terça-feira, 20 de maio de 2008

Produção em série de índios e mártires

Edição de Artigos de terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Adriana Vandoni

A ONG CIMI - Conselho Indigenista Missionário, vinculada à CNBB, adquiriu o monopólio dos índios do Brasil. Só ela tem direito a representar os interesses dos índios e interferir na formulação de políticas públicas, com endosso da Funai. Como o negócio deu certo, ela abriu franquias, uma delas é o CIR – Conselho Indígena de Roraima, para as questões da reserva Raposa do Sol. Segundo denúncias, nas quais acredito, são os missionários do CIR que insuflam os conflitos entre índios e brancos na região.

No dia 5 último, um grupo de cerca de 100 índios invadiu uma fazenda e estava construindo quatro malocas quando foi retirado da área à bala. A fazenda pertence a um dos rizicultores mais resistentes à forma de demarcação da reserva. Isto quer dizer que um confronto era esperado. Vou além, e digo que o confronto foi programado. Júlio Macuxi, coordenador do CIR, disse que a "ocupação" foi devido a "necessidade de ampliar a comunidade Renascer, que fica próxima da cerca da propriedade".

Vale ressaltar que os rizicultores ocupam 2% do total de 1,7 milhão de ha da Raposa do Sol, mas o coordenador do CIR, afirma que os índios estão "sufocados" nos 98% restantes.É assim que agem essas ONG's, fabricando índios e conflitos. Para ilustrar vou contar um caso ocorrido em MT. Na divisa do estado com a Bolívia, a Funai e o CIMI giraram transformar em índios um povo descendente de bolivianos, mas como estes não queriam, os 'missionários', inconformados, tentavam convencer a população. Veja agora o relato de uma conversa que me foi contado entre um 'missionário' e um morador que não queria ser índio:

- Seu Fulano, mas aquela casa da fazenda é bonita, né?
- Ô, muito bonita.
- O senhor queria uma casa daquela?
- Se não?!? Claro que queria.
- Então, seu Fulano, se o senhor assinar o documento dizendo que é índio, aquela casa vai ser sua.

No caso de Roraima, a coisa só está no começo. O coordenador do CIR foi bem claro: "[o confronto] só fortalece os indígenas da Raposa Serra do Sol e de todas as comunidades de Roraima". Ou seja, teremos pela frente mais enfrentamentos com o risco de mortes para a produção de mártires. Seguindo a estratégia do MST, o valor midiático da morte é diferenciado. Um índio vale X, uma índia XX. Agora se a índia for mãe seu valor dobra.

Uma criança, que costumam colocar à frente quando há confronto, tem valor imensurável.Esses fatos revelam que a questão não é apenas de definição de direitos, caso que caberia a Justiça e ponto final. Por trás dos conflitos existem interesses distintos à posse da terra ou ao bem estar deste ou daquele lado.

Enquanto seres semi-santificados influenciarem em questões de Estado, nossa Justiça seguirá a reboque dos acontecimentos.Se profetas e messias levassem o mundo a ser melhor, a palestina, terra dos profetas e dos messias, não seria o que é hoje.

Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Professora universitária e articulista do Jornal Circuito Mato Grosso. Site:www.adrianavandoni.com.br

5 comentários:

Unknown disse...

sou morador de roraima,por isso vejo com os proprios olhos aviões que buscam indios doentes, e varias veses descem desses aviões indias novas gestantes,com um no colo e outro puxando pelo braço.É isso que eles querem,que aumente a população indigena, para isso oferecem dinheiro.É só o que indio faz:filho e marionete das ongs

Anônimo disse...

Nunca pensei que uma pessoa que não morasse em Roraima tivesse uma análise tão clara e precisa do que acontece em nosso estado há decadas. Parabéns, mais parabéns mesmo, porque fico triste quando vejo que a maioria do nosso povo é esconhecedora da realidade brasileira por simples anafalbetismo...rezam mais que estudam, o certo é ao contrário..ah meu Brasil onde infelismente a voz da globo é a voz do povão sem determinação.

Anônimo disse...

Pura verdade mesmo, só faltou dizer também da importação de índios da Guyana e a implantação de malocas artificiais onde nunca jamais em tempo algum pisou um índio e das armações como as de HAXIMU, onde as cinzas que a franquia-RR (como voce bem qualificou) dizia ser de Índios massacrados e carbonizados, eram de ANTAS como provou os exames periciais da UNICAMP, isso para forçar a demarcação da "Nação Yanomamy", e por último a invasão à fazenda de um produtor rural com filmadora e telefone via satélite para passar uma falsa impressão ao mundo.
Parabéns, me orgulho de voce ADRIANA VANDONI.

