terça-feira, 29 de junho de 2010

Covardia de Lula em não comparecer à reunião do G-20 joga Marina no colo da Cúpula Global e atrapalha Dilma

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta Terça)

Por Jorge Serrão


Assim que acabar a festança da Copa do Mundo, e começar, para valer, a campanha presidencial, a candidatura de Dilma Rousseff corre o risco de sofrer as conseqüências das recentes mancadas diplomáticas do chefão $talinácio da Silva. A previsão é de subida forte, nas pesquisas, da candidatura de Marina Silva, junto com a queda gradual de Dilma e a diminuição, mais brusca ainda, das intenções de voto em José Serra.

A candidata de Lula deve pagar caro pela sua recente covardia do chefão em não comparecer à reunião do G-20, em Toronto, no Canadá. A Oligarquia Financeira Transnacional não perdoa quem toma posições pessoais, ou tem a pretensão de mostrar pretensa independência política. Lula não foi ao encontro dos poderosos globalitários com medo de sofrer uma pressão forte por seu equivocado apoio ao programa nuclear do Irã. Pegou muito mal, o presidente inventar que ficaria no Brasil para coordenar as ações contra as enchentes no Nordeste, quando todo mundo e o mundo todo sabem que Lula nada coordena.

Os controladores globalitários perderam a confiança em Lula. O resultado disto será a retirada de apoio a uma continuidade do grupo dele no poder, via Dilma Rousseff. As apostas globalitárias, agora, são na “avatar” verde Marina Silva. A Oligarquia Financeira Transnacional já sinalizou a intenção de mudar o eixo de poder, com a promessa de injeção de recursos anglo-holandeses na campanha presidencial do Partido Verde. A petralhada e seus parceiros de negócios do PMDB que se cuidem.

Quem perde o apoio da cúpula globalitária pode até vencer a eleição. Mas terá dificuldades para governar depois, ainda mais se estourar a prevista crise econômica a partir de 2011/12 – conforme previsão de atentos analistas do mercado bancário e acionário mundial.

Armai-vos uns aos outros

A Suprema Corte dos Estados Unidos estendeu ontem os direitos de porte de armas para todos os estados e cidades do país.

Pelo apertado placar de 5 votos a 4, a mais alta corte dos EUA ampliou a Segunda Emenda da Constituição, para que os norte-americanos tenham o direito de portar armas em todas as cidades e estados.

Nos EUA, calcula-se que cerca de 90 milhões de pessoas portam aproximadamente 200 milhões de armas de fogo.

Cana da boa

O chefe de gabinete de $talinácio, Gilberto Carvalho, ganhou o bolão organizado por integrantes da coordenação de governo, acertando o placar do jogo Brasil x Chile.

Seu prêmio será uma garrafa da maravilhosa cachaça Maria da Cruz – que será ofertada pelo vice-presidente José Alencar.

Admirador da água que passarinho não bebe, Lula ficou sem o precioso líquido porque apostou que o Brasil ganharia do Chile por 4 a 1.

Inimigo do BC

Henrique Meirelles constatou, no fim de semana, que sai mais barato ter um super-inimigo do que ter “um amigo” como José Dirceu de Oliveira e Silva.

Meirelles não gostou nada do comentário do ex-ministro da Casa Civil, e que espera voltar ao poder se Dilma ganhar, no blog do Zé, no final de semana:

Na linha dura, fundamentalista, apenas para marcar posição e deixar claro que não permitirá a queda dos spreads bancários e a expansão do crédito, o Banco Central aumentou o depósito compulsório de 43% para 44% para compensar o aumento de crédito, que poderia vir com a queda de 30% para 29% na obrigação dos bancos aplicarem no crédito agrícola dos depósitos à vista que detém. Uma medida que todos que acompanham a atuação do BC sabem que não era necessária. Na pratica, a queda nos índices de aplicação do crédito rural versus depósitos à vista não necessariamente precisa de um aumento no compulsório. Se o BC o fez foi para diminuir o crédito e impulsionar o aumento dos juros, um tiro certo no coração do crescimento”.

Direito virtual

A partir de 1º de agosto todas as petições e peças processuais dirigidas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devem ser encaminhadas apenas pela Internet.

Para isso, tribunais, magistrados, advogados, as partes dos processos e demais interessados precisam estar cadastrados no Sistema de Processo Eletrônico do Conselho (E-CNJ).

