segunda-feira, 16 de março de 2020

O “Mercadofinanceirovírus” alopra


Edição Extra do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Em meio a uma crise econômica gravíssima e persistente, é inaceitável e insuportável assistir aos chefes do Congresso Nacional brincando de pega-pega com o Presidente Jair Bolsonaro. O efeito coronavírus apenas escancarou o gigantesco tamanho do problema estrutural brasileiro. Se as reformas não forem feitas a toque de caixa, teremos uma quebradeira sistêmica apocalíptica. Não tem meias palavras: a porrada vai comer. Pode morrer mais gente na explosão de violência que na eclosão de doenças (como gripe, dengue, chicungunha, sarampo e por aí vai).

O momento exige mudanças. Não há como fazer a reforma tributária sem reduzir o tamanho do Estado. É imprescindível, antes, fazer a reforma administrativa – na qual deputados e senadores não têm interesse. Como o bolo para dividir tende a se reduzir, ainda mais, com a persistência da crise, a única solução racional é reduzir a