quinta-feira, 28 de agosto de 2008

STF adia votação sobre Raposa do Sol, enquanto estrangeiros armam para comprar mais terras no Brasil

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão


Como de costume em decisões polêmicas, o Supremo Tribunal Federal empurrou ontem, mais para frente, a decisão sobre a reserva indígena Raposa do Sol. Um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito adiou a votação do julgamento marcado pela queda do protocolo, pela presença de índios pintados com urucum. O ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação no STF, votou pela manutenção da demarcação contínua da terra indígena em Roraima.

O fato mais importante da votação de ontem foi que o ministro Ayres Britto condenou a famigerada Declaração dos Povos Indígenas da Organização das Nações Unidas (ONU), que defende ampla autonomia às supostas "Nações indígenas". O monstrengo jurídico transnacional corre o risco de ser ratificado pelo Congresso Nacional brasileiro, onde o espírito de soberania é rarefeito. Enquanto o STF não decide o caso Raposa do Sol, investidores estrangeiros prometem juntar mais de US$ 1 bilhão nos próximos meses para adquirir terras no Brasil.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, alegou que o pedido de vista de Carlos Direito se justifica pela complexidade do voto de Ayres Britto. O presidente do STF acrescentou que espera que Direito produza seu voto para que o Supremo termine de julgar a questão ainda neste semestre. A tendência ontem era que a maioria dos 11 ministros votasse pela criação de ilhas demarcatórias, em vez das atuais reservas indígenas gigantes.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, deu parecer também defendendo a demarcação contínua da reserva. Ele negou que o tamanho da área seja excessivo e rebateu os argumentos de que a reserva na fronteira ameace a soberania do país. O procurador criticou os arrozeiros que têm propriedades na região acusando-os de má-fé.

Os ministros decidirão se será possível a permanência de menos de uma dezena de grandes produtores de arroz e 50 famílias de agricultores em parte da área onde vivem cerca de 19 mil índios das etnias Macuxi, Wapichana, Patamona, Ingaricó e Taurepang. A reserva tem 1,67 milhão de hectares, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, que foi registrada em cartório como de propriedade da União. A ação que pede a demarcação em ilhas é de autoria dos senadores Augusto Botelho (PT-RR) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

Brasil a preço de banana?

A Agrifirma, que tem entre seus acionistas investidores ingleses, vai captar US$ 500 milhões para investir em terras no Brasil.

A empresa já adquiriu 20 mil hectares, mas pretende crescer dez vezes mais.

A americana AIG Capital Investments adquiriu 37% de participação na Calyx Agro, que já tinha como sócio o grupo francês Louis Dreyfus.

Todos se associam a fundos e investidores, sobretudo internacionais, para negociar a compra e venda de propriedades rurais, com tendência de valorização futura.

Alvo natural

Agricultores do Centro-Oeste do Brasil, principalmente da região do Pantanal, e do Sul do País e da Argentina, devem ficar bem espertos.

A Arábia Saudita vai criar um fundo de investimento para comprar terras no exterior.

O objetivo é garantir o abastecimento de trigo e arroz.

Ressalva importante

Após mais de duas horas e 20 minutos de leitura do seu voto, fora o intervalo, o ministro Ayres Britto fez questão de afirmar que os índios são brasileiros.

Por isso, criticou a Declaração dos Povos Indígenas da Organização das Nações Unidas (ONU), que defende ampla autonomia aos povos indígenas, e que corre o risco de ser ratificada pelo Congresso Nacional brasileiro.

Ayres Britto argumentou que a Constituição brasileira não reconhece a qualquer organização indígena a dimensão de instância transnacional.

O que de pronto nos leva a estranhar o fato de agentes públicos brasileiros aderirem formalmente à recente declaração. Declaração esta que os índios brasileiros nem sequer precisam, porque nosso magno texto federal os protege”.

A decisão do relator

O voto de Ayres Britto ressaltou a importância das áreas indígenas para a preservação do meio ambiente.

O relator do polêmico caso Raposa do Sol afirmou que a Constituição garante aos índios o direito de desfrutar de um espaço fundiário "que lhes assegure meios dignos" e "que lhes permita preservar a identidade".

Para mim, o modelo é contínuo. O modelo geográfico de demarcação de terras indígenas é orientado pela continuidade, no sentido de evitar ao máximo o processo de fragmentação física. São terras que somente se vocacionam para uma livre circulação de seus usufrutuários. Somente ele (modelo contínuo) viabiliza os imperativos constitucionais”.

Ayres Britto acrescentou que os brasileiros são "visceralmente contra guetos, grades e cercas", o que ocorreria no caso de demarcação em ilhas.

Pela retirada

Ayres Britto também votou pela retirada de todos os não-índios da região.

Ele ponderou, no entanto, que a demarcação contínua não significa da proibição a entrada de outros brasileiros na reserva:

Não se pense, contudo, que a exclusividade de usufruto seja inconciliável com eventual presença de não-índios, bem assim como instalação de equipamentos tecnológicos e construção de estradas, desde que tudo se processe debaixo da liderança institucional da União”.

Tese polêmica

Ayres Britto lembrou que o estado de Roraima foi criado junto com a Constituição de 1988, que determina a criação de reservas sob controle da União.

