quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Crime Organizado em festa: governo Lula cria super-taxação para inibir cidadão que possua uma arma legal

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Por Jorge Serrão

O crime organizado, bem treinado e melhor ainda armado, comemora. O Governo Lula prepara um novo recadastramento, trienal, de todas armas de fogo, já registradas, em poder da população. Além de arrecadar R$ 540 reais por cada arma que o cidadão possuir, o governo cumpre a estratégia de inviabilizar a posse de armas, cuja vontade foi expressa por 64,39% dos eleitores que compareceram ao Referendo sobre o Desarmamento. Os bandidos agradecem.

Absurda e inconstitucional, a nova “armação” do governo petista vai dar uma mordida de R$ 540 reais no cidadão armado. O custo será de R$ 300 reais na taxa de registro. Mais R$ 200 reais pelo exame psicológico. E mais R$ 40 reais para a munição gasta na prova de tiro prático. Como o recadastramento será feito a cada três anos, tamanha despesa tornará financeiramente inviável possuir armas registradas.

Muito cidadão de bem corre o risco de manter armas ilegais, ficando sujeito à ação rigorosa do governo que não age da mesma forma no desarme aos bandidos. Para completar, o governo ainda ameaça com prisão de quatro anos, inafiançável, para quem se recusar a comparecer ao caríssimo recadastramento. Por isso, já circula na Internet o começo de uma campanha, idêntica à reação ao referendo do desarmamento, contra mais essa “armação” do governo para desarmar os cidadãos que não são criminosos e que apenas querem ter o direito de possuir, sem necessariamente portar, uma arma de fogo – mesmo com os perigos que isso represente.

Crime organizadíssimo

Surge mais uma prova de que está justo e perfeito o conceito de governo do crime organizado, que é a associação, para fins delitivos, entre criminosos de toda espécie, a classe política, os três poderes do Estado e o sistema financeiro.

A Organização Criminosa Primeiro Comando da Capital (o famoso PCC) movimentou pelo menos R$ 36 milhões e 600 mil reais no sistema financeiro, de novembro de 2005 a setembro de 2006.

Por fora dos bancos, pode rolar muito mais dinheiro ainda, que acaba “lavado” de outras formas.
Pelo menos é o que mostra um levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, cujo objetivo é identificar e cortar as fontes de financiamento da facção.

Estratégia dos profissionais

A movimentação financeira se concentra na cidade de São Paulo e em locais do interior paulista onde há grandes penitenciárias.

Embora de valor pequeno, também houve transferências de dinheiro de nove outros estados.

Tal procedimento foi interpretado como uma tentativa do PCC de instalar filiais.

O valor milionário inclui saques, depósitos e transferências nas contas de 260 pessoas ligadas à organização criminosa.

O cruzamento de dados identificou 1.485 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao comando.

Linha de tiro

Na pacata cidadezinha de São Sebastião Rio de Janeiro, cada dia mais maravilhosa para bandidos, uma tradicional troca de tiros entre traficantes e policiais militares voltou a fechar ontem à tarde a Linha Vermelha, na altura do Caju, por cerca de 30 minutos.

Assustados, motoristas tentaram fugir dos tiros dando marcha à ré e alguns até abandonaram seus carros, provocando um engarrafamento se estendeu até as avenidas Brasil e Francisco Bicalho.

Cinco dias atrás, como a segurança comeu mosca, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, e o vice-presidente do órgão, ministro Gilmar Mendes foram assaltados na via expressa que é caminho para quem vai do aeroporto internacional Tom Jobim para a cidade.

Aumento para quem não merece

Em campanha pela reeleição, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B), se comprometeram a assinar um aumento para os parlamentares.

As Mesas da Câmara e do Senado fecharam acordo para, prioritariamente, conceder a deputados e senadores um reajuste equiparando os subsídios deles, hoje em R$ 12.800 aos dos ministros do STF, que recebem R$ 25.600.

