sábado, 4 de agosto de 2007

Lula já pensa em desconvidar Conde para Furnas, por supostas ligações perigosas com a máfia dos combustíveis

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Por Jorge Serrão

Antes que novos "problemas de terceiros" recaiam sobre seu governo já repleto de pepinos, o presidente Lula já pensa em desconsiderar a nomeação do ex-prefeito carioca Luiz Paulo Conde, na cota do PMDB, para a presidência de Furnas Centrais Elétricas. O Palácio do Planalto ficou estarrecido com a revelação de que, na campanha pela prefeitura do Rio, em 2004, o futuro presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde, recebeu R$ 50 mil de Renan Leite, condenado a seis anos de prisão por chefiar quadrilha que adulterava combustíveis no Rio.

Como Lula não quer mais problemas do que já tem, não será surpresa de o Conde for desconvidado para assumir o cargo. O Conselho de Administração de Furnas, que já aprovou a indicação do nome de Conde, pode ser forçado a voltar atrás na decisão. Lula pode voltar atrás na nomeação antes de sua nova viagem a cinco países, a partir deste domingo. O eventual desconvite abrirá uma crise com uma facção governista do PMDB que sonhava com o controle sobre a estatal que tem previsão de realizar obras bilionárias.

Um dos padrinhos da indicação de Conde é o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda mais em desgraça depois das novas denúncias publicadas contra ele pela revista Veja deste fim de semana. Outro padrinho forte de Conde é deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pressionou o Palácio do Planalto até onde pôde para indicar Conde para Furnas e seus aliados. Ex-afilhado do ex-governador Anthony Garotinho, Cunha foi escolhido relator do projeto de emenda constitucional que prorroga a vigência da CPMF e da DRU (mecanismo que desvincula parte das receitas da União). Alegando estar atarefado com a CPI do Apagão Aéreo, Cunha vinha protelando a apresentação do relatório. Mas sabia-se que tal atraso fazia parte da encenação de Eduardo Cunha para nomear seu aliado para um dos cargos mais cobiçados da República.

O indicado para Furnas era Secretário de Cultura do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). Conde é arquiteto formado na UFRJ, tem 72 anos e foi prefeito da cidade de 1997 a 2000. Na época, teve o apoio de Cesar, hoje seu principal desafeto. Foi com o atual prefeito que Conde iniciou sua carreira política quando assumiu a Secretaria de Urbanismo em 1995. Eleito Vice-Governador pelo PSB, em 2002 na chapa da ex-governadora Rosinha Garotinho, Luiz Paulo Conde comandou a Secretaria estadual de Meio Ambiente na gestão “Garotinha”. Esteve licenciado para concorrer à Prefeitura em 2004 pelo PMDB, quando foi derrotado pelo prefeito Cesar Maia.

Lula sabe tudo...

O jornal O Globo, da família Marinho, resolveu provar que sua majestade Lula da Silva não é tão apedeuta quanto faz parecer sempre que lhe é conveniente:

O Globo recorda que, em janeiro de 2002, o então presidente do PT Luiz Inácio Lula da Silva escreveu artigo que contraria o que Lula presidente disse anteontem: ele sabia da gravidade da crise aérea, que já vivia "estágio terminal".

Quando a Família Marinho começa a atacar... Fernando Collor de Mello, hoje senador, se lembra bem do que acontece...

Cinco viagens para relaxar...

Neste sábado, a programação do presidente Lula consistirá em acompanhar as vaias que vai tomar nas manifestações de logo mais por todo o Brasil.

O Air Force 51 partirá às 11h30 deste domingo em mais uma viagem de Lula da Silva a cinco países – México, Honduras, Nicarágua, Jamaica e Panamá.

O presidente viaja com a desculpa de reforçar laços comerciais e para propagandear o conhecimento brasileiro na área de biocombustíveis.

Segundo sua agenda oficial, o presidente brasileiro deverá estabelecer acordos de cooperação não apenas no setor energético, mas também nas áreas de saúde, agricultura e desenvolvimento social.

Um grupo de cerca de 50 empresários brasileiros acompanhará o presidente durante a viagem.

Ovo do Lula

"O cara sabe que precisa comer um ovo, mas ele fica torcendo para a galinha não botar o ovo".

Foi a brilhante tese de ontem do presidente Lula da Silva, para jurar que a economia do País está bem.

Lula só admitiu que a indústria não tem crescido tanto quanto gostaria, "mas não é como os pessimistas diziam".

