sábado, 30 de maio de 2015

Taxação das grandes fortunas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Escrevo este artigo em defesa de meus interesses próprios. Não, não me entenda mal. Não tenho fortuna grande, nem média, nem pequena. Minha fortuna é minha família, são meus amigos, meus leitores, minha fé e meus valores imateriais. Mas considero que defendo interesses próprios, como cidadão brasileiro, quando reprovo a taxação das grandes fortunas, como qualquer aumento de impostos, porque essa é uma ideia de jerico. Dela sequer se pode dizer que vem embalada nos ideais do igualitarismo. Não no nosso caso. Não na concepção mau caráter que lhe deu origem.

O ideal do igualitarismo, é bom esclarecer, já produziu desastres em proporções suficientes para que se saiba o que acontece quando deixa de ser ideal e vira prática. No caso brasileiro, porém, a taxação das grandes fortunas não representaria isso. Tampouco significaria um pouco mais do mesmo, ou seja, ampliação da política atual, que confunde donativo com renda e que, por isso, não consegue gerar progresso social.

O governo brasileiro não resolve o problema da Educação dos segmentos de baixa renda, não lhes proporciona adequado saneamento básico nem atenção à saúde e não cria condições para que esses recursos humanos se habilitem às atividades produtivas. Todos se tornam, cada vez mais, dependentes do Estado, o que é a segunda pior situação possível.

A taxação das grandes fortunas, no Brasil, seria um caso inédito. Foi pensada agora, num momento de crise fiscal pela qual não precisaríamos estar passando não houvesse, a ganância pelo poder, gerado imperdoável prodigalidade do governo no uso do dinheiro que abusivamente nos toma. Em linguagem simples, sem pedaladas retóricas, a taxação dos mais ricos viria para salvar o Estado da escassez de recursos a que ele mesmo se conduziu. Algo assim só pode parecer razoável a dois tipos de pessoas: os amigos leais do Estado perdulário e os fanáticos do igualitarismo.

Há um erro imenso em atribuir a pobreza dos pobres à riqueza dos ricos, ou vice-versa. Essa é uma ideia desorientadora, que prejudica aqueles a quem pretende ajudar. Os pobres não são pobres por causa dos ricos. Eles são pobres por causa do Estado, são pobres porque não há concentração maior de renda do que a promovida pelo Estado quando fica com quase 40% de tudo que se produz no país!

E, apesar dessa monstruosa expropriação, não só rouba e se deixa roubar, mas se omite em relação às políticas e ações que poderiam promover desenvolvimento social nas populações de baixa renda. O Estado não deveria “cuidar das pessoas”, mas deveria, isto sim, proporcionar condições para as pessoas cuidarem bem de si mesmas.

Precisamos das grandes fortunas. Elas viram poupança, investimento, postos de trabalho, consumo (inclusive sofisticado, claro) e tributos. Pegar esse dinheiro e entregá-lo à gestão do Estado é uma operação absolutamente contraprodutiva: tira-o de quem o faz produzir para entregá-lo a quem só sabe gastar.


Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

2 comentários:

Loumari disse...

Eu gostaria que se exigisse a publicação na integralidade o património mobiliário e imobiliário do pastor Malafaia.
E acho que muitos gostariam de conhecer a origem dos seus ingressos financeiros e qual é a profissão deste senhor e qual é o seu salário?
E também acho que todo brasileiro gostaria de saber a quanto se estima o que ele declara ao fisco?
Jesus Cristo, ele, era carpinteiro e ganhava o seu pão com obra de suas próprias mãos.
E estamos muito interessados em conhecer a profissão de pastor Malafaia e quanto ele ganha de seu próprio suor???



E disse, então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E outra vez vos digo que é mais facil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus.
( MATEUS 19:23 )


Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladroes minam e roubam.
Mas, ajuntai tesouro no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladroes não minam nem roubam.
Porque, onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração.
A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;
Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso.
Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
( MATEUS 6:19 )


Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus?
( MATEUS 12:34 )


E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás de tirar o argueiro do olho do teu irmão.
Não deis aos cães as coisas santas, nem deites aos porcos as vossas pérolas,
não aconteça que as pisem com os pés, e, voltando-se, vos despedacem.
( MATEUS 7 )



Não podeis beber o cálix do Senhor e o cálix dos demónios;
não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demónios.
( I CORINTIOS 10:21 )

Loumari disse...

O mundo amou o mal, e Deus nos entregou ao mal, obra do nosso espírito pobre. Amamos a mentira, então fomos entregues a mentirosos. Amamos mais o dinheiro do que Deus, então fomos entregues nas mãos dos opressores. A gente faz o mal ao nosso arredor, com a mesma boca que louvamos a Deus, é com esta mesma boca que proferimos maldições ao nosso colega, vizinho, ao passante, obramos puras abominações em todos nossos actos e acções, cultivamos atitude totalmente degradante que causa danos aos outros e somos maus com os outros e surpreendentemente queremos que os outros sejam amáveis, bons, serviáveis e generosos com a gente. E quando algum mal cai sobre nós, nos espantamos e como amnésicos nos mostramos surpresos e fazemos de conta como se fôssemos inocentes e vítimas do mundo que nos rodeia. Que estranho né? O Brasil perdeu o rumo do seu destino apartir do momento que as telenovelas começaram a promover a prática do obscurantismo como o ideal social. Mostram que para ter amor, recorre-se a macumba, quer ser promovido na empresa, recorre a macumba, com a macumba la vie est belle tout est possible. E a sociedade brasileira foi construíndo um mundo a reverso. E foi apartir desta desorientação que a massa popular foi multiplicando as derrapagens, e a gente perdeu o rumo da realidade, e foi caíndo no seu próprio engano e, isto foi o nascimento do espiral infernal hoje sem saída possível, e, é o desmoronamento da torre de Babel. Todos falam, todos têm muitas ideias, têm muita ideologia, mas ninguém tem o esquema que dá saída deste pesadelo. Deus sempre dá oportunidade para que a gente se arrependam. Mas, olhem só que Deus esteve no Brasil com o Papa Francisco. O que foi o que o Papa deixou ao povo brasileiro como directivas e missão a cumprir? A gente só viu que logo que Deus virou as costas a sociedade progressista brasileira, lançou nos projectores uma telenovela a promover a homosexualidade. Anda, vamos todos nos sodomizar, que a sodomia está na moda. E traduzem que o que sai do orifício posterior do homem se chama amor a vida. Afinal a vida é engendrada no orifício posterior do homem? Para o brasileiro, é sim. E maior parte do povo brasileiro rapidinho se esqueceu de Deus, e se deleitava com a pior das abominações. E hoje o país está a nadar nas merdas e não sabem por que??? A gota de água que fez trasbordar o vaso. Se atingiu o cume do limite do tolerável. Amam a libertinagem? Então, de qué se queixam? A Bíblia é o primeiro patrimônio mundial da humanidade e todo homem devia conhecê-la. E se assim fosse o mundo se portaria muito bem. E todo aquele que se opõe a Bíblia é filho do demónio. E lamentavelmente é o que há demais no Brasil.