A autorização do aumento, uma reivindicação do baixo clero do Congresso, deve ocorrer no encerramento da atual legislatura, na semana que vem.

Mas também está em estudos uma outra proposta para dar um reajuste menor, elevando os salários para apenas R$ 16.500.

Os camaradas Aldo e Renan, embora neguem estar cuidando do assunto que interessa ao bolso deles e dos colegas, farão uma reunião de líderes para selar o acordo e dividir o ônus da medida diante da opinião pública.

Aumento que ninguém merece

Enquanto se concedem aumentos, suas excelências resolveram que o trabalhador comum terá direito a um aumento milionário, de R$ 25 reais, no salário mínimo do ano que vem.

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou ontem um reajuste do salário mínimo de R$ 350,00 para R$ 375,00 a partir de abril.

Para entrar em vigor, o novo valor precisa ser ratificado pelo plenário do Congresso e sancionado pelo presidente Lula.

Foi uma derrota do governo do Partido dos Trabalhadores, que queria que o valor do mínimo subisse apenas até R$ 367 reais.

Outros aumentinhos

A folha salarial do funcionalismo público dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) será corrigida pela variação do IPCA mais um percentual fixo de 1,5%, que corresponde ao crescimento vegetativo das despesas de pessoal.

Essa é a única medida do programa de ajuste fiscal de longo prazo que já obteve a aprovação do presidente Lula da Silva.

A partir de janeiro, os servidores do Tribunal de Contas da União terão um reajuste e 15% no salário.

Na Câmara, os funcionários receberão parcelas atrasadas ainda este ano.

Pequena punição

Por causa de uma doação merreca de R$ 10.000 reais, feita pela empresa Deicmar, que presta serviços de aduana no Porto de Santos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, na madrugada desta quarta-feira, a prestação de contas do comitê financeiro nacional do PT, que fez a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi a primeira vez que um presidente eleito teve as contas rejeitadas pelo Tribunal, que tomou a decisão por quatro votos a três, acompanhando o relator, ministro Gerardo Grossi.

A lei eleitoral proíbe que concessionárias de serviços públicos façam doações a candidatos.

E o TSE enquadrou a Deicmar na proibição.

Votaram pela rejeição das contas do comitê petista, além do relator Grossi, Marco Aurélio e os ministros Cezar Peluso e José Delgado.

Já os ministros Ayres Britto, Cesar Asfor Rocha e Caputo Bastos votaram pela aprovação das contas de campanha do PT.

Mas o crime compensa...

Mesmo rejeitando as contas do comitê petista, o TSE aprovou as contas do comitê do candidato Lula, que são analisadas separadamente.

Assim, a decisão não impede a diplomação do presidente Lula, marcada para amanhã.

E nem atrapalha a posse, em 1º de janeiro, para o segundo mandato.

Quem garante é o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello.

Mas o pequeno erro deve levar o PT a perder os R$ 20 milhões de reais que recebe anualmente do Fundo Partidário.

O PT vai recorrer da decisão para evitar a punição aos ricos cofres do partido.

Risco de impeachment?

Numa hipótese considerada pouco provável pelo PT e pelo próprio Marco Aurélio, a rejeição abre uma porta para que o Ministério Público Eleitoral (Procuradoria-Geral da República) peça a cassação do mandato de Lula por abuso de poder econômico.

"A denúncia de abuso de poder econômico pressupõe cifras elevadas que sejam capazes de desequilibrar o processo eleitoral, o que não parece o caso".

Endossando as palavras do ministro Marco Aurélio, o Ministério Público Eleitoral considerou a irregularidade irrelevante para sugerir um processo de cassação.

Ilegalidade tem tamanho?

A doação ilegal da empresa Deicmar corresponde a cerca de 0,01 porcento do total das despesas da campanha de Lula, que arrecadou 90 milhões e 700 mil reais e declarou uma dívida de mais de 10 milhões de reais.

