segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Conselheiro Gerdau e a corrupção na Petrobras

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

Jorge Gerdau Johannpeter é conselheiro do Conselho de Administração da Petrobras, onde representa os acionistas minoritários detentores de ações preferenciais da empresa, desde 2001.

Ele foi guindado a essa importante função por merecimento: ex-presidente-executivo e atual presidente do Conselho de Administração do grupo Gerdau, o renomado empresário transformou o grupo sob seu comando em um dos maiores conglomerados siderúrgicos do mundo.

Paralelamente, o conselheiro Gerdau exerce outras funções, colaborando com a Administração Pública do país: nos dias de hoje, ele é presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade – entidade criada pela presidente Dilma para, entre outras coisas, propor a modernização dos métodos de licitação e do processo de transparência como forma de combater a corrupção.

Considerando sua reconhecida competência empresarial, considerando sua experiência na utilização da transparência para combater a corrupção, e considerando, sobretudo, que ele tem a responsabilidade de defender os interesses dos acionistas minoritários no Conselho de Administração da Petrobras, válido torna-se concluir: ninguém mais indicado que o conselheiro Gerdau para falar sobre o polêmico caso da Gemini – sociedade formada pela Petrobras (40%) e uma empresa privada (60%) para produzir e comercializar gás natural liquefeito (GNL).

Como se sabe, a Gemini tem sido, insistentemente, acusada de causar gigantescos prejuízos ao interesse nacional, ao interesse da Petrobras, e, em conseqüência, ao interesse dos acionistas minoritários da Petrobras, há anos representados pelo conselheiro Gerdau.

É de se destacar que citados prejuízos foram concretizados na constituição da sociedade, e podem estar se multiplicando de maneira incontrolável na operação da Gemini, que começou em meados de 2006.

Conforme esclarecido em diversos artigos publicados no Alerta Total (www.alertatotal.net), a sócia majoritária pode superfaturar (só se quiser, é bom que seja destacado) à vontade contra a sociedade – bastando, para tanto, que use as brechas existentes no Acordo de Quotistas vinculado ao Contrato Social da Gemini. E, obviamente, um superfaturamento praticado pela sócia majoritária contra a Gemini reflete contra a Petrobras, responsável por 40% dos custos da sociedade.

Exercitando gigantesca estupidez (ou desmesurada má-fé), tal Acordo deu, à sócia majoritária, a opção de ser, eternamente, a prestadora de todos os serviços necessários à produção e comercialização do GNL pela Gemini.

Pior: por conta de citado Acordo de Quotistas, a Gemini não pode se livrar de tal prestadora de serviços, independente dos superfaturamentos que ela queira praticar.

Sob outro aspecto, a Gemini é um autêntico paradoxo empresarial, pois grandes déficits da sociedade podem conviver com alta lucratividade de sua sócia majoritária. A constatação dessa aparente contradição pode ser exemplificada com o eventual “passeio do GNL”: tal “passeio” pode ser prejudicial a todo o sistema, porém, com toda a certeza, ele proporciona lucros incomensuráveis à “transportadora sócia majoritária da Gemini”.

No mar de lama que se formou, o fato mais impressionante foi o sintomático silêncio da Petrobras diante das explícitas acusações de corrupção feitas pelo próprio sindicato dos trabalhadores na indústria do petróleo (Sindipetro), que chegou a publicar no seu jornal graves matérias emolduradas por charges que escancaram a existência de corrupção na espúria sociedade.

O silêncio da Petrobras levou-me, em 26 de fevereiro de 2010, a encaminhar detalhada correspondência a vários conselheiros da empresa, e, em seguida, divulgar a sua íntegra em um artigo com o instigante título “Petrobras: Conselho de Administração sob suspeita”.

É de se ressaltar que, por meio de citada correspondência, coloquei diversas denúncias de corrupção feitas pelo Sindipetro sob as vistas dos conselheiros. Nela, também, anexei um robusto conjunto de provas chamado “Dossiê Gemini: Maio de 2009”.

