sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Democracia fragilizada

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rômulo Bini Pereira

Mais uma vez uma grande decepção se delineia para o povo brasileiro. Em depoimentos à Policia Federal o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, declarou que políticos da base de apoio ao governo central participavam de um esquema de corrupção envolvendo aquela empresa e  grandes empreiteiras. O fato envolve nomes de expressão no cenário político atual e colocam o nosso governo no centro de um escândalo idêntico ou até maior que o "mensalão".

Advogados renomados e regiamente pagos, certamente, entrarão neste processo, e com base em trâmites jurídicos longos, prolongarão no tempo os possíveis julgamentos finais. O povo brasileiro, conforme experiências vividas em passado, já se manifesta com a costumeira assertiva: "Não vai dar em nada!", selo de descrédito em nossas instituições. É neste ambiente conturbado que a eleição presidencial e as legislativas se aproximam. Com o auxílio de marqueteiros e homens de comunicação social prevê-se um verdadeiro "vale tudo", recomendado inclusive por lideranças políticas que nos governam.

A propaganda eleitoral mostra ainda o nível daqueles que comporão o nosso Congresso e as Assembleias Legislativas. Com exceções, são participações hilárias onde predominam excentricidades, direitos inatingíveis e assistencialismos exacerbados. São representantes de trinta e dois partidos com os costumeiros objetivos de aproveitamento de futuros cargos públicos ou de benesses dos governos central ou estadual. Agora com este novo escândalo, está bem claro que a “base governamental” sempre teve como objetivo evidente o apoio ao governo central em troca de favores e dinheiro público. Fatos que causam indignação e revolta do nosso povo, que não merece um Legislativo encabrestado pelo Executivo. Assim, a pobreza política de nosso país continuará!

E o que se pode dizer do nosso poder Judiciário? Com o êxito alcançado nos julgamentos do "mensalão" e da atuação impar de seu antigo presidente, tornou-se uma esperança para os brasileiros. Entretanto, a presença ideológica e partidária em todos os seus níveis, uma execução penal complexa e prolixa, ininteligível para a maioria do povo são alguns dos aspectos que comprometem a sua credibilidade. E, sem contar, o predomínio da ab-rogação do mérito e as inúmeras indicações políticas que ferem o artigo 101 de nossa Constituição. Neste país continental, com duzentos milhões de habitantes, em que impera a permissividade e a impunidade, necessitamos de um Judiciário que marque sua presença não só com justiça e isenção, mas também com celeridade e punições mais severas no rigor da lei.

Talvez em razão dos fatos apresentados, as indagações quanto às posições das Forças Armadas no atual sistema democrático em que vivemos se avolumam nas redes sociais. "Só Deus e os militares poderão nos salvar!" é o que se lê e se ouve nestes tempos de descrédito. E isso se repete agora como já aconteceu em épocas pretéritas.

O desmando dos governos, a corrupção em todos os níveis das instituições, a situação econômica frágil, a Justiça comprometida, o nepotismo, as mordomias, a falta de segurança são aspectos que, entre outros, fazem o povo clamar. Aliás, tal clamor não vem somente das "zelites", como diz um político e filósofo popular. Vem, inclusive, das classes mais simples do povo.

Mesmo com uma campanha difamatória conduzida por alguns órgãos de imprensa, ideólogos e intelectuais de esquerda e ainda integrantes do mundo artístico, os militares continuam com a sua credibilidade em alta, acima, inclusive, de entidades religiosas; e estão se transformando em "válvula de escape" do clamor popular, fora e dentro dos quartéis. Como fazem parte da sociedade, os militares tudo ouvem, pelo menos, por enquanto, permanecendo o silêncio obsequioso que adotaram. Este silêncio, entretanto, está provocando situações preocupantes. Nos programas dos candidatos presidenciais pouco se diz a respeito das Forças Armadas.

