quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Controladores ingleses do mercado de mineração obrigaram a Vale a se endividar para comprar a Inco

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Por Jorge Serrão

Os controladores ingleses que comandam o mercado mundial de mineração articularam o pool de 20 bancos, liderados por ABN Amro, Credit Suisse, Santander e UBS, que puseram à disposição da Vale US$ 34 bilhões para financiar a compra da produtora canadense de níquel Inço. Não foi fácil convencer os acionistas de que uma empresa capitalizada como a Vale, que não precisaria recorrer a empréstimos, teria de apanhar dinheiro com banqueiros para fechar a operação. Agora, os lucros ficam com o sistema financeiro, controlado pela mesma City londrina que controla o comércio de minérios e as empresas relacionadas ao negócio.

A estratégia dos ingleses em intermediar a compra da canadense Inco pela Companhia Vale do Rio Doce tem o objetivo de ampliar os negócios no mercado norte-americano. Hoje, apenas 10% das vendas da Vale são destinadas à América do Norte. Mas o patamar passará a 17% depois da aquisição da Inco. O negócio com a Vale faz parte da guerra silenciosa entre capitais ingleses e norte-americanos pelo controle e hegemonia da economia mundial. Com a compra da Inço, a Vale se transforma na segunda mineradora do mundo, depois da australiana BHP Billiton (que é controlada pelos ingleses, assim como a Vale também o é, por debaixo dos panos dos negócios).

A intenção da Vale do Rio Doce é obter a totalidade das ações da Inco, em negócio de US$ 17,7 bilhões. A finalização da compra da Inco está prevista para o próximo dia 3 de novembro. Mas a Vale espera concluir toda a operação em janeiro, com o fechamento do capital da Inco. A intenção é conseguir 100% do capital da empresa até o fim do ano. A Inco é a segunda maior produtora de níquel do mundo, com produção de 181,8 mil toneladas até setembro. As reservas da empresa, porém, são as maiores do planeta, com 7,8 milhões de toneladas.

O negócio ocorre num cenário de preços e demanda das commodities favorável à Vale. Está previsto um déficit de oferta até 2010 para o minério de ferro, seu principal produto, bem como para níquel e cobre. A compra da Inco servirá para diversificar a produção da companhia brasileira, hoje liderada pelo minério de ferro, que representa 74% de suas receitas. A partir de agora, o ferro passará a 56% das receitas, com o níquel em segundo lugar, com 20%. Além de sua liderança no mercado mundial de minério de ferro, a Vale do Rio Doce é a segunda exportadora de manganês e tem uma grande participação no comércio internacional de cobre, bauxita, potássio e caolinita.

Com a aquisição, será criada a CVRD Inco, com sede em Toronto, no Canadá. Roger Agnelli, presidente da Vale, será o presidente do conselho de administração da CVRD Inco, companhia criada para gerir todos os seus negócios de níquel no mundo. Sob o comando de Agnelli, na empresa desde 2001, a Vale já comprou mais de uma dezena de empresas, entre elas Caemi, Ferteco e Valesul.

Fim das privatizações?

Depois de privatizar a floresta Amazônica, fazendo o Congresso aprovar um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão, o presidente Lula da Silva teve a cara de pau de afirmar ontem, em discurso no Maranhão, o “fim da era das privatizações”.

O discurso faz parte da estratégia de marketing que encurralou a campanha dos tucanos, apontando-os como responsáveis pelas criminosas privatizações.

Mas por que o presidente Lula, cujo governo se diz tão cioso do patrimônio nacional, não anulou as privatizações criminosas de FHC?

Ele não vai responder tal pergunta, porque seu governo é totalmente controlado pelos interesses do capital transnacional inglês que comandou todo o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso.

Na economia, o governo Lula foi uma continuidade dos interesses da City londrina que atentam contra a soberania e a autodeterminação do Brasil.

Eis por que Lula já entrou na disputa eleitoral previamente reeleito. Nem precisava participar da eleição.

O PT privatizou a floresta

A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna do jornal O Globo de ontem, deixou claro o que já chamamos a atenção no Alerta Total que tratou da intenção inglesa de privatizar a floresta Amazônica.

Nos últimos anos, o governo Lula mandou ao Congresso, aprovou e sancionou um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão.

O concessionário da floresta poderá explorá-la por 30 anos, renováveis por mais 30 anos. Fica sendo o dono temporário da terra pública e pode derrubar as árvores públicas e vendê-las para seu lucro privado dentro de um plano de manejo que pretende evitar a derrubada predatória.

A exploração da floresta prevista na Lei de Concessões tem tudo o que foi desenvolvido nos processos de privatização do serviço público: tem plano de outorgas, como na telefonia, licitação pelo maior preço.