Com isso, segundo o ministro do STF, não faz sentido argumentar que as terras indígenas subtraíram parte do território roraimense.

O relator avaliou também que há "perfeita compatibilidade" entre faixa de fronteira e terras indígenas.

Ayres Britto lembrou que a Constituição não faz ressalvas à constituição de reservas nessas áreas.

Defesa pensa o contrário

O advogado Antônio Guimarães, contratado pelos autores da ação, argumentou que a demarcação da reserva de forma contínua foi marcada por uma série de "ilegalidades e falhas grosseiras" na confecção do laudo antropológico.

Um técnico agrícola que nunca participou do processo de demarcação, nem esteve na área, é citado como tal (no relatório sobre o laudo antropológico). A base do decreto de homologação é imprestável. Essa demarcação jamais poderia ser contínua. Reunir tribos numa mesma base territorial abre as portas para as novas divergências”.

O advogado lembrou que a ação proposta pelos senadores visa a "garantir a soberania do País, a integralidade do pacto federativo e preservação das etnias indígenas".

Feita nos corredores...

O ex-ministro do STF e advogado Francisco Rezek também atuou em favor da ação que contesta a demarcação.

Rezek contestou o fato de a demarcação da reserva indígena ter sido feita por meio de portaria do Ministério da Justiça.

Segundo ele, tudo ocorreu "nos corredores do Executivo".

Leviandade negada

O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, criticou as acusações de Rezek:

Não acredito que o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos tenha sido leviano. É uma pessoa da mais alta dignidade e que tratou do tema refletindo por mais de dois anos, ouvindo todos os lados e preparando tudo para que houvesse o mínimo de resistência”.

Thomaz Bastos agradece pela defesa gratuita...

Não fere a soberania?

O advogado Geral da União sustentou que a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol em área contínua foi feita pelo governo federal em respeito aos dispositivos constitucionais que garantem aos índios a ocupação de terras tradicionais.

O governo cumpriu um dever constitucional e a terra não é patrimônio dos índios, mas de toda a sociedade brasileira”.

Toffoli também negou a existência de qualquer risco à soberania nacional com a demarcação de terras indígenas em áreas de fronteiras:

Se a terra é da União, é mais fácil defender fronteiras do que se fosse de particulares”.

Na tribuna, com os pajés

Na primeira vez em que uma advogada índia falou numa sessão do Supremo, a advogada Joênia, moradora de Raposa Serra do Sol, defendeu a demarcação contínua da reserva roraimense e justificou sua presença:

Não tive medo de subir à tribuna. Estou com meus pajés, estou protegida. Meus parentes me dão força onde quer que estejam”.

Vestindo a tradicional capa exigida no STF junto com brincos, colar e pintura indígena no rosto, Joênia defendeu que a maioria dos arrozeiros de Raposa Serra do Sol também têm terras em outras regiões do estado.

As terras indígenas não são apenas a moradia, mas são também os lugares onde se caça, pesca e onde se mantêm os locais sagrados. Por que só os povos indígenas podem ser sacrificados? Por que só nós temos que ter nossa terra retalhada?”

Liberou geral?

O protocolo na sessão de ontem do STF não foi quebrado apenas por dezenas de índios com o rosto pintado de urucum e vestindo adereços típicos de suas etnias.

Produtores e trabalhadores rurais humildes também foram desobrigados de usar terno.

Todos assistiram à sessão com roupas simples.

Resistência pacífica

O prefeito de Pacaraima (RR) e líder dos produtores de arroz da região Paulo César Quartiero afirmou que haverá resistência caso se confirme a demarcação em terras continuas.

Mas Quartiero ressalvou que será uma resistência sem violência:

Como se luta? Resistindo como Gandhi fez, pacificamente, porque armas não temos”.

O fazendeiro reclamou que Ayres Britto foi muito duro nas críticas aos arrozeiros que ocupam trechos da Raposa Serra do Sol.

Peso dos juros

Prefeituras, Estados e o governo federal gastaram, de janeiro a julho, R$ 106,8 bilhões com o pagamento de juros aos credores da dívida pública.

É a primeira vez que, nos sete meses iniciais do ano, o custo dos juros supera os R$ 100 bilhões.

O valor registrado neste ano representa um aumento de 14,9% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Temor de calote

O Banco Central está monitorando mais de perto o crédito bancário.

Ao longo do primeiro semestre, os fiscais do BC intensificaram as visitas às instituições financeiras para conferir a consistência da classificação de risco de crédito.

Nessas visitas, têm verificado se as garantias cobrem de fato os empréstimos, exigindo mais capital próprio quando a cobertura do risco não é adequada.

Medinho de Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já vê os primeiros sinais de desaceleração da economia.

O ministro avalia que não é o momento de adotar mais medidas para conter a expansão do crédito.

"Não é hora de mexer, é hora de esperar".

Remendo criminoso

Na proposta de Reforma Política, a ser enviada ao Congresso, o desgoverno petista vai insistir na proposta do voto de lista para as eleições à Câmara dos Deputados.

Na nova modalidade, o partido enumera os seus candidatos, de acordo com a preferência da máquina política.

