segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A Envergadura do General Santos Cruz



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

A prática da Política como a arte de exercer a autoridade de governo com a maestria de estadista, e já tivemos muitos homens no Brasil de antanho que fizeram história nessa área, é um exercício de inteligência, que eleva aqueles que o praticam e visam, unicamente, a vencer, mediante argumentos convincentes, as barreiras do engodo que seus oponentes erguem por não possuírem a mesma competência, ou os mesmos meios convincentes de dissuasão.

Se a Política é uma arte que exige um exercício de inteligência, é claro que não é possível ser executada pelos incultos e, portanto, toscos homens públicos brasileiros da atualidade, cuja cota a eles dotada de alguma forma de pensar, está restrita ao engendramento do melhor método para o exercício mecânico de manuseamento de cédulas.

Nesse caso, a Política com ‘P’, maiúsculo, está fora de qualquer cogitação dentro deste País, que vive uma fase, que parece interminável, de miserabilidade, no tocante a ter, como políticos brasileiros, gerações sucessivas de indigentes morais, às quais, paradoxalmente, está entregue a redação das leis, e aos que se julgam, soberbamente, donos de suas interpretações.

Diante da política rasteira, que domina todos os setores da vida pública, mantêm-se eretos e imunes à vileza do ambiente certos homens que jamais se dobrarão às facilidades e às mordomias da vida pública, regadas a peso do dinheiro tributado ao contribuinte.

Abaixada a poeira da notícia da demissão do General Carlos Alberto dos Santos Cruz da função de Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, venho louvar a envergadura deste General, cuja dignidade não pode ser entendida por aqueles habituados a dançarem ao som do tilintar das moedas.

É exigir demais que um bando de indivíduos, afogados em processos, como os do Congresso, venham a entender que a moralidade é o guia do homem de bem, já que não desejam seguir esse caminho e nem entendem o que isso significa. É esperar demais que um dirigente, mal-orientado ou mal-aconselhado, tenha independência para seguir o caminho desejado pelo povo que o elegeu e pôr, em execução, firmemente, as promessas feitas a esse povo durante a sua minguada, mas muito eficaz campanha, já que para cumpri-las, não pode e não deve ouvir as melodiosas vozes que, de longe ou de perto, venham-lhe desviar do caminho planejado, porque o voto foi dado a ele, Presidente, e não aos tenores de ocasião. Deve fazer como o mitológico e astucioso Ulisses: amarre-se bem ao seus objetivos para não se deixar levar pelo canto das sereias.

Desdenhar dos alertas do probo e seriíssimo Ministro, oriundo da mesma caserna, porque contrariou as ideias resultantes da lavagem cerebral que os já célebres Três Pimpolhos recebem do Asceta de Virgínia, é querer enterrar os pés no lamaçal deixado pelos governos anteriores.

Louvo Santos Cruz, um senhor General, que mostrou, definitivamente, de maneira clara, evidente, que militar só deve entrar no antro político brasileiro para desinfecção desse asqueroso local e pôr para correr aqueles que lá tanto se deliciam com a corrupção, já visível no seu vocabulário, nos seus gestos, nos seus ares de pilantras.

Agora, o nosso General Santos Cruz tem a certeza de que a guerra no Congo, onde comandou as forças de Intervenção da ONU contra os grupos armados de rebeldes, foi um incidente na sua vida, porque a guerra maior, suja, é a que viveu na política brasileira, liderada pelos mais espertos estrategistas em arrebanhar propinas, elementos nocivos que jamais um País poderia desejar quanto à traição, ao escambo de favores, ao cinismo escancarado, à impunidade da imunidade que envergonham toda a parcela do povo consciente da Nação. Além desses, ainda teve que conviver com três discípulos do “filósofo”, cópias do seu preceptor, quanto a tentar desmerecer um General do quilate de Santos Cruz. O Brasil, por culpa de seus políticos, perdeu, de vez, a vergonha e o respeito.

Garanto que Santos Cruz, o destemido General que comandou, na África, tropas intervencionistas, tem absoluta convicção de que a luta maior que travou foi com a hipocrisia e a traição do político brasileiro, o espécime mais mau caráter existente no mundo.

Caríssimo, General, receba a solidariedade e o reconhecimento do lado bom, trabalhador, estudioso das coisas nacionais e patriótico, de nossa gente.
Meu respeitoso abraço-continência.

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES e Acadêmica da AHIMTB.

9 comentários:

Loumari disse...

O que já está a se revelar no Brasil ultrapassa de muito alto a loucura, se revela que este povo se envolveu no estado de degenerescência incomensurável. A nação toda caiu na irracionalidade como gentes afectadas pela grave patologia animal que só procura pela destruição.
A dita direita brasileira é o cúmulo da miséria intelectual, e a sua incompetência lhe enraivece e como animal raivoso ataca com cuspidas venenosas de víboras que são. Não tem juízo mas tem muita raiva. O que estas horríveis criaturas vão construir? NADA. Nada de bom se constrói a partir de bases malignas.

Unknown disse...

Que texto preciso, não tem mais o que comentar parabéns.lamentamos pelo Brasil.

sergio soares disse...

Esta senhora é simpática à linha positivista das FFAA que acaba com o Brasil desde Floriano peixoto,fazenda de conta que não há nada no front.Gostaria muito que a Centelha Nativista,citada um dia por Jorge Serrão ,toma-se o controle das FFAA,para o bem do Brasil.E não pessoas simpáticas a essa figura que não viu metade da nossa história.Tenho vários desacordos com Olavo de Carvalho.mas com essa senhora são mais desacordos que concordâncias(e não estou nem de longe comparando os dois citados,pois não há o que comparar) .

Gonçalves disse...

Grande papel se reservou Santos Cruz, e o grande Exército Brasileiro durante 30 anos, servir de pinico de comunista, e no dia que acendem o poder, não estando satisfeitos não se colocam em seu devido lugar, o lugar de subordinação ao verdadeiro e único chefe das forcas armadas, o presidente do Brasil. A ordem dos fatores não se modificou, não o são os generais que mandam em presidentes, já sabia que nas entranhas do poder civil militar de Jair Bolsonaro, isso nao daria certo, pois para boa parte da caserna ele seria sempre capitão e (nós) os (generais) e os outros, são somente os outros.... Ufanismo e saudosismo é pouco nesse texto é o famoso puxa saco na cara dura....

Unknown disse...

Esta de parabéns, tudo que foi falado tem 100 por cento de verdade.

Unknown disse...

Acho que a mais deslavada canalhice e falta de moral e vergonha, vem da nossa esquerda comunista, que não consegue aceitar que a maioria dos Brasileiros não os querem no poder. Será que esse lixo esquerdista nunca vai reconhecer que errou e muito na administração do nosso País? A justiça já "provou" que dilapidaram nosso País mais eles se fazem de cegos e surdos, mantendo-se nós discursos populistas, de os outros é que são os mais. Xô lixo.

Unknown disse...

Desculpe não pode falar mal dos comunistas pq o STF fica zangado.

Unknown disse...

E o que construiu a dita esquerda?

Gilberto Hauer disse...

Concordo, plenamente, com tudo que escreveu o senhor Sergio Soares