Como se não fossem bastantes as ações unilaterais da Comissão da Verdade, agora surge o parecer enviado ao STF pelo Procurador-Geral da República defendendo a revisão da interpretação atual da Lei da Anistia. Quanto a esta nova interpretação  ― contrária à definição propalada pelo STF em 2010 ―  é de se perguntar se ela também abrangerá os diversos crimes praticados pelos radicais de esquerda, muitos deles imprescritíveis.

A continuar esta exclusão e atitudes revanchistas flagrantes, as Forças Armadas, em 2015, também poderiam participar da Marcha dos Excluídos, realizada em várias capitais do país logo após os desfiles do Sete de Setembro. Poderiam expor suas apreensões, anseios e vindícias, como protesto contra as ações deletérias que vem sofrendo.

É ainda pertinente falar do controverso Decreto  8243/2014  ― também chamado de bolivariano ―  elaborado pelo atual governo e que será analisado pelo Congresso. Ele abre as portas para o ingresso de reais "sovietes” no Ministério da Defesa e, em consequência, em nossas Forças Armadas. O citado decreto consta dos programas das duas candidatas que lideram as pesquisas, e é uma das principais orientações dos intelectuais gramcistas do Fórum de São Paulo.

Em nosso país, para aqueles que não viveram o período que antecedeu o Movimento de 64, políticos inescrupulosos fomentaram a divisão entre oficiais e praças de nossas Forças, objetivando ferir frontalmente os princípios basilares das instituições militares: a disciplina e a hierarquia. Estas ações desagregadoras foram decisivas para a atitude adotada pelos líderes militares da época.

Espera-se que nossas autoridades políticas estejam atentas para os fatos assinalados e que atendam os clamores de nosso povo. Ou, então, tempos incertos e de descrenças estarão presentes em nossas instituições. E aí a nossa democracia estará inexoravelmente fragilizada.


Rômulo Bini Pereira é General de Exército na reserva.

8 comentários:

ducamillo disse...

Prezado General.
São mais do que certas suas palavras e como Brasileiro, pagador de impostos e esperançoso em dar um futuro melhor aos meus filhos e netos, nada mais me resta a não ser apelar para bom senso de homens como e Senhor e rogar para que não esperem mais. Já passou da hora das Forças Armadas tomarem a rédeas e colocar ordem na casa.
Disolvam o congresso e coloquem todos os membros dos três poderes nos seus devidos lugares..ou na cadeia ou em Cuba. E que cada um devolva tudo aquilo que obteve depois de ingressar na vida política.
O POVO, Senhor General, está faminto por Justiça e só os Senhores é que podem saciar este apetide Nacional.
Grato.
Rbertho Camillo, apto a pegar em armas se for necessário.

Anônimo disse...

bláblábláblá...Bando de borra-botas que só sabe ficar de conversa fiada enquanto o país afunda! Traidores! Covardes! Desonrados! Vermes!

Loumari disse...

Caro Robertho Camillo!

Você está a apelar por uma instituição que já não existe.
Nesta santa hora e neste santo momento que estou escrevendo para você, o Brasil já não tem um exército militar como o que era do exército do Brasil quando era realmente uma instituição garante da soberania nacional do país, como o é o exército de França que é a segunda instituição religiosa,(católica) a base sobre a qual a sociedade francesa se apoia.

O que é das FFAA do Brasil hoje só há nela tropas, títeres que obedecem ao dedo e ao olho ao regime comunista. Gentes formatados ideologicamente pelo regime de Cuba, China e Russia. O que é de FFAA hoje são servidores devotos ao regime que governa o país. O que virá a ser implantado no Brasil nos próximos meses é um regime mais radical que a que foi implantado no Zimbabwe. Pelo o que eu já vi do Zimbabwe, provas de tortura nos corpos dos opositores, vos digo que, aquele que tem avô ou bisa-avô de outro país, que faça já valer suas origens e adquirir passaporte outro que o Brasileiro e largar-se para bem longe.

Anônimo disse...

