quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Vitória da cafajestagem e canalhice

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Quem observar com atenção a forma de estruturação da sociedade brasileira, irá constatar, sem dificuldade, cipoal de leis, portarias, normas, determinações e medidas de regência, sem que nada essencial funcione. Mas se parece estar em país bastante sério.

Na atrelagem definitiva de nossa atividade econômica à dependência global, sacramentada pelo rei da sociologia, FHC (1995-2003), enxerga-se domínio exercido por nações do chamado primeiro mundo, através dos meios de comunicação.

Tudo é simples, apesar de paradoxal complexidade. Diariamente, lemos acerca de fundamentos econômicos delineados, quando, na verdade, somos assaltados de forma permanente, entregando minérios, petróleo e outros recursos naturais.

Quem se lembra da lei 9.478, sancionada pelo então presidente FHC (PSDB), à época em que o titular das Minas e Energia era cidadão chamado Raimundo Brito? Quem se lembra do entreguismo praticado naquela gestão?

Assinada em 1997 (sete de agosto), a lei esfacelou a Petrobrás e abriu portas para o controle estrangeiro. Quem recorda o ministro Raimundo Brito, na ocasião, assegurando que a competição iria resultar “em preços menores para os combustíveis?” Em quanto foi reduzido o preço desses combustíveis nos postos, desde então?

Num país em que a educação é desprestigiada pelo próprio presidente da República (gabarola que gosta de lembrar ser filho de mãe analfabeta), qualquer pilantra que ocupar a Presidência, desde que atenda a determinações alienígenas, estará bem.

Num território onde as emissoras de TV, em especial a campeã de exclusivismo nas comunicações (Rede Globo), passam o ano inteiro veiculando imoralidades, em programada deformação do caráter das gerações futuras, nada de aproveitável é gerado.

Num arremedo de nação, no qual ladrões juramentados são flagrados carregando o dinheiro destinado à educação, saúde e obras de infra-estrutura, como esperar respeito e obediência à legislação por parte de cidadãs e cidadãos? Caminhamos para o caos.

Os piores bandoleiros do Brasil andam engravatados e são tratados por “excelência”. Quanto mais refinado o bandido, mais atenção ao pronome de tratamento. E todos ficam focados no varejo, quando os desmandos acontecem no atacado.

O Brasil optou pela pornografia gratuita, a prostituição declarada. Nas periferias de todas as capitais podem ser encontradas adolescentes com 16 e 19 anos de idade, grande parte com três ou quatro filhos e até mais.

E, vez por outra, no maior cinismo, o Jornal Nacional se diz “surpreendido” com o número de adolescentes grávidas, como se não coubesse à emissora que representa a menor parcela de responsabilidade.

O apregoado investimento estrangeiro no Brasil não passa de dinheiro que aqui vem coletar percentual inacreditável, em juros elevados à estratosfera por teleguiados do sistema financeiro internacional. Como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

A alienação, a desinformação e a manipulação visível que se pratica (embora a maioria não enxergue), produzem a sensação de vivermos num país “democrático”, enquanto as potências tecem loas à “pacificidade” de nossa gente, mancomunadas com testas-de-ferro que garantem a perenidade de seus interesses.

Tudo aqui se processa num reino de faz-de-conta: desde os inquéritos em que de forma rigorosa nada se apura à comprovação de que nos transformamos num bordel vaporoso onde o futuro não passa de desastrosa miragem.

Por mais que órgãos ditos responsáveis (eles existem aos milhares) se dediquem à apuração de falcatruas, desvios e assaltos praticados na administração pública, resta sempre a impressão-certeza de impunidade diante dos fatos e provas. Tem sido assim desde o lançamento dos pilares de nossa fundação como país.

Jornais e TVs alardeiam interminável quantidade de escândalos, nos roubos inomináveis e impunes, mas a questão não se encontra efetivada nesse varejo: A administração brasileira é criminosa e organizada em quadrilhas seculares.

Mas o pior é ver o Brasil saqueado por potências estrangeiras, enriquecidas na apropriação consentida de nossos recursos naturais (entregues pelo mandatário de plantão), defendidas por meios de comunicação programados para confundir, enquanto o país assume papel de prostíbulo dos mais imundos.

A fórmula aqui aplicada terá desenlace funesto. Basta ver que o Estado formal, capitaneado por bucaneiros-canalhas, não mais se esforça sequer na ocultação de suas transgressões. A dissimulação não ilude a mais ninguém. Que lamentável fado para o Brasil, detentor de todos os meios e condições para se impor como referência.

Márcio Accioly é Jornalista.

3 comentários:

Anônimo disse...

Caro Márcio, quando falo de Lula, lembro do porco Napoleo´n de "A Revolução dos Bichos", se embebedando de whisky e saqueando a fazenda dos bichos.
Quando penso na brutalização de nossa sociedade, princpalmente o que o desgoverno e a mídia estão fazendo cm os jovens,lembro de "1984", também escito por George Orwell, com seu duplipensar imposto pelo Big Brother e sua mídia manipuladora. Para a sociedade? Sexo brutal em cada esquina. E drogas... não é para isso que o Brasil está ligado às Farc, através do Foro de São Paulo?

Anônimo disse...

Será que no Brasil todo, com quase duzentos milhões de habitantes, não haja um que tenha aquilo roxo e pegue o safado a porrete?

Anônimo disse...

Fecho com a internauta Rô na comparação com livro de George Orwell. Quem quizer saber como terminará a nossa situação política, leia o livro. Áliás, quem tem o minimo interesse por política deve ler. Recomendo também "O Príncipe" de Maquiavel.