terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Saída nada democrática

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Quem sabe dizer com exatidão o exato percentual de energia (produzido no planeta), consumido pelos EUA? Fala-se em 50%, 55%, 60% e outros números, mas não interessa ao supremo império dos dias atuais a revelação dos dados.

O que se sabe é que se for somado o consumo de cada uma das demais potências, mais a conta dos chamados emergentes (Brasil incluído), teremos um planeta exaurido em sua capacidade. E esse progressivo esgotamento planetário vem de vários e vários anos. A conta não vai demorar muito a ser cobrada por mãe natureza.

Vai-se longe o tempo em que as sociedades guerreavam apenas em busca “de um desejo profundo de aumentar a honra pessoal ou como inspiração dos deuses sussurrada em seus ouvidos”. Tudo isso é encontrado apenas no registro da história.

Desde a cunhagem das primeiras moedas no reino da Lídia (640 e 630 a.C.), a história mudou inteiramente de configuração.

O melhor na vocação capitalista foi a ascensão das famílias banqueiras italianas, em cidades-estados como Pisa, Florença, Veneza, Verona e Gênova, depois que Felipe IV (o Belo), no ano de 1314 (ano de sua morte), completou o ciclo de destruição total dos Cavaleiros Templários, favorecido pela tibieza do Papa Clemente V.

Os Templários criaram o sistema embrionário da organização bancária como hoje a conhecemos. E morreram por isso, queimados em praças públicas, da mesma maneira que países ricos como o Brasil são hoje destruídos por conta de suas jazidas minerais e recursos naturais.

Depois que tudo passou a ser executado com exemplar cinismo, nas dívidas contabilizadas com juros extorsivos de escancarada expropriação, tudo é permitido. Tais atos se respaldam nas bombas atômicas, porta-aviões e armamentos de assombrosa tecnologia!

Na papagaiada que se estruturou, intitulada “democracia”, colocaram-se representantes que nada representam (os mandatos são “conquistados” a preços proibitivos) e ladrões do dinheiro público são reverenciados como “excelências”.

Tudo é feito às claras, impossível de se escamotear, por mais que “comentaristas políticos” pagos a peso de ouro se esforcem. É só ver o caso brasileiro: Juvenal Gomes do Nascimento, 18 anos, foi condenado a cinco anos de prisão por ter roubado uma galinha “na cidade de Pedra, a 275 quilômetros do Recife”.

Transformando em galinhas o dinheiro roubado por mensaleiros, sanguessugas e animais semelhantes, em quantos anos de prisão implicaria? Nossa “democracia” é de matar de rir na sua tragicomicidade.

No antigo Império Romano, o imperador Tibério, quando não encontrou mais o que taxar, “ordenou que cada homem do império levasse sua esposa e filhos para a comunidade de nascimento para fazer um censo, a partir do qual seria cobrado um imposto individual”.

Não chegamos ainda a tal requinte, mas estamos próximos: é só verificar o Projeto de Lei Complementar (n° 1370), de autoria do deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI), estabelecendo “o limite máximo de consumo” e a “poupança fraterna”.

Sua excelência quer determinar por lei o que as classes médias devem consumir, tomando o restante de dinheiro que superar o “limite máximo de consumo”. O projeto nada fala a respeito do dinheiro público roubado pelos colegas de sua excelência.

Parece até a reencarnação putrefata de Felipe IV, o Belo.

Márcio Accioly é jornalista.

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