Nada de punição

O porta-voz da Organização Internacional de Aviação Civil afirmou nessa quinta-feira que o Brasil não será punido pela divulgação dos diálogos gravados pela caixa-preta da aeronave da TAM que se acidentou no dia 17 de julho.

De acordo com a organização, embora exista uma recomendação para que a divulgação de dados não ocorra, cada país tem liberdade para definir a maneira como agir em uma situação como esta.

O País segue a convenção de Chicago, que apesar de recomendar a não divulgação dos dados, não chega a proibir, em casos considerados justificáveis.

Também não está prevista nenhuma punição para quem dá uma olhadinha, antes da perícia oficial, nas caixas-pretas de aviões acidentados - como fez o Palácio do Planalto, conforme denúncia de um brigadeiro veiculada ontem pelo Alerta Total.

Caixas pretas violáveis

Peritos em aviação consideram possível alterar o conteúdo dos gravadores de voz das caixas-pretas de aviões antes que pudessem passar por análise dos laboratórios especializados.

Segundo um especialista ouvido pela jornalista Christina Fontenelle, "como em qualquer gravador, podem ser apagados das caixas os trechos comprometedores”.

“Além deste inconveniente, é de uso, ainda que irresponsável, por alguns tripulantes, especialmente quando querem conversar algo contra a empresa, desligar o CB (Circuit Breaker = fusível) do Cockpit Voice Recorder (CVC) que está localizado no painel de CBs, atrás dos assentos dos pilotos".

O que pode ter ocorrido no caso GOL

A mesma fonte de informação citada por Fontenelle acrescenta: "Creio que este CB foi puxado no caso do Boeing GOL 1907, pelo menos em parte do vôo" (OU FIZERAM COM QUE TENHA PARECIDO QUE TIVESSE SIDO PUXADO).

E continua: "Aqui mesmo no Brasil existe software que pode fazer esse tipo de leitura. Acredito que os americanos da NTSB, jamais aceitassem fazer o trabalho em gravadores violados. Contudo as equipes que levam os gravadores podem alegar já ter encontrado os gravadores no estado que eles se encontravam".

As chamadas caixas-prestas dos aviões são dispositivos, de cor laranja e/ou azul, formados por dois tipos de gravador: um deles grava dados técnicos e de procedimentos, como velocidades, horas de vôo, pousos, decolagens, etc.

Já o outro gravador armazena os diálogos que ocorrem dentro da cabine dos pilotos - entre eles e os co-pilotos, entre eles e as torres de controle de tráfego, entre eles e pilotos de outras aeronaves e ainda sobre o que é captado pelo rádio das cabines de comando, etc.

Recordar não custa nada...

A sempre atenta jornalista Christina Fontenelle nos recorda:

“Não é uma coincidência incrível?! Os dois cilindros de voz das caixas-pretas das duas aeronaves acidentadas nos dois maiores e mais recentes grandes acidentes aéreos do país foram encontrados, desencontrados e, depois, encontrados novamente”.

“Quando houve a queda do Boeing 737-800 da Gol, em setembro do ano passado, todos se lembram do contra-tempo com o gravador de voz da caixa-preta daquela aeronave. Primeiro, a Aeronáutica divulgou que o componente estava intacto e que o material (no caso, os dois gravadores) seria enviado para análise no exterior. Um ou dois dias depois, divulgaram outra informação: a de que o cilindro de voz não teria sido encontrado. Recomeçaram as buscas e a peça foi encontrada enterrada em local não especificado (em termos relativos à posição da cabine, da calda, e do próprio outro gravador de dados técnicos da caixa preta) em meio aos destroços. Depois de encontrado, o cilindro foi enviado para análise e os resultados obtidos até hoje parecem não ter ajudado muito nas investigações sobre o acidente. Não há nada de revelador. Parece até que os pilotos não notaram que aaeronave tivesse diminuído gradativamente de volocidade (450 - 290 - 220 e queda). Muito estranho mesmo. Gritos e algum desespero, só nos últimos segundos”.

