domingo, 15 de fevereiro de 2009

Os devedores de promessas

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Por Jorge Serrão


O Brasil teria tudo para sair da crise global como grande credor líquido. Mas tudo indica que o País vai perder mais uma chance de progresso e desenvolvimento. Nossos fundamentos econômicos não ajudam. Os fatores culturais atrapalham mais ainda. O estrabismo especulativo, de ganhos sempre imediatos, joga contra. Mas pior ainda é a mentalidade espoliativa de uma sociedade que aceita que o Brasil seja condenado a ser uma rica colônia de exploração mantida artificialmente na miséria por interesses globalitários.

“O maior obstáculo ao sucesso da economia brasileira é o baixo índice de poupança. O Brasil jamais irá crescer com índices de poupança tão baixos quanto os atuais. Elevá-los para algo entre 25% e 30% do PIB deveria ser o ponto central do projeto de ajustes estruturais para a nova realidade do sistema financeiro global”. As aspas são de um dos colunistas de finanças mais influentes do mundo. Martin Wolf, do Financial Times, de Londres, é o autor de um livro profético: A Reconstrução do Sistema Financeiro Global, lançado ano passado.

O liberal Wolf defende o argumento de que o capitalismo vive uma prova de fogo. Se as medidas de saneamento falharem, o comércio internacional vai quebrar, e as grandes empresas, constituídas ao longo dos últimos séculos, vão desaparecer. O grande Lobo do jornalismo da poderosa City de Londres recomenda que chegou a hora de ser mais conservador, reduzindo os níveis de endividamento e resistindo à tentação de fontes de financiamento baratas em moedas estrangeiras.

Analistas realistas, mesmo sob o risco de serem chamados de alarmistas, advertem que a crise global ainda reserva algumas surpresas desagradáveis. Sobretudo para o mercado financeiro. Quem é refém dele – como é o caso do Brasil – tem tudo para ver a coisa ainda mais vermelha e preta. A principal dúvida do momento (dentre várias) é apavorante. O volume de dinheiro a ser “fabricado” para socorrer bancos sem liquidez não fará falta para o bolso dos simples mortais – ou será tungado deles via impostos ou à custa de empregos?

A banqueiragem no Brasil é mais complicada ainda. Por aqui, ao menos no discurso oficial, os bancos não teriam problemas iguais aos dos EUA, da Inglaterra, dos Alemães e dos Suíços. Mas a situação é nada cômoda. Aqui os banqueiros se submetem (e lucram) com uma parceria forçada com um desgoverno (muito e mau) gastador. A crise de confiança é evidente. Os bancos morrem de medo da inadimplência.

Diante do risco de calote à vista (ou a prazo), os bancos (inclusive os “estatais”) não querem embarcar na marolinha do chefão Lula – que exige a liberação de dinheiro para crédito. Desconfiando da capacidade de pagamento dos endividados, os bancos usam seus lucros para comprar mais títulos públicos. Existem R$ 340 bilhões aplicados em operações de curtíssimo prazo, que não passam de 50 dias, em papéis do desgoverno. Neste clima, fica difíci8l abaixar juros e spreads (diferença entre o custo de captação do banco e o juro que cobra do consumidor).

Lula promete jogar pesado para que isso aconteça. O Tesouro Nacional deve capitalizar o Banco do Brasil. Não se sabe se será via aumento da paritcipação acionária da União no BB, ou se fará a injeção de grana via endividamento. O despero de Lula é aumentar o crédito, porque teme que a falta de dinheiro provoque recessão. A tática do Planalto é usar o BB para pressionar os outros bancos a abrirem a burra do crédito. Atualmente, BB, Caixa, Itaú/Unibanco, Bradesco e Santander respondem por 80% de qualquer novo dinheiro emprestado.

Só desejando que a crise não arranhe sua popularidade inflada, Lula e seus marketeiros do Bolcheviquepropagandaminister vendem o falso otimismo do ovo na barriga da galinha para o consumismo. As muitas promessas vendidas podem comprometer o futuro de muitos iludidos. Incentivar o crédito para quem não terá condições de quitar os compromissos é irresponsabilidade. Lula não liga para isso, e manda todo mundo comprar carros e casas, prometendo que não faltará dinheiro.

Qual será o destino de quem apostar nas promessas dele? O tempo dirá... Devedores de promessas, esperai pelo caos... Quem puder pague para ver. Só tome cuidado com os juros políticos que terá de quitar... Eis o motivo pelo qual é preciso mudar o atual modelo político e econômico no Brasil. Não podemos conviver - e nem progredir - com essa máquina gastadora e moedora de gente. Ainda mais em meio a uma crise tão psicológica quanto a atual.

Jorge Serrão, Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Fevereiro de 2009.

5 comentários:

Anônimo disse...

lula = retrocesso.

DO disse...

Coitado de quem acreditar no Pinócchio...
Abraços!!

murphybr disse...

O desgoverno está assumindo um risco elevado, só que usando o bolso do povo.

Se os gringos resolverem seus problemas já, o Brasil decola.
Se os gringos se perderem e não lograrem êxito, para o Brasil, é a degola.

Anônimo disse...

Será o PCC?

15/02/2009 | 07:42
PCC extorquiu Valério na prisão,
quebrou seus dentes e o feriu
Foto
Marcos Valério
O empresário Marcos Valério, personagem central do escândalo do mensalão, teve de pagar "pedágio" para que a organização criminosa "PCC" não o matasse, durante os três meses em que foi mantido na penitenciária de Tremembé, em São Paulo, segundo revela reportagem do jornal Correio Braziliense deste domingo. Ele foi preso na Operação Avalanche, da Polícia Federal, que o acusou, entre outros crimes, de lidear um esquema para desacreditar funcionários da Seretaria da Fazenda de São Paulo que haviam aplicado uma multa milionária em uma cervejaria. Segundo o jornal, Marcos Valério teve parte dos dentes da frente quebrados e sofreu cortes profundos no corpo por meio de golpes de estiletes. Vinte quilos mais magro, ele ainda tem sido extoquido pela organização criminosa, apesar de ter sido colocado em liberdade após três mess na cadeia, e vive totalmente recluso.

MIL-B disse...

Os verdadeiros governantes do Mundo, os Filhos de Mamonn, criadores do Capitalismo Selvagem e do Comunismo Assassino, as faces da mesma moeda, querem criar um " Novo" Sistema Financeiro para escravizar os povos e salvaguardar seu rico dinheirinho. Tudo isso está narrado com detalhes no fraudulento Antigo Testamento da Bíblia. Jesus Cristo, o Deus Verdadeiro, vai nos salvar dessa garra maléfica dos endinheirados e escravos do " Deus Dinheiro". O Lulinha, o Obama, o Sarkozy, o Chaves, a Merkel, são só os mambembes. Anauê!!!