sábado, 22 de setembro de 2007

Caso sem solução

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

O deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR), vai entregar na segunda-feira (24), documento ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), solicitando providência com relação a desagradável ocorrência acontecida em Manaus (AM).

Foi durante a solenidade de assinatura de atos referentes ao PAC – Programa de Aceleração do Crescimento -, na última quinta-feira (20). Na ocasião, no Studio 5 (sala do Centro de Convenções da capital manauense), Junqueira foi impedido de entrar por não ostentar adesivo vermelho do PT que havia sido previamente distribuído.

Uma tropa de choque do Partido dos Trabalhadores, de acordo com o deputado, encontrava-se postada na entrada do Studio, decidindo arbitrariamente quem deveria ter acesso ou não. Fosse deputado federal, ou qualquer outra autoridade constituída, só poderia presenciar o ato se contemplado com o “nihil obstat” dos chamados petralhas.

É para isso que vem sendo promovido, desde o início do mandato (2003) de Dom Luiz Inácio (PT-SP), o aparelhamento da administração pública federal. E pensar que o presidente João Goulart foi deposto em 64 por querer implantar, segundo denúncias de então, uma “República Sindicalista”. Durma-se com tal barulho!

O deputado Márcio Junqueira é malvisto, no Palácio do Planalto, por se opor à demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua, como efetuada. A demarcação garfou área de quase um milhão e 700 mil hectares e teve sua criação determinada ainda na gestão FHC (1995-2003). Destruiu a economia roraimense.

O estado de Roraima tem hoje 32 áreas indígenas. Criadas a toque de caixa, elas escondem, nos seus vastos espaços, tesouros incalculáveis em inúmeras jazidas de raros minerais. A criação das reservas é justificada por argumentos dos mais espúrios, como agora se descobre que o mesmo tem ocorrido no surgimento de quilombolas.

E não adianta culpar tão somente a atual gestão, pois o desmando é programado de fora para dentro com o beneplácito das autoridades. Basta ver a séria denúncia publicada no jornal Folha de Boa Vista, no dia 26 de agosto de 1999.

Em 1961, a coordenação do Instituto Summer de Lingüística (SIL), “procurou as autoridades brasileiras para propor que se tentasse abrigar missionários estadunidenses em Roraima”. Eles se encontravam na Guiana e sofriam ameaça de expulsão por parte do governo, “adepto do castrismo cubano”. Está aí o embrião oficial da conquista

Etnia como a dos índios wai-wai habitava a República da Guiana e foi trazida para o Brasil na década de 60, numa “ação humanitária”. Na criação de sua reserva, alguns antropólogos alegaram que os wai-wai viviam naquela terra brasileira desde “tempos imemoriais”, o que não passa de deslavada mentira.

Esse tipo de malandragem rendeu depoimento à Procuradoria Geral do Estado de Roraima pelo ex-oficial da FAB, Arnaulf Bantel, mas ficou tudo por isso mesmo. As coisas aqui são consideradas graves e sérias enquanto expostas nas páginas dos noticiosos. Depois disso, são esquecidas e arquivadas no tempo.

O mundo parece estar diante de dois cataclismos que irão render dificuldades imensuráveis à raça humana: a questão econômica (na crise do sistema capitalista) e a do meio ambiente. Não se sabe qual deles virá primeiro, mas os dois são inevitáveis.

As pessoas são egoístas, vivem acumulando, mentindo e massacrando umas às outras, como se pudessem tomar posse de alguma coisa de forma definitiva. Resta-nos o alento de imaginar que na transformação permanente o universo está sempre oferecendo a possibilidade de nova chance, permitindo a correção de rumos. Jogo sem fim.

O Brasil é caso perdido. Pode ser que dê certo em novo arranjo interplanetário.

Márcio Accioly é Jornalista.

2 comentários:

Anônimo disse...

Márcio,

O bananão pode dar certo em outra galáxia, desde que vá junto essa esquerdália parasita e criminosa.

Anônimo disse...

O Brasil já poderia ter dado certo. Isto em 1964 (agora, eu concordo, está bem difícil). Porém, ocorreu um erro crasso: os novos ocupantes do poder (naquela época) tomaram uma atitude que poderia ser melhor administrada. Perderam tempo perseguindo violentamente os "comunistas", que não passavam de um bando de moleques, ainda "mijando nas calças". Deveriam apenas deter os mais importantes e os que na ocasião os estivessem acompanhando, e embarcá-los em um avião sem a passagem de volta, rumo a Cuba! Os demais, vendo o que acontecia, tomariam um "simancol". O "grande problema" iria se resolver naturalmente. Em contrapartida, o País iria se desenvolver. Não estariamos hoje sofrendo "administrados", digo, sendo "administrados" pelo Lula e sua gang, que ontem entregou irreversivelmente 1 milhão de hectares da Amazônia ao capital estrangeiro!!! Nem FHC teria doado a riquíssima reserva "Raposa-Serra do Sol", em Roraima, para os "índios", onde hoje nem os nossos militares entram, e a bandeira que as "ONG's" lá hasteiam, é de outro país. Nem teriamos os políticos ladrões que infestam o País, de ponta a ponta. Com certeza, os milicos são muito mais sérios. Eles dizem que "aguardam a convocação do povo brasileiro". Será que o povão, habilmente movido a "bolsa-esmola", algum dia vai fazer esta tal "convocação"???????????