”Nesta última grande tragédia da aviação brasileira, quando o Airbus A-320 da TAM, vôo 3054 saiu da pista de Congonhas e chocou-se com um prédio da própria companhia, por uma enorme coincidência, também houve contratempos em relação ao cilindro de de voz da caixa preta . Primeiro, foi divulgada a informação de que tanto o gravador de dados técnicos quanto o gravador de voz teriam sido achados em boas condições e que ambos haviam sido enviados para o Nacional Transportation Safety Board (NTSB), em Washington (EUA). No dia seguinte, nova informação: material diferente teria sido enviado para os EUA, no lugar do gravador de voz. Justificativa: (ACREDITE QUEM PUDER) experientes profissionais haviam confundido o cilindro de voz da caixa preta com um outro dispositivo e enviado para a NTSB por engano. Volta-se aos escombros do acidente e encontra-se o que seria o gravador de voz - dessa vez o correto. O material seguiu para os EUA”.

Versões conflitantes

O Correio Braziliense de hoje denuncia que a falha em software (programa) do computador de bordo do Airbus A-320 da TAM pode ter sido decisiva para a tragédia que matou 199 pessoas, no maior acidente da aviação civil brasileira.

Investigadores que estudam as causas do desastre afirmaram ao jornal que, além de ignorar o comando de freios, o programa teria registrado que um dos manetes (alavancas de aceleração) não estava na posição idle (marcha lenta).

Com isso, o computador não percebeu que o avião estava pousando e, ao invés de acionar o sistema de frenagem, ganhou velocidade.

Indução ao erro

Um especialista britânico em A-320, que concordou em falar ao Correio sob a condição de anonimato, reforça a suspeita de que os pilotos foram induzidos a erro.

"Se o A-320 da TAM tivesse a nova versão do software, o alerta 'Retroceda!' prosseguiria continuamente até que ambas as alavancas tivessem sido retornadas para idle".

Descartando tal versão, um documento enviado pela Airbus a todos os clientes, gerado a partir dos dados das caixas-pretas do jato da TAM que caiu em Congonhas, confirma que um dos manetes de potência do A320 ficou em posição de aceleração no pouso.

Mas a fabricante sustenta que não houve falhas na aeronave, sugerindo que a culpa foi mesmo do piloto.

Segundo a empresa, o manete da turbina direita, que estava inoperante e travado, é que não foi colocado corretamente no pouso.

Morto vivo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, demitiu ontem o brigadeiro José Carlos Pereira da presidência da Infraero.

Seu sucessor será o agora ex-dirigente da Agência Espacial brasileira, Sérgio Maurício Britto Gaudenzi.

O ex-deputado assume na segunda-feira a presidência da estatal que administra os aeroportos.

Selo da corrupção

O diretor de Operações dos Correios, Carlos Roberto Samartini Dias, foi afastado do cargo por determinação da direção da estatal.

Ele está entre as pessoas investigadas pelo Ministério Público e da Polícia Federal no inquérito que levou à deflagração, anteontem, da Operação Selo.

Já foram presos dois servidores dos Correios e três empresários.

Recado do brazilianista inglês...

Lula não deve encarar as manifestações e vaias, nas manifestações que ocorrem em várias capitais do País, a partir das 14 horas, como “golpismo” e sim como sinal de algo comum em uma sociedade civil forte.

"Qualquer grupo pode fazer um protesto. E é claro que há uma desilusão muito grande, particularmente em São Paulo".

Quem fez tal avaliação á BBC Brasil foi o historiador britânico Kenneth Maxwell, diretor do Programa de Estudos Brasileiros do Centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Maxwell, porém, não vê uma "grande mobilização no país em geral" contra o presidente Lula:

“É claro que há uma certa reação contra Lula, seu modo de ser ou de falar, particularmente por parte da classe média no sul do país. Não há nada de novo nisso. Eu acho que o Brasil não vai seguir o caminho venezuelano, mas muito disso é uma coisa boa, é uma coisa de uma sociedade civil forte, que é uma realidade brasileira. Qualquer governo tem que confrontar essa situação. Mas isso não é novo. De uns 20 anos para cá, surgiram vários movimentos fortes na sociedade civil brasileira, da classe média em geral. Devo lembrar que muitos desses movimentos são de fato da classe média, inclusive muitos de pessoas dentro do partido do Lula”.

Ave, Lula!

Em duas cerimônias, apenas com convidados selecionados pelo quinto dedo dos marketeiros, no salão nobre do Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva recebeu o apoio contra as vaias que recebeu tanto em eventos nos Estados como no Maracanã, na abertura do Pan do Rio.

Os presentes também fizeram referências ao lançamento do movimento "Cansei", organizado pela OAB paulista e por empresários.