Estranhamente, a única manifestação sobre tal correspondência foi feita, nove meses depois, pela diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, por meio da carta DG&E n° 75/2010, a mim encaminhada em 2 de dezembro de 2010.

Reforçando a evidência que existe uma rede de cumplicidade traficando influência para blindar a Gemini, a diretora Foster afirmou que as denúncias contidas em minha correspondência aos conselheiros já eram do conhecimento de todos, e – agredindo deliberadamente a verdade – afirmou que todos os esclarecimentos sobre o assunto já haviam sido “exaustivamente prestados, não restando mais nada a ser acrescentado”.

Detalhados comentários sobre as declarações da diretora Foster encontram-se no artigo “Diretora da Petrobras confirma que Dilma sabia da denúncia de corrupção na Gemini”, de autoria do jornalista Jorge Serrão, publicado no Alerta Total de 20 de dezembro de 2010.

Nestas alturas, duas pergunta se impõem: 1 – Será que o Conselho de Administração da Gerdau aprovaria a associação de uma empresa de seu grupo nos moldes em que a Petrobras se associou para constituir a Gemini? 2 – O conselheiro Gerdau tem conhecimento das denúncias contra a Gemini, como leva a crer as declarações da diretora Foster?

Finalizando, faço votos para que alguém que tenha acesso ao conselheiro Gerdau o ponha a par do presente artigo, para que ele possa melhor defender o interesse daqueles que representa no Conselho de Administração da Petrobras, e para que evite que a Gemini manche sua biografia.

João Vinhosa é Engenheiro - joaovinhosa@hotmail.com 

5 comentários:

José de Araújo Madeiro disse...

Serrão,


Brasil cai 20 posições em ranking de infraestrutura
Na listagem feito pelo Fórum Econômico, qualidade das estradas está entre as 25 piores
10 de setembro de 2011 | 21h 53
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10 de setembro de 2011 | 21h 53


Renée Pereira, de O Estado de S.Paulo
A qualidade da infraestrutura brasileira piorou em relação ao resto do mundo pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, no entanto, o País despencou 20 posições no ranking global de competitividade do Fórum Econômico Mundial, de 84º para 104º lugar. Em 2010, já havia perdido três colocações por causa da lentidão do governo para tirar projetos importantes do papel.


Veja também:
link ''O Brasil precisa melhorar a infraestrutura''
link Meirelles diz que infraestrutura é desafio para Brasil
link Tombini defende investimento em infraestrutura
A tendência não é nada animadora. Na avaliação de especialistas, com a paralisia verificada em algumas áreas este ano a situação tende a piorar. É o caso da malha rodoviária. No ranking mundial, elaborado com base na opinião de cerca de 200 empresários nacionais e estrangeiros, a qualidade das estradas brasileiras caiu 13 posições e está entre as 25 piores estruturas dos 142 países analisados.
***
Além da podridão multi-institucional que grassa sobre o país, precisamos enfrentar à submissão à Nova Ordem Mundial ($$$$$$$), como uma sinuca de bico que nos impõem Lula e seus PTralhas.

Atualizem-se lendo e informando-se da Nova Ordem Mundial, do Grupo dos Illuminatis e do Foro de São Paulo, a conexão transnacional de apoio à Ditadura Comunista do Brasil.

É por isto que o Lula é um
Doutor Honoris Causa!

È esta a Revolução dos Idiotas. Do Brasil nos rumos do Retrocesso, sob bênçãos da massa ignara dependente da bolsa-família e governada pela politicalha mais corrupta da história.

Att. Madeiro

Anônimo disse...

Não se pode voltar a nacionalizar tudo quanto a Gemini mexe, passando para as mãos do Estado, não da Petrobras, terminando com essa ação toda a malfeitoria que a corrupta dilma autorizou?

Repare, se ela não possui boa fé ou capacidade de negociar como foi o caso com a Gemini, como pode governar o Brasil?