Anônimo disse...

A verdadeira face e intenção do CIR
02-Jul-2008
J. R. Rodrigues
Quem ainda tinha dúvida sobre as reais intenções da ONG – Conselho Indígena de Roraima - CIR, não mais enfrenta esse dilema.


Fundada por um grupo de estrangeiros e religiosos, a maioria de católicos que cooptaram indígenas e suas lideranças reais e bem intencionadas e os transformaram em soldados da segregação.

Mais que um movimento em defesa dos direitos dos indígenas, usando farta somas de recursos, dólares de origem suspeita o CIR agigantou-se e hoje desafia tudo, todos inclusive o bom senso.

Alimentado por dinheiro sujo captado por outras ONG's mal intencionadas, que por sua vez arrecadaram muita grana em fontes diversas, uma delas o cartel das grandes mineradoras mundiais e as chamadas sete irmãs, que dominam a exploração mundial de diamantes, o CIR - alimentado por essa montanha de dinheiro, tripudia de todos e ataca ferozmente todas as instituições estaduais e nacionais, mas nunca tinha ido tão longe, como agora, quando zomba, faz pouco caso e faz ameaças ao STF, a mais alta corte de Justiça do país, uma das poucas instituições nacionais sobre a qual não existe nenhuma mancha.

A primeira providência das duas lideranças do CIR na Europa foi levantar suspeitas sobre a atitude dos ministros do STF e rapidamente encontraram um ex-dirigente da ONU, atualmente dono de uma ONG que ameaçou de forma escancarada de levar o caso RSS do Sol a uma Corte Internacional de Justiça, caso o STF decidisse desfavoravelmente as ONG's.

Nos dias em que estiveram hospedados em hotéis de luxo, bebendo os bons vinhos e champagne européias, os líderes do CIR não pouparam críticas a todos aqueles que ainda vêem o Brasil, sobretudo a Amazônia, como parte de uma nação única.

Sabemos quem pagou as milionárias contas do pessoal do CIR, sabemos os reais interesses do CIR e das ONG's e instituições que financiam a divisão do país, mas o presidente Lula, mas preocupado em fazer duas doações sociais, parece não enxergar nada.

Em nenhum momento da história do país, nossa soberania foi tão achincalhada e dessa vez de forma gratuita. Quando o Brasil é negligente em relação a crimes ambientais e de direitos humanos, até torcemos para que receba um puxão de orelha dos órgãos internacionais, mas agora a questão é outra, estão confundindo direitos humanos e direitos justos e até desrespeitados dos povos indígenas, com uma campanha clara para transformar essas comunidades indígenas em novas nações.

Eu não sou pago por nenhuma ONG's para defender a divisão do meu país. Nunca fiz viagens ao exterior, cursos, pós graduação, etc. pagos com dinheiro sujo de ONG's, por isso sei o risco que o país corre se não houver uma forte reação dos brasileiros.

Pouca coisa mudou no discurso radical e descabido dos líderes "europeus" do CIR, mas pelo menos eles pararam de falar que são apenas seis arrozeiros e já disseram que lutam pela retiradas dos colonos brancos.

Quando eu li: "Estamos em uma missão diplomática. Queremos que o papa Bento XVI conheça nossa situação e possa nos dar apoio", da coordenadora da Organização de Professores Indígenas de Roraima, Pierlangela Nascimento da Cunha, me lembrei de um fato interessante foi o Papa Pio XII que bateu o martelo e entregou de vez quase 2 milhões de hectares de terras que pertenciam ao Brasil para a Inglaterra, só que naquela época não tínhamos um sentimento de brasilidade que temos hoje, não havia as Forças Armadas comprometidas com a perseverança de manter o Brasil como um país unido e não tínhamos um Supremo Tribunal Federal, que certamente não se curvará diante de nenhuma ONG que sonham em construir novas ricas nações na América do Sul.

Certamente a profecia maligna do ex-relator da ONU para os Direitos Humanos dos Povos Indígenas Rodolfo Stavenhagen, não se concretizará e qualquer que seja a decisão do STF ela não será motivo de mais achincalhe internacional, afinal o STF não é apenas guardião da Constituição, guarda mais que isso, mantém sob seu vigilante olhar a unidade da pátria e os nossos sonhos de continuarmos tendo o Brasil como uma nação única e forte.

* Jornalista ( jotar@technet.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email )

Anônimo disse...