O cadastramento é feito na Seção de Protocolo do CNJ, em Brasília, ou em um dos tribunais conveniados (clique aqui).

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Junho de 2010.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ilustre jornalista Jorge Serrão, o seu Alerta Total já começa a aderir aos petralhas?

Anônimo disse...

Para o Coroner Lua da Sirva basta o apoio do George Soros ficando a pergunta se este não passa de um laranja daquele nas principais estatais brasileiras, principalmente na famigerada Petrobrás, a empresa que sufoca nossa economia com os altíssimos preços da alcolina e do gás.

Anônimo disse...

Do Augusto Nunes – Site da Veja.
Ethan Edwards: pesquisas eleitorais podem muito, mas não podem tudo
Os institutos de pesquisa se tornaram parte da ação política deste ou daquele grupo/partido, foi direto ao ponto o comentário de Ethan Edwards, prontamente transferido para este espaço. Conciso, claro, elegante, o texto introduz exemplarmente o tema das pesquisas eleitorais, que será retomado no post de amanhã. Confira:
Não creio nesses números. Há muito tempo os institutos de pesquisa não pesquisam; tornaram-se parte da ação política deste ou daquele grupo/partido. O próprio PT, quando era outsider, foi vítima desses esquemas. Em São Paulo, mais de uma vez apareceu, dois dias antes da eleição, com dez, vinte por cento a menos do que os votos que efetivamente obteve. No plebiscito sobre o desarmamento, todos os institutos “erraram” por muito, como “erraram” por muito, recentemente, na Colômbia. Os políticos já chegaram à conclusão de que pesquisa é coisa séria demais para ser deixada nas mãos de pesquisadores. Os institutos de pesquisa destinam-se, hoje, a induzir a opinião pública, não a compreendê-la.
Entretanto, é bom lembrar que as pesquisas podem muito, mas não podem tudo. Principalmente, elas não podem chocar-se contra o senso comum. Não há pesquisa capaz de impingir aos eleitores franceses um líder nacionalista que tenha sotaque alemão. Jânio Quadros e Collor eram loucos, mas o que diziam fazia sentido, inspirava confiança em milhões de pessoas, soava plausível. Lula literalmente enfeitiça seus eleitores. Dilma Rousseff é o oposto de tudo isso. É como se ela não conseguisse disfarçar um permanente e profundo enfado, quando não mal-estar, diante de todas essas “banalidades” que as pessoas comuns amam, respeitam, admiram. Um dos elementos do carisma é a simpatia. Dilma Rousseff é incapaz de gerar essa emoção. E isso nenhum instituto de pesquisa conseguirá lhe dar.
O senso comum prevalecerá. Os “franceses” não votarão numa “alemã”.

Ou nós não estamos vivos ou eles pensam que são vivos demais
A coluna previu há um ano que a taxa de aprovação do governo Lula, se dependesse dos institutos de pesquisa, acabaria chegando a 100% ─ ou 103%, se oscilasse inteira para cima a margem de erro recomendada por quem lida seriamente com estatística. A última pesquisa do Ibope informa que o campeão de popularidade ainda não chegou lá. Mas ofereceu a Lula uma descoberta espantosa: o índice de reprovação pode ter chegado a zero.
O próximo post vai mostrar como agem e o que pretendem os adivinhos de araque. Antes, é preciso sublinhar que, no Brasil do Ibope, foram reduzidos a 3% do eleitorado os que acham ruim ou péssimo o desempenho do governo. Se o índice está correto, são 4 milhões de brasileiros. Se a margem de erro oscila para cima, sobem para 8 milhões. Se oscila para baixo, o índice desce a zero. Nesta hipótese, a tribo dos descontentes foi extinta. Não sobrou nenhum.
Já desconfiado daqueles 5%, o comentarista Renato Vieira precisou de cinco palavras para fazer o resumo da ópera: “Nós somos margem de erro”. Ou nem isso, compreendi ao rever a pesquisa. Se o Ibope acertou, é possível que nenhum de nós exista. Nem o colunista, nem os leitores. Há uma lógica nessa loucura: no país do faz-de-conta que Lula governa, não pode existir gente que vê as coisas como as coisas são.
Melhor transferir a interrogação perturbadora para o timaço de comentaristas: nós já não estamos vivos ou os comerciantes de porcentagens pensam que são vivos demais? Vocês decidem.