quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Deus nos valha

Edição de Artigos de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Arlindo Montenegro

Pra começo de conversa, não me identifico com nenhum dos ismos políticos que limitam tanta gente, identificando grupos em currais específicos. Hoje, confundem as mentes: comunismo cristão, cristianismo comunista, marxismo capitalista, capitalismo socialista. Da pra pensar que os extremos se tocam, se confundem.

Todos os economistas desses ismos parecem ter passado a vida jogando batalha naval e dando tiros n’água. Todos os governantes alinhados aos ismos da economia livre ou da economia estatal deram com os burros n’água. Levaram o planeta a guerras totais e mantêm o planeta convivendo com ódios ancestrais, guerras localizadas e terrorismo crescente, atuando nas favelas e periferias pobres dominadas por traficantes.

Por aqui, os jornais, emissoras de voz e imagem que dependem do capitalismo para sobreviver, estão dominados por gente preguiçosa e mesquinha, covardes deslumbrados que multiplicaram a cultura das imagens para cativar e indispor a nação contra as Forças Armadas, particularmente o Exército.

Aqueles homens que estiveram nos campos de guerra na Europa para resgatar a democracia contra a violência genocida do nazismo também estiveram à frente de um governo forte e ditatorial para preservar a democracia contra o comunismo, irmão gêmeo do nazismo.

As mesmas Forças Armadas integradas por filhos, pais, irmãos, primos, tios, maridos, com a mesma cultura, com a mesma religiosidade, com os mesmos anseios de construção de uma Pátria soberana. Os que intentavam cumprir as ordens de Cuba, financiadas por Moscou, foram vencidos sucessivamente em todos os países da América Latina.

Sem nenhum prisioneiro político, sem nenhum exilado, um país com nova base econômica, limitado pelo controle dos velhos e agora, somente agora identificados, velhos colonizadores, controladores financeiros do planeta, aqueles que anualmente se reúnem em Davos na presença de governantes, sátrapas deste império transnacional, foi devolvido aos profissionais políticos.

Poucos jornalistas são capazes de entender o ambiente onde sobrevivem. Poucos são capazes de alinhar os eventos que as televisões mostram diariamente, com esta guerra que é controlada à distância pelos controladores do planeta. Poucos jornalistas são capazes de associar o ambiente como resultado das decisões dos políticos governantes.

Parecem não ter lido mais que textos acadêmicos atrelados ao marxismo. Desconhecedores dos clássicos da cultura universal, a visão caolha se restringe a interpretar o mundo pela ótica panfletária das palavras de ordem e pronunciamentos oficiais.

A notícia de uma promessa chega pelas manchetes e nos jornais de tv como fato consumado. As fontes são tendenciosas e o cruzamento de informes quase sempre é insuficiente para fechar uma informação. No histórico, repetem o discurso ideológico. Restam poucos profissionais cultos e independentes.
Houve tempo em que aos 10 anos, a criança que completava a educação primária fazia provas escritas e orais para ser promovida.

Já podia distinguir entre prosa e poesia, interpretar texto redação e análise gramatical. Já conhecia as quatro operações fundamentais, números simples e compostos, proporções.

Hoje, algumas universidades brasileiras mantêm aulas de reforço para os estudantes de “nível superior” que não dominam o idioma, a interpretação de um texto e desconhecem a matemática fundamental. Exames de admissão do certo errado, quem acerta mais xis é aprovado.

O trabalho e a busca do saber, tanto quanto o progresso da civilização ficaram estagnados diante da massa ululante, insegura e sem alternativas. Sem objetivos superiores. Sem crenças, sem condições de identificar valores universais. Sem condição de perceber a vida como continuidade natural. Sem educação suficiente para identificar e eleger uma missão pessoal produtiva e construtiva.

Um povo em meio ao tiroteio real e virtual da propaganda, fascinado pelas cores e novidades do único e ligeiro meio de informação da televisão enlatada, facilmente manobrável por qualquer discurso promitente de um mundo novo. Um povo violentado sem piedade apreciando o próprio drama. No palco, o estado super poderoso que se diz democrata socialista, isto é capitalista socialista ou cristão marxista. É surrealista!

Como diria um caboclo que conheci no sertão do Ceará: “homi, tamo num cú de bodi! Mas Deus é grande!”.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

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