quinta-feira, 22 de março de 2007

Globalitarismo: tradicional empresa dos EUA se une a do vice Alencar, e Coca-Cola abocanha o Matte Leão

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Por Jorge Serrão

A economia global não é coisa contra a qual se deva lutar". A frase é de uma norte-americana. Crandall Close Bowles é presidente de uma tradicional empresa quebrada pela competição predatória com a China no setor têxtil. A antes poderosa Springs, fundada em 1887, maior fabricante de lençóis e toalhas do mundo, foi obrigada a se unir à brasileira Coteminas (que pertence ao vice-presidente da República José Alencar). A fusão criou a Springs Global. Parte do parque industrial da Springs, em Lancaster (EUA), é transferido para o Brasil, onde salários baixos melhoram as condições de enfrentar a concorrência chinesa.

Na mão inversa, uma tradicional empresa brasileira, fundada em 1901, em Curitiba, foi obrigada a capitular diante mais famosa marca de refrigerantes do mundo. A norte-americana Coca-Cola comprou a Leão Junior SA, empresa com mais de 60 produtos no portifólio, sendo o carro-chefe o Matte Leão. Além da marca, a Coca abocanhou as três unidades de produção localizadas em Curitiba e Fernandes Pinheiro, no Paraná, e no Rio de Janeiro. No dia 7 de março, a Coca-Cola Brasil apresentou o contrato de compra e venda ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mas só ontem ocorreu a concretização do negócio com os antigos controladores.

O valor da transação não foi informado. O chamado "Sistema Coca-Cola Brasil" engloba 17 grupos fabricantes brasileiros, empregando diretamente mais de 31 mil funcionários. Todos os fabricantes também deverão participar da Leão Junior. A Coca Cola não divulga o faturamento no País. Só informa que as compras de produtos e serviços no Brasil somaram R$ 3,5 bilhões e recolheu R$ 2,6 bilhões em impostos no Brasil. Neste negócio, ao contrário da Springs norte-americana, a empresa curitibana não vinha mal das pernas. Em 2006, o faturamento da Leão Júnior cresceu 18,2% em comparação com o ano anterior, chegando a R$ 158,9 milhões, e seu volume de vendas subiu cerca de 29% no período.

Milho neles

Funciona mesmo no Brasil, principalmente sobre o Palácio do Planalto, o sedutor lobby do mega-investidor George Soros, verdadeiro controlador da transnacional Monsanto, maior vendedora mundial de sementes transgênicas (geneticamente modificadas.

O presidente Lula da Silva, que em breve será um fazendeiro (pois sua família anda comprando muitas terras no Paraná e São Paulo, sancionou ontem lei que reduz o número de votos para a liberação de grãos transgênicos.

Bastam os votos de 14 conselheiros para aprovar um produto, o que poderá ocorrer hoje durante reunião da CTNBio, que avalia o milho da Liberty Link da Bayer.

Olho na Serasa

A mais nova tacada da City de Londres, que já comanda a reestruturação da Bola de Mercadorias & Futuros (BM&F) do Brasil, é ter o controle sobre as informações pessoais de cada cidadão brasileiro.

Eis o motivo por que a oligarquia financeira transnacional quer adquirir a empresa que controla o maior e mais completo cadastro de informações sobre os consumidores brasileiros.

O grupo britânico Experian Group confirmou hoje as negociações preliminares exclusivas para a aquisição da Serasa - a empresa brasileira de análise de crédito que é controlada pelos maiores bancos daqui.

O poder dos Bancos

O banco Itaú tem fatia de 32,54 por cento na Serasa. Bradesco e Unibanco têm 26,5 por cento e 19,17 por cento, respectivamente.

Participam ainda do capital da empresa os bancos Santander (7 por cento) e ABN Amro (5,32 por cento), entre outros.

A Serasa tem mais de 300 mil clientes diretos (empresas) e indiretos e responde a 3,5 milhões de consultas por dia.

O Alerta alertou...

Conforme previsão aqui publicada ontem, sem necessidade de bola de cristal, apenas como funciona o mecanismo do crime organizado no mundo.

O Supremo Tribunal Federal negou o pedido de extradição feito pelo governo da Colômbia para Oliverio Medina, o chamado "padre Medina das Farc".

Os ministros entenderam que Medina, acusado de terrorismo, tem status de refugiado político.

O Departamento de Estado norte-americano adorou saber que o Brasil vai manter mais um terrorista por aqui...