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29-04-2008, 11:50 #1

elielsantos
Hobbit Bonzinho

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Roraima em pé de guerra

Padre italiano é acusado de ensinar tática de guerrilha a índios de Roraima e ficar com ouro e diamante extraídos nas reservas
Mino Pedrosa e Ricardo Stuckert
(Aldeia Boa Vista RR)

O padre Giorgio é acusado de comandar invasões de fazenda. Segundo o deputado Antônio Feijão, relator da CPI da Funai, o religioso explora os índios
No extremo norte do País, próximo à fronteira com a Guiana, há uma área rica em minérios, ouro e diamante, onde índios macuxis estão em pé de guerra contra os fazendeiros da região. Sob o comando do cacique Jacir e do padre italiano Giorgio Dall Ben, que vive no Brasil desde a década de 60, os índios têm invadido propriedades rurais. Durante anos, padre Giorgio formou dupla com outro cacique macuxi, Terêncio Luiz da Silva, da aldeia Ubaru, que dava as cartas no nordeste de Roraima. Bem afinados, os dois chegaram a ser recebidos juntos pelo papa João Paulo II. Mas há dois anos eles romperam. Enquanto o padre, com o apoio da Igreja Católica e da Fundação Nacional do Índio (Funai), insiste na defesa de uma demarcação contínua das reservas indígenas de Raposa e Serra do Sol, seu ex-aliado prega a criação de ilhas de preservação, proposta enfaticamente apoiada por fazendeiros, garimpeiros e pelo governo de Roraima. A dissolução dessa parceria acabou resultando em denúncias de utilização dos indígenas como massa de manobra numa guerra de interesses envolvendo o desvio de minério brasileiro pela Igreja Católica e o ensino de táticas de guerrilha aos índios. Em entrevista a ISTOÉ, o cacique Terêncio Luiz acusa padre Giorgio de ser o pivô dessa estratégia agressiva da Igreja. “Ele anda armado e usa os índios na exploração de ouro e no garimpo de diamante. Antes isso era feito com máquinas, e hoje o trabalho é todo manual, feito pelos índios”, conta Terêncio. O cacique afirma que o padre troca mantimentos e roupas com os índios por diamantes e ouro. “Enquanto estivemos juntos, sempre vi o padre pegando ouro e diamantes. Não sei o que ele fazia com aquilo, para onde mandava. Só sei que ficava com ele.”
Disfarçado de mulher
Padre Giorgio tornou-se uma figura lendária em Roraima. Transformou a aldeia Maturuca em um verdadeiro bunker, onde só permite o acesso da Funai, de missionários e de representantes de Organizações Não-Governamentais, especialmente as estrangeiras. Protegido pelos índios que o seguem, há anos não é mais visto pelos fazendeiros da região, que o teriam jurado de morte. Há cerca de um ano, em uma de suas últimas aparições, foi reconhecido saindo rapidamente de um posto de gasolina na capital do Estado, Boa Vista, pelo vereador Jordão Mota Bezerra, do município de Uiramutã. No Interior, contam que Giorgio chega a disfarçar-se de mulher quando precisa passar por alguma das cidades da área de conflito. Nas vezes em que se sente ameaçado em território brasileiro, atravessa a fronteira e se esconde na Guiana. O fazendeiro Wilson Alves Bezerra endossa as denúncias do cacique contra padre Giorgio: “Além de ensinar táticas de guerrilha, ele faz com que os índios garimpem ouro e diamante, que, depois, são enviados para a Itália.” Wilson, que tocava as dez maiores fazendas do Estado, das quais três eram de sua propriedade, foi anfitrião de Giorgio durante seis meses, em 1975. Depois, viu seu hóspede, com o apoio da Igreja, de ONGs e até da Funai, comandar os índios nas invasões contra nove das fazendas que administrava. Na última propriedade que lhe restou, Wilson continua extraindo diamantes e conta, para se defender de invasões, com a ajuda de outros índios que não seguem a cartilha do padre. “Se eu perder essa última fazenda e topar com o padre, eu acabo com ele”, ameaça Wilson.



“Se eu perder minha última fazenda e topar com o padre Giorgio, acabo com ele”
Wilson Alves Bezerra, fazendeiro que acusa o padre de ter comandado a invasão de suas terras

