sábado, 12 de maio de 2012

A confiança e a esperança

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Gelio Fregapani

Durante a última eleição, havia entre o grupo nacionalista (o único disposto a lutar), a preocupação de que a candidata Dilma visasse antes a implantação dum regime esquerdista do que o bem da Pátria. Pior ainda, temia-se que fosse uma ex guerrilheira recalcada, sedenta de vingança, o que conduziria fatalmente a uma guerra civil.

A partir da posse, as atitudes firmes em prol da autonomia e de união da Nação deram início a uma esperança crescente. Um início de faxina e moralização despertou um entusiasmo, e juntamente com corretas e corajosas medidas de proteção a indústria e a economia, foram transformando a esperança em confiança. Os que antes desconfiavam passaram a ser seus apoiadores, enquanto os antigos aliados viraram seus piores inimigos, aguardando uma oportunidade para impingir-lhe um impeachment. Apenas o crescente apoio popular e a disciplina das Forças Armadas impediram, no momento, as malévolas intenções dos interesses contrariados dos antigos aliados..

O primeiro choque chegou agora, com a nomeação dos membros da comissão da “verdade”. Esperavam-se historiadores. Os escolhidos aparentam ser apenas partidários. Inconsequentes ministras já ansiavam pela vingança como na Argentina, onde foi destruído todo o potencial bélico através de ignóbeis julgamentos, deixando aquele desgraçado país a mercê da misericórdia estrangeira, coisa que não admitiremos aqui, mesmo a custo de rompimento institucional. A confiança se foi. A esperança ficou menor.

Os pilares que sustentam a governabilidade não são só as Leis; são o apoio popular e a disciplina das Forças Armadas. Esta última já fica abalada, pois quando se ameaça punir quem cumpriu ordens, como exigir que se cumpram novas ordens, se um dia a cúpula política vai mudar? – E o apoio popular? Se esquece que para a população, as Forças Armadas são as instituições que merecem mais confiança.

Consta que, para dar respaldo, a posse da comissão será na presença de ex-presidentes. Pouco adiantará – são algumas das mais detestadas figuras da política. Vejamos como se portará a “Comissão”. A tática de “comer pelas beiradas” só funciona quando passa despercebida.

Num momento em que a crise internacional tende a levar a uma guerra, o País precisa cada vez mais estar unido. Precisa de poderio bélico se quiser manter a neutralidade, e caso seja impossível, precisa mais ainda para sustentar seus interesses. É grave ao que este ensaio de vingança possa conduzir.

A confiança não mais existe. A esperança ainda existe, mas ficou menor. Agora teremos pela frente o Código Florestal. Cederá a presidente às pressões internacionais e atenderá aos radicais ambientalistas em prejuízo da economia? Se o fizer, acabará com o resto de esperança. Selará a perda do apoio dos nacionalistas das Forças Armadas e de fora delas. Terá que buscar sustentação nos corruptos da “base aliada” em troca de cargos e benesses. Levará o País a uma crise econômica, que conduzirá a repulsa popular. Acontecendo um cenário negro assim, sem apoio popular e sem disciplina nas Forças Armadas, a desagregação do País ou a troca de governo será só questão de tempo.

Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

2 comentários:

Anônimo disse...

A putativa "Comissão da Verdade" que de "verdade" nem sequer possui membros competentes suficientemente habilitados para esta "verdade" e, politicamente isentos à altura do que irá ser um massacre dos militares para gozo da louca terrorista que nomeou um por um cada membro dessa "verdade". A "verdade" avacalhada pelo PT e PC do B, a louca terrorista e fdp do canceroso!

Muito vai ela rebolar de gozo no chão, na cama, no gabinete, no banheiro, nos corredores do seu "palácio" ao ver os militares serem destruídos! Múltiplos orgasmos ao vingar-se, esquecendo-se que ela e seus companheiros soviéticos tentaram derrubar um estado de direito, um regime democrático!

Ela jamais sofreu torturas e mesmo assim delatou toda sua rede! Foi por os soldados a terem despojado totalmente de suas roupas quando foi conduzida ao quartel na parte de traz do caminhão? Não gostou que sua nudez fosse observada pelos militares?

Martim Berto Fuchs disse...

Não creio que a Presidente deixar-se-á levar pelos radicais do seu partido. Pelo menos, espero que seja esta sua atitude. Entendo que a história aí está para ser estudada e que não se cometam os mesmos erros.
Poucas vezes nestas últimas décadas, o Brasil se encontrava em condições tão favoráveis em relação aos seus parceiros comerciais como agora. Os banqueiros conseguiram colocar o mundo de joelhos e não obstante a enormidade de dinheiro que pagamos para eles, ainda estamos em melhores condições do que a maioria.
Jogar isto tudo fora para satisfazer a sede de vingança de uns e os propósitos escusos de outros, não seria papel de estadista.
A partida começou, vamos ver como se movem as peças no tabuleiro. O que precisamos é discutir, independente do nosso dia a dia, um novo contrato social, para evitar futuramente esta velha e rançosa dicotomia esquerda x direita. Esta só interessa aos plutocratas dominadores do dinheiro do mundo.

http://capitalismo-social.blogspot.com/2011/12/3-poder-constituinte.html