segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Líder petista quer mudar Lei de Biossegurança para permitir geração de plantas transgênicas estéreis no País

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Por Jorge Serrão


O esquema petista dá mais uma colaboração decisiva para deixar o agronegócio cada vez mais refém de esquemas transnacionais monopolistas. A nova armação pretende alterar a Lei de Biossegurança, editada em 2005. Um projeto de lei do líder petista na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), quer facilitar a tecnologia genética de restrição do uso.

A tecnologia que o petista deseja aprovar permite a geração de plantas transgênicas estéreis e a manipulação genética de ativação e desativação de genes ligados à fertilidade. Se o projeto passar, os produtores ficam impedidos de plantar grãos reservados de colheitas anteriores. Ficarão reféns do uso de sementes transgênicas "comuns". Quem controla tal mercado é a Monsanto.

O projeto de Vaccarezza também pretende eliminar a rotulagem de produtos transgênicos por meio de símbolos ou expressões que induzam a "juízo de valor". A eliminação do "T", de transgênico, das embalagens contraria radicalmente a indústrias nacional de alimentos. As mudanças propostas na Lei de Biossegurança, curiosamente, cria problemas ideológicos para o próprio PT – que sempre se apresentou como aliado de ONGs contrárias ao uso de transgênicos no País.

Para tentar diminuir a polêmica política interna,na verdade uma pela de teatro do João Minhoca, o deputado federal Cândido Vaccarezza vem com uma conversinha do Boi Tatá. Alega que apresentou o texto do projeto de lei em "caráter pessoal", e não como líder do PT. Vaccarezza lembra ter defendido a adoção da biotecnologia em um longo artigo na revista petista "Teoria e Debate", ainda em 2003. "É uma posição pessoal minha. Não tem nada a ver com o partido. Sou favorável à tecnologia desde que surgiu essa discussão. É mais seguro que outros métodos".

Problema do Reino de Deus

A Assessoria de Análise e Pesquisa da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, com base os achados das ações da PF e da CPI do Banestado, descobriu mais uma esquema que lança suspeitas sobre as operações financeiras da Igreja Universal do Reino de Deus.

A turma do Bispo Edir Macedo é agora suspeita de ter usado uma casa de câmbio chamada Diskline para fazer remessas de pelo menos R$ 17,9 milhões, em valores atualizados, para uma conta bancária em Nova York.

O esquema, conhecido no passado como “dólar-cabo”, abastecia a conta da IURD no exterior, sem que o Banco Central tivesse conhecimento das operações.

A operação

Num disquete apreendido na sede da Diskline e periciado pela PF, foi achada uma tabela que descreve 24 remessas feitas pela Universal entre agosto de 1995 e fevereiro de 1996 no total de R$ 7,5 milhões, ou R$ 17,9 milhões atualizados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor).

O dinheiro era entregue por uma pessoa identificada pelo código "Ildinha/Fé" e tinha como destino final a conta nº 365.1.007852 do antigo Chase Manhattan Bank de Nova York (EUA), adquirido no ano 2000 pelo JP Morgan, dando origem ao JPMorgan Chase & Co.

O Ministério Público alega que as operações envolvendo o nome de "Ildinha/Fé" são operações em que a diretora do Banco de Crédito Metropolitano e de empresas do grupo da Igreja Universal, Alba Maria Silva da Costa, fazia com a mesa de operação da empresa Diskline de São Paulo.

O nome "Ildinha/Fé" era uma referência à funcionária da igreja de nome Ilda, que, inicialmente, era encarregada de levar as malas de dinheiro para a empresa Diskline".

Irmão do Bispo

A Folha de São Paulo revela que outro relatório federal descreve operações da "offshore" CEC Trading Corporation, aberta em nome do irmão de Edir Macedo, Celso Macedo Bezerra, com a empresa Beacon Hill Service Corporation, fechada em 2003 pelas autoridades dos EUA sob acusação de retransmissão ilegal de fundos.

A Beacon Hill - que no Brasil deu origem à maior operação deflagrada contra doleiros, a Operação Farol da Colina - transferiu US$ 76 mil para a CEC Trading entre dezembro de 1997 e junho de 1998.

Os recursos foram transferidos por meio de uma subconta denominada "Titia", igualmente gerida por doleiros do Brasil.

No relatório da Procuradoria-Geral da República de outubro de 2005, está escrito:
“Nos contratos de câmbio recebidos do Banco Central do Brasil há a informação de que a Rádio e Televisão Record S.A. remeteu para o exterior a quantia de US$ 1,2 milhão para a CEC Trading Corporation, na mesma conta que recebeu recursos de doleiros da Beacon Hill, qual seja, a conta nº 3871339802, mantida no Barnett Bank da Flórida”.

Conclusão triste

Se o caso Banestado, que nunca foi bem esclarecido e devidamente abafado com a ajuda dos petistas, voltar à tona, pode sobrar para muita gente boa...

Tudo indica que será mais um caso a ser devidamente abafato pelas circunstâncias políticas.

Afinal, quando a cumplicidade é geral, a impunidade fica mais garantida ainda no Brasil.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Outubro de 2009.

2 comentários:

Anônimo disse...

Jorge


Esse país ainda tem jeito? Que Deus tenha misericórdia de nós, povo honesto. Até quando?

Maria Cristina SP

Denis Libanio disse...

Em complemento a essa informação, há a resposta do Deputado Vaccarezza PT-SP, abaixo:
22/12/2010 - 18h20 – Congresso em Foco
Vaccarezza refuta fazer projeto sob influência de lobby
Renata Camargo

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), mais uma vez, refutou ter redigido sob influência de lobbies o projeto de lei sobre a liberação de sementes estéreis (chamadas de terminator). Ele diz que não houve interferência em sua proposta da indústria de alimentos e de multinacionais como a Monsanto. Vaccarezza considerou “grave” o entendimento de entidades ambientalistas e da agricultura familiar segundo as quais ele atendeu a um lobby. O deputado pediu mais apurações sobre o caso. “Eu quero incentivar a pesquisa com os transgênicos. Acho que é um avanço da humanidade. Sou defensor dos transgênicos e defendo em qualquer lugar”, disse Vaccarezza. “Eu não sou deputado de lobby. Eu não tenho medo de defender minhas ideias. Se pegar desde quando eu era deputado estadual, eu sou um deputado de ideias, de teses, eu não sou de lobby, de esquema”, finalizou.
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_Canal=1&cod_Publicacao=35644