Estética de governo

Beleza é fundamental, principalmente nos belíssimos governos do PT

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), nomeou como assessoras especiais, lotadas em seu gabinete, a cabeleireira Manuella Figueiredo Barbosa e a esteticista Franciheli de Fátima Oliveira da Costa, que costumam atendê-la.

Os decretos com as nomeações foram publicados no "Diário Oficial" do Estado de 14 de fevereiro e não informavam o salário nem a natureza da atividade que passariam a exercer.

Não seria problema algum nomear duas profissionais para os cargos de assessoramento superior no governo paraense, se ambas não mantivessem atividades fora do governo.

Um bode expiatório com culpa no cartório

A Polícia Federal indiciou ontem o deputado cassado Roberto Jefferson, presidente do PTB, sob a acusação de formação de quadrilha, no inquérito que apura denúncias de irregularidades nos Correios.

A investigação listou três pontos que levam à conclusão de que Jefferson praticou esse crime:

1) as afirmações do próprio investigado de que teria feito indicações para os Correios em favor dos interesses do seu partido, entre as quais a de Maurício Marinho, que foi flagrado em uma fita de vídeo recebendo R$ 3 mil em propina;

2) as afirmações de Marinho admitindo ter ajudado a arrecadar recursos para políticos, prática conflitante com seu dever de servidor público;

3) depoimentos de três empresários que confirmaram ter doado material de campanha para o PTB porque teriam sido pressionados por Marinho.

Vítima do marketing policial?

Jefferson se declarou injustiçado e "vítima do marketing policial".

"Fui indiciado com base no livro que escrevi".

Jefferson reclamou do governo petista, referindo-se à obra Nervos de Aço.

A pena prevista para o crime em que foi indiciado é de 1 a 3 anos de prisão.

Se usarem o conceito certo...

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou mais dois projetos para a segurança pública: aumento da pena para o envolvimento com o crime organizado (que pode chegar a 20 anos) e adoção da videoconferência em interrogatório de presos.

O substitutivo ao projeto de lei que dispõe sobre a repressão ao crime organizado foi de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O único problema é que o conceito de organização criminosa não está tipificado em lei.

Por isso, damos uma ajudinha conceitual aos legisladores: O Governo do Crime Organizado é perversa associação, para fins delitivos, entre a classe política, os membros dos três poderes da República, e os criminosos de toda espécie, para usurpar o poder do Estado, praticando o roubo, a corrupção e a violência em todos os níveis, chegando até o terror.

O que aprovaram

A Câmara dos Deputados irá analisar o projeto de lei que tipifica o crime organizado (sem conceituá-lo corretamente).

Foi instituída uma pena de cinco a dez anos de prisão para quem integrar organização criminosa (termo também sem definição pelos legisladores), e de até 15 anos para quem chefiá-la.

Também foi aprovado projeto que torna prioritário o uso da videoconferência para o interrogatório de presos e testemunhas.

Mas a matéria tem que ser votada pelo plenário do Senado e, se for aprovada, já segue para sanção presidência.

Legislando para confundir

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu ontem a votação do projeto de decreto legislativo, do senador Edson Camata (PMDB-ES), que convoca plebiscito sobre vários temas polêmicos:

Legalização do aborto, financiamento público das campanhas eleitorais, união civil entre pessoas do mesmo sexo, fim do voto eleitoral obrigatório, redução da maioridade penal e reeleição de chefes do Poder Executivo.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) considerou a proposta do plebiscito inoportuna, porque pode tomar o espaço de temas necessários ao País como as reformas tributária e política.

Quase uma crise militar

Uma emenda apresentada pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), em plenário, evitou a explosão de uma crise política com as Forças Armadas.

A manobra de Crivella excluiu da lista plebiscitária o fim do serviço militar obrigatório.

Os Comandos do Exército, marinha e Aeronáutica iriam pular no pescoço dos parlamentares...
Futuro incerto

Agora, o futuro do projeto polêmico do plebiscito é totalmente incerto, já que terá de ser ainda examinado pela Câmara.

A data inicialmente prevista para o plebiscito era outubro de 2005.

Mas como o projeto demorou para ser votado, a data do plebiscito terá de ser remarcada.

Voando baixo

A oposição espera pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a instalação da CPI do Apagão Aéreo.

Mas o PFL resolveu voar baixo e ingressou na Procuradoria Geral da República com representação pedindo investigação na Infraero.

O motivo objetivo são os indícios de irregularidades em licitações de obras nos aeroportos

Apaga tudo

Na calada da noite de ontem, com 308 votos favoráveis, 141 contrários e duas abstenções, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o recurso do PT que suspende a instalação da CPI do Apagão Aéreo.

