segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Coringa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Impossível saber em qual exato momento, o inocente palhacinho das cartas de baralho que nos enchia de alegria ao aparecer em nossas mãos, quando as cartas eram recebidas para mais uma rodada de Canastra ou Buraco, se transformou no sinônimo do mal.

Inimigo figadal do Cavaleiro das Trevas, criado por Bob Kane.

Personagem central do mais novo sucesso de bilheteria da Warner Brothers, o ícone do mal passou por uma releitura dos roteiristas, fazendo-nos (se é que isso é possível) entender o porquê de seus atos criminosos.

Problemas mentais, profundos aliados ao desamor e solidão, foram os ingredientes fundamentais para a construção do psicopata, e nos ajudam a entender a maldade sem culpa, em criação magistral de ator e roteirista, que nos quadrinhos nunca foi muito bem explicada.

No filme, um Joachim Phoenix se supera em uma atuação que com certeza irá lhe render um Oscar, fazendo-nos até sentir certo carinho e simpatia pelo cruel assassino, entender sua angustia e a loucura acarretada por ela

Todo mal é injustificável, mas o fato de o herói desse filme ser a personificação macabra do crime em todas suas horrendas nuances, não tira os méritos da obra.

Ao contrário, alça um personagem ficcional nascido para os quadrinhos (prefiro, se não se importam chamar de arte sequencial) a alturas jamais suspeitadas de um personagem Shekespeariano.

O que é aceitável na ficção, é absolutamente inaceitável na realidade, no entanto em nossa Hollywood tropical instalada no Planalto Central, abrigamos inúmeros Coringas.

Se escondem no Congresso, STF, OAB, STE, STJ e outras entidades governamentais menos importantes, mas não menos envolvidas no acobertamento de crimes e falcatruas. 

São responsáveis por um verdadeiro holocausto brasileiro; se somarmos o número de mortos, vítimas da falta de atendimento na saúde e da violência urbana causadas pela falta de justiça, fruto da interpretação doentia da mesma, por ministros do STF que garante a liberdade de marginais da mais alta periculosidade, e corruptos ao não aceitar a prisão em segunda instância.

Sabem que se a PEC for aprovada, irão todos parar no asilo Arkham junto com seus protegidos.

Para nos defender, temos um Sergio Moro, não é o comissário Gordon, mas conta com o apoio da Liga da Justiça de Curitiba, e um Capitão que não é o América, mas está fazendo o possível diante de tantos  bandidos.

Se não der certo, chamemos o Batman!

Afinal, em um mundo onde uma pirralha bipolar histérica, manejada por George Soros é eleita personalidade do ano e vira capa da Times magazine, enquanto nossos valorosos bombeiros, até hoje atolados na lama de Brumadinho, lutam para encontrar os últimos corpos de vítimas da tragédia, são olimpicamente ignorados; tudo pode acontecer. 

Quanto ao filme: vale ser visto.

Quanto a capa da Time: entendível dado a orientação de esquerda da revista.
Quanto ao nosso país: vale ter esperança.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Blue Eyes Na Resistência disse...

ASSIM SE FORMAM OS CORINGAS...

"PSICOLOGIA DO ESQUERDISMO MODERNO
6. Quase todo mundo concorda que vivemos numa sociedade profundamente
nociva. Uma das manifestações mais evidentes da loucura de nosso mundo é
o esquerdismo, de forma que uma discussão sobre a psicologia do
esquerdismo nos pode servir de introdução ao debate dos problemas da
sociedade moderna em geral.
7. Mas, o que é esquerdismo? Durante a primeira metade do século XX pôde
ser praticamente identificado com o socialismo. Hoje o movimento está
fragmentado e não está claro quem pode ser chamado propriamente de
esquerdista. Quando neste artigo falamos de esquerdistas pensamos
principalmente em socialistas, coletivistas, «politicamente corretos»,
feministas, ativistas pelos direitos dos homossexuais, dos deficientes, ativistas
pelos direitos dos animais. Mas nem todos os que se associam a algum destes
movimentos é um esquerdista. Não se trata de um movimento ou de uma
ideologia, mas de um tipo psicológico, ou, melhor dito, uma coleção de tipos
relacionados. Assim, o que queremos dizer com «esquerdista» aparecerá com
mais clareza no curso da discussão da psicologia esquerdista. (Veja também
parágrafos 227-230).
8. Mesmo assim, nossa concepção ficará menos clara do que desejaríamos,
mas parece não ter remédio para isto. Tudo o que tentamos fazer é indicar de
uma maneira tosca e aproximada as duas tendências psicológicas que cremos
serem as principais forças condutoras do esquerdismo moderno. Com isto não
pretendemos estar dizendo TODA a verdade. Além disso, nossa discussão
abarca apenas o esquerdismo moderno. Deixamos aberta a questão sobre o
esquerdismo do século XIX e princípios do XX.
9. Às duas tendências psicológicas que servem de base ao esquerdismo
moderno chamamos de «sentimentos de inferioridade» e
«sobressocialização». Enquanto os sentimentos de inferioridade caracterizam
todo esquerdismo, a sobressocialização caracteriza apenas um determinado
segmento do esquerdismo moderno, mas este segmento é altamente influente.
SENTIMENTOS DE INFERIORIDADE
10. Por «sentimentos de inferioridade» não nos referimos apenas aos
sentimentos de inferioridade no sentido estrito, mas a todo espectro
relacionado: baixa auto-estima, sentimentos de impotência, tendências
depressivas, derrotismo, culpa, aborrecimento, etc. Argumentamos que alguns
esquerdistas modernos tendem a tais sentimentos (mais ou menos reprimidos)
e como eles são decisivos para determinar a direção do esquerdismo moderno"... continua...

Retirado de "A SOCIEDADE INDUSTRIAL E SEU
FUTURO - MANIFESTO DE “UNABOMBER”"...