Serrão: Megacidades – US Army analisa desigualdade social e o poder do PCC em São Paulo

Para Exército dos EUA, maiores desafios em SP são o abismo entre ricos e pobres e facções criminosas com telefonia celular e capacidade de parar a cidade e desafiar o poder público.
Dentro de sua lógica de intervenção global, e entecipando esse movimento de urbanização do combate contra agentes nem sempre ligados ao governo legítimo – insurgentes, narcotraficantes, dissidentes políticos, separatistas – o Exército americano lançou o documento “Megacidades e o Exército dos Estados Unidos – Preparação para um futuro incerto e complexo” (MEGACITIES AND THE UNITED STATES ARMY PREPARING FOR A COMPLEX AND UNCERTAIN FUTURE).

O parecer técnico não busca compreender a fundo aspectos históricos e culturais das cidades analisadas. Trata-se de um guia que aponta desafios e oportunidades estratégicas e táticas que o Exército dos EUA encontraria se operasse em cada um desses locais, ou em cidades semelhantes. Porém, os estudos de caso do Rio de Janeiro e São Paulo, por mais superficiais que sejam, apontam de forma objetiva problemas práticos de estrutura urbana, abismo social e da proporção alarmante que facções de crime organizado tomaram, a ponto de ameaçar e enfrentar a autoridade municipal legítima e mesmo o governo federal.
Maiores detalhes no link abaixo:
http://www.defesanet.com.br/mout/noticia/16857/Megacidades-–-US-Army-analisa-desigualdade-social-e-o-poder-do-PCC-em-Sao-Paulo/

Anônimo disse...

Megacidades: US Army analisa ocupações irregulares e poder paralelo no Rio de Janeiro

Documento avalia integração urbana, problemas sociais e outros desafios que o Exército americano encontraria se operasse em seis cidades do mundo, entre elas Rio e São Paulo.
O combate vem migrando do campo de batalha tradicional, até certo ponto delimitado pela presença das tropas e recursos militares institucionalizados do adversário, e do qual a população civil está relativamente afastada, para uma realidade de células menores instigadoras de conflito – insurgentes, milícias, grupos para-militares e facções de crime organizado – que muitas vezes estão no tecido urbano, misturadas à infraestrutura e à população civil de cidades, e até mesmo no papel de autoridades paralelas em casos de debilidade ou falta do poder político oficial.

Nesse cenário, variáveis como Garantia da Lei e da Ordem (GLO), prevenção e diminuição de efeito colateral e colaboração com forças policiais locais e com a população passam a fazer parte do cálculo de contingentes militares que operam nessas megacidades.

É importante lembrar que o documento “Megacidades e o Exército dos Estados Unidos – Preparação para um futuro incerto e complexo” (MEGACITIES AND THE UNITED STATES ARMY PREPARING FOR A COMPLEX AND UNCERTAIN FUTURE), é um parecer técnico formulado pelo Exército dos Estados Unidos sob uma lógica intervencionista, para apontar quais desafios e quais recursos estratégicos e táticos um contingente estrangeiro encontraria caso operasse nos cenários representados por cada cidade analisada. Rio de Janeiro e São Paulo são os dois exemplos brasileiros que aparecem, descritos de forma breve, que não dá conta de toda a complexidade socioeconômica e histórica dessas megalópoles, mas que traça um panorama bastante prático de problemas estruturais, da exclusão social, dos grupos que podem gerar instabilidade, e das dificuldades que os governos enfrentam para tornar esses espaços urbanos inchados mais integrados com melhores condições de cidadania.

Anônimo disse...

O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA SEU DEVER.Isto ainda prevalece, não esqueçam.