O povinho vota no partido (não mais nos candidatos) e as cadeiras são preenchidas na ordem decrescente da lista.

Nessa ditadura do voto, comandada pelas oligarquias partidárias, o eleitor mal saberá quem poderá eleger.

Safadeza sindical

O desgoverno petista mandará ao Congresso um projeto substituindo o atual imposto sindical pela "contribuição sindical".

Atualmente cada trabalhador do mercado formal entrega pelo menos um dia de seu suor à maquina sindical – o que equivale 0,26% de sua renda anual.

Com a nova modalidade de tungada do bolso do trabalhador, as centrais esperam arrecadar de cada um até 1% da renda anual.

Se isso for aprovado, a tal “contribuição” nos roubará entre três e quatro dias de trabalho.

Dilma detestou

A chefona da Casa Civil detestou saber que o os ministérios públicos federal e estadual de Rondônia entraram com uma ação cível pública ambiental para anular o leilão e o contrato de concessão para a construção da usina hidrelétrica de Jirau.

Os procuradores e promotores alegam que a mudança do local da barragem contraria a o edital de licitação, a própria lei de licitação (8.666/93) e a legislação ambiental.

O pecado foi que o consórcio Enersus anunciou a alteração após a realização do leilão.

Ingleses na bronca

A gestora de recursos londrina Foreign & Colonial Management (F&C) e mais 14 fundos, que reúnem investidores da Europa e EUA, mandaram uma carta à Comissão da Valores Mobiliários do Brasil, reclamando dos riscos da fusão entre a Aracruz e a Votorantim Celoluse Papel (VCP).

Os reclamantes, juntos, têm mais de US$ 1,5 trilhão em ativos pelo mundo afora.

A queixa principal é sobre como ficará a situação de acionistas minoritários na Aracruz.

Mudança na TIM

O presidente do Conselho de Administração da Telecom Itália, Gabrieli Galateri di Genola, vai comandar também o Conselho da TIM Brasil.

A Telecom Itália é hoje comandada por um consórcio formado pela Telefônica de Espanha e por instituições financeiras italianas.

A empresa pertencia à Pirelli, que chegou até a pensar na venda da TIM Brasil, anos atrás.

Viva a Violência

Uma boa notícia para quem se sente “roubado” pelo Estado, na hora de pagar o IPVA do veículo todos os anos.

Quem tiver o carro roubado no estado de São Paulo, desde 1º de janeiro deste ano, terá restituição proporcional no Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

A devolução será feita na proporção de 1/12 por mês do período em que o contribuinte ficou sem o carro.

Se o veículo for roubado em janeiro, antes do pagamento de alguma parcela, o contribuinte irá recolher apenas 1/12 do valor do imposto.

Como receber?

Para receber o IPVA pago de volta, basta fazer um boletim de ocorrência.

A Secretaria da Fazenda divulgará a relação dos motoristas contemplados com a devolução em 28 de fevereiro do ano seguinte a ocorrência.

Os motoristas deverão retirar o valor em uma agência da banco Nossa Caixa.

Se o carro for localizado no ano seguinte à ocorrência, o contribuinte irá pagar IPVA correspondente ao restante daquele ano.

Tragédia no trânsito e no bolso

O Seguro Obrigatório de Veículos gastou, nos primeiros seis meses de 2008, R$ 773 milhões e 600 mil com indenizações pagas a mais de 134 mil vítimas de acidentes de trânsito ou seus beneficiários.

Aumentou em 15% (em relação a igual período do ano passado) o número de indenizações por morte, invalidez permanente ou reembolso de despesas médicas e hospitalares.

As motocicletas, que representam 23% da frota de veículos do País, foram responsáveis por 44% do valor das indenizações pagas e por 57% do número de vítimas.

Arrecadação

Até junho de 2008, o DPVAT arrecadou 2 bilhões 708 milhões e 70 mil reais.

Nada menos que 23 milhões de proprietários de veículos pagaram o imposto que segura passageiros, pedestres ou motoristas vítimas em acidentes.

O sistema é administrado por um consórcio de 70 seguradoras encabeçado pela Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S/A.

Jornais comemoram

Nos primeiros seis meses deste ano, os investimentos publicitários em mídia no Brasil somaram R$ 9 bilhões 560 milhões.

Houve um aumento de 16,3% sobre os primeiros seis meses do ano de 2007.

Os jornais brasileiros faturaram R$ 1 bilhão 650 milhões com a venda de espaço para anúncios e classificados no primeiro semestre deste ano.

A receita foi 19,8% maior que a da primeira metade de 2007.

Os dados são do Projeto Inter-Meios, coordenado pelo grupo Meio & Mensagem.

Circulação

Atualmente, os 103 jornais brasileiros filiados ao Instituto Verificador de Circulação têm uma circulação média de 4 milhões 390 mil exemplares por dia.

O IVC confirma que, no primeiro semestre deste ano, a média de circulação cresceu 8,1%.

Nos primeiros seis meses de 2007, a média era de 4 milhões e 60 mil exemplares por dia.

Coisas de inglês

Um cliente do banco inglês Lloyds TSB que havia escolhido "Lloyds é uma porcaria" como seu código de acesso para realizar transações bancárias pelo telefone teve sua senha trocada para "não é não" por um funcionário do banco.