De manhã, o presidente foi defendido por governadores e prefeitos, em evento de lançamento setorial do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para 12 Estados e o Distrito Federal.

À tarde, o desagravo partiu do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e de atletas brasileiros, como o mesa-tenista Hugo Hoyama, em encontro com os competidores do Pan-Americano.

Problemas para Renan

A revista Veja denuncia que O presidente do Senado, Renan Calheiros, usou laranjas e pagou R$ 1,3 milhão de reais em dinheiro vivo, parte em dólares, para virar sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas.

Em janeiro de 2002, Ricardo Santa Ritta, assessor de Renan Calheiros, criou a JR Radiodifusão, juntamente com o empresário José Carlos Paes, amigo de João Lyra. São papéis de mentirinha. A sociedade real era entre Renan e Lyra.

Insatisfeitos com a parceria, Renan e Lyra decidem pôr fim à sociedade nas rádios e no jornal, em março de 2005. Tudo feito no mesmo dia. No papel, a JR é transferida para Tito Uchôa, primo do senador.

Dois meses depois, em maio de 2005, um dos filhos do presidente do Senado, José Renan Calheiros Filho, é admitido na JR como sócio. Pelo trato, João Lyra ficou com o jornal e Renan com uma rádio.

Detalhes da estorinha, que envolve até denúncia de sonegação fiscal, na Revista Veja. Leia em: A última do Renan, segundo a Veja

O retorno do Carequinha

O empresário que se tornou pivô do maior escândalo do governo Lula, o do Mensalão, resolveu diversificar suas atividades.

Com os bens bloqueados no STF, Marcos Valério de Souza negociou uma fazenda de 360 hectares, avaliada em R$ 6 milhões, localizada a 110km de Belo Horizonte.

A sede da propriedade é uma requintada construção de 700 m². Segundo corretores do mercado imobiliário, Marcos Valério fez um contrato particular com o antigo proprietário.

Problemas para Marcello Alencar

O ex-governador do Rio Marcello Alencar (PSDB) foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa, devido a obras inacabadas dos Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAICs), na Baixada Fluminense.

O MPF denuncia que as obras dos CAICs, além de não terem sido concluídas, foram contratadas sem licitação.

Também são réus na ação o ex-secretário de Obras Antônio Rato, dois ex-presidentes da Empresa de Obras Públicas (Emop), Vitor Alencar e Carlos Augusto Siqueira, e as construtoras responsáveis pela execução dos serviços.

Outro caso em suspenso

Marcello Alencar já foi alvo de outra ação por improbidade administrativa.

Em 2006, o Ministério Público denunciou Marcello Alencar e o publicitário Duda Mendonça, também por improbidade administrativa, pelas supostas irregularidades na utilização de verbas de propaganda do governo estadual.

Segundo o MP, os recursos teriam sido usados para custear campanha eleitoral do PSDB em 1998, feita por Duda.

O ex-governador conseguiu um habeas- corpus no Tribunal de Justiça (TJ) trancando a ação na 23ª Vara Criminal do Rio.

Os desembargadores entenderam que não haveria provas na denúncia.

Engenhão do Fogão

O Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, é a nova casa do Botafogo pelos próximos 20 anos.

Foi de R$ 36 mil mensais o valor oferecido pela Companhia Botafogo, empresa responsável por gerir os negócios do clube e que venceu o leilão para a gestão do moderno estádio, atendendo a exigência contratual da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Agora, o Fogão só fica obrigado a liberar o Engenhão para o Rio de Janeiro nas Olimpíadas e na Copa do Mundo, caso o Brasil venha a sediar esses dois eventos.

O prefeito e botafoguense Cesar Maia assinou, com todo prazer, o contrato de concessão de utilização do estádio.

Chupem os dedos...

O Fluminense, que também demonstrou interesse, desistiu de participar da licitação pelo Engenhão.

O Flamengo acena com a possibilidade de mandar algumas de suas partidas no estádio.

Mas jogar na casa do Botafogo é brincadeira, né diretoria do Mengão... Fala sério...

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

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Um comentário:

Pati Haddad disse...

Com relação à trapalhada envolvendo uma das Caixas-Pretas do A320, o que fiquei sabendo é que ela teria sido "encontrada" no hangar da Tam, e não ainda no meio dos destroços. Inclusive li uma entrevista dos bombeiros no sábado em que a gaiatice foi descoberta em que eles desmentiam a versão de que a tal caixa tinha sido encontrada naquela madrugada no local do acidente.