quarta-feira, 18 de março de 2020

Catálise Viral

Infecção Iatrogênica: filme sinistro, porém real

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Elcio Ribeiro Filho

O símbolo chinês para “crise” é uma combinação dos símbolos de “perigo” e “oportunidade”.

Marcado por esse símbolo se inicia ano de 2020, com praticamente todos os países no mundo em lockdown ou em vias de; o sistema financeiro internacional e mercados de capitais derretendo devido ao efeito catalisador da infecção viral COVID-19.

Façamos uma consideração moral prévia; uma breve análise da principal disputa geopolítica global, para então adentrarmos na tragicomédia brasileira. Aos imediatistas e aos que buscam opiniões instantâneas e rasas, um aviso: o texto é longo. Oscar Wilde já dizia: a verdade raramente é pura e nunca simples.

Iniciamos essa jornada com o empréstimo das palavras de Aleksandr Solzhenitsyn, prêmio Nobel (àqueles a quem seja necessário citar títulos de autoridade), principal denunciador das barbáries praticadas pela União Soviética (e ainda pouquíssimo conhecido no ocidente), em seu livro “O Arquipélago Gulag”:

"Para fazer o Mal, o homem deve tê-lo anteriormente reconhecido como um bem, ou como uma ação sensata, de acordo com a lei. Tal é, felizmente, a natureza do Homem, ele deve buscar a ‘justificação’ das suas ações”.

As justificativas de Macbeth eram débeis, e sua consciência o consumiu. Sim, até Iago também era um cordeirinho. A imaginação e a força espiritual dos malfeitores de Shakespeare se limitam a uma dúzia de cadáveres. Ideologia - é isso o que dá aos malfeitores o comprometimento e a determinação necessárias. Essa é a teoria social que converte em benevolentes os atos malévolos aos seus olhos e aos de outrem, e para que não ouça repreensões e condenações, mas louvor e honrarias.

Assim foi como os agentes da Inquisição fortificaram sua vontade, invocando o Cristianismo; os Conquistadores de terras estrangeiras, glorificando a grandeza de suas nações; os Colonizadores, pela civilização; os Nazistas, pela raça; e os Jacobinos (originários e subsequentes), pela igualdade, fraternidade e felicidade de gerações futuras... Sem malfeitores, não haveria Arquipélago".

Feita essa introdução, importante dizer que o objetivo aqui não é eleger mocinhos e bandidos num contexto geopolítico, louvar ou condenar – porquanto esse tipo de análise prejudica a clareza com a qual precisamos visualizar o mundo – mas entender os cenários que se põe à vista, sob os diferentes prismas que foram possíveis identificar pelo narrador que vos fala (definitivamente não todos, desprovidos que somos da capacidade de depreender a verdade universal, e para parafrasear o provérbio chinês: nunca foi a fortuna dos homens, nem nunca será, evitar o desastre / apenas o paraíso é supremo, imutável, acima de todos os esforços mundanos), buscando estabelecer uma ótica do que seria, na opinião que se pretende formar aqui, a “crise” brasileira nesse cenário distópico.

Há muito que os americanos vêm manifestando desconforto nas relações EUA – China. Os principais focos do desconforto, ao que me parece, são a pirataria de propriedade intelectual e espionagem industrial que a china vem praticando, desde as universidades, ao mundo corporativo, na tentativa a todo custo de alcançar o estado tecnológico dos nossos parceiros yankees. Até aí, nada de novo no mundo. Afinal, a pirataria não se resume, no presente ou história, à atividade exclusiva do governo comunista chinês.

Aproveito aqui para fazer uma digressão de relevância sobre o tema da pirataria. A pirataria é tradição histórica, por exemplo, do Império em que “o sol nunca se põe”, especulo que muito se explica pela ascendência Viking que formou aquele povo.

Se anteriormente era uma situação de assaltos a transportes marítimos e invasões de terras estrangeiras para abastecimento das necessidades de seu povo (que, em menor monta, vemos acontecer ainda), hoje isso se traduz num genial sistema “invisível” financeiro offshore complexo e obscuro, capitaneado pela City of London Corporation, uma cidade na circunscrição do Square Mile, no coração da grande Londres, atravessando a London Bridge de Westminster, comandada por si própria, com direito a representante exclusivo no parlamento Britânico não eleito pelo povo, para defender os interesses das empresas que ali estão estabelecidas. A capital da pirataria globalista, que permanece desconhecida ao homem médio do mundo, o principal centro de discussões daquilo que os não familiarizados com o assunto se acostumaram a chamar de “teoria da conspiração”.

The Spider’s Web – Britain’s Second Empire



Aos que assim pensam por desconhecimento, devemos perdoar, pois lidar com o peso esmagador da realidade dos fatos não é tarefa para corações fracos, e desesperador até que se consiga estabelecer um estado de espírito estoico para lidar com esse fardo.

Àqueles que fazem parte do mecanismo (e são muitos), observamos como o trabalho de o encobrir a verdade para proteger esse sistema centenário, demonstra ser tarefa cada vez mais difícil e vem exigindo mais e mais sistemas de controle implícito e explícito que buscam algo impossível: controlar o tempo e a curiosidade humana.

