domingo, 25 de agosto de 2019

Chamas da Discórdia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O Brasil sempre é notícia no exterior pelos fatos que nos envergonham e também fruto da incapacidade de resolver seus próprios problemas. Décadas se passaram e somos alvo de chacota e desprestígio perante a comunidade estrangeira, o primeiro mundo, em geral, e agora o fato relevante diz respeito às queimadas na Amazônia, no pulmão da floresta, responsável por 20% do oxigênio do planeta.

Líderes mundiais querem levar o caso ao G7. Outros ameaçam não mais comprar nossos produtos, e o Tio Sam por enquanto está calado e respira o ar de não querer intervir, já que o jargão tudo que é bom para os americanos parece não ressoar para sofrida e empobrecida América resultante de uma perversa globalização de concentração de riqueza e dispersão da pobreza.

O governo brasileiro procura desmentir e mostrar ao mundo que existem interesses escusos na propagação da notícia e do fogo,mas com quem estará a verdade? Se não formos capazes de administrar a floresta e permitir queimadas correndo o risco de acabar com a vegetação nativa, população indígena, enfim fauna e flora seria melhor que negociássemos a preço de ouro para as Nações ricas, na casa de alguns trihões de dólares, para que nossa economia saísse do marasmo e pudéssemos criar dez milhões de empregos ,melhorar o produto interno bruto e zerar o déficit públco que carcome todos os elos da federação.

Ao contrário se quisermos ter respeito pelo planeta e manter um mínimo de controle o exército tem o papel fundamental, juntamente com a tecnologia de ponta de saber quem são os responsáveis pelas queimadas, madeireiros, vendedores de riquezas, exploradores do solo, etc. Com a apurada técnica de drones, satélites e espionagem dos ambientes locais, nada poderá ficar sem uma resposta ou observação internacional e regional.

O Brasil se não quiser ceder a Amazônia para os estrangeiros ao menos solicite todo o apoiamento tecnológico a fim de que monte centros e observatórios permanentes na região e dissipe a idéia que  coopera e coonesta com o desmatamento. Referidas áreas não podem ser desmatadas e exploradas pelo vil metal, estão incorporadas ao patrimônio da humanidade. Assim, o governo deve ser responsável para que a partir do Ministério do Meio Ambiente em sintonia com as demais pastas, inclusive da Justiça, a polícia florestal conjuntamente com exército, marinha e aeronáutica permaneçam vigilantes e apurem crimes e prendam aqueles que invadem terras indígenas a procura de metais preciosos.

A degradação do meio ambiente não é apenas da floresta mas salta aos olhos em grandes estados da federação, pois que não temos policiamento algum, patrulhas e ou satélites com drones monitorando locais. E a partir dessa questão é fundamental que o congresso nacional aprimore a legislação, multas e crie justiças especializadas para apuração das infrações cíveis, criminais e administrativas, única forma de prevenir, precaver e mostrar ao mundo que também queremos colaborar com o mais elementar bem da vida, que é o pulmão do planeta.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

O Exército tem papel fundamental, se tiver recursos para atuar; se cessar seu sucateamento, independente do perfil ideológico do governo eleito.