quarta-feira, 4 de abril de 2012

Democracia ameaçada ou repetindo os erros do passado!

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Marco Antonio Balbi

Quando cheguei em casa ontem, 29 de março, estava decidido a escrever um relato sobre os eventos ocorridos no Clube Militar. Não sei se todos os que se correspondem comigo sabem, sou sócio do Clube, sou membro suplente do Conselho e sou o atual Diretor da sua Revista. Funcionalmente sou subordinado ao Departamento Cultural, participando, portanto, de todas as atividades por ele promovidas, como foi o caso do Painel 1964 – A Verdade.

Envolvido nas atividades familiares, e mesmo desestabilizado ao assistir o programa comemorativo dos 90 anos de um determinado partido político, não tive a chance de redigir algo inteligível.

Hoje, confesso, eu já havia desistido da idéia, até porque nas últimas 24 horas muitos já escreveram sobre o assunto e com mais propriedade do que eu poderia fazê-lo. Mas, as imagens que me enviaram da agressão selvagem perpetrada contra um homem de bem fez com que eu mudasse de idéia.

Vamos lá!

Um grupo de jovens, alguns nem tão jovens assim, “antenados” aceitou um convite, feito através de uma famosa rede social, para que participasse de um ato público contra o que seria uma comemoração dos 48 anos da revolução de março de 1964, promovida pelo Clube Militar.

A convocação era feita através de uma mensagem de vídeo, na qual um cineasta famoso chamava a atenção para o fato de o Clube Militar “antecipar a comemoração, mesmo tendo sido proibida pela presidente da república”. Desconhecimento? Má fé? Ambos? O douto cineasta não sabe que o Clube Militar é uma associação civil de direito privado, possui Estatuto e Regimento próprios, promove atividades recreativas, culturais e desportivas para o seu quadro associado, sem qualquer vinculação com as Forças Armadas, o Ministério da Defesa, ou qualquer outro órgão governamental?

Uma bem organizada divulgação na rede social fez com que 50.000 pessoas fossem convidadas, das quais 800 diziam que compareceriam. Para quem não está familiarizado, são números impressionantes. Não sei precisar o número, mas o certo é que muitos se fizeram presentes, dispostos a tudo. E com que vontade atuaram!

A pergunta que me faço é: como pessoas tão jovens podem estar tão iludidas com a ideologia que lhes impregnam? Como pessoas tão jovens podem desconhecer tão completamente a história? Como pessoas tão jovens podem se prender a conceitos tão antigos, gritando palavras de ordem, as mesmas proferidas por aqueles que já foram defenestrados pela história no Brasil e no mundo? Como pessoas tão jovens podem destilar tanto ódio, atingindo indistintamente a tantas pessoas, física e moralmente? Como pensam exercer a democracia impedindo o direito de ir e vir, não só dos sócios e convidados do evento, mas das pessoas que normalmente trabalham e transitam no prédio e nas suas imediações, um ponto de movimento intenso no centro da cidade do Rio de Janeiro? Que convincentes argumentos os fizeram agir assim?

As duas fotos anexas ao texto mostram a covarde agressão perpetrada por selvagens contra um homem de bem. Este senhor de cabelos brancos é o Coronel Reformado do Exército Brasileiro DARZAN. Chefe de família exemplar, o Cel Darzan, por ser oficial da arma de engenharia, dedicou-se no início de sua carreira às frentes de trabalho para a abertura de estradas de ferro e de rodagem, desbravando caminhos para implantar o progresso do país. Enquanto o jovem Ten Darzan enfrentava tais vicissitudes é provável que os avôs dos seus agressores estivessem em uma situação bem mais confortável.

No prosseguimento de sua carreira, o Cel Darzan dedicou-se, e ainda se dedica, a estudar e, principalmente, a ensinar. Conhecedor profundo da geografia e da história do Brasil e mundial, contribui com o aprimoramento dos oficiais que se preparam para os Cursos de Altos Estudos Militares. Além disto, é membro e conferencista do Instituto Histórico e Geográfico Militar do Brasil, onde realiza pesquisas até mesmo de campo, visitando sítios históricos onde os fatos aconteceram.

