sábado, 10 de setembro de 2011

“Independência do Brasil”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aimar Baptista da Silva

A sociedade brasileira está sofrendo um perverso “processo de dessensibilização” cujo propósito é, como já previam os fautores da Independência, “paralisar a prosperidade do Brasil, consumir toda a sua vitalidade e reduzí-lo a tal inanição e fraqueza que se tornariam infalíveis a sua ruína e escravidão”, impostas por um regime político-ideológico anacrônico, cruento e opressor.

Este processo estimula a mais completa decadência dos costumes, descambando primeiro para a imoralidade, depois para a amoralidade, para a falência absoluta dos valores morais que regulam e harmonizam as relações sociais.

Relega ao esquecimento o conhecimento da História, o culto à Tradição, aos grandes feitos e vultos pátrios, enfim, à Civilidade, como meio de anular o sentimento patriótico de toda uma nação.

Provoca tamanha insensibilidade em relação aos interesses e sentimentos alheios, que leva à intensificação do egoísmo e da mais absoluta falta de solidariedade humana..

Exacerba o consumismo, já desregrado, que acaba por desaguar num intenso materialismo, caracterizado por irrefreável e ilimitada ambição que põe o “ter” à frente do “ser”, o “meu” adiante do “nosso”, a parte acima do todo.

Procura aniquilar o autêntico espírito religioso, reforçando as ações que visam a separar o ser humano tanto de Deus quanto de seus semelhantes, eliminando o sentimento de compreensão, tolerância e respeito que deve conduzir as relações entre os seres humanos.

Ridiculariza a família, visando a desestabilizar e desintegrar a sociedade, cujos princípios nela se assentam, rebaixando a uma condição viciosa, libidinosa e verdadeiramente animal, o amor que deve unir os membros de uma família bem constituída. Daí que se quer fazer com que as taras passem por virtudes e os vícios e desvios comportamentais, os mais abjetos, sejam considerados como coisa natural, expressão da liberdade de escolha das pessoas.

Investe contra a propriedade, como meio de desligar o homem da natureza, da família, da sociedade, e, por fim, do Estado, uma vez que a propriedade é um dos fatores da sua estabilidade sócio-econômica.

Tendo em vista quebrar toda e qualquer resistência aos seus objetivos, esse processo perverso e pervertido tenta desmoralizar as Forças Armadas que, responsáveis finais pela segurança interna e externa do País, avalizam essa estabilidade. Por isso esse processo procura confrontar a necessidade de segurança com outras necessidades da população como se umas, necessariamente, excluíssem outras.

Incita, por trás dos bastidores, conflitos étnico-sociais os mais variados que possam levar ao separatismo social, e até político, com a convicção de que, dividido internamente o Brasil, fraco embora rico, será facilmente dominado.

Desestimula a educação e o aperfeiçoamento da juventude, desviada para caminhos mais fáceis e atraentes, embora mais perigosos, dificultando, assim, a formação e o preparo dos futuros dirigentes e lideranças do País.

Acena com a possibilidade de um igualitarismo social que, por ser naturalmente impossível, desperta o ódio entre as pessoas, cujo acirramento pode resultar numa luta de classes que acabaria por destruir a Nação..

Enfim, aponta para uma utopia cruenta e anacrônica como se ela fosse uma equação mágica, cuja aplicação resolveria, num piscar de olhos, todos os problemas que estão levando o Brasil a um estado de insolvência quase irreversível.

Impressiona o maquiavelismo cruel e implacável dos condutores desse processo a fim de provocar o adormecimento da consciência e da responsabilidade nacional dos brasileiros patriotas, utilizando conceitos democráticos para destruir a própria democracia. Afinal, nunca nos lembramos de que “tudo quanto é necessário para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada!”

Já observara Bonaparte que “a ordem social de uma nação descansa sobre a escolha dos homens destinados a mantê-la”. Assim, esquecidos de que “o governo é estabelecido não para suprimir direitos, mas para preservá-los”, temos escolhido muito mal, olvidando-nos de que “da mesma forma que a liberdade excessiva gera a anarquia, o controle demasiado leva à ditadura”. E é entre ambos que o Brasil oscila!

