sábado, 5 de julho de 2008

Comando Vermelho oferece R$ 10 mil pela cabeça dos 11 militares que entregaram jovens aos rivais da ADA

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Por Jorge Serrão

Se o Exército Brasileiro tinha dúvidas sobre “combater ou não” o crime organizado, uma famosa facção criminosa não tem mais dúvidas e declara guerra ao EB. Os traficantes do Comando Vermelho, que governam o morro da Providência, oferecem R$ 10 mil pela vida de cada um dos 11 militares acusados de entregar três jovens moradores aos traficantes rivais do morro da Mineira, onde o comércio ilegal de drogas é controlado pela facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Ou o EB “entuba” a ameaça e fica na defensiva, ou terá de combater a bandidagem com base no artigo 142 da Constituição.

A ameaça do CV contra o EB – já conhecida pelo serviço de inteligência do próprio Exército e pela polícia – foi formalizada ontem, por um sargento, durante depoimento ao juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara Federal Criminal. Pintado pela mídia amestrada e pelos ideólogos do desgoverno Lula como um dos 11 monstros que entregaram os coitadinhos dos rapazes da Providência aos bandidos da Mineira, o sargento Renato de Oliveira Alves confirmou, no tribunal, o que lhe foi comunicado, 20 minutos antes de entrar na audiência, por um outro sargento envolvido no caso: "Ele falou para mim: 'a cabeça de vocês está valendo R$ 10 mil lá fora para o Comando Vermelho e a família de vocês corre perigo'".

Três perguntas são cabíveis: Quem vai proteger o EB, que é vítima de uma guerra assimétrica de marketing político-ideológico dos revanchistas pós 64 e, agora, passa a sentir na pele o terrorismo imposto por uma facção criminosa carioca que é parceira operacional das Farc colombianas? Será que o secretário especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e a turma do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana vão defender os direitos dos militares e seus familiares, na hora em que o Comando Vermelho executar o primeiro oficial ou praça? Ou o EB terá de convocar o Exército da Salvação?

Jura que é verdade?

O Comando Vermelho tem; mas o PT garante não tem mais nenhum contato com membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – aquele famoso grupo narcoterrorista que troca drogas por peças de carros roubados com o CV carioca.

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, negou qualquer relação entre o PT e as Farc.

Garcia lembrou que, em fóruns multilaterais realizados há “10 ou 15 anos atrás”, o partido conviveu com algumas organizações, entre elas a Farc, mas que hoje não há nenhum contato.

O FSP

O fórum citado é o Foro de São Paulo, fundado pelo PT em 1990, e que comanda a estratégia do movimento revolucionário comunista ou socialista (Fabiano) na América Latina.

Na versão de Garcia, o FSP excluiu espontaneamente a guerrilha colombiana por causa da violência empregada pelo grupo.

Garcia assegurou que as Farc viam mal o PT, pois o partido sempre teria sido contra o uso das armas com fins políticos.

Além disso, ainda segundo Garcia, o PT defendia excluir as guerrilhas colombianas do Foro.
Para conhecer melhor os objetivos do FSP vale dar uma lida atenta no recém-publicado livro: “Conspiração de Portas Abertas”, organizado por Paulo Diniz Zamboni, publicado pela editora é-realizações.

Rolo da Providência

A Justiça Federal já colheu os depoimentos de cinco dos 11 militares acusados.

O último ouvido pelo juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara Federal Criminal, foi o sargento Renato de Oliveira Alves.

O sargento afirmou jamais ter obedecido às ordens de entregar os jovens aos criminosos.

Culpa no tenente

Alves assegurou ao juiz que estava apenas fazendo a segurança da viatura que transportou o grupo.

Alves disse ter estranhado, quando viu os traficantes conversando com o tenente Vinícius Ghitette e o sargento Leandro Maia.

Ele contou ao juiz que o tenente lhe pediu para afirmar que os jovens foram deixados no Sambódromo, caso alguém perguntasse o destino deles.

Palestra importante

O Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES) promove no próximo dia 17 de julho, uma palestra sobre o tema: “Bancos Centrais e Outras Sociedades”.

O palestrante será o professor Armindo Abreu.

O evento acontece das 14h 30min até 16h 30min, na Avenida Marechal Câmara, 233/10º andar – Castelo, Centro do Rio de Janeiro.

Lei seca questionada

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) propôs ao Supremo Tribunal Federal, uma ação de inconstitucionalidade contra a Lei Federal 11.705/08, a chamada Lei Seca.

De acordo com a Lei nº 11.705, o motorista submetido ao teste do bafômetro não poderá apresentar nenhum teor de álcool no sangue.

Antes, eram permitidos até 6 dg de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja).

Bebuns fugindo...

A associação argumenta que a lei excedeu os objetivos de sua criação, ultrapassando limites do estado de direito democrático, "ferindo diversos princípios constitucionais e colocando em risco a sustentabilidade de um dos setores que mais emprega no País".

A Abrasel também reclama de uma queda no movimento dos bares e restaurantes de 25% no último fim de semana.

A Abrasel pedirá ao STF que declare a inconstitucionalidade de trechos da lei que, segundo a associação, desrespeitam os princípios de razoabilidade, proporcionalidade, individualização e isonomia, previstos na Constituição Federal.

Temeridades

Na cidade de São Paulo, um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde apontou que o atendimento a vítimas de acidentes de trânsito na caiu 19% após a implantação da Lei Seca.

A secretaria coletou informações em três grandes hospitais considerados referência para casos de trauma por acidentes.

Realmente, não se deve dirigir alcoolizado (da mesma forma que não é recomendávem dirigir o País desta forma).

O que não se pode – é inconstitucional – é obrigar o cidadão a se submeter ao bafômetro, produzindo uma prova criminal contra si mesmo.

O retorno

O ministro da Justiça, Tarso Genro, garantiu ontem que o ex-banqueiro Salvatore Cacciola retornará ao Brasil até o final da próxima semana. Para ele, a apresentação do ex-banqueiro à Justiça Federal deve ocorrer em aproximadamente 15 dias.

Segundo Tarso, a volta de Cacciola ao Brasil representa “um alento” à sociedade e demonstra o prestígio da Justiça brasileira em outros países.

O príncipe de Mônaco, Albert II, aceitou extraditar o ex-banqueiro, preso desde o final do ano passado no principado.

De acordo com o Ministério da Justiça, não há mais recurso cabível para Cacciola na Corte de Apelações de Mônaco.

Mega acordo

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola fará acordos políticos para não ficar muito tempo na cadeia, aqui no Brasil.

Ele não pretende contar tudo que sabe para prejudicar dirigentes tucanos do Banco Central – conforme desejam os bolcheviques do PT.

Seu retorno forçado ao País renderá pouquíssimos dividendos ao desgoverno Lula

Caso antigo

Cacciola foi processado e condenado à revelia a 13 anos de prisão por fraude financeira e desvio de dinheiro público, o que causou ao erário brasileiro perdas equivalentes a US$ 800 milhões.

Fugitivo desde 2000, o milanês Cacciola foi preso em 15 de setembro do ano passado em um luxuoso hotel de Mônaco.

Em outubro de 2007, o governo brasileiro solicitou ao principado a extradição de Cacciola “fugitivo número um” da Justiça brasileira.

O rolo

O escândalo financeiro envolvendo Cacciola ocorreu em 1999.

Foi durante o processo de desvalorização do real, quando o Banco Central socorreu os bancos Marka e FonteCindam com R$ 1,6 bilhão.

O BC justificou na época a ajuda a esses bancos como uma medida para evitar o que classificou de risco sistêmico para o mercado financeiro do País.

Grande negócio

A multinacional francesa Alstom, que vem sendo investigada por autoridades suíças por ter pago propinas milionárias a políticos e dirigentes públicos brasileiros, fechou esta semana um contrato de 280 milhões de euros com o Metrô de São Paulo para fornecer o sistema de controle automatizado para as linhas 1, 2 e 3.

O sistema começará a ser entregue em 2010, e, segundo a empresa, o transporte metroviário não terá de ser interrompido durante a atualização do sistema.

A Alstom já faz parte do consórcio Via Amarela, que constrói a linha 4 do Metrô.

Num ano eleitoral, uma mega-contrato destes é muito, muito bem vindo...

Alienação eleitoral

O Imperador Cesar Maia, em seu ex-blog, adverte que as pesquisas disponíveis mostram uma alta taxa de alienação ou alheamentoeleitoral, pelo menos no Rio-Capital.

Seja pelo desgaste dos políticos depois detantos escândalos, seja pelo desvio de atenção com o noticiário forte desde segundotrimestre nas TVs, ou pelos dois, o fato é que nunca uma eleição foi aberta com tais números.

"Para exemplificar: a) quase 50% dos eleitores não sabe se haverá eleição esteano ou de que será. b) a resposta a afirmação "não votará de forma alguma” dá paratodos os candidatos a prefeito pelo menos uma porcentagem de 50¨%. São números nunca vistos e que apontam para um esforço básico entre os candidatos no sentido de interessar o eleitor ao tempo que levarem seus nomes. O risco da campanha "não começar" até fins de agosto é muito grande, com os números dos últimos dias".

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Ontem, 4 de julho, assistindo aos tele-jornais, ouvi por duas vezes parte do depoimento de um dos militares acusados pela morte de três moradores do morro da Providência por pessoas do morro da Mineira.
É interessante que o "interesse jornalístico" nos proporcione uma visão de como funcionam tais depoimentos.
Foi assim que me causou estranheza o fato de o juiz que conduzia as perguntas ter censurado o depoente em função de contradições verificadas no interrogatório.
Não sou estudioso de leis ou direito penal, mas vivo ouvindo declarações sobre a presunção de inocência em casos tão escabrosos como este e sobre a "não obrigatoriedade de alguém se auto-incriminar" (vejamos as famosas CPIs no Congresso ou os muitos processos de corrupção com provas apresentadas e acusados jurando que não é com eles), daí decorrendo o que eu considero uma falha nos processos mas que autoriza um réu a mentir e/ou mudar seu depoimento por várias vezes, evitando produzir provas contra si próprio.
Dessa forma, não me parece correto um juiz cobrar a verdade de alguém que está sendo ouvido na condição de réu.
Será que aparecerá algum "defensor de Direitos Humanos" para proteger os direitos desse militar ou dos outros que possam ter passado pela mesma situação????

BRAGA disse...

Boa noite Serrão.
É o que se vê. A audácia da bandidagem extrapola todos os parâmetros do respeito ao Estado democrático de Direito. Se houver execuções dos militares envolvidos no caso, já que estão sendo julgados pela Justiça e, vigiados pelos olhos atentos da turma dos “direitos humanos”, quem será responsabilizado?
Será que a mídia e os “direitos humanos” farão o mesmo estardalhaço que estão fazendo agora? Ou o CV está acima de tudo e de todos? Enviei para diversos jornais, ontem, o texto que está abaixo:

“Gostaria de manifestar a minha preocupação diante da afrontosa postura dos senhores “supostos” traficantes da Providência, oferecendo R$ 10.000,00 para matar cada um dos 11 militares envolvidos no evento com os três rapazes. Onde ficam as autoridades e os poderes do Estado de Direito e dito democrático? Será que traficantes têm algum Ato Institucional que legitima as suas façanhas em detrimento da Constituição Federal? Com a oferta feita, eles atropelaram todos os procedimentos judiciais em curso contra os 11 militares.
Alguém está, como diz a letra, fazendo cara de palhaço, vestindo roupa de palhaço. O que vai valer?”
Braga