os eleitores para a "propaganda enganosa" veiculada no horário de TV e rádio e ressaltou que não se deve votar "em quem promete o que não pode cumprir".

Em tom de ironia, sugeriu a aplicação do Código de Defesa do Consumidor contra candidatos que prometem e não cumprem.

Marco Aurélio recomendou que não se vote em nenhum candidato sobre o qual pairem suspeitas, mesmo sem condenação judicial.

"Se estou em dúvida quanto ao perfil de um certo candidato, devo escolher outro em relação ao qual não tenha quaisquer dúvidas".

Soltando os bichos

Em visita ontem ao zoológico do Exército, em Manaus (AM), Heloísa Helena, candidata do PSOL à Presidência, acariciou e beijou uma onça-pintada macho.

Ela posou para fotos ao lado do animal, que é manso e estava em uma jaula, abraçou turistas e estudantes, mas não quis visitar o viveiro de um tucano.

Ao passar por uma escultura da ave, a senadora virou o rosto.

"Vou colocar o tucano no pé, e ele só vai subir quando eu mandar".

Dança da pesquisa secreta

Exclusivo - Geraldo Alckmin caiu mais cinco pontos em pesquisas encomendadas pelo PSDB e pelo PFL - para não serem divulgadas, pois servem apenas para formulação de estratégia eleitoral.

Heloísa Helena subiu quatro pontos, sobretudo depois do morno debate da Bandeirantes, em que atacou o presidente Lula e foi mais ofensiva que Geraldo.

O presidente Lula segue estável, do jeito que ele gosta.

Crescimento da Helô

A candidata Heloísa Helena, nas últimas pesquisas de três institutos, tem uma divergência de até oito pontos em sua colocação real.

No dia 7 de agosto, pelo Ibope, Sensus e na pesquisa dos partidos, ela tinha 12,7 por cento das intenções de voto.

Depois do debate da Band, a Helô passa para 17,7% em locais mais elitizados de São Paulo.

Nas regiões mais populares, a Helô obtém 15,7%.

E como vai o Geraldo?

Nas áreas mais populosas de São Paulo, onde as classes A, B e C se misturam, Geraldo Alckmin tem 28,6%.

Já o presidente-candidato Lula continua oscilando entre 18 e 20% no Estado de São Paulo.

Em São Paulo, a pesquisa indica crescimento de Lula (quatro pontos), e também indica que Heloísa Helena está tirando mesmo votos de Alckmin, para pânico dos tucanos.

Aprovação caindo

A taxa de aprovação do governo Alckmin caiu de 76% para 70%.

A taxa de aprovação de José Serra, que era de 53%, caiu para 44%.

Os tucanos atribuem a ligeira queda ao efeito Heloísa Helena.

Antes, ela incomodava ao Planalto petista. Agora incomoda ao PSDB.

Conversa de botequim de luxo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, num restaurante de luxo de São Paulo, voltou a reclamar que foi uma má escolha ter apostado em Alckmin para a presidência.

Teria dito que, se arrependimento desse dinheiro, ele ganharia uma bolada.

Tasso Jereissati e um advogado amigo de FHC presenciaram o lamento de FHC, que alegou que deveria ter apoiado mais José Serra, embora ele estivesse doente, na época da escolha do candidato.

FHC advertiu que leva muita fé na campanha da Helô.

Eles são muito radicais, mas estão fazendo um bom trabalho”.

Escondendo a estrelinha?

O presidente Lula da Silva tirou onda ontem, durante visita ao Rio Grande do Sul, que após quatro eleições, tem o direito de escolher de quais debates vai participar e que o eleitor vai julgar isso.

Ao ser questionado sobre as críticas ao seu programa eleitoral, Lula voltou a negar que esteja escondendo o PT.

A oposição acusa o presidente de não exibir símbolos tradicionais do partido, como a estrela e a cor vermelha.

Candidato do sistema

Dirigentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento já trabalham com a perspectiva de que não haverá mudança no governo Lula.

O Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, garantiu aos diretores do BID, em Washington, que a vitória de Lula era certa.

A mesma previsão foi vendida à Organização Mundial do Comércio.

Falta de educação na campanha

O site do candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, retirou do ar, correndo, um texto considerado ofensivo ao candidato tucano José Serra, candidato a governador pela coligação Compromisso com São Paulo (PSDB/PFL/PPS/PTB).

O desembargador Roberto Vallim Bellocchi, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, acolheu representação do PSDB.

O magistrado determinou a suspensão do site da campanha do PT, até que fosse retirado o texto contra Serra, que acabou ganhando direito de resposta.

Super-Receita é isso aí!

De janeiro a julho, a arrecadação federal somou R$ 222 bilhões, 973 milhões de reais.

O número ficou 3,25% acima dos R$ 215 bilhões e 951 milhões de reais arrecadados em igual período de 2005.

Só em julho, o governo federal arrecadou R$ 33 bilhões, 844 milhões.

Houve um aumento real de 4,37% frente a igual mês do ano passado.

O Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das empresas do setor de combustíveis contribuíram no mês passado com R$ 1 bilhão e 26 milhões de reais, ante R$ 99 milhões, em julho de 2005.