"Numa prestação de contas de mais de 100 milhões de reais, com mais de 50 mil lançamentos, apenas um foi rejeitado. O PT não merece ser punido por isso".

É o argumento do advogado Márcio Silva, a jornalistas, depois da sessão.

Doação pé fria

De acordo com o TSE, a empresa Deicmar também fez doações (R$ 30.000 reais) à campanha da ex-prefeita de Santos Telma de Souza (PT) que disputou e perdeu eleições para a Câmara.

A Deicmar também doou para os tucanos André Franco Montoro Filho (R$ 10.000 reais) e Edmur Mesquita (R$ 60.000 reais) ambos derrotados nas eleições legislativas.

Só quem se salvou, mesmo recebendo os R$ 10.000 da doadora pé fria, foi o vereador paulista José Ricardo Franco Montoro, que foi eleito deputado estadual pelo PSDB de São Paulo.

Salvando as empreiteiras

No julgamento de quatro horas de duração, o relator Gerardo Grossi preferiu analisar primeiro e salvar as doações de cinco empresas apontadas como ilegais pela Secretaria de Controle Interno do TSE.

Os técnicos haviam recomendado a rejeição das contas, por causa de cerca de 8 milhões de reais doados pela MBR, Caemi (acionistas de uma ferrovia de carga MRS Logística), OAS (acionista de operadoras de quatro rodovias), CSN e Tractebel (acionistas de geradoras e distribuidoras de energia).

Grossi citou a lei de Sociedades Anônimas para considerar essas doações legais, porque as controladoras e as concessionárias têm "personalidade jurídica e patrimônio distintos umas das outras".

O ministro Peluso, um dos representantes do Supremo Tribunal Federal (STF) divergiu do colega, afirmando que a doação indireta poderia caracterizar uma fraude à lei e adiantou seu voto pela rejeição das contas.

Argumento do perdão

Marco Aurélio, decidiu acompanhar o relator em relação às cinco empresas, recordando que em situações semelhantes os TREs dos Estados estavam aprovando contas de governadores eleitos.

"As empresas não podem ser tomadas como impedidas (de doar), pelo simples fato de serem acionistas".

Os ministros Ayres Britto, Caputo Bastos e Cesar Rocha também votaram pela legalidade das doações.

Já o ministro José Delgado votou contra as poderosas empreiteiras.

Serra salvo

As prestações de contas do governador eleito de São Paulo, José Serra, e do comitê financeiro do partido dele, o PSDB, foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

A decisão contrariou um parecer anterior de técnicos do TRE, semelhante ao que recomendava a desaprovação das contas do presidente Lula da Silva.

Os desembargadores consideraram que, ao contrário do que haviam observado os técnicos do tribunal, não são vedadas pela legislação eleitoral as doações recebidas de empresas que controlam ou são subsidiárias de concessionárias ou permissionárias de serviço público.

A proibição, segundo os desembargadores do TRE paulista, se aplica apenas às concessionárias, pois as pessoas jurídicas são distintas com contratos sociais diversos e não se confundem com a concessionária.

Maior condenação

Aos 63 anos de idade, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, que controlava o Banco Santos, foi condenado a 21 anos de prisão sob acusação de ter praticado os crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e desvio de recursos públicos - no caso, verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Foi a pena mais longa a que um banqueiro foi condenado no Brasil, e Edemar Cid Ferreira ainda entrou para a reduzida lista de banqueiros condenados à prisão por crimes do colarinho branco no País da impunidade.

O ex-dono do falido Banco Santos foi apanhado ontem em sua casa, de onde seguiu para ver o sol nascer quadrado no Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Fica preso mesmo?

A sentença do juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, foi proferida menos de 18 meses após o Ministério Público oferecer a denúncia.

O filho do banqueiro, Rodrigo Rodrigues, também foi preso depois de sentenciado a 16 anos, pelos mesmos crimes do pai.

Um sobrinho do ex-banqueiro e dois diretores do Banco Santos também tiveram a prisão decretada, e são considerados foragidos pela Justiça.