Quem pagar mais poderá explorar os bens florestais daquela área, desde que obedecido o plano de manejo anualmente aprovado.

Para controlar isso, foi criada uma agência independente: o Serviço Florestal, que será financiado por taxas pagas pelos concessionários.

Ou seja, tudo igualzinho; até agência independente.

Pode-se dizer que não há transferência de patrimônio, mas, sim, uma outorga temporária.

Ora, em todos os serviços públicos, a concessão é temporária, porém renovável, como na proposta do PT.

Miriam Leitão lembra que o PT está diante de uma enorme contradição quando faz um ataque ideológico velho a um mecanismo ao qual ele mesmo está aderindo, e num patrimônio muito mais delicado.

Lula tenta se blindar

O presidente Lula da Silva articula uma reaproximação com os Estados Unidos, a fim de blindar seu governo contra qualquer tentativa de “golpe”, em função dos processos que começam a ser julgados no próximo mandato, como é o caso do Mensalão e do dossiê Tabajara.

Lula pretende liderar uma caravana de empresários numa visita aos EUA, já no início do primeiro ano do segundo mandato.

O objetivo da viagem seria uma visita oficial de Lula a Washington, onde ele retomaria a proximidade que chegou a cultivar com o presidente George W. Bush.

O problema será convencer a Águia norte-americana que os interesses do Foro de São Paulo, devidamente aparelhados pelos ingleses da City de Londres, são os mesmos dos EUA.

Removendo obstáculos

Para dar provas de sua boa-vontade em relação aos EUA, o próximo governo Lula vai detonar duas figuras anti-americanas do Itamaraty: o secretário-geral, Samuel Pinheiro Guimarães, e o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Os dois serão estrategicamente removidos para outros postos.

Samuel e Garcia são considerados os principais ideólogos da marca antiamericana impressa no Itamaraty, de agrado do PT, mas que sofre profunda oposição em áreas do governo e do empresariado.

O chanceler Celso Amorim deve permanecer no Ministério das Relações Exteriores.

Greenhalg intimidando?

O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh enviou ao site Mídia Sem Máscara uma notificação extrajudicial ordenando que sejam retirados do ar vários artigos de Olavo de Carvalho contra sua pessoa.

Olavo classifica a iniciativa de autoritária, voltada seletivamente contra o pequeno jornal eletrônico que apenas reproduziu a matéria, sendo uma abjeta tentativa de intimidação discriminatória que muito revela sobre o caráter do dr. Greenhalgh.

Ciente de que o Mídia Sem Máscara nada publicou que não possa provar, recomendei ao site, do qual sou fundador e uma espécie de editor platônico, que ignore solenemente a notificação e mande o presunçoso queixar-se à Justiça, caso seja louco de levar a sério seu próprio blefe”.

O que irritou Greenhalgh

Olavo de Carvalho reproduz as afirmações que irritaram o petista:

“Em plena legalidade democrática, um ano depois de assinada a Constituição de 1988, o dr. Luiz Eduardo Greenhalgh pregava a revolução pelas armas, o desmanche do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e a revisão da Lei de Anistia para transformá-la num instrumento de vingança jurídica contra todos os que cometeram o crime eternamente imprescritível de opor-se ao terrorismo comunista no Brasil... O programa do homenzinho, simples e brutal, abrangia:

- Remanejamento das Forças Armadas, transferindo para o Norte os oficiais que serviam no Sul e vice-versa, para afastá-los das frações por eles comandadas, prevenindo possíveis ações armadas contra os planos revolucionários do futuro governo de esquerda.

- Reformar metade dos oficiais da ativa (ele já tinha a lista dos selecionados).

- Extinguir todos os órgãos de Inteligência e abrir seus arquivos para exame de uma ‘Comissão Popular’.

- Revisão da Lei de Anistia e processo em cima de todos os ex-colaboradores da repressão ao terrorismo.

Para maior claridade do esquema, Greenhalgh concluía: ‘Só através da luta armada é que conseguiremos garantir a realização do plano.’”.

Empurra com a barriga

O juiz Federal da 2.ª Vara de Cuiabá, no Mato Grosso, Jefferson Schneider, concedeu prazo de mais 30 dias para a Polícia Federal concluir as investigações sobre o dossiê Vedoin.

A investigação agora vai se estender até o final de novembro próximo.

A decisão do juiz frustra parlamentares da oposição, que desejavam que o inquérito fosse concluído antes do final da eleição, no domingo.

Armação com telefonemas

A Polícia Federal divulgou ontem um balanço dos rastreamentos feitos na primeira fase do inquérito que apura a venda de um dossiê contra políticos tucanos para integrantes do PT.