Steve Jetley, que mora na cidade de Shrewsbury, ao norte da Inglaterra, escolheu a senha que criticava o banco depois que teve um problema com um esquema de seguro de viagens associado a sua conta.

O correntista descobriu que sua senha havia sido alterada quando tentou usar o serviço bancário pelo telefone e a funcionária afirmou que o código oferecido pelo cliente não era compatível com a senha registrada no sistema do banco.

Ao pedir para que a funcionária trocasse novamente a senha para a original, "Lloyds é uma porcaria", teve seu pedido negado com a alegação de que o código não era "apropriado".

Desculpa oficial

Em um comunicado, o Lloyds se desculpou ao cliente e afirmou que os funcionários envolvidos não trabalhavam mais para a empresa.

"É decepcionante que o cliente tenha sentido a necessidade de expressar sua irritação com nosso serviço dessa forma. Os clientes podem ter qualquer senha que escolham e não é nossa política permitir que os funcionários alterem os códigos sem a permissão do cliente”.

Jetley ainda tenta encontrar uma senha apropriada para as regras do banco.

Imagina o que diria o inglês dos serviços bancários no Brasil...

Quem quer ser Barão?

O barão suíço Cyril Rudolf Maximilian von Goldschmidt-Rothschild, que pertence à nobre família de banqueiros alemães que ajudou a moldar o sistema financeiro moderno, quer vender seu título nobiliárquico a algum milionário brasileiro interessado.

O ex-marido da apresentadora de tevê Márcia Goldschmidt quer negociar o título e o correspondente selo do baronato dos Gold-schmidt-Rothschild pela bagatela de R$ 500 mil reais.

Morador em São Paulo, Cyril pertence à sétima geração dos Rothschild e é o primeiro em sua linhagem a não exercer a profissão de banqueiro.

Perda financeira

O banqueiro (criador do Itaú) Olavo Setúbal morreu ontem aos 85 anos, de insuficiência cardíaca.

Ele era presidente do Conselho de Administração da Itaúsa, holding que controla o segundo maior banco privado do país, o Itaú.

Setúbal foi prefeito de São Paulo, entre 1975 e 1979.

Também foi ministro das Relações Exteriores no governo Sarney.

Nasceu de novo

Deve receber alta hospitalar hoje um bebê de 1 ano que caiu na terça-feira à noite do terceiro andar de um prédio na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul de Recife, em Pernambuco.

Cauã Filipe Massaneiro foi salvo pela fralda descartável, que ficou presa no parapeito do edifício, amortecendo a queda de 10 metros de altura.

A criança sofreu fraturas e está internada no Hospital Memorial São José, mas já deixou a Unidade de Terapia Intensiva.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

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15 comentários:

Anônimo disse...

Vergonha Total,o ministro falou como um ONGUEIRO, mais parecia um advogado de defesa que um julgador, estou indignado, que vergonha meu Deus, cada frase do ministro me arrepiava, já tinha ouvido antes, eram os ongueiros falando, com um ministro desses país nem um precisa de inimigo. Citou Marina Silva, criada pelas madres..poxa como desconhecem nossa realidade, e o Brasil inteiro engole isso como engole até hoje um tal de Chico Mendes, fabricado e vendido pelas ongs como salvador, perguntem ao povo do Acre quem foi Chico Mendes...Quanta vergonha, e aquela índia, fabricada pela igraja católica, so faltou miar, coitadinha..vejam só 1% de 1,7 milhões de hectares e la chora como se fosse ficar sem ter onde morar. Vergonha meu Deus, vergonha, quante vergonha. Eo Exercito que tanto amo, ainda tras 20 e tantos bispos aqui para Roraima para fazer turismo, poxa, a igreja é a maior inimiga de Roraima e fala mal do nosso exército, francamente vamos acreditar em Deus e deixar igrejas de lado. Agora uma conclusão eu tirei: O avião que troxe todos esses bispos é muito bom, porque com um peso desses não caiu, é porque é muito bom mesmo.

Anônimo disse...

28/08/2008 - 06h24
Terceira via, grupo de índios defende permanência de brancos na Raposa/Serra do Sol por apoio tecnológico
Carolina Juliano
Enviada Especial do UOL
Em Boa Vista (RR)
Existe um terceiro lado da mesma moeda na discussão que envolve a demarcação contínua de 1,7 milhão de hectares no norte do Estado de Roraima e demarca a área como Terra Indígena Raposa/Serra do Sol: índios que são contrários à saída da região dos bancos que ali já vivem há algum tempo, mas que também não apóiam os produtores de arroz que ocupam as terras de reserva e não compartilham com eles a tecnologia e o maquinário necessários para tirar a riqueza da terra.