Novo museu do Colarinho

A sentença da Justiça Federal determina ainda a desocupação imediata da mansão de Ferreira, já que considera que a casa foi construída com dinheiro desviado do Banco Santos.

O local deve ser transformado em um museu em até 60 dias.

O ex-banqueiro teve a prisão preventiva decretada pela primeira vez em 26 de maio a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que o acusava de ocultar obras de arte de sua coleção e tentar obstruir o andamento do processo criminal que corre contra ele na Justiça.

O advogado de Edemar, Arnaldo Malheiros Filho, afirmou que vai recorrer da sentença.

O rombo no banco

O Banco Santos, com rombo estimado em quase R$ 3 bilhões, teve sua falência decretada em 20 de setembro do ano passado, após quase um ano sob intervenção extrajudicial.

Os credores perderam cerca de US$ 1 bilhão de reais aplicados em bancos controlados por Cid Ferreira ou ligados a ele.

O Banco Central decretou intervenção no Banco Santos no dia 12 de novembro de 2004, quando o rombo estimado na época era de "apenas" R$ 700 milhões.

Fica preso como e até quando?

O internauta Didymo Borges pergunta:

Será que o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira vai mesmo cumprir pena vendo o sol quadrado ou será como o juiz Nicolau dos Santos Netto – o famoso “Lalau” - que cumpre pena domiciliar gozando as regalias das apropriações indébitas? Dizem que , no Brasil, só vai para cadeia aqueles designados por “três Pés”: pobre, preto e puta. Assim, vai ser difícil que ao fim do processo judicial o ex-banqueiro esteja ainda como condenado a tão severa pena de prisão de 21 anos. E, quem sabe, no fim, poderá até recuperar o “patrimônio” supostamente adquirido mediante gestão fraudulenta do seu banco que deixou no rastro um prejuízo de R$ 3 bilhões para os incautos que nele acreditavam”.

Fundo no fundo

A CVM abriu processo administrativo contra o Banco Safra para averiguar possíveis irregularidades no fundo de investimento Safra 60.

O fundo, do tipo "raspa conta", era de aplicação automática e, segundo o site Fortuna, cobrava taxa de administração de 19% ao ano no fim de 2005, quando a Selic era de 18,5%.

Muitos clientes não sabiam que os recursos eram aplicados em um fundo, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.

Culpa do computador?

Na primeira auditoria sobre os problemas no tráfego aéreo do país, o Tribunal de Contas da União levantou suspeitas ontem sobre o sistema de computador usado para vigiar as aeronaves.

O TCU também atribuiu os atrasos e cancelamentos de vôos à falta de planejamento e cortes orçamentários praticados pelo governo nos últimos anos.

O Tribunal de Contas da União concluiu que os centros de controle de vôo receberam do governo federal R$ 523 milhões e 500 mil reais abaixo do que foi solicitado nos últimos três anos, o que teria comprometido a segurança.

Ontem, 22% dos vôos tiveram atraso, em homenagem à incompetência criminosa do governo federal.

Culpa dos militares?

O ministro da Defesa, Waldir Pires, bem que poderia ser nomeado “Ministro do Ataque aos Militares”

Pires rebateu ontem a avaliação do TCU, com a alegação de que a causa do apagão aéreo não está na falta de dinheiro.

Mas sim na má gestão dos militares da Força Aérea Brasileira.

Culpa do desgoverno

Em relatório aprovado ontem por unanimidade, o TCU coloca a culpa do apagão aéreo no colo do governo e detona:

Os responsáveis pela área foram avisados sucessivamente. Nas propostas orçamentárias de 2004, 2005 e deste ano, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo alertava que a falta de investimento levaria ao colapso. A crise não foi obra do acaso, mas resultado da má gestão, de uma sucessão de equívocos, da indolência em relação à capacidade de expandir o setor e do contingenciamento de recursos".

Quem acusa é o relator da auditoria, ministro Augusto Nardes.