Encerra-se aqui a digressão para sobre a pirataria. Sigamos nos acontecimentos de preocupação presente.

Olhando em perspectiva, especulo que a presente situação já estava sendo anunciada há tempos, afinal, Xi Jinping já havia dito: “A China do amanhã aspira se tornar a alternativa ao centro de estrutura de poder”. As ondas virais vieram em baterias subsequentes ao tsunami global que agora ocorre.

Aos que se impressionaram com a capacidade dos chineses em lidar com a “crise”, levantando hospitais inteiros como se estivessem armando barracas de acampamento de fim de semana, vale mencionar que para um povo que noutros tempos construiu a maior barreira de defesa já erguida pela humanidade, ao narrador não impressionou.

Fora da cobertura/histeria midiática que se presta ambiguamente a avisar dos perigos da pandemia e retomar o controle sobre o tempo e atenção das pessoas, colocam-se as perguntas que intrigam: qual a origem desse vírus? O que estamos presenciando é pura fortuna ou uma instrumentalização laboratorial com a efetiva finalidade de causar essa “crise”? Ou ambos?

Escassas e de difícil acesso são as considerações nessa mesma linha de raciocínio no ambiente de informação (seja da mídia tradicional, seja na world wide web) porquanto a atenção primeira é a preservação da saúde dos povos, ainda que em circunstâncias de suspeito exercício de limitação de liberdades individuais (em alguns casos, oportunismo claro para tentativa de rearranjo do insustentável sistema).

Nas buscas por respostas (ou outras perguntas mais interessantes), trago algumas opiniões recentes que importa mencionar aqui, notadamente o posicionamento de algumas autoridades americanas, como o senador americano do Arkansas, Tom Cotton, membro do comitê de inteligência e serviços das forças armadas (um a externar a preocupação de guerra biológica) e Peter Navarro, secretário de comércio do POTUS Donald Trump (chamando a atenção para a conduta econômica de nacionalização de empresas estrangeiras, como no caso da fábrica da 3M no país), que vêm tentando trazer para o debate público a responsabilidade chinesa sobre a atual crise.

Tom Cotton: Comitê de Serviços das Forças Armadas sobre banimento de voos da China e considerações acerca da crise



Peter Navarro: A China deve ser responsabilizada por como o coronavirus começou



Em entrevista ao programa americano Face the Nation, o embaixador chinês nos Estados Unidos, Cui Tiankai, demonstrou nervosismo ao responder a indagações de militarização do vírus como arma biológica, saindo pela tangente de “tais acusações só vão gerar ódio e xenofobia”; sobre a supressão de denúncias realizadas pelo hoje notório médico oftalmologista que supostamente padeceu do coronavírus; sobre o jornalista que veiculou as primeiras imagens da situação ao mundo (aparentemente) fora do controle estatal. Parece ao narrador que o embaixador chinês confunde críticas ao regime do partido comunista chinês e a sua ideologia com o povo da china, um grão de areia temporal numa praia milenar.

Body Language Ghost: embaixador chinês no programa Face The Nation sobre o coronavirus



No artigo “China Boomeranging” publicado na revista National Review, o historiador e Martin and Illie Anderson Senior Fellow da Hoover Institution, Victor Davis Hanson denuncia que houve omissão proposital dos chineses na contenção do COVID-19 e na comunicação para o resto do mundo, mas que, diferente daquilo que se esperava, o efeito da omissão chinesa será como de um bumerangue. Confirma-se por esse a existência do laboratório viral Nível 4 próximo ao marco zero da doença em Wuhan.

Aqui resgato a atenção do leitor para citação inicial de Aleksandr Solzhenitsyn (dado o sofrimento sentido na carne pelo próprio escritor com a ideologia que, frise-se, é a mesma que hoje conduz a China). Os horrores ali narrados foram os mesmos perpetrados (em escalas muito mais genocidas) pelo partido comunista chinês de Mao Zedong (ou Tsé-Tung).

Karl Jung disse que o primeiro passo para o esclarecimento é o encontro com a sombra. Aos que pensam ser a presente situação apenas uma vicissitude do destino, levem em consideração a seguinte afirmativa: todo mal já praticado na humanidade foi praticado por humanos contra humanos, e você é um deles. E a obrigação que temos é a de reconhecer todo o horror da humanidade em nós mesmos e tomar responsabilidade por isso.

Para aqueles a quem isso pareça uma compreensão difícil, aproximo-lhes da ideia por meio do testemunho de Oppenheimer abaixo, após a explosão da primeira bomba atômica em testes, e o leitor poderá ver como isso transpareceu na face do cientista:

“Transformei-me na morte, destruidora de mundos” - Frank Oppenheimer



Aos que dizem ser loucura “cogitar a possibilidade de ser uma guerra biológica”, isso é o tipo de afirmação que parte de pessoas que são completamente desprovidas de conscienciosidade e conhecimento histórico. No plano das especulações, da mesma maneira, cogitemos que a mutação do vírus seja fruto de mutação da natureza. SARS, Gripe Suína, Gripe Aviária, COVID-19. Quantas ondas de infecção viral da China para o mundo serão necessárias para que uma atitude seja tomada?