Esses indígenas são representados pela Sodiu-RR (Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima) que, segundo Silvestre Leocádio da Silva, assessor da entidade, fala pela voz de pelo menos 12 mil indígenas em todo o Estado de Roraima.Silva fazia parte do CIR (Conselho Indígena de Roraima), mas deixou o grupo em 1989. "Foi quando eu percebi que já não era ouvido. E também vi que o que eles queriam ali já não era mais o que eu queria para o nosso povo", diz. "O CIR quer que o índio viva isolado, mas nos dias de hoje isso não existe mais. Nós temos que instrumentalizar o índio para que ele possa estar preparado para acompanhar o desenvolvimento de Roraima", defende Silva.
O índio macuxi de 58 anos rebate os números divulgados
pelo CIR. Segundo ele, já não há mais 18 mil índios vivendo na área da Raposa Serra do Sol. "Se tiver 9 mil já é muito. Há povoados que desapareceram lá, o índio está vindo para a cidade, o índio de Roraima já é aculturado e não quer mais viver isolado", diz. Silva diz que levantamentos apontam que só na capital do Estado há 32 mil indígenas vivendo.

"Nós ficamos para trás porque sempre tivemos alguém falando por nós. Nunca nos deixaram falar. Há sempre um representante dos índios, alguém que se apresenta para defender os nossos interesses e que não nos quer pela frente", dispara. "Mas eu digo agora que plantadores de arroz e criadores de gado não nos atrapalham na Raposa Serra do Sol. Nós até precisamos deles, para que nos ensinem a cultivar e a criar."

Segundo Silva, o que a Sodiu-RR defende é uma demarcação em ilhas que isole os produtores brancos e não os indígenas, e que haja entre as duas partes uma interação para que os índios possam também tirar proveito de suas terras. "As pessoas estão habituadas a dizer que a cultura do índio é de vivência, que ele vive para comer. O empresário não vive para comer, tira dinheiro da sua produção e o índio também quer isso."

Da forma como o governo demarcou as terras da Raposa Serra do Sol, de acordo com o assessor da Sodiu-RR, em alguns anos a área ficará abandonada. Segundo ele, os índios jovens, que já sabem o que querem, não ficam nas malocas, migram para as cidades. "Prova disso é que já temos mais de 1.500 professores no Estado que são índios", diz. "E também esse investimento todo que a Funai diz que repassa aos índios não é verdadeiro. Dentro da Raposa Serra do Sol, dos cerca de 300 colégios que existem lá, 200 são do governo Estadual. Os remédios que nos chegam também vem do governo do Estado, não vejo um centavo da Funai ali dentro."

A Sodiu-RR diz ter aplicado no ano passado R$ 1,8 milhão em projetos de auto sustentabilidade para as comunidades da Raposa Serra do Sol. Esta verba seria proveniente de incentivos do governo federal, conseguidos por meio de projetos apresentados pela instituição.

Outra bandeira levantada por esta organização indígena é a construção de uma hidroelétrica na Cachoeira do Tamanduá, no Rio Cotingo, que fica dentro da Raposa Serra do Sol. "A região é propícia para a construção dessa usina, não vai matar ninguém, nem acabar com o rio como dizem por aí", diz Silva. "E seria uma forma de o índio ter a sua própria energia, sem ter que pagar a ninguém."

O CIR é contra a construção da hidroelétrica no Rio Contingo. Em uma reunião realizada no fim do ano passado para discutir especificamente este assunto, lideranças se mostraram preocupadas com o andamento do Projeto de Decreto Legislativo nº 2540/06 de autoria do Senador Mozarildo Cavalcanti-RR, que trata de autorização do Congresso Nacional para construção da hidrelétrica no Rio Cotingo. "O rio é da nossa terra, todas as comunidades indígenas serão afetadas e as conseqüências da barragem vão além dos danos ambientais", alertou na época o Tuxaua Severiano, líder da aldeia Enseada. " Nós ainda nem resolvemos o problema da retirada dos invasores, como é que querem colocar outra invasão?", disse ele.

Caso se mantenha a homologação da demarcação contínua da Raposa Serra do Sol, o assessor do Sodiu-RR garante que os "parentes" (como os índios se chamam) não vão entrar em atrito. "Brigar não vamos porque somos parentes, mas eu vou lutar para conseguir levar ao meu povo que está lá no meio da Serra do Sol o desenvolvimento que ele merece", diz Silva. "O índio não quer mais viver da caça e da pesca e por isso não queremos que nos dê aquela terra toda e nos fechem lá dentro para nos manterem isolados."

Anônimo disse...

Correção para o anônimo das 8.23:os bispos da igreja da Teologia da Libertação, o Conselho Indigenista Missionário, o Conselho Indigenista de Roraima, todos paridos pelos controladores internacionais que agora adquirem imensas propriedades no Brasil. Na Argentina já estão fazendo uma lei para coibir a aquisição de terras por estrangeiros. Aqui se faculta o leilão de terras que poderiam ser entregues aos brasileiros porque lhes pertence: sejam indios ou mestiços, negros, brancos ou sararás. Mais, uma terra que poderia contar com a presença das forças armadas como apoio para a segurança produtiva. Força armada na intimidade da população é garantia de ocupação e soberania. Neste mundo de predadores, os controladores financeiros pagam e mandam fazendo as populações de simples estatísticas produtivas.
O tal ministro parece não ter o mínimo de pudor, porque no seu posto e com a informação que tem, sabe bem. Mas já foi comprado, já escolher, no mínimo seu lado: o lado dos predadores, o lado dos que querem aprofundar a ditadura totalitária, o governo perpétuo dos Lulas, paus mandados e servos obedientes dos Rotschild, da coroa inglesa, dos "democratas" americanos, da coroa holandesa e outros integrantes da elite que cria ongs como a WWF para confundir e aterrorizar a gente. Só quem não vê e não sente e não ouve é quem não quer.

