sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O Juízo de Garantias é igual ao amor carnal contrário à natureza


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Dentro das estupidezes imagináveis , e inimagináveis, que poderiam surgir a partir da aprovação da “Lei Anticrime”, representada  pela Lei Nº 13.964,de 24.12.2019,na redação final aprovada pelo Poder Legislativo, não vetadas, como deveriam, pelo  Presidente da República, destaca-se a criação do tal “juiz de garantias”.

Além da insconstitucionalidade e enormes custos incidentes sobre a criação de novos “empregos” de magistrados na primeira instância, agravando enormemente  a já insuportável folha de pagamento dos “agentes políticos”, oportunamente  apontados pela própria Associação dos Magistrados Federais do Brasil, a referida lei, sancionada pelo Presidente Bolsonaro, contrariando entendimento do  Ministro  da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, consegue  o “milagre” de anular completamente a única grande vantagem dos julgamentos em primeira instância, onde o juiz “vivencia” todos as etapas do processo, principalmente a fase probatória, que lhe permitem  proferir uma sentença com  mais exatidão,justiça, e conhecimento de “causa”.

Impedir que o próprio magistrado que conduziu o processo profira a sentença significa o mesmo que “aleijar” a  natureza  da própria magistratura, deixando para um juiz “alienígena” o controle do processo e a competência para julgá-lo. Resumidamente falando, construíram uma outra instância, uma segunda, dentro da primeira instância, agravando o problema de uma Justiça “falida” que não mais condiz com as necessidades do povo brasileiro.

Só o fato dessa lei ter agradado de modo especial aos parlamentares  “petistas”, os mais corruptos de todos, já é indicativo suficiente de que a partir dessa lei eles estarão  se sentindo mais “protegidos”.                                                                                                                                     

“Eles” já mandavam nos tribunais superiores, e faltava-lhes somente  dominar a primeira instância onde, com  a nova lei, terão mais facilidade para “escapar” da ação da Justiça já na primeira instância.

Essa distorção que os parlamentares fizeram da função judicante, demonstrando não só total ignorância sobre essa atividade especializada, mas também legislando irresponsavelmente sobre a matéria, não encontraria  melhor comparativo do  que uma relação sexual em que o “macho” já estivesse  excitado, a “ponto de bala”, com os preparativos  preliminares da relação sexual  propriamente  dita, e acabasse  na “hora H” cedendo o seu lugar para outro “macho”, alheio aos “preparativos” , “só” para “concluir” a relação.

À vista do exposto, não há como deixar de se concluir  que nos dois “eventos” comparados acima, tanto a justiça, quanto a lógica e o bom senso foram absolutamente desprezados.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

3 comentários:

Chauke Stephan Filho disse...

Na Nova Europa muçulmana afro-árabe, também chamada Eurábia, os crentes de Alá seguem os mandamentos da Xaria na administração da justiça.

Funciona!

Não há burocracia, não há demora, não há chincanas, não há advogados milionários, não há custos estratosféricos, não há a hiperinflação legislativa.

Na Nova Europa, Alá passa a ser o grande legislador. O Clemente, o Misericordioso impediu que a justiça fosse transformada em mercadoria de alto custo, só acessível àqueles no topo da pirâmide social. Na Eurábia, qualquer um à procura da justiça poderá encontrá-la ao adentrar uma mesquita.

Por que não seguirmos o bom exemplo da Eurábia e deixarmos aos homens de Deus a administração da justiça?

Que os pastores neopentecostais sejam os nossos juízes! Que os nossos templos do Deus de Abraão, Isaque e Jacó sejam também os novos templos de Têmis, por novos e melhores tempos.

Porque ninguém aguenta mais!


Anônimo disse...

Deixe-me ver se entendi o raciocínio (não estou direcionando o articulista, e sim a vagabundagem em geral) da vagabundagem.
Se o projeto do Moro/Bolsonaro for bom, foi o congresso que fez; se for ruim, foi o Bolsonaro que não vetou.

Anônimo disse...

Imagine um cínico como Edir Macedo julgando aborto como autorizado por Deus. Uma carnificina que traria maldição sobre o país.