Fico imaginando o quanto os jovens que o agrediram não ganhariam se convidassem o Cel Darzan para uma conversa sobre a história que eles pretendem modificar. Por certo entenderiam o quão arcaicas são as estruturas e os slogans repetidos à exaustão, pelos membros das entidades travestidas com as cores vermelhas e que se fizeram representar ontem na baderna.

Por incrível que pareça, a mais antiga delas regozija-se de completar 90 anos. Tenta se mostrar moderna, através da apresentação de uma militante jovem e bonita, mas o discurso é o mesmo, carcomido pelo tempo. Os seus dirigentes não se responsabilizaram, até hoje, pela aventura na qual lançaram centenas de jovens nas matas do Araguaia. E querem saber quem foram os responsáveis pelos desaparecimentos. Olhem, jovens, para aqueles que os manipulam, pois eles os estão usando novamente para mais uma tentativa, que fracassará, para a tomada do poder. Será a quarta! Serão repelidos, desta feita, pelos alunos do Cel Darzan.

Eles que venham: por aqui não passarão!

Ao meu amigo Cel Darzan e à sua família toda a minha solidariedade.

Marco Antonio Esteves Balbi é Coronel na Reserva do EB e Sócio do Clube Militar.

6 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia,
Meu respeito e minha admiração ao Coronel Darzan e a todos os que, corajosamente, compareceram ao Clube Militar naquele evento, mesmo sabendo que os esquerdopatas (são doentes, mesmo!) iriam aprontar uma palhaçada daquelas.
Acredito que aqueles "jovens" ensandecidos são, verdadeiramente, pura massa de manobra de oportunista vermelhos, que não ousaram mostrar suas caras naquela confusão, apelando para pessoas incultas, ignorantes e cheias de disposição para mostrar sua "coragem", ofendendo e agredindo senhores que poderiam lhes dar úteis lições de vida.
Mas, POR AQUI NÃO PASSARÃO!!!
Abraço.

José de Araújo Madeiro disse...

Serrão,

Desgraçadamente estas conjunturas nacional e internacional nos ameaçam.

Que as FFAA do Brasil cumpram o papel o que lhes cabe nos dispositivos da Constituição Federal. A garantia das nossas instituições republicanas, no exercício da Lei e da Ordem pelas autoridades que nos governam neste momento em que o Estado Brasileiro sedimenta-se num Modelo Comunista de Gestão Pública.

Temos o dever de ser a segurança do futuro do Brasil, de prevenir instabilidades, confrontos fratricidas, conforme nossas tradições, pluralidade e democracia.

O General Enzo Peri está com esta batata quente nas mãos, mas ele é o Comandante do Exército e não deve a acovardar-se ou acomodar-se diante deste desafio: o de enfrentar os traidores da nação brasileira e de dar um basta nestes desmandos que nos aviltam e fragilizam.

Abs,Madeiro

Carlos Cas disse...

A maior ameaça são vocês mesmos, jovens rebeldes. Deram um péssimo exemplo de democracia. Agora se justificam dizendo que saiu do controle. Aquele jovem que matou crianças numa escola do Rio também agiu sem controle. Querem mudar o País com atitudes idiotas. Agora é hora de assumir erros e irresponsabilidades. Parem com esse lamento de perseguição e de coitadinhos ameaçados e cresçam como homens.

j.a.mellow disse...

MUITO BOM E OPORTUNO O SEU COMENTÁRIO, MAS QUANTO TEMPO AINDA VIVEREMOS PARA VER OU NÃO VER TRIUNFAREM OS BONS SOBRE OS MAUS, JÁ QUE CONSIDERAMOS A POSSIBILIDADE DE AINDA SEMPRE "A VENCER" MAIS UMA ETAPA, DE MUITAS QUE JÁ NOS FIZERAM PERDER TANTO TEMPO!
blogdojamellow.blogspot.com

Ubirajara Itagi disse...

Os canalhas também envelhecem.

augusto disse...

Na nossa democracia meia boca, onde até partidos comunistas são democratas e alardeiam aos ventos, quem não faz parte da panela tem que ser jogado no fogo. As pessoas são agredidas não importando se ela fez ou não alguma coisa. Estão juntos pau neles. Os agressores tem que ser punidos, onde fica a nossa lei. As leis agora só servem para eles.