Anônimo disse...

Quem viu a entrevista do ministro após seu voto e encerrada a sessão, viu um ministro sorridente, alegre que só faltou perguntar: e ai, eu fui bem, eu fui bem. Sera que lele não sabe que esta arruinando a vida de muita gente humilde, porque não são só esse produtores rurais, que são chamados perjorativamente de "arrozeiros" tem muito mais gente, mais muito mesmo...ministro o Sr. quer saber: VOCE FOI MUITO MAL. E MAÚ TAMBÉM

Anônimo disse...

É meu amigo, faz tempo que ouço dizer que: DINHEIRO E PORRADA SÓ NÃO RESOLVE QUANDO É POUCO.

Esperança disse...

Ministério da Saúde no carnaval paulista

Brasileiros morrem de dengue, de tuberculose, morrem nos corredores de hospitais públicos, sem ter remédios e nem médicos suficientes, sem exames, sem cirurgias. Apesar disso, o Ministério da Saúde vai patrocinar a Escola de Samba Vai-Vai no próximo carnaval paulista, cujo enredo celebra os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), expressão máxima da saúde pública que, como afirmou o presidente Lula, “quase atingiu a perfeição”. Oficialmente o Ministério admite apenas apoiar a Vai-Vai, mas no mercado do carnaval, “apoio” deste tipo custa em média R$ 8 milhões. O patrocínio da Vai-Vai não sairá da verba publicitária, porque o Tribunal de Contas da União proíbe. Sairá de verba do próprio gabinete do ministro.
Videversus 28/08/08

Anônimo disse...

De um internauta do Reinaldo Azevedo:
A conclusão que tiramos é de que o governo Lula está usando o STF porque tem medo de afrontar os militares.
O STF torna-se assim o mais submisso dos poderes.
Estamos perdidos.
Não sei porque mas cada vez que olho esse governo me lembro de Hitler.
Artigos interessatíssimos hoje(28/08) no site abaixo:
Acessem http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

Anônimo disse...

De um internauta do Reinaldo Azevedo:
A conclusão que tiramos é de que o governo Lula está usando o STF porque tem medo de afrontar os militares.
O STF torna-se assim o mais submisso dos poderes.
Estamos perdidos.
Não sei porque mas cada vez que olho esse governo me lembro de Hitler.
Artigos interessatíssimos hoje(28/08) no site abaixo:
Acessem http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

Esperança disse...

Doente Terminal
Mara Montezuma Assaf / 20/05/2007

Não tenho remorsos, fiz tudo que estava ao meu alcance como simples cidadã . Acho até que fui além, pois me expus dando a cara prá bater. Em 2004 fui vítima até de intimidação, uma tentativa de coação (via internet) por parte de um deputado federal petista (não reeleito) para que eu parasse com minhas mensagens e ainda lhe passasse os nomes constantes em minha lista de endereços sob pena de sofrer o peso da Justiça….
Nem lhe dei retorno, e ficou nisso.

Recebi mensagens de petistas, ilustres professores universitário-militantes, catedráticos mestres que usaram de ferina ironia e desprezo para desqualificar meu trabalho e minha pessoa. Dei-lhes respostas pontuais e espalhei-as pela internet, já que isso só poderia proteger-me. Certo?

E finalmente sou a feliz destinatária de centenas de mensagens spams diárias, que é como a militância tenta inviabilizar minha maquineta para receber ou mandar mensagens. Nada que um sistema de bloqueio não me resolva em parte.
Nada disso me abateu.

E não reclamo, já que exercendo meus direitos de cidadania descobri a amplitude da responsabilidade de efetivamente ser cidadã , e os correspondentes deveres inerentes à esta realidade.
Tudo valeu a pena nestes quase cinco anos de batalha.
Mas agora cansei.

O que me abate, me tira as forças, me desanima, é que nada que se faça em termos de denúncias, artigos e comentários vindos por parte de jornalistas ilustres parece abalar este governo. Ações do Ministério Público contra sabidos corruptos acabam todas em águas de bacalhau.
E sabe porque?
Porque a Justiça está a serviço do partido do governo, não a serviço da Nação e de seu povo. Usa de todas as cômodas brechas legais da Constituição de 88 para livrar a cara dos que sejam “muy amigos”.
Dessa maneira, comprovados corruptos foram até reeleitos e serão abençoados com o perdão, anistia ou mesmo com um atestado de inocência.
Tão bem amarradinho foi o plano de posse e manutenção do Poder por parte dos petistas que , salvo o escorregão do mensalão que lhes valeu a queda do todo poderoso Zé Dirceu, no mais, conseguiram neutralizar todas as ações que escancararam suas maracutaias.

Cooptaram políticos e partidos para ter o controle do Parlamento, infiltraram militantes assumidos em vários Ministérios inclusive e especialmente o da Justiça; usaram de deslavada benemerência para comprar votos de eleitores carentes; dominaram a mídia com acenos de patrocínios de estatais ou com a ameaça de retirada dos mesmos. Transformaram as instituições em cabides empregatícios, amansaram os sindicatos, apresentaram ao povo ações espetaculares e sempre sob o foco das câmeras de TVs de capturas de corruptos de colarinho branco, saciando a fome de justiça daqueles que se sentem injustiçados.