ISTOÉ tentou encontrar o misterioso padre Giorgio Dall Ben, mas não conseguiu localizá-lo. No sábado 15, a reportagem da revista foi procurá-lo na aldeia Maturuca, mas foi barrada pelos índios, que exigiram uma autorização da Funai para o desembarque. Antes de ir para a aldeia, os repórteres de ISTOÉ foram à casa que serve de sede da Funai em Boa Vista, mas não encontraram sequer um funcionário para dar a autorização. Dez dias antes, a casa havia sido invadida por índios contrários à posição da Funai e da Igreja Católica na demarcação das terras indígenas. Nessa guerra pela demarcação que divide brancos e índios, o padre Giorgio está no olho do furacão. Com sua defesa de uma ampla e contínua reserva que englobe as principais e cobiçadíssimas jazidas minerais do Estado, conseguiu arregimentar um verdadeiro exército de índios estimado pelos adversários em dois mil soldados. Na esteira das operações militares que expulsaram os garimpeiros da região, essa tropa invadiu fazendas e aumentou na marra o tamanho da área controlada pelos índios.
O projeto original do governo federal previa a demarcação contínua com o argumento de que os índios são nômades. Com essa postura, agrada aos organismos internacionais, às Organizações Não-Governamentais e à Igreja Católica, que lutam pela preservação do hábitat natural dos índios. Em Roraima, porém, a resistência à execução desse projeto é muito grande. Hoje, as reservas indígenas tomam cerca de 43,12% do Estado, a maior parte na região noroeste, fronteira com a Venezuela e divisa com o Estado do Amazonas. Se a demarcação da área a nordeste for contínua, os índios tomarão mais 18% de Roraima.
Fonte: Istoé Online
Link da matéria:
http://www.terra.com.br/istoe/1596/b...596roraima.htm

Roraima em pé de guerra - continuação

Padre italiano é acusado de ensinar tática de guerrilha a índios de Roraima e ficar com ouro e diamante extraídos nas reservas
Mino Pedrosa e Ricardo Stuckert
(Aldeia Boa Vista RR)
Sem divergências
Coincidentemente, as áreas indígenas já demarcadas e sob litígio são justamente as de maior produção de ouro e diamantes identificadas em um levantamento feito pela Nasa, a agência aeroespacial americana, que está em poder da CPI da Funai, instalada na Câmara há um ano. Os políticos de todas as tendências em Roraima esquecem as divergências e se unem em defesa de uma demarcação por ilhas que preserve as áreas onde estão localizadas as aldeias indígenas e não comprometa o desenvolvimento do Estado. “Não sou contra que se preservem as áreas indígenas, só não posso aceitar uma medida que leve o Estado à falência”, explica o governador Neudo Campos (PPB). O chefe do Executivo e a bancada parlamentar de Roraima apresentaram suas restrições ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que mandou o Gabinete de Segurança Institucional reexaminar o projeto do governo. No Palácio do Planalto está sendo gestada uma solução intermediária com o propósito de satisfazer os dois lados em conflito.
A nova proposta governamental mantém no extremo norte do Estado a demarcação contínua na serra do Sol, onde os índios são mais arredios a contatos com os brancos. Em compensação, a reserva de Raposa seria fragmentada de maneira a assegurar terras aos índios e permitir o funcionamento de cidades e fazendas já existentes na área. “Essa é uma solução que pode reduzir em mais de 90% os conflitos na região”, aposta o deputado Antônio Feijão (PST-AP), relator da CPI da Funai. Segundo o parlamentar, com isso haveria uma volta da mineração da região, desde que previamente autorizada pelas comunidades indígenas, que receberiam royalties e outras vantagens com a exploração de ouro, diamante e demais minérios abundantes na região. Feijão também é inimigo declarado do padre Giorgio Dall Ben, “uma espécie de general de campo do Conselho Indigenista Missionário”. Ele conta que vários depoentes disseram à CPI da Funai que o padre Giorgio sempre recebeu uma parte do ouro e do diamante recolhidos pelos índios em troca de mantimentos, utensílios e até de cabeças de gado: “O que ele faz com essa riqueza ainda não conseguimos apurar.”


“O padre anda armado e usa os índios na exploração de ouro e no garimpo de diamante”

Cofre suspeito
As desconfianças de que a Igreja Católica tem participação no contrabando de ouro e pedras preciosas de Roraima é antiga. Datam de abril de 1988, quando agentes encapuzados do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) e o então secretário de Segurança de Roraima, coronel Menna Barreto, invadiram a casa do arcebispo dom Aldo Mongiano, na expectativa de apreender provas de seu envolvimento com movimentos considerados subversivos. No cofre da arquidiocese foram encontrados um saco com 615 gramas de diamante e dois quilos de ouro. ISTOÉ localizou um dos participantes da operação, que pediu para não ser identificado, mas se disse disposto a depor na CPI. Ele assegura que o material apreendido foi enviado a Brasília, mas desapareceu. Na queixa que fez à polícia sobre a invasão de sua residência, dom Mongiano não registrou o sumiço de ouro e diamante, mas apenas de uma papelada que incluía documentos da Arquidiocese, cartas e bilhetes e extratos bancários.

Fonte: Istoé Online
Link da matéria:
http://www.terra.com.br/istoe/1596/b...96roraima2.htm