O recurso havia sido aprovado na terça-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, depois de sete horas de uma sessão marcada por discussão e bate-boca entre parlamentares da base aliada e da oposição.A

pesar da vitória da base governista, a oposição já avisou que espera instalar a CPI do Apagão Aéreo mesmo assim.

A estratégia é tentar reverter o resultado da Câmara no STF (Supremo Tribunal Federal), onde a oposição ajuizou um mandado de segurança.

Devagar, devagarinho...

O ministro Celso de Mello, relator do mandado de segurança no STF, disse na semana passada que precisava de mais informações para poder se manifestar.

O pedido de informações chegou penas na segunda-feira.

A Mesa Diretora da Câmara pode demorar até dez dias para repassar os dados solicitados pelo STF.

Jura que o tempo é o senhor da razão?

Com um caloroso abraço, o presidente Lula da Silva recebeu ontem o senador Fernando Collor (PTB-AL) no Palácio do Planalto.

O encontro foi quase 18 anos após o tenso debate do 2° turno da eleição de 1989.

Para evitar constrangimentos, Lula só falou de amenidades.
Collor, que saiu do Planalto pela porta dos fundos em 1992, disse estar emocionado e derramou-se em elogios ao ex-adversário.

"Encontrei uma pessoa por quem tenho respeito".

Na verdade, o encontro entre ambos ocorreu durante audiência da qual participaram integrantes da bancada no Senado do PTB, um dos partidos da base aliada do governo no Congresso, e o vice José Alencar (PR).

Tirando com a outra mão

O excesso de gastos do governo Lula no ano reeleitoral começa a ter reflexos agora, levando a gestão petista a um desgaste inédito.

Em decisão jamais tomada desde a criação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o governo federal determinou um corte de 25% nas despesas de custeio dos poderes Legislativo e Judiciário para este ano.

Só com estes cortes de R$ 1,24 bilhão o governo terá condições de cumprir a meta de superávit fiscal de 4,25% do PIB.

O Supremo Tribunal Federal reagiu contra a medida e faz reunião hoje para tomar uma posição.

A crise entre os três poderes promete...

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

2 comentários:

Anônimo disse...

O comentário infeliz do torneiro mecânico que virou presidente é no mínimo a demonstração do caos em que vivemos.
Primeiro diz que os Ministros são “heróis” por sobreviverem com um salário de Ministro.
Depois, diz que os Usineiros são “heróis nacionais”. Os mesmos usineiros que ele atacou um dia. Controvérsias do poder, do poder que distancia o povo e suas necessidades cada vez mais.
Heróis?????
HERÓIS são os brasileiros que vivem administrando a miséria e a humilhação que o sistema impõem descaradamente.
HERÓIS são os cortadores de cana com suas mãos dilasceradas, sob trabalho escravo, a troco de um “salário” miserável e seus direitos trabalhistas aviltados de toda forma.
HERÓIS são os coitados que madrugam nas calçadas de hospitais de um sistema de saúde falido, arcaico e brutal.
HERÓIS são os trabalhadores que carregam nas costas uma cesta básica miserável, onde 70% de seu conteúdo não passa de farinha.
HERÓIS sãos os milhares de cidadãos anônimos que ajudam como podem instituições de caridade que abrigam crianças sem destino.
HERÓIS são aqueles que vivem na base da pirâmide social, sob a sola da hipocrisia, da farsa, do descaso e a mercê da própria sorte.
HERÓIS são os milhares de brasileiros que saem de suas casas sem saber se vão voltar por causa da insegurança provocada pela incompetência.
HERÓIS somos todos nós, que vivemos a incerteza e ainda temos que assistir negociatas e favorecimentos em troca de poder.
HERÓIS somos nós, que pagamos nossos impostos para ver nosso dinheiro esvaindo-se pelos dutos do gás da Bolívia.
HERÓIS somos nós que assistimos todos os dias a impunidade campeando os setores do Legislativo, Executivo e Judiciário.

HERÓI É SER BRASILEIRO!

(Wagner Marins)

Brasil acima de tudo! disse...

Carlos Wilson e a oficina
do sogro Francisco Brennand

O deputado petista Carlos Wilson foi presidente da Infraero no primeiro mandato de Lula. Seu nome é associado a suspeitas de irregularidades na reforma de aeroportos. Carlos Wilson é genro do artista Franciso Brennand, que além de ser um grande escultor é dono da Oficina Brennand, que produz azulejos e pisos de cerâmica. Os azulejos e pisos de cerâmicas da Oficina Brennand foram usados na reforma dos aeroportos de Recife, Maceió e Congonhas.

http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/