Acordão na FIESP

Empresários ligados à Fiesp e ao Ciesp - Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - fecharam um acordo para apresentar o nome do atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, como candidato único à presidência das entidades em agosto do próximo ano.

Resolveram botar uma pá de cal na divisão surgida na eleição de 2004, que levou Cláudio Vaz ao comando do Ciesp.

As negociações foram conduzidas com o beneplácito do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.

Para acomodar os interesses dos dois lados, Skaf reformulou o estatuto da federação, ampliou o número de cargos de diretoria e também o mandato do próximo presidente, de três para quatro anos.

Grampo proibido

A Justiça Federal norte-americana determinou ontem ao governo Bush que pare de monitorar telefonemas de norte-americanos, como parte de um programa de combate ao terrorismo, porque a prática viola os direitos constitucionais dos cidadãos.

O governo, animado por pesquisas que mostram apoio popular às medidas contra o terrorismo, recorreu contra a sentença.

A ação judicial foi movida pela União Americana das Liberdades Civis e pode chegar à Suprema Corte, que em junho já considerou ilegal o sistema de tribunais militares criado pelo governo para julgar suspeitos de terrorismo presos na base naval de Guantánamo.

Palavra da Juíza

A juíza Anna Diggs Taylor considerou que a vigilância dos telefonemas prevista no "Programa de Vigilância Terrorista", esperado para durar cinco anos, viola a liberdade de expressão, as proteções contra investigações não-razoáveis e os limites constitucionais do poder presidencial.

"Não há reis hereditários na América nem poderes que não sejam criados pela Constituição".

Mas a juíza Anna Diggs Taylor rejeitou os argumentos da União de Liberdades Civis contra o caráter secreto dos dados obtidos.

Ela entendeu, como queria o governo, que isso pode ameaçar a segurança nacional.

Abuso de poder

O programa foi muito criticado por entidades de direitos civis e preocupou alguns parlamentares, inclusive republicano, que consideram que o presidente George W. Bush pode ter cometido abuso de poder.

Bush autorizou o programa depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, mas ele só veio a público no ano passado e deve continuar funcionando até o recurso.

A prática permite que o governo monitore, sem mandado judicial, ligações telefônicas e emails internacionais de cidadãos norte-americanos suspeitos de ligação com a Al Qaeda.

Na quinta-feira, a juíza decidiu que o governo Bush violou uma lei de 1978 que exige mandados de um tribunal especial secreto para espionar indivíduos ou suspeitos nos EUA.

Briga dos controladores da mídia

O lançamento de um novo jornal vespertino gratuito do magnata dos meios de comunicação Rupert Murdoch ameaça provocar uma guerra na imprensa londrina.

De um lado está Murdoch com sua nova criação, o tablóide vespertino "TheLondonPaper".
Seu adversário é outro magnata do setor, Harold Jonathan Esmond Vere Harmsworth, dono do grupo Associated Newspapers, que publica o vespertino "Evening Standard" e o sensacionalista "Daily Mail".

Quando foi divulgado o novo produto de Murdoch, seu rival respondeu com o anúncio de que distribuiria o "London Lite", um novo vespertino gratuito, aos mais de 400 mil usuários do transporte público no centro de Londres.

Além disso, Harmsworth pretende relançar o site do "Evening Standard" a partir de meados de setembro.

Murdoch vem preparando o lançamento do "TheLondonPaper" há mais de um ano e espera tirar uma fatia do mercado do "Evening Standard", que registrou recentemente uma queda de 19% nas vendas.

As historinhas de cada um

Segundo um porta-voz da "News International", a corporação de Murdoch, "o 'Evening Standard' perdeu o apoio dos londrinos" por ter um "tom sombrio".

Para ganhar o apoio do público, "TheLondonPaper" será um jornal otimista, cheio de cores e dirigido a leitores mais jovens.

"É a primeira vez que Murdoch cria um jornal no Reino Unido e ele não vai permitir um fracasso".

O empresário atualmente possui os jornais "Times", "The Sun" e do dominical "News of the World", títulos que comprou de proprietários anteriores.

Em tempo: No Brasil, Murdoch é sócio das Organizações Globo.

De olho em Marte

No final deste mês, Marte e a Terra ficarão mais próximos.

No dia 27 de agosto, quando Marte estiver a 55.761.584 Km da Terra, o planeta vermelho será, depois da Lua, o objeto mais brilhante no céu, durante à noite.

A olho nu, Marte parecerá tão grande quanto a lua cheia – um fenômeno que não se repetirá tão cedo.

Aparecerá a Leste, às 22 horas, atingindo o ponto mais próximo da Terra por volta das 3 horas da madrugada.

Seria bom se a notícia fosse verdade... Veja a verdade dos fatos em www.cienciaviva.org.br

Espaço Ciência Viva esclarece

Tem sido noticiado, com lamentável alarde, que o planeta Marte será visto no céu "tão grande quanto a Lua". Isto nunca acontecerá e é o ressurgimento inoportuno de um tremendo erro de interpretação de uma notícia relativa à aparição de Marte no ano de 2003.