Anônimo disse...

Uma pequena análise militar e como foi possível a sua passividade criminosa, passividade repleta de traição e crime lesa-pátria. Desde a entrega do Poder aos terrorista, corruptos e traidores, até hoje, começando pelo desmonte de nossas Forças Armadas.

Visivelmente, o sucateamento do Exército é claro: meio-expediente nos quartéis, redução de 30% nos gastos militares, extinção da indústria bélica nacional, venda de quartéis e áreas militares à iniciativa privada, falta de apoio à Biblioteca do Exército, redução de gastos do Projeto Calha Norte, isso sem falar nos equipamentos bélicos com média de 45 anos de uso. Na Aeronáutica, a mesma coisa: permanência de aviões que saíram de linha em outros países há mais de 20 anos, radares obsoletos, controladores de vôo em greve, desastres de aviões, falta de reposição de peças e redução no efetivo. Na Marinha, mesma coisa: navios com mais de 60 anos de uso ( como o Porta-Aviões Minas Gerais), redução do efetivo da Armada, submarinos que não saem das docas por obsolescência, fim da Guarda Costeira e outros. Mas a pergunta que fica é a seguinte: Os militares “estiveram no Poder” por 20 anos, como puderam permitir essa catástrofe por parte desses aventureiros comunistas e liberais?? A resposta parece complexa, mas é simples de se entender.

Como é fato conhecido, as Escolas de Formação Militares no Brasil são de altíssima excelência. O ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o IME, Instituto Militar de Engenharia, são as melhores escolas de Engenharia do País, e seguramente entre as 10 melhores do mundo. Engenheiros dessas duas escolas criaram projetos inesquecíveis para a tecnologia nacional, como o primeiro motor de combustão nacional, os protótipos de túneis de arrasto, o sistema Astrus de mísseis balísticos, o caça AMX ( em parceria com os italianos), o lendário tanque Osório, que venceu todas as concorrências internacionais, os tanques de transporte rápido Cascavel e Urutu, o lendário avião EMB-120 Brasília, o Tucano avião de treinamento, a ultracentrifugação do urânio, o Projeto do míssil anti-radiação MAR-1 ( em São José dos Campos), o projeto de Veículos Lançadores de Satélites ( VLS) e muitos outros projetos. Além disso, uma nata da intelectualidade brasileira é formada nas Academias Militares, na AMAN, na Escola Naval e na AFA. Como essa elite intelectual militar se deixou deteriorar de tal forma a permitir que ex-guerrilheiros comunistas recebam indenizações de mais de 1 milhão de reais, enquanto as Forças Armadas observam sua auto-destruição, sem um questionamento mais ferrenho da situação?? A pergunta será respondida se analisarmos os fatos em 1964.

Depois disso, militar è palhaço!

Mas podem ler mais aqui:

http://www.doutrina.linear.nom.br/artigos/textos_atuais/o_grande_erro_dos_militares.htm

Anônimo disse...

O conselheiro gerdau tem conhecimento das denúncias contra a Gemini, mas nada vai fazer por que senão perde esse bom emprego. A terrorista não o iria deixar no cargo depois dele dar um tiro no pé dela!

E bons empregos são de segurar entre a corja que presta vassalagem a essa terrorista! E logo com a Gemini, menina dos olhos dessa terrorista e corrupta, pois jamais pode afirmar que negociou de boa fé! Ele è louco? Vai dizer: eu não sei de nada! Os castrados são assim, bate-me que gosto!

Bernardo Mallmann disse...

Tenho acompanhado, aqui neste blog, a insistente atuação do sr. João Vinhosa sobre o caso Gemini. É de se estranhar o sepulcral silêncio do outro lado da história. Apesar de nomes serem citados, nada, nadica de nada vem do lado de lá. Por favor, alguém aí, postem alguma coisinha para nós que amamos muito a Petrobrás. Ajuda aí!