Nenhuma das alternativas pode eximir a China de responsabilização: se ato doloso, esperemos uma guerra total; se por contínuo descuido das condições sanitárias de alimentos e/ou hábitos de higiene do povo submetido ao regime comunista chinês, exijamos que sanções globais sejam impostas até que se adequem a realidade sanitária do mundo.

E o Brasil nesse contexto?

Com a necessidade de múltiplas ações em diferentes frentes e países, o sistema está em caos total no grande teatro geopolítico global, e nós, no Brasil, podemos nos dizer numa encruzilhada curiosíssima. Todo o aparato estatal e políticos, parafraseando a expressão da língua inglesa, saíram do fogo para cair na frigideira, com o “Cisne Negro” do COVID-19. População largamente insatisfeita com a falta de avanços que poderiam ter acontecido, não fosse o esforço da elite socialista/feudal (aos leitores, importa dizer, são sinônimos) brasileira para manter sua drenagem dos cofres públicos, agora se vê forçada a ficar de castigo em casa. Caminhamos para um ponto sem retorno.

Vejamos o “perigo” e a “oportunidade”.

O perigo? A concentração de mercado que o vírus causará com o “extermínio” de pequenas e médias empresas, as quais não terão folego para aguentar períodos ainda que curtos de inatividade ou baixa atividade, dado que não nos recuperamos da crise que se arrastou nos últimos cinco anos. Como no mercado esse jogo é jogado com base nas regras que o sistema criou e as empresas estão ou estarão na bacia das almas, esse “perigo” deve se concretizar muito em breve. No entanto a pequena vitória dessa concentração não suprirá a devastação no mercado e nem alavancará o sistema no grande problema que seus gerentes tem de superar: o colapso institucional do Estado Social Democrático de Direito (ou socialismo tropical), que, especulo, se exaurirá na mesma progressão geométrica com a qual o vírus se espalha.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais mandando liberar presos do sistema prisional para que não se contaminem; o Ministro da Justiça determinando que pessoas que não cumpram com as ordens do Estado no contexto da quarentena e de testes devem ser presas ou internadas compulsoriamente. Some-se aos que estão em vias de ser (e serão) soltos das prisões pelos órgãos estaduais, os 1.500 presidiários que escaparam de presídios nos últimos dias (e que não devem ser os únicos). Governadores e prefeitos se preparando para confiscar a propriedade privada do cidadão sob a égide da relativização constitucional. E muito mais esquizofrenia burocrática vem pela frente.

Foi incutido na mente do povo que tudo isso deve ser feito num grande esforço humanitário e altruísta quando, na verdade, está em curso a maior tentativa de engenharia social já feita na humanidade. Mas os gerentes burocratas do sistema nunca estiveram à prova como estão, nem tiveram adversários como os que têm agora. Sinceramente, não creio que estarão à altura da tarefa por aqui. No final das contas, todo o sistema depende do povo gerando os recursos. A geração de recursos está a arrefecer-se. O catalisador viral chinês vai realçar a incompetência e a vaidade da elite político-feudal brasileira. Pelos desmandos dos deslumbrados globalistas, fortalece-se o patriotismo.

Caos instalando-se, volatilidade total dos mercados, o aspecto “oportunidade” da “crise”, como a primeira chance real interna de ruptura com o sistema “capimunista” (como diria o editor-chefe deste Alerta Total da “dark web intelectual”), forma-se no horizonte.

Segue a roda da fortuna a girar.

Confira o artigo de Jorge Serrão: O inverno do inferno com Coronavírus?


Elcio Silva Ribeiro Filho é Advogado.

3 comentários:

aparecido disse...

O melhor artigo até hoje que li sobre o corona... e percebi que era guerra biologica logo no inicio de janeiro com aquele medico sendo censurado... e os chineses tinham muita muita informação sobre um virus "vindo danatureza há muito pouco tempo"....O virus da AIDS foi descoberto somente tres anos dos primeiros casos em São Francisco...comoos chineese sabiam que era o virus logo nos primeiros casos ???? até leigos como eu desconfiaram...

Ernesto disse...

O único País que pode enfrentar a CHINA e seus Laboratórios de Virologia P4 é os EUA. Ontem,o Presidente Trump deu um recado, chamando o Covid-19 de vírus chines.
As autoridades chinesas revidaram.
Mas todos sabem que o vírus é chines, de WUHAN , nao se sabendo, ainda, se o epicentro foi o mercado público da cidade ou um Laboratório. Em razao disto, o MUNDO está em quarentena !!

aparecido disse...

O avião presidencial brasileiro pode ter sido contaminado propositadamwente...com o objetivo de assassinar o presidente americano quese encontraria com a comitiva em Miami.....A Fab não é de confiança.. principalmente depois que foi descoberta trafico internacional de drogas no avião presidencial.. se passou drogas não poderia alguém ter passado algo espalhando virus por lá ??? guerra é guerra.. não se permite ingenuidade....muito estranho quase todos da comitiva contaminados...o bicho vai pegar para os xing ling...