sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

A Ditadura dos grandes partidos no Fundo Eleitoral


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

A cada dia que passa mais aparecem as inúmeras injustiças e mentiras previstas na constituição que norteia  a vida dos brasileiros.

Uma das mais frequentes  está no total  abandono da regra constitucional, segundo a qual “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI” (CF art.5º). Os legisladores da União (senadores e deputados federais), que teriam que ser os primeiros a respeitar a constituição, fazem justamente o contrário, desrespeitando-a, legislando e advogando em “causa própria”, CONTRA A CONSTITUIÇÃO, sonegando   nas leis que aprovam a “igualdade de todos perante a lei”..

Mas dentre as tantas outras infrações  quase diárias  a esse mandamento  constitucional, da “igualdade de todos perante a lei”, essa regra “esquece “de  alcançar os MAIORES  PARTIDOS POLITICOS.           

Nesse sentido, os  grandes partidos  têm muito  mais direitos que os “pequenos”,dentro da legislação infraconstitucional, “infratora” da Constituição, onde são os grandes  partidos que  ditam as regras, pelo maior peso (número de legisladores) que têm na aprovação das leis, restando às “minorias”, aos pequenos partidos, pela menor representação política que têm nas Casas Legislativas, o dever de “obediência”, e de “subserviência”.

Mas apesar do povo brasileiro já  ter que carregar nas suas costas o enorme  peso de sustentar, mediante os  impostos que paga, as multibilionárias folhas de pagamento de uma infinidade de políticos com mandatos eletivos, nos Poderes Executivo e Legislativo, nas três esferas da Federação - União, Estados e Municípios - não bastasse esse peso, ainda se obriga a “bancar” as campanhas político-eleitorais desse exército de parasitas do povo brasileiro, ou seja, para eles  arrumarem os seus  próprios “empregos”, os seus mandatos eletivos, privilégio esse não assegurado a nenhum outro brasileiro que tem que se “ralar” na busca de meios para o próprio sustento.

Para que conseguissem uma maneira do povo ter que sustentar as suas “andanças” políticas para conseguir o “emprego”, muito bem remunerado de “mandatário eleitoral”,nos Poderes Executivo ou Legislativo,os “safados” inventaram o tal  FUNDO ELEITORAL, e o transformaram em leis.

Esse Fundo Eleitoral, que era de 2,0 bilhões de reais, acaba de dar um extraordinário “salto”, para 3,8 bilhões de reais, para as eleições municipais de 2020, conforme  recente parecer da Comissão Mista do Congresso ,retirando para esse  fim 500 milhões da saúde,280 milhões da Educação, e 380 milhões da Infraestrutura,cujas verbas não servirão para outra coisa senão reeleger os parlamentares que aprovaram essa lei ,ou  seus “colegas” de partido.

Essa verdadeira “correria” para conseguir uma vaga nos cargos eletivos decorre, sem dúvida, da generosa remuneração que espera os eleitos, cuja renda média supera por larga margem qualquer outra atividade remunerada na sociedade civil,incluindo empresários,trabalhadores autônomos e empregados/servidores públicos dos “quadros gerais”. E “ganha” também por larga margem da remuneração dos mandatários políticos de qualquer outra parte do mundo.

E todas essa anomalias  considerando-se   tão somente as remunerações “em espécie”. Se  computarmos  na remuneração os “acréscimos”, os “salários indiretos”, e todas as “mordomias” dessa gente, certamente os salários no mínimo tendem a dobrar..

A tragédia de toda essa situação está  em que as pessoas melhor remuneradas na sociedade brasileira  são justamente  aquelas  que nada ou pouco  produzem, além de  muita “falação”, discursos, leis (muitas em “causa própria) ,e “corrupção”.                                               

E os que efetivamente produzem riquezas,maiores responsáveis pelo Produto Interno Bruto-PIB - seja como empresário, trabalhador autônomo ou subordinado – trabalham e produzem de verdade. E ganham pouco.

Essa maldita estratégia política estabelecida pelos que “mandam”, pelos que fazem as leis, fere de morte a própria democracia, eliminando em grande parte a possibilidade  de renovação e alternância periódica do poder político.

Por isso o principal objetivo do Fundo Eleitoral não passa de “bancar” a estabilidade de mando dos grandes partidos políticos, por serem os únicos beneficiários do Fundo Eleitoral, ficando praticamente prejudicada a alternância e renovação do poder.

Esse tal de Fundo Eleitoral é  algo vergonhoso, inclusive nos critérios de distribuição/rateio entre os partidos políticos. Do total de 3,8 bilhões de reais proposto pela Comissão Mista para a próxima eleição municipal, só seriam beneficiados os partidos que têm representação no Congresso, exceto o percentual de 2%  distribuído indistintamente entre todos os partidos registrados no TSE, e os demais 98% rateados conforme  parlamentares dos partidos no Congresso.

Ora, mediante essa estratégia ditatorial , que  sobretudo nega a democracia,e sempre considerando que os cargos eletivos só são obtidos mediante dispêndio de muito dinheiro nas campanhas eleitorais, na verdade o povo, que paga o Fundo Eleitoral, está “pagando” para não haver nenhuma renovação política, mantendo estáveis as ditaduras dos partidos ,para os quais não faz nenhuma diferença a troca de algumas “caras”, de alguns nomes, nas suas representações, desde que continuem ... “mandando !!!

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

Paulo Robson Ferreira disse...

E o pior é que aqueles pseudo patriotas que defendem nossa "democracia" não se dão conta de que cada vez mais as instituições são "aperfeiçoadas" para proteger essa classe política que é a que menos produz no país e que mais consome recursos do trabalhador. A intervenção que queremos é uma que renove as instituições e proteja o cidadão contra esses lamentáveis agentes, sem permitir que os mesmos legislem e julguem em benefício próprio.
É absolutamente claro que as instituições, nesse regime que vivemos, mais se degeneram do que se aperfeiçoam.

Anônimo disse...

[Sem fechar os partidos membros do Foro de São Paulo, cuja existência é ILEGAL E INCONSTITUCIONAL, a vida da democracia brasileira é absolutamente inviável. Aceitar que políticas de governo tenham de ser aprovadas por organizações criminosas é, literalmente, submeter o país ao império do crime. Nessas condições, o "combate à corrupção" nunca passará de uma farsa, tão criminosa quanto a corrupção mesma.] (Olavo de Carvalho)

Curioso que, para fechar esses partidos, o governo não siga a lei, mas para aprovar qualquer medida que ele mesmo proponha, o governo se submeta a leis e regras criadas pelas instituições ocupadas pelos comunistas.