domingo, 24 de abril de 2011

Desarmamento de quem, senhora Rousseff?

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Aileda de Mattos Oliveira

Um governante, qualquer que seja ele, sem programa de governo, vive de ocasionais acidentes e incidentes ocorrentes, momentos em que retira da cartola um coelho esquálido, cansado de ser o protagonista da mesma representação.

Como representação é farsa, para disfarçá-la, reveste-a de bombástica exuberância e seriedade, para impingir uma mentira sobre a qual passou um verniz de má qualidade. Como lhe faltam argumentos convincentes, recorre aos atores coadjuvantes, que dispõe no Congresso, fâmulos genuflexos sempre dispostos a babar-lhe as mãos com a saliva da bajulação.

Um aloprado resolve acabar com os sonhos de um grupo de crianças, e toda a sociedade é responsabilizada pelo ato insano. Já imaginou se o governo militar tivesse proibido o uso de armas, porque um bando de esquerdistas queria arrasar com o País, destruindo aeroportos, quartéis e pessoas que passavam por aqueles locais inadvertidamente?

Estoura mais uma bomba, desta vez na imprensa, de que já foi determinada a realização de um novo referendo para ouvir a voz da sociedade sobre mais uma ação governamental contra ela, a de retirar as armas de pessoas honestas e pacíficas. Claro, que a sociedade vai dizer um sonoro “Não!” à audácia de deixar-lhe inerme, sem a segurança de seu patrimônio e de sua família.

Porém, supondo que o governo vença essa desigual luta de braços, diga-nos, senhora Rousseff, as armas do MST também serão recolhidas? Neste ‘grupo social’, no qual as crianças também as usam, da mesma forma serão protegidas pela lei da criança e do adolescente, ainda que o adolescente, já tenha cometido todos os delitos contra a propriedade privada? Se esses ‘lutadores em prol da reforma agrária’ não obedecerem às ordens emanadas pela justiça, ficarão presos por seis anos, pena determinada, segundo a imprensa, para os pacíficos habitantes da cidade?

Espero que não mande o coelho esquálido, cansado, para mais esta missão. Venha a público, olhe nos olhos da sociedade e responda às perguntas que lhe foram feitas.

Aileda de Mattos Oliveira é Professora universitária e membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.

3 comentários:

Anônimo disse...

Não è a arma que mata mas sim quem a empunha. Ninguém vê um cidadão honesto andar com uma arma na rua. Quanto muito ela fica em casa para possível defesa de assaltantes armados e assassinos que matam para roubar.

Mas no entanto, todo o mundo vê criminosos pertencentes gangues conhecidas, fortemente armados nas favelas e matando tanto policiais como civis. Também ninguém viu essa terrorista e todos políticos fazerem campanha pelo desarmamento desses facinoras e dos terroristas do MST, exercito particular tanto deste governo como anterior, por que nenhum deles recusou seu apoio político.

Por que será? Serão todos amigos? Por que não?

sicário disse...

Jorge...

Final de um feriado prolongado de 4dias, amanhã teremos o saldo de mortos nas estradas brasileiras.
A mão que empunha uma arma é a mesma que dirige um veículo automotor. Fica a pergunta:
Dilma, PT e oportunistas vão querer proibir a circulação de veículos que sistematicamente tem provocado massacres nas ruas e estradas do Brasil?!

Allan Rendeiro disse...

Trocamos 1 arma por um Político Corrupto. Em breve o Brasil estará perto de um País honesto e sério.