Sugestões do TCU

O relatório faz recomendações, como a criação de uma carreira civil para os controladores de vôo - incluída no último minuto a pedido do ministro Valmir Campelo - e de um órgão para promover a integração entre os vários já existentes.

O texto pede ainda à Casa Civil que sejam levadas as carências de investimentos no controle de tráfego aéreo.

Segundo o relatório, o corte e o contingenciamento de recursos são os pontos centrais do problema.

Controlando os controladores?

A Aeronáutica vai impor o aquartelamento dos controladores de vôo para enfrentar a greve que eles marcaram para o dia 23, antevéspera do Natal.

Quem pretende viajar de avião no fim de ano deve se preparar para muita paciência.

Sem defesa

Ex-ministro de Fernando Henrique, e atual embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Sardenberg foi sondado para o cargo de Ministro da Defesa,durante reunião com o presidente da República, no Planalto, na última terça-feira.

Militares avaliam que, se a nomeação se concretizar, será mais um dos absurdos do atual desgoverno.

Sardenberg foi quem assinou o famigerado Acordo de Alcântara (que o próprio Lula retirou de pauta no Congresso), entregando aos norte-americanos uma das portas de entrada da Amazônia.

Indenização

Jacó Bittar é o mais novo contemplado com indenizações políticas.

]Um dos fundadores do PT, receberá R$ 7.000 mensais por perseguição sofrida no regime militar.

Os filhos de Bittar são sócios de Fábio Luiz da Silva, filho de Lula, o Lulinha, na Gamecorp.

Juizados de fachada

A Ordem dos Advogados do Brasil quer coibir o crescimento das câmaras de arbitragem de fachada.

A OAB denuncia que são muitos os casos de empresas que se declaram "tribunais" e que oferecem cursos nos quais, ao final, o participante recebe uma carteirinha de "juiz" arbitral, semelhante às carteiras de juízes.

Para combater os abusos, o Ministério da Justiça lança hoje uma cartilha que explica o que é a arbitragem e alerta sobre as câmaras de fachada.

Briga feia

Virou uma guerra do sem fim a briga entre a Rede Bandeirantes e a Editora Abril.

Na semana passada, a Abril conseguiu recurso suspendendo a publicação de um direito de resposta da Band na revista Veja.

Já a Band mantém uma seção especial em seu site denominada “Caso Abril”, reunindo matérias do “Jornal da Band” que acompanham a ação que a empresa move contra a Abril por calúnia e difamação.

Apartheid no meio

A reportagem em destaque no site informa que o juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível do Fórum de Pinheiros, de São Paulo, pediu para analisar os registros acionários da Abril, entre eles a compra de 30% da empresa pelo grupo sul-africano Naspers.

O “Jornal da Band” alega que o Naspers apoiou o apartheid na África do Sul.

A Band mostra um documento da Associação de Imprensa Sul-africana (Sapa) em que jornalistas do grupo pedem desculpas por terem apoiado o regime de segregação racial.

Cade não investiga

Outra reportagem da Band traz o título “Justiça criminal e Cade investigam Grupo Abril”.

Só que o Cade não investiga ninguém”, conforme revela a assessora do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Adriana Bohrer.

Empresas que detém um capital superior a R$ 400 milhões ou a 20% do mercado devem apresentar alterações na participação acionária ao Cade. E isso foi feito pela Abril”.

O Cade aprovou, sem restrições, a transação acionária da Abril. Após a aprovação, a instituição só re-avalia o contrato se houver alteração entre os acionistas, o que não ocorreu.

A compra de 30% das ações da Abril pela Naspers foi consumada em maio deste ano, em acordo com o Artigo 222 da Constituição Federal, que determina que pelo menos 70% do capital de uma empresa de comunicação seja de brasileiros natos ou naturalizados.