Neutralizaram até a oposição, se é que assim ainda pode ser chamada…

Descolaram a imagem do presidente de qualquer ação menos honesta simplesmente com a afirmação do mesmo de que nada sabia ou viu….

Então, em vista do exposto, só consigo imaginar nosso país como uma Nação sofrendo de uma doença. Mas não de uma doença qualquer! E sim de uma grave enfermidade que pode lhe ser fatal.
Pois que uma gama enorme de remédios foi ministrada por jornalistas, juristas, políticos, cidadãos de todos os níveis, e nada… nada surtiu efeito.

Minha gente , nosso País está enfermo, e se não lhe aplicarem uma medicação que consiga obter alguma reação positiva, pode-se dizer que este é um paciente em estado terminal..
É isto que me tira o ânimo…lutar para que? Nosso país está morrendo, gente!

Anônimo disse...

O presidente Lula, já sabiamos, é muito ingênuo, até por suas origens. Mas não esperava ingenuidade por parte do ministro Ayres Brito... Bem, ou é ingenuidade ou é covardia, ou interesses desconhecidos. Vamos agora ver a decisão dos outros ministros... Enfim, se quiserem facilitar um desmembramento do País, nada se pode fazer. Mas que sejam eternamente lembrados como os responsáveis por tal coisa, se vier a acontecer!

Anônimo disse...

OFFTOPIC interessante:

Cesar Cielo, o medalha de ouro, deu uma entrevista, hoje, na Jovem Pan, em que confirma o que eu disse: negou-se a vir ao Brasil para "pedir a bênção" do vagabundo cachaceiro, apesar da insistência dos dirigentes e políticos (que só atrapalham o esporte). Para ouvir:

http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/esportes/ultimasnoticias/index.php?not_dat=2008-08-28#54969

A entrevista é longa (mais de 20 min). A declaração acima é após os 16 min, mas, toda a entrevista é muito interessante e reveladora. Mais uma prova de que bolsas-esmolas e paternalismo só servem para "mediocrizar".

Anônimo disse...

Dedicado aos nobilíssimos homens da SUPREMA CORTE BRASILEIRA!!


http://www.youtube.com/watch?v=PgX82-_4jO8&feature=related

Anônimo disse...

"O presidente Lula, já sabiamos, é muito ingênuo, até por suas origens."
Discordo anônimo 8, faz tempo que de ingênuo ele não tem nada. Lula e Fidel Castro fundaram juntos o Foro de São Paulo, um balaio de gato que mistura partidos de esquerda,terroristras, sequestradores... o Foro conseguiu eleger 12 presidentes na América Latina. Eles estã seguindo muito bem o plano revolucionário de Antonio Gramsci, a todo vapor e sem dar um só tiro.

Anônimo disse...

"O presidente Lula, já sabiamos, é muito ingênuo, até por suas origens."
Discordo anônimo 8, faz tempo que de ingênuo ele não tem nada. Lula e Fidel Castro fundaram juntos o Foro de São Paulo, um balaio de gato que mistura partidos de esquerda,terroristras, sequestradores... o Foro conseguiu eleger 12 presidentes na América Latina. Eles estão seguindo muito bem o plano revolucionário de Antonio Gramsci, a todo vapor e sem dar um só tiro.

Anônimo disse...

Ayres Brito, O Joaquim Nabuco do Séc. 21

28-Aug-2008
* J. R. Rodrigues
Se Joaquim Nabuco foi o vendilhão, o traidor da pátria e responsável pela perda de quase 2 milhões de hectares do Brasil para a Inglaterra, na emblemática questão do Pirara, em Roraima, o Ministro do STF, Carlos Ayres Brito, é o nosso Joaquim Nabuco do século 21.