Anônimo disse...

venho falando há algum tempo que as pesquisas estão sendo usadas para manipular ao eleitorado mas principalmente a mídia que sempre vai na onda dos institutos que não possuem isenção nenhuma. Atualmente os petralhas exercem a sua influência e dominação nas mais diversas instituições públicas ou privadas com o uso do dinheiro público, e porque os institutos seriam exceção à regra?!
Lamentavelmente até a veja online entrou no embuste dos petralhas e já MARINOU, já apoiam o plano B petralha, não sei se por ingenuidade ou de uma "força" dos mesmos bancos que apoiam a candidata do PSB! Se vocês acessarem principalmente os comentários da TVeja perceberão isso, não dá mais para assistir!
História do Brasil recente:
1-Pesquisa interna desfavorável para a petralha Dilma e com alta rejeição e possível derrota para Aécio no segundo turno;
2-Possível Plano B, Eduardo Campos, não decola;
3-Assassinato do Eduardo Campo, planejado pela alta cúpula do Foro de São Paulo. Dilma e Marina desconhecem;
4-Marina assume como plano B petralha;
5-Pesquisas eleitorais induzem e manipulam a Mídia e parte dos eleitores e colocam Aécio em terceiro lugar;
5-Mídia e parte dos eleitores aderem ao plano B petralha;
6-O partido petralha fica mais a vontade para bater em Marina, que pelo "coitadismo", ganha mais votos ainda;
7-O plano A, a Dilma, e o plano B, a Marina vão para o segundo turno;
8-Os petralhas já comemoram, sem mesmo as eleições terem terminado;
9-A Marina vence as eleições no segundo turno com o apoio dos eleitores insatisfeitos com a roubalheira petralha;
10-Marina assume e já no início de governo toma medidas para aceleração da implantação do governo bolivariano semelhante ao venezuelano, com maior aumento do estado sobre a economia e os cidadãos;
11-O Brasil já enfrenta a recessão com inflação e falta de produtos nos supermercados;
12- A violência e a repressão aumentam, e as perspectivas diminuem, muitos brasileiros e empresas deixam o país;
13- As Forças Armadas não têm poder de reação, porque perderam muito tempo, e estão desunidas pois também foram "aparelhadas" no alto comando;
14- Cubanização do Brasil.

Anônimo disse...

venho falando há algum tempo que as pesquisas estão sendo usadas para manipular ao eleitorado mas principalmente a mídia que sempre vai na onda dos institutos que não possuem isenção nenhuma. Atualmente os petralhas exercem a sua influência e dominação nas mais diversas instituições públicas ou privadas com o uso do dinheiro público, e porque os institutos seriam exceção à regra?!
Lamentavelmente até a veja online entrou no embuste dos petralhas e já MARINOU, já apoiam o plano B petralha, não sei se por ingenuidade ou de uma "força" dos mesmos bancos que apoiam a candidata do PSB! Se vocês acessarem principalmente os comentários da TVeja perceberão isso, não dá mais para assistir!
História do Brasil recente:
1-Pesquisa interna desfavorável para a petralha Dilma e com alta rejeição e possível derrota para Aécio no segundo turno;
2-Possível Plano B, Eduardo Campos, não decola;
3-Assassinato do Eduardo Campo, planejado pela alta cúpula do Foro de São Paulo. Dilma e Marina desconhecem;
4-Marina assume como plano B petralha;
5-Pesquisas eleitorais induzem e manipulam a Mídia e parte dos eleitores e colocam Aécio em terceiro lugar;
5-Mídia e parte dos eleitores aderem ao plano B petralha;
6-O partido petralha fica mais a vontade para bater em Marina, que pelo "coitadismo", ganha mais votos ainda;
7-O plano A, a Dilma, e o plano B, a Marina vão para o segundo turno;
8-Os petralhas já comemoram, sem mesmo as eleições terem terminado;
9-A Marina vence as eleições no segundo turno com o apoio dos eleitores insatisfeitos com a roubalheira petralha;
10-Marina assume e já no início de governo toma medidas para aceleração da implantação do governo bolivariano semelhante ao venezuelano, com maior aumento do estado sobre a economia e os cidadãos;
11-O Brasil já enfrenta a recessão com inflação e falta de produtos nos supermercados;
12- A violência e a repressão aumentam, e as perspectivas diminuem, muitos brasileiros e empresas deixam o país;
13- As Forças Armadas não têm poder de reação, porque perderam muito tempo, e estão desunidas pois também foram "aparelhadas" no alto comando;
14- Cubanização do Brasil.