Outra briga feia

O jornalista e apresentador Paulo Henrique Amorim teve sua queixa-crime contra o colunista Diogo Mainardi aceita pela juiza Cristina Elena Varela Werlang, da Vara Criminal do Foro Regional XI – Pinheiros da Comarca de São Paulo.

Em seu blog, Amorim informa que o colunista da Veja deverá se apresentar à justiça no dia 5 de junho:

A partir de agora, ele é réu. Se vai ser condenado ou não, é outra história”.

Motivo da briga

No artigo “A voz do PT”, Mainardi afirmara que “Paulo Henrique Amorim e Mino Carta se engajaram pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas”.

No texto, ele fala o mesmo de Franklin Martins e acusa o portal iG de estar “pronto para difundir a propaganda do governo”.

Ao portal Comunique-se, Mainardi detonou:

Jornalista que processa jornalista é maricas. Questões de imprensa devem ser resolvidas na imprensa, e não nos tribunais. Por isso nunca processei um colega, embora já tenha sido muito difamado. Meu comentário não se refere a ninguém em particular”.

Campo quebrado

Antes de começar a pagar a dívida renegociada este ano, os agricultores já planejam pedir nova moratória.

Segundo a CNA, a renda do campo no próximo ano agrícola será de R$ 3 bilhões e 700 milhões.

O valor é insuficiente para quitar parte do débito de R$ 20 bilhões.

Povo quebrado

Pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) apontou que 34% dos entrevistados que têm dívidas não têm como pagá-las.

Os dados são de novembro deste ano.

No mesmo período do ano passado, esse índice era de 19%. Segundo o diretor executivo da

Fecomercio, Antonio Carlos Borges, o elevado índice de endividamento, os juros altos e a expansão do crédito são as principais causas para o consumidor não quitar as dívidas.

Dívida preocupante

O índice preocupa porque pode inibir o consumo no final do ano.

Dos entrevistados pela Fecomercio neste mês, 61% têm dívidas, sendo que 43% estão em atraso.

A pesquisa da Fecomercio mostra ainda que as mulheres estão mais endividadas, 62% delas têm dívidas, contra 60,4% dos homens entrevistados.

O levantamento também mostra que os endividados estão com 32% da renda comprometida e que 52% disseram que o prazo de pagamento previsto das dívidas varia entre três meses e um ano. Para a Fecomercio, o 13° salário pode dar novo fôlego aos devedores.

Pelo menos 67% dos entrevistados afirmaram que pretendem pagar total ou parcialmente os débitos. No mês anterior, este percentual era de 64%.

Sobrou para Sandy e Júnior

Após fazer a festa de milhares de crianças e adolescentes na tarde do último sábado, o show da dupla Sandy e Júnior é questionado no Ministério Público do Distrito Federal.

Promovido pelo Governo do Distrito Federal, o espetáculo não passou por licitação para a escolha da produtora.

O pedido de abertura de inquérito civil público foi impetrado ontem pelo presidente do PT-DF, deputado distrital Chico Vigilante.

Salvem o Mengão

O Flamengo anunciou oficialmente a primeira contratação de peso para a próxima temporada.

O meia Juninho Paulista, que defendeu o Palmeiras neste ano, se apresenta ao Rubro-negro amanhã, retornando à Gávea, já que o craque já defendeu o Flamengo em 2002.

Com a confirmação de Juninho, já são seis os jogadores contratados pelo Flamengo para a próxima temporada.

Já chegaram à Gávea os zagueiros Thiago, ex-Fluminense, e Moisés, ex-Cruzeiro, além do atacante Leonardo, que estava no Paraná, e do lateral Luisinho e do meia Jaílton, que defendiam o Ipatinga.

Outros nomes, como o meia Gérson Magrão, atualmente no futebol holandês, e o volante Leandro Salino, do Nacional, de Portugal, são outros dois que estão próximos de acerto com o clube.

Vida que segue...

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Um comentário:

Anônimo disse...

ARMAS??? ESTADO AUSENTE = MILÍCIA vs CRIME. É O JOGO JOGADO DA PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA!