domingo, 4 de setembro de 2011

Em memória dos Heróis da Democracia

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sergio Tasso Vásquez de Aquino

Por iniciativa dos Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, “ na semana em que se comemora o Dia do Soldado”, foi celebrada missa “em memória dos 119 militares e civis que perderam a sua vida em defesa da democracia entre os anos de 1964 e 1974, por atos de grupos terroristas”, na Igreja da Santa Cruz dos Militares, no dia 24 de agosto, às 1100 horas, conforme constava do convite publicado na imprensa e dirigido a todos “os associados dos Clubes e parentes e amigos das vítimas”.

O fato tornou-se marcante e extremamente significativo, porque, nos anos recentes, todas as homenagens públicas, inclusive reforçadas pela divulgação maciça de deturpações históricas que as apresentam como “combatentes da liberdade e defensoras da democracia”, por isso beneficiadas inclusive com vultosas indenizações do Estado, têm sido prestadas, exatamente, àquelas pessoas engajadas na alteração da ordem vigente no País desde a década de 1960, inclusive com o apelo à “violência revolucionária”, entre as quais as responsáveis pela execução dos atos terroristas.

Quanto aos defensores da Nação, do nosso sistema livre de vida, da lei e da ordem, tantos dos quis imolados no cumprimento do dever, pela perda do bem supremo, a própria vida, muitas vezes em emboscadas ou outras ações traiçoeiras e covardes, uma pesada cortina de silêncio. Ou pior: a abundante veiculação de versões mentirosas, intoxicadas de ódio e determinadas por desviado e perverso fervor ideológico, tendentes a apresentá-los como “inimigos da democracia, da paz e do progresso”.

Os verdadeiros inimigos da liberdade, da paz e da justiça, que levaram tantos povos ao sofrimento e à degradação da escravidão com suas experimentações político-administrativas desumanas a partir de 1917, são mestres na arte da mentira, do engodo e da dissimulação. E a História tem mostrado que as Nações, não importa qual seu nível de desenvolvimento, têm a tendência de se deixarem levar e enredar pelos “falsos profetas”, bem falantes e ricos de promessas vazias. Nosso povo, em especial, não é exceção, já que tem demonstrado, principalmente nos tempos recentes, especial e generalizada afeição pelos demagogos mentirosos simpáticos, aqui transformados em líderes, potentados acima do bem e do mal e “pais da pátria”...

Voltando à missa em si, algumas coisas chamaram-me à atenção. A igreja não estava à cunha, como imaginava, tendo em vista a motivação da cerimônia religiosa e o número total mais que expressivo dos associados dos três clubes: os assentos estavam praticamente lotados, mas muito espaço havia ainda nos corredores laterais e no fundo da nave. A maioria esmagadora era de senhores de cabelos brancos e idade avançada. Nenhum uniforme militar à vista; possivelmente, a julgar pela idade dos circunstantes, nenhum militar da ativa estava presente (os jornais do dia seguinte veicularam a notícia de que o novo Ministro da Defesa, ao tomar conhecimento da realização da missa, teria “mandado chamar os comandantes das Forças e acertado com eles que nenhum oficial da ativa participaria da cerimônia”)...

Após o “ressurgimento vermelho” no Brasil, iniciado de forma ainda tímida no início da década de 1990, para tomar força total a partir de 2003, houve sensíveis alterações na realidade nacional. A História foi reescrita, para favorecer a orientação ideológica dos novos detentores do poder, passando a ter ampla difusão na cátedra e na mídia e moldando o pensamento das pessoas, principalmente da juventude, para contribuir para a tomada definitiva do poder. Heróis passaram a ser acusados de vilões, e vilões passaram a ser heróis nas novas cartilhas de uso comum. Datas, fatos e feitos foram borrados da história oficial, como acontecia nos velhos tempos da ex-URSS, após cada troca de poder entre grupos rivais...

Até mesmo efemérides importantes da nacionalidade, testemunhas e registros definitivos da determinação e da bravura do povo brasileiro e das suas Forças Armadas em defesa das condições de viver mais consentâneas com nossas aspirações, interesses e objetivos nacionais, como 27 de novembro de 1935 e 31 de março de 1964, foram proscritos do calendário oficial e até mesmo das comemorações na caserna!

Uma nova era de adesismo e conformismo, de aceitação e apaziguamento em relação às maquinações e ações tendentes a transformar-nos em mais uma experimentação morena e tropical do “socialismo crioulo” (ou “bolivariano”) e à incrível corrupção a ela associada, porque instrumento eficientíssimo do seu projeto de poder total, delineou-se no horizonte, passando a subordinação à “nova ordem” a ser prática generalizada e comum. O interesse pessoal, a cupidez, a busca de vantagens, que a proximidade dos e a bajulação aos poderosos de turno ensejam aos oportunistas, afogaram em muitos peitos o patriotismo, as lealdades às instituições, aos valores e às tradições, aos companheiros, amigos e camaradas, as crenças professadas por tanto tempo anterior em suas vidas.

Voltando à missa, outros fatos dignos de registro foram a inexistência de homilia, que falasse aos presentes sobre as pessoas lembradas e suas vidas e sacrifício, à luz da Mensagem do Evangelho, e a reiterada citação, pelo oficiante, de que a oração em comum era em intenção “dos mortos na Revolução de 1964”.

APESAR DE TUDO, A MEMÓRIA DOS VERDADEIROS HERÓIS DA DEMOCRACIA FOI CELEBRADA NA CASA DE DEUS. SEU SACRIFÍCIO NÃO FOI EM VÃO E SEU SANGUE GENEROSO REGOU AS SEMENTES VIVAS, ETERNAS, DA NACIONALIDADE!

Aquele grupo de patriotas que lá esteve, encanecido no amor ao Brasil e a seu irrestrito serviço, rezou por eles, comungou pela salvação de suas almas imortais e fez refulgir, uma vez mais e sempre, a chama da liberdade e da dignidade. E deu testemunho eloqüente de que o Brasil sempre terá quem o defenda contra todo o mal!

Na antiga União Soviética, nos tempos da mais cruel repressão, as poucas igrejas existentes eram freqüentadas apenas por velhos, em números necessariamente reduzidos. Mas eles mantiveram acesa a flama da crença ancestral e da fidelidade à Palavra e ao Amor de Deus, que desabrochou de forma maravilhosa ao sopro da liberdade pós-1989. Por maiores perseguições e desvarios que se cometam, não se sufoca a alma de um povo!

Estivemos presentes, para dizer aos 119 heróis da democracia que serão sempre lembrados e que há sim, no Brasil de hoje, quem se comprometa, sem medo, vacilação ou concessão de qualquer espécie, com a grandeza e a felicidade da Pátria!

DEUS SALVE O BRASIL!

Sergio Tasso Vásquez de Aquino é Vice-Almirante Reformado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sou leigo no assunto,mas alguem pode me esplicar se pode-se proibir um oficial da ativa a ir à igreja expressar gratidão a Deus?É proibido rezar? Os petralhas também patrulham as almas?Que país é este?

Rodrigo Moreira disse...

"Deus dirige o destino dos povos."

luiz disse...

É pra la de claro hoje que não havia armas de destruição de massas no irã Iraque como nun havia comunismo com jango os militares se venderam descaradamente ao tio sam para entregar a America latina isso hoje e documento E DESMENTIR ISSO E MENTIR