Naquele ano, o planeta Marte e a Terra estiveram mais próximos do que em qualquer outro momento das últimas centenas de anos. Isto porém, correspondia ainda a muitos milhões de quilômetros de separação e em nenhum momento viu-se Marte no céu da Terra como algo maior do que um pontinho de luz brilhante.

O que acontece, de fato, é que apesar de poder ser visto no céu a cada dois anos como um ponto luminoso de coloração alaranjada, a observação de Marte ao telescópio sempre se revela decepcionante. Marte é um planeta pequeno, pouco maior do que a metade do tamanho da Terra, e sua superfície têm detalhes com baixíssimo contraste.

Por isto, ao observarmos Marte ao telescópio não vemos muito mais do que uma "bolinha" alaranjada com uma borda esbranquiçada correspondente ao seu pólo gelado e uma ou duas manchas muito tênues na sua superfície.

Para os observadores eventuais e já acostumados com as fantásticas fotografias enviadas pelas muitas sondas que estudam Marte de sua órbita ou mesmo de sua superfície, as imagens ao telescópio são muito pouco interessantes. Os estudiosos, no entanto, continuam patrulhando e aprendendo com o comportamento das manchas, tão sutis.

Não admira, portanto, que os astrônomos tenham aproveitado ao máximo a aproximação de Marte em 2003, que tornou a imagem do planeta cerca de 10% maior quando vista através dos telescópios. Foi uma oportunidade imperdível para os aficionados tentarem uma visão um pouquinho melhor do que aquelas que conseguem a cada dois anos.

Mais estranho ainda, é que esta notícia volte a circular com tanta ênfase quando o planeta Marte se encontra "do outro lado do sistema solar", isto é, colocando-se atrás do Sol! Nesta época do ano, o planeta Marte está palidamente brilhando sobre o horizonte oeste e permanecendo visível, muito baixo no céu, por não mais de duas horas depois do pôr do Sol.

Até o mês de setembro, Marte estará desaparecendo sobre o horizonte oeste antes mesmo que o céu escureça completamente!Se você quer realmente ver alguma coisa interessante no céu, venha ao Espaço Ciência Viva às quartas-feiras, a partir das 19h00m, para observar o fantástico planeta Júpiter através dos grandes telescópios construídos pelo grupo de astronomia NGC-51.

Venha ver, com seus próprios olhos, Júpiter e seus satélites com uma nitidez como Galileu jamais sonhou! Venha conversar e trocar idéias com os muitos astrônomos amadores que freqüentam os encontros para entender e duvidar destas notícias fantasiosas e requentadas!

Sérgio Lomonaco, Espaço Ciência Viva - Grupo de Astronomia NGC-51

Espaço Ciência Viva

Av. Heitor Beltrão, 321 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - 20550-000 - Tel. / Fax: (21) 2204-0599

Marcação de visitas por telefone ou e-mail: museu@cienciaviva.org.br

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:
jorgeserrao@gbl.com.br

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Fiquem com Deus!

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Um comentário:

Unknown disse...

Caro Jorge Serrão
Meu nome é Milton Salles , sou paulistano , economista, 56 anos, meu e-mail é : miltonsalles1@gmail.com.
Trabalhei mais de 25 anos no mercado financeiro e após retirar-me , fui vítima da grave negligência que se instalou nos Bancos e da absoluta complacência do BACEN. Vamos aos fatos:
- minha Empresa foi vítima de protestos indevidos , perpetrados pelos Bancos.
Até aí, não há muita novidade , pois estas babaridades ocorrem diáriamente.
O que diferencia a minha história, é que , desta vez , o CLIENTE DOS BANCOS , SIMPLESMENTE NÃO EXISTE..NUNCA EXISTIU !!!
Com os fatos apurados, encaminhei há mais de 2 anos atrás , denúncia ao Bacen , cuja 1 providência foi arquivar a denúncia - sem respondê-la..
Em Set. 2007 , encaminhei carta ao Presidente do Bacen , anexando as provas ( já anteriormente apresentadas)e consegui o desarquivamento do processo e o seu envio a um setor da Diretoria de Fiscalização, onde permanece inativo desde Out.07.
Apesar de e-mails, cartas e Ouvidoria do Bacen, essa Instituição que deveria proteger o cidadão brasileiro, nem resposta dá.
As provas que enviei oa Bacen e a seu Presidente são:
- documentos da Junta Comercial e Receita Federal atestando que a Empresa não existe..
- cópia dos contratos de empréstimos dados pelos Bancos.
Além de gestão fraudulenta , foi violado o atg 64 da Lei 8383,onde é crime de co-autoria abrir conta de empresa falsa ou inexistente.
Imagine que tipo de dinheiro , pode ter passado por contas bancárias sem que houvesse 1 responsável..
Recentemente o Bacen perdeu uma ação civel no STJ ( perdeu na 1 e 2 estancia)por falta de fiscalização, que acarretou em prejuízo a vários poupadores.O valor atual é de cerca de R$ 70 milhões.
Fone: 11 2279-8036
abraços.milton salles