De acordo com a PF, as investigações apuram as ligações feitas por 56.047 telefones no período de 15 de agosto a 15 de setembro.

Esses telefones fizeram 2 milhões e 828 mil chamadas.

Desse total, 380 mil ligações foram feitas para a Presidência da República.

Na semana passada, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, admitiu ter trocado telefonenas com Jorge Lorenzetti --acusado de ser um dos mentores do dossiê.

A jogada da PF governista para beneficiar Lula é: como é impossível rastrear tantas ligações, nada ficará provado contra o poderoso chefe, em tempo hábil...

Outra armaçãoPara descobrir a origem do dinheiro para a compra do dossiê --R$ 1,75 milhão--, a PF investiga 43.778 contas bancárias, 1,580 milhão de transações financeiras e 311.039 operações de compra de dólares.

Essas investigações atingiriam 66.256 pessoas.

Quanto mais se amplia o raio de investigação, mais longe se fica da verdade... Elementar, meu caro Watson...

Laranjada mal feita

A Polícia Federal chegou a uma pessoa da família de "laranjas" de Nova Iguaçu, que teria comprado dos dólares na Vicatur. Segundo fontes da PF, essa pessoa nunca tinha comprado dólares e por isso a movimentação na Vicatur foi atípica.

A Polícia Federal já ouviu pelo menos um dos laranjas cujos nomes foram utilizados para comprar dólares supostamente usados por petistas na tentativa de compra de um dossiê contra os tucanos.

A pessoa ouvida pelos policiais é integrante de uma família pobre, que tem oito de seus integrantes registrados como compradores de dólares em operações com a Vicatur investigadas pela PF.

Os demais laranjas devem prestar depoimento ainda nesta semana.

Aviãozinho

A PF tenta ainda confirmar informação de que parte dos dólares (que seriam usados para comprar o dossiê) viajou de Nova Iguaçu (RJ) para São Paulo num táxi aéreo.

No aviãozinho estariam Hamilton Lacerda, ex-assessor do senador Aloizio Mercadante (PT), um diretor da Vicatur, casa de câmbio onde o dinheiro foi trocado, e uma terceira pessoa não identificada.

E a outra parte dos dólares, de onde veio? Eis o mistério que não será desvendado, principalmente se o presidente ganhar a reeleição, e os EUA não se meterem nessa estória...

Delfim prefere a sombra

O ex-ministro da Economia Delfim Neto (PMDB) assegurou que não "têm cabimento" especulações a respeito de ele vir a exercer um cargo de ministro em um possível segundo mandato do presidente Lula.

"Eu realmente vou votar no Lula, isso é a única coisa que eu posso dizer".

Delfim afirmou que quem dá apoio ao PT é o PMDB, e não ele individualmente.

"Eu sou simplesmente um soldado do partido".

Cachorrinhos do PT

Joãozinho é aluno de escola pública com cartilha, merenda e tudo.

Um dia destes, ele chegou contente demais na escola.

Estranhando, a professora, vendo a alegria do menino, logo perguntou:

-"Joãozinho por que tanta alegria?"

E o Joãozinho respondeu:

-"É que minha cachorrinha ganhou 8 cachorrinhos e todos são do PT."

A professora, simpatizante do partido, ficou esfuziante e comentou:

-"Que legal, Joãozinho! E você está contente por isso? Que bom! Que exemplo de civismo! Na próxima semana seremos visitados pelo nosso Presidente da República e ele ficará contente em saber disto. Que até os seus cachorrinhos são do PT. Quando ele estiver aqui, você vem e conta para nós, certo, Joãozinho?"

Na outra semana, o Presidente Lula visita a escola e, conforme o combinado, Joãozinho pede licença e diz:

-"Seu presidente. Sabe que minha cachorrinha ganhou 8 cachorrinhos e 4 são do PT?"

A professora espantada pergunta:

- "Mas, Joãozinho, você havia me dito que os 8 eram do PT."

E terrível menino dá sua explicação oficial:

- "Eram sim, professora, mas 4 já abriram os olhinhos..."

Vida que segue...

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Fiquem com Deus!

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Um comentário:

Unknown disse...

Isso é piada, descriminação, a verdade é que o povo brasileiro não acredita mais na mídia, no diabo de um olho só.

O povo está crescendo, isso é democrácia, para de tanta merda, o PSDB está em decadencia, veja seus governos ditatorias e que servem aos americanos.

Nossa tendencia é de primeiro mundo, enquantos outros potencias estão em decadencia como USA o Brasil começa a mostrar ao mundo sua força pelo povo.