Por esses ínvios caminhos se está conduzindo o Brasil: a má fé de uma minoria fanática e insensata, constituída num “estado paralelo”, está se aproveitando das necessidades de uns, da estupidez de outros e da inércia de todos, para disputar com o Estado Brasileiro a sua soberania, vale dizer o poder, inalienável, que ele, e só ele, tem para decidir, sem ingerências externas, sobre assuntos internos e relações internacionais. E esse poder é absoluto, é indivisível, é indelegável, é incompartível.

Não nos basta, portanto, exaltar o Grito do Ipiranga e cultuar todos aqueles cuja participação levou à separação do Brasil. Em face da luta que tiveram esses nossos antecessores e da luta que nos espera, “é preciso que a elite civil, desperte do prolongado e renitente sono liberal, suicida, que tem levado tantas nações à derrocada”. Não nos esqueçamos de que a consolidação da vida nacional passa pela revitalização dos nossos valores, a construção da nossa independência passa pelo fortalecimento dos nossos anseios, a preservação da nossa liberdade passa pela sacralização dos nossos ideais. Assim, devemos ser intransigentes na defesa dos interesses nacionais, da ordem constitucional e das instituições brasileiras.

Temos de encarar, com suprema energia e disposição, os obstáculos a ultrapassar. Deixemos de lado a inércia, a omissão, a passividade, a mediocridade. Urge despertar o espírito cívico de todos os que realmente amam o Brasil, para que, “formando um feixe poderoso que ninguém pode quebrar”, possamos escolher autênticas lideranças, inspiradas por Deus e guiadas pelo patriotismo, conscientes de que “só merece o poder aquele que, todo dia, o justifica e dignifica”. Lembremo-nos de que “quanto mais justos sejam os nossos motivos tanto mais perfeitas serão as nossas ações”. Só assim conseguiremos exorcizar a maldição que nos ameaça. Só assim iremos restaurar a grandeza da Nação Brasileira e o bem-estar moral e material de seu povo.

Só assim seremos dignos de todos aqueles que, no decorrer de nossa História, nos legaram exemplos de luta, de brasilidade e de esperança no futuro, com que sonhava o memorável Manifesto de 6 de Agosto de 1822 :

“Responsável o funcionalismo; dotada de um vôo altaneiro a vontade da nação: eliminados os abusos; espalhada a luz no ‘caos tenebroso’ da administração, da fazenda, e da legislação; esclarecida e lisa a justiça; íntegros os magistrados; humanitário o código penal; equitativos os impostos; posto às claras o sistema financeiro; elevada a disciplina militar, que não exclui as virtudes cívicas; honradas as profissões liberais e honrado o cultivo das letras e da ciência; apreciada a virtude e reconhecido o mérito, zelada a educação – eis o que o futuro reserva à nação brasileira em harmonia com o fluxo da civilização!”

Meus caros patrícios: a Pátria confia em nós. Não nos furtemos a fazer a nossa parte, convictos de que se há muito a exaltar, muito mais há que se fazer!

“INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”

Aimar Baptista da Silva é Coronel na Reserva do EB.

Um comentário:

CÃES DE GUERRA disse...

Prezado Cel, Vossa Senhoria deveria encaminhar também cópia do presente do texto aos Comandantes das Forças,a omissão deles estão deixando o rumo da nação desse jeito e o que pior estamos entrando num beco sem volta, podesse chegar a um ponto de nós termos que transforma essa terra maravilhosa numa Líbia.Esses nosso Comandante precisam ter a coragem de um samurai, conforme essa coluna alguns dias citou, e ele tem nome; MARECHAL MASSARIKONOKU.
Cel fica a seguinte frase: "AQUELE QUE NÃO LUTA PELOS DIREITOS DE SEUS SUBORDINADO NÃO TEM O DIREITO DE COMANDAR".