segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tudo dominado: Investigações confirmam ligações entre traficantes e movimentos sociais terroristas

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Está tudo dominado pelo Governo Ideológico do Crime Organizado. Um relatório de 3 de julho da Justiça do Mato Grosso do Sul atesta que o traficante Luiz Fernando da Costa “continua a comandar sua organização criminosa de dentro dos presídios federais, desejando transformá-los em escritório do crime”. A Procuradoria Geral da Colômbia confirmou a existência de um "acordo terrorista" entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, velha parceira de Beira-Mar) e o grupo separatista basco ETA para cometer atentados e seqüestros.

Atualmente na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), o próximo plano de Fernandinho Beira-Mar é mandar assassinar a promotora Márcia Velasco, que atua no processo contra a quadrilha de Beira-Mar desde 1999, no Rio de Janeiro, e eliminar o juiz criminal da 3ª Tribunal Regional Federal do Mato Grosso do Sul e corregedor do presídio federal de Campo Grande, Odilon de Oliveira. Os parceiros de terrorismo podem ser “terceirizados” para cumprir tal missão.

No Rio de Janeiro, o delegado Allan Turnowski, diretor das delegacias especializadas da Polícia Civil, tornou pública uma relação criminosa (já sabida pelos órgãos de inteligência) entre o Movimento dos Sem Terra e o comércio ilegal de drogas na favela da Rocinha – a maior da América Latina. O chefe do tráfico local, Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, formou uma parceria com o famoso José Rainha Júnior – um dos líderes do MST (que agora afirma não tê-lo mais como dirigente).

O "intercâmbio cultural" promovido por Rainha levou quadros da "liderança" da Rocinha para conhecer o trabalho “revolucionário” de campo que é feito no Pontal de Paranapanema. Segundo a Polícia, com o know-how adquirido, Rainha e Nem articularam a candidatura a vereador do presidente licenciado da associação de moradores, Claudinho da Academia (PSDC, que faz parte da coligação que apóia o candidato Marcelo Crivella a Prefeito do Rio).

Na estratégia bem ao estilo autoritário-ideológica, Claudinho se apresentou como “candidato único” na favela. Agora, corre o risco de ter a candidatura cassada, porque se tornou, para a Polícia, o principal suspeito de desfrutar do curral eleitoral mantido pelo tráfico na Rocinha. A atividade criminosa é gerenciada por lá pelo Comando Vermelho (o CV) de Beira-Mar, que tem uma parceria operacional com as Farc colombianas. Em troca de peças de carros roubados no Rio de Janeiro, os guerrilheiros colombianos fornecem cocaína aos brasileiros. Leia o artigo de Jorge Antônio Barros, no Globo on Line: O pacto político entre o tráfico e parte do MST na Rocinha

Tal parceria só é atrapalhada por uma guerra em curso. As duas principais organizações criminosas do País, Comando Vermelho (Rio) e Primeiro Comando da Capital (São Paulo), que até fevereiro deste ano conviveram pacificamente, resolveram se enfrentar na fronteira de Ponta Porã (MS) com Pedro Juan Caballero, Paraguai. Já teria rendido 30 mortos para ambos os lados a disputa pelo domínio da fronteira por onde passam drogas e armas.

A batalha é de Fernandinho Beira-Mar, líder do CV, contra Nilton Cezar Antunes Veron, o Cezinha, chefão do PCC. A facção criminosa Primeiro Comando da Capital – que já terceirizou membros do ETA e das FARC no famoso atentado que parou São Paulo - já possui ramificações em diversos presídios do País e que hoje comanda a grande onda de seqüestros no sul de Minas Gerais.

O Conceito

A interligação entre todos esses fatos só confirma a precisão do conceito de Governo Ideológico do Crime Organizado.

Trata-se da associação, com fins delitivos, entre as classes política e empresarial, terroristas e criminosos de toda espécie, e membros dos três poderes, para usurpar o poder do Estado e praticar a corrupção, a violência e o terror.

O fundamental é constatar que o crime só se organiza ideologicamente com a conivência dos poderes do Estado.

Governo do Crime

O Brasil perde anualmente cerca de R$ 160 bilhões – ou 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – com corrupção e fraudes no governo e em empresas.

A denúncia é da consultoria KPMG, que joga a culpa nos chamados crimes de colarinho branco.

Na maior parte das vezes, tais delitos envolvem lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Corrupção aumentando

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) faz uma previsão assustadora.

Só este ano deverão ser registradas 300 mil operações com indícios de irregularidade.

Será um salto de 112% em relação às sacanagens praticadas em 2007.

Escritório do crime

O relatório da Justiça de Mato Grosso do Sul revela que Beira-Mar dá as ordens por intermédio de cartas ou de recados transmitidos a visitantes.

O juiz Odilon de Oliveira tentou reduzir as visitas de Beira-Mar de semanais para quinzenais, restringiu-as ao parlatório (cabine com vidro e microfone), e zerou sua correspondência.

Mas o Tribunal Regional Federal cassou a decisão de Odilon que impediria Beira-Mar de tocar seus negócios de dentro da cadeia.

Assim, o traficante recebe e envia por mês cerca de 15 cartas invioláveis – através das quais são emitidas suas ordens.

Poder econômico

O poder exercido por Beira-Mar - condenado por tráfico internacional de drogas, armas e munição e lavagem de dinheiro – é sobretudo econômico.

Prova disso é a Fazenda Campanaí, que pertence ao traficante, situada na cidade paraguaia de Capitan Bado, a 18,8 quilômetros de Coronel Sapucaia (MS).

Na propriedade, existem 4 mil cabeças de gado, oito mil tilápias, pista de avião com um quilômetro de extensão, uma sede confortável e piscina.

A 2ª Vara da Justiça Federal no Paraná, onde corre o processo da Operação Fênix, enviou pedido de seqüestro da propriedade ao judiciário paraguaio, mas o pedido ainda não foi respondido.

Liga da (In)Justiça

Investigação da Polícia Federal aponta que a munição que abastece os paióis do grupo paramilitar ‘Liga da Justiça’, na Zona Oeste do Rio, é produto do tráfico internacional de armas que domina a fronteira do Brasil com o Paraguai. No primeiro semestre de 2007, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu, no Paraná, uma Kombi repleta de munição que seguiria para o Rio de Janeiro.

Informada sobre a apreensão, a PF iniciou apuração para descobrir o destino da munição.

Durante as investigações, os agentes descobriram que o carregamento seria entregue aos irmãos Natalino (deputado estadual pelo DEM) e Jerônimo Guimarães, o Jerominho (vereador do PMDB), que estão presos.

Defensores do crime

O Ministério Público Estadual de São Paulo desarticulou o "departamento jurídico" do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foram presas seis pessoas, incluindo as advogadas Alessandra Moller e Patrícia Galindo de Godoy, apontadas como assessoras diretas da cúpula da facção.

As duas agiam a mando de Orlando Mota Júnior, o Macarrão, que nos últimos anos passou a exercer o papel de "diretor jurídico" da organização, apesar de estar preso na Penitenciária de Presidente Venceslau 2, no interior paulista.

Orientação jurídica

Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça revelaram que a cúpula do PCC contava com 20 advogados.

Os defensores estavam divididos em dois grupos - o da capital paulista, subordinado a Patrícia, e o do interior do Estado, coordenado por Alessandra.

A última palavra cabia a Macarrão, que repassava as ordens por meio de centrais telefônicas clandestinas.

Durante diversas teleconferências interceptadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São José dos Campos, as duas aparecem orientando seus clientes sobre como evitar grampos telefônicos e como ocultar o dinheiro do tráfico.

Reestruturação

A operação Prima Donna foi desencadeada após quase seis meses de investigações sobre um plano de reestruturação operacional do PCC.

Um dos pilares dessa reformulação era o fortalecimento do "departamento jurídico".

O objetivo da facção era aprimorar o recrutamento de pessoas para a defesa do PCC, que havia sido descentralizado desde a ida de Marco Camacho, o Marcola, líder máximo da organização, para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Terrorismo transnacional

O Procurador Geral da Colômbia, Mario Iguarán, confirma um “acordo terrorista” entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o grupo separatista basco ETA para cometer atentados e seqüestros.

Tudo foi confirmado depois análise do material encontrado em computadores achados num acampamento que as Forças Armadas colombianas bombardearam, em território equatoriano, no dia 1º de março, quando morreu o número dois das Farc, Raúl Reyes.

"Detectou-se a presença de membros do ETA em acampamentos das Farc e que o ETA realizaria atentados e seqüestros a pedido desse grupo subversivo. Foram encontradas nestes computadores 1.400 correspondências com servidores na Espanha. Não só o conteúdo nos computadores, também há informação das autoridades espanholas que nos permitem falar desse pacto terrorista".

O procurador da Audiência Nacional da Espanha, Javier Zaragoza, que negocia um novo acordo de cooperação judicial com a Colômbia, confirmou que “o dinheiro das Farc, produto do narcotráfico, se move através da Europa”.

Se fosse no Irã...

As autoridades iranianas executaram ontem 30 pessoas condenadas por tráfico de drogas, homicídio e assalto à mão armada, entre outros crimes.

As últimas execuções no Irã, condenadas por várias organizações internacionais de direitos humanos, fazem parte de uma campanha de segurança lançada pelas autoridades locais, que têm como objetivo lutar contra a delinqüência no país, especialmente em Teerã.

O Irã pune com a pena capital crimes como assassinato, seqüestro, estupro, assalto à mão armada e homossexualismo, entre outros.

Além disso, as pessoas condenadas por adultério são punidas com o apedrejamento.

Apesar dos exageros ou rigores iranianos, uma coisa é certa: PCCs, CVs e afins não se criariam em um regime no qual a punição é garantida para crimes hediondos.

Problema do Guardião do Grampo

O rigor seletivo do sistema que gerencia as escutas telefônicas, legais ou não, que grassa pelo Brasil afora, acaba de gerar um problema legal, porque pegou um sujeito que nada tinha de criminoso.

Um gerente de banco encontrou um amigo (pediatra) que não via há anos e trocaram os telefones.

Logo em seguida, o pediatra, galhofeiro, lembrando do belo carro do amigo, resolveu brincar com ele pelo celular:

Pô, tu ta roubando à beça naquele banco...”.

As palavras bastaram para que o gerente fosse “selecionado” pelo sistema da Polícia e virasse alvo de uma investigação, que só descobriu por acaso.

Grampeagem

O gerente desconfiou do mal funcionamento de seu telefone celular, inclusive da conta elevada, sem que ele fizesse ligações, e resolveu reclamar com a operadora, pedindo uma auditoria.

Depois de muita insistência, o gerente de banco soube que estava sendo monitorado, por confirmação da empresa de telefonia.

Como descobriu que era investigado por “suposto” desfalque no banco em que atuava há 22 anos, o gerente tomou a decisão de processar a Polícia Federal e a empresa de telefonia pelo constrangimento do grampo indevido que sofreu, sem ser um bandido comum ou um político corrupto.

Guardião maluco

O programa The Guardian, utilizado pela PF, checa 10 mil chamadas por minuto.

Trabalha com a detecção imediata de palavras-chave que permitem a seleção de uma conversa telefônica para ser auditada.

Alcatel, Motorola e Royce desenvolvem o sistema, em parceria com a chinesa Huawei.

Por enquanto, o sofisticado sistema de bisbilhotagem só tem dificuldades para monitorar sistemas voip, como o Skype.

DVD on line

Daniel Dantas, ex-controlador da Brasil Telecom por meio do banco Opportunity, contratou um escritório de advocacia por R$ 1,75 milhão para assessor o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) em uma representação apresentada ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Com a ação do deputado, Dantas queria evitar acordo pelo qual fundos de pensão comprariam ações do Citigroup na BrT.

Fraga se disse “muito amigo” de ex-cunhado de Dantas e admitiu que “emprestou” seu nome para a operação.

Ameaça à Democracia

O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), da Comissão de Segurança Pública da Câmara, vai se encontrar hoje com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, desembargador Carlos Ayres de Britto, para decidir medidas urgentes que evitem o que classificou como um “estado de exceção” no Rio de Janeiro.

Para Jungmann, o episódio ocorrido na Vila Cruzeiro (em que traficantes obrigaram fotógrafos de O Dia, O Globo e Jornal do Brasil a apagarem tudo que filmaram) demonstra que tanto tráfico quanto milícias formaram um poder que emergirá das urnas em outubro comprometido.

O poder do tráfico e da milícia formará uma bancada com imunidade, e desse jeito teríamos um comprometimento do Legislativo municipal, o que é uma ameaça à democracia”.

Força tarefa?

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, discutirá hoje com o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Raul Jungmann, e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a proposta de criação de uma força-tarefa para garantir a segurança nas eleições do Rio.

A proposta de Jungmann prevê a atuação da PF e, se necessário, do Exército, para coibir a influência do tráfico e das milícias, identificando candidatos ligados ao crime.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, avisa que a PF está à disposição, mas é necessário um pedido formal.

Dificuldade

Não só os candidatos têm encontrado dificuldades nas áreas dominadas pelo tráfico ou milícias.

O chefe da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral, Luiz Márcio Victor Pereira, afirma que orientou seus agentes a não irem às comunidades.

A ordem é só fiscalizar essas áreas com o acompanhamento de policiais, o que tem sido difícil.

Quem viver verá...

As grandes empreiteiras apostam pesado na eleição da petista Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo.

Investem na doação ilegal de materiais de construção para as comunidades carentes, onde a petista terá uma surpreendente arrancada de votos.

E a Justiça Eleitoral não tem como coibir a bem montada estratégia eleitoral dos fazedores e ganhadores da obras públicas.

Armação do Kassab?

A Campanha de Marta Suplicy quer investigação do uso da máquina pelo prefeito, que enviou e-mails pedindo “ação” de subprefeitos em possíveis locais de entrevista do Datafolha.

Em um e-mail enviado a 26 subprefeitos, Kassab pede "ação" nos locais onde entrevistadores abordariam eleitores.

O prefeito confirma ter mandado o e-mail, mas nega que o objetivo fosse melhorar seu desempenho; diz ter feito "ação preventiva" para "evitar maldades" de rivais.

Segundo o Datafolha, medidas de controle tornam impossível afetar os resultados; movimentos estranhos são notados e descartados.

Regime de excesso (de velocidade)?

No Rio de Janeiro sem lei, o Detran informa que todos que alcançam os 20 pontos podem recorrer em três instâncias: no próprio órgão, nas Juntas Administrativas de Recurso de Infrações e no Conselho Estadual de Trânsito.

Esgotadas estas possibilidades, o condutor deve devolver a carteira na sede do Detran.

Se o motorista insistir em não devolver e for pego dirigindo, sua habilitação pode ser cassada.

Mas se o motorista for governador do Estado, presidente do Tribunal de Justiça ou deputado...

Regime de Exceção?

O governador Sérgio Cabral e o presidente do Tribunal de Justiça, José Carlos Murta Ribeiro, ultrapassaram 20 pontos na carteira.

O mesmo aconteceu com o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, e 21 outros deputados (30% da Assembléia fluminense).

Alguém duvida que suas excelências não serão obrigadas a fazer cursinho no Detran, como manda a lei para os simples mortais?

Recordistas

O PMDB é o partido com mais deputados com problemas — são cinco, ao todo.

Além de Fábio Silva e Jorge Picciani, Pedro Augusto, Dionísio Lins e Domingos Brazão atingiram a marca permitida entre 2006 e 2007.

PSDB, PT, DEM, PSC, PP e PTB vem logo abaixo, com dois casos cada.

PSB, PTdoB, PHL e PCdoB completam o ranking, com um parlamentar cada.

O Detran calcula que, no Rio, cerca de 100 mil condutores já atingiram a marca dos 20 pontos.

Morto-vivo da dita-dura

Depois de muito protelar, a Comissão de Anistia julgará o caso do Cabo Anselmo (Processo nº 2004.01.42025).

O marinheiro José Anselmo dos Santos reivindica uma indenização por perseguição durante a ditadura militar.

Expulso das Forças Armadas por liderar a Revolta dos Marinheiros, um dos estopins do golpe contra João Goulart, Anselmo foi preso e colaborou com a repressão, delatando antigos companheiros.

Desde então, acusado de traidor das esquerdas, o marinheiro sobrevive sem identidade, como um morto-vivo, graças à ajuda de amigos.

Previsão

O caso do “cabo” deve entrar na pauta da reunião de 6 de agosto da Comissão de Anistia.

Paulo Abrão Pires Jr, presidente da comissão, prometeu que o caso do ex-militar entrará em pauta nos próximos dias e será julgado em cerca de dois meses.

Pode ser que o caso Anselmo seja um dos temas na Sessão Temática sobre os temas “Regime Jurídico do Anistiado Político Militar” e “Graduados das Forças Armadas” - pré-agendada para o dia 13 de agosto de 2008, a partir das 10 horas, no Auditório Tancredo Neves.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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7 comentários:

Anônimo disse...

Prezado Jorge,

São "animadoras" as notícias do post hoje. Pra quem mora no Rio, como eu, a solução desses problemas, está ficando cada dia mais distante. Os governos estaduais e federais, esses vigentes e os anteriores, permitiram que esse tipo de coisa de instalasse de vez na cidade. O cidadão, acuado, tende a se abrigar cada vez mais dentro do seu lar, prisioneiro e sempre temendo que até isso lhe seja ameaçado. Sem falar nos consultórios de psiquiatria e psicologia que estão recebendo, cada vez mais, pacientes com a doença do pânico.
O que será de nós ? Esta é uma pergunta dramática e da qual não temos nem vislumbre de resposta.

ela-rio

Anônimo disse...

Serrão

A despeito do valor e brilhantismo dos articulistas, blogueiros e alguns jornalistas íntegros que ainda restam no país, você acredita que conseguirão reverter, a curto prazo, o quadro caótico do país?


Perdoe o pessimismo, mas não acredito nisso... lula tem a caneta e o cofre na mão.

Anônimo disse...

Raciocínio retardado: O Deputado Federal Raul Jungmann, acha que o episódio ocorrido na Vila Cruzeiro (em que traficantes obrigaram fotógrafos de O Dia, O Globo e Jornal do Brasil a apagarem tudo que filmaram) demonstra que tanto tráfico quanto milícias formaram um poder que emergirá das urnas em outubro comprometido. E declarou, agora, em 2008:

“O poder do tráfico e da milícia formará uma bancada com imunidade, e desse jeito teríamos um comprometimento do Legislativo municipal, o que é uma ameaça à democracia”.

Esta percepção, juntamente com a “visionária, profética e vaticinante” declaração está com, pelo menos, 30 anos de atraso.

Só falta agora alguém chegar a “brilhante conclusão” que a maior responsável pela deterioração moral que assola a nação é a ausência completa de justiça, motivada pela degeneração de seus órgãos e descrédito dos seus agentes.

Alerta Total disse...

Caro Bastilha, o cenário é assustador. Instaurar uma (nova) ordem no País não é fácil. Mas, se ninguém plantar o abacateiro, que demora a dar frutos, ninguém vai comer abacate em algum dia. Logo, o fundamental é semear o bem, pregando ética, democracia e patriotismo. O que virá será conseqüência...

Anônimo disse...

O nobre deputado Raul Jungmann, talvez, tenha sabido da notícia por algum amigo. Não chega à Brasilia nenhuma informação concernente ao que acontece no Brasil. Tal qual aquela nave do seriado jornada nas estrelas, há um escudo de energia que impede que notícias do Brasil chegem à capital. Por isso tudo está absolutamente azul em nosso país varonil. O que importa para Brasilia, isto é, para os políticos que lá aportam é se a arrecadação está aumentando para que se possa aumentar o tamanho do Estado e todos os que estão sob o escudo de energia possam se assegurar de uma vida saudável física e financeiramente. Do lado de cá ficam os contribuintes, os pacientes dos hospitais públicos, o alto salário dos aposentados, as possíveis vítimas de sequestro, roubo, assassinato. Não é por acaso que os jovens nesse país preferem disputar cargos públicos a terem risco na área empresarial ou como autônomos.
O Brasil está ficando curioso. Se contar para alguém que tenha mais de dois neurônios em atividade que o comando do crime está preso em penitênciária de segurança máxima, este pode morrer de rir e de incredulidade. É o que parece que vai acontecer com o estimado deputado Jungmann. Em pouco tempo ele estará convencido de que é exagero dos jornais da oposição, pois ele tem certeza de que o país está ótimo.
Abraço ao articulista que teima em colocar notícias do Brasil para os brasileiro. Já pensou se elas chegassem em Brasília? Seriam recebidas como se fossem piadas.
léo

Anônimo disse...

Não estamos seguros nem trancados em nossas casas, é um absurdo, o mal exemplo e a impunidade incentivam a bandidagem, e ele "NÃO SABE DE NADA" a não aumentar impostos e destribuir esmolas fomentando a miséria. Isso não é democrecia, e já deixou pra trás também a anarquia.

Anônimo disse...

o povo e a favor do grampo,quem tem medo de ser grampeado e as autoridades e o crime de colarinho branco.