Através de seu melancólico voto na questão Raposa Serra do Sol, abriu a porteira para que daqui a 10, 20 anos ou menos o Brasil tenha que aceitar a soberania de extensos territórios indígenas e a criação de nações independentes em solo brasileiro.
Esperar que o voto de Ayres Brito fosse diferente era desejar que tivéssemos surgido como nação de um modo diferente, sem a maldita colonização, que nos tornou seres menores, com complexos de nacionalidade, nos julgando menores, incompetentes e além de tudo debochados com nossas próprias desgraças e fraquezas.
Por enquanto só Ayres Brito não se deu conta da importância do cargo que ocupa e do tribunal que compõe, mas tudo leva a crer que seus companheiros também embarcarão em tua viagem teórico-filosófica.
Exatamente como são os laudos antropológicos que sustentaram a criação da RSS do Sol no molde contínuo, uma colcha de retalhos formada por artigos e experimentos teóricos e antropológicos, o voto de Ayres Brito é um mosaico de jargões e frases de efeitos produzidas por padres, ambientalistas e gente de todas as espécies que almejam a perda da soberania sobre a Amazônia.
Impreciso, mentiroso, injusto e cruel, essas palavras talvez sirvam para explicar melhor o relatório apresentado como voto por Ayres Brito no primeiro dia de julgamento da Ação Popular que tentava transformar o Brasil numa nação única.
Tudo leva a crer que Ayres Brito mudou de idéia nos últimos dias, ou então como explicar toda a pirotecnia feita pelo STF, para no final concordar em gênero número e grau como o Governo Federal, Igrejas, ONG's e grandes potências mundiais? Por que mandaram suspender a Operação Upatakon 3, se no final Ayres Brito diria que os arrozeiros e as cerca de 400 famílias que residem na área Raposa Serra do Sol, não possuem nenhum direito e que serão enxotados para um lugar distante sem nenhuma indenização? Por que tanta firula, se eles, de antemão, sequer leriam os fartos argumentos apresentados por diversas fontes nas mais de 30 Ações que questionam as
irregularidades cometidas pela União, através de alguns de seus órgãos?
Seria esperar muito de um STF político, nomeado em sua maioria por um presidente entreguista, que não se incomoda com os sentimentos nacionais, optando por fazer o que ditam os organismos internacionais. Culturalmente somos submissos, nascemos de uma colônia e o sentimento de inferioridade falou mais alto no texto lúdico do ministro Ayres Brito.
Nem mesmo as irregularidades técnicas e materiais existentes no processo foram conhecidas. Ayres Brito até ironizou a troca de má fé de técnicos agrícolas por motoristas. "Nas páginas seguintes eles já informaram que eles eram realmente motoristas", disse Ayres Brito, mas ocorre que a lei pede técnicos agrícolas e não motoristas.
O texto de Ayres Brito se assemelhou a um artigo de aluno de primeiro semestre de antropologia ou de um militante dirigente de ONG e além de tudo contém mentiras, como a afirmação de que os garimpos existentes na RSS do Sol surgiram com o fechamento dos garimpos na área Ianomâmi. Quem terá sido o gênio a repassar essa informação para o ministro.
Hilária a colocação de que os índios são guardiões da fronteira, esquecendo-se o ministro de ler alguma coisa sobre a questão do Pirara, onde os índios brasileiros formaram as buchas utilizadas pela Inglaterra para tirar do Brasil uma extensa e rica faixa de terra.
O voto de Ayres Brito, que pode resultar na decisão em torno da RSS do Sol, não levou em conta o esforço dos paraibanos, cearenses, etc. Que ocuparam e povoaram aquela região, garantindo a soberania e a posse daqueles terras pelo Brasil, por que se dependesse dos organismos internacionais e dos próprios índios pertenceriam a Venezuela, Guiana ou formariam outras nações.
Confundir alguns índios de hoje que servem ao Exército, com aqueles que no passado não tinham noção de brasilidade e que aprenderam isso com os não índios que vieram de várias partes do Brasil é deprimente.
Talvez pressionado pela imprensa nacional e internacional que cobria a sessão e pelos olhares das "autoridades indígenas" presente na sessão, Ayres Brito perdeu a oportunidade de construir uma nova página na história do Brasil, de peitar os organismos internacionais e antes de tudo de fazer justiça. O seu voto apaixonado agrada aos organismos externos, mas não resolve a situação de centenas de famílias que estão sendo expulsas sem o pagamento das justas indenizações.
Reconhecer o direitos dos povos indígenas, não implica em desconhecer os direitos dos outros brasileiros. O voto de Ayres Brito é acima de tudo muito cruel com todos aqueles que sonham um dia viver num país decente, não submisso e dono de seu próprio destino, com respeito aos indígenas, ao meio ambiente, etc.
O voto de Ayres Brito é um manifesto apaixonado de declarações de amor por uma justa causa e ao mesmo tempo a repugnância pelos direitos de outros brasileiros. A maioria das pessoas jamais esperavam que houvesse um retrocesso na questão RSS do Sol, mas jamais poderíamos imagina que a suprema corte da justiça brasileira fosse irônica e debochada com brasileiros que tal qual os índios também são vítimas do próprio Estado brasileiro que vêem os seus direitos negados, pisoteados e assim
continuarão, já que agora o STF deu uma autorização para o Governo Federal tratar os rizicultores e moradores não índios da região como perigosos bandidos, desrespeitando e desconhecendo direitos e preparando-se para a realização do grande sonho das grandes potências mundiais, a transformação dos grandes territórios indígenas em nações independentes. Ayres Brito será o presidente de honra de algumas delas.
Ayres Brito, agiu - antes de tudo – em descompasso com a dominante corrente formada pelos críticos das atitudes do Governo Federal, quanto ao pacto federativo, talvez por que para Ayres Brito o Brasil não seja uma federação e sim uma republiqueta de bananas.
A parábola que Ayres Brito usou para ilustrar o fato de que o Brasil é ausente da Amazônia e não cuida direito das suas fronteiras, bem poderia ter sido entendida pelo próprio STF. Houve a oportunidade de se portar como uma autêntica corte, mas o STF preferiu agir como um escritório de alguma ONG ou – no máximo – a embaixada de uma das nações ricas que ditam aquilo que o Brasil deve fazer. A propósito, quem impediu o STF de tomar uma decisão justa e coerente, senhor ministro Ayres Brito?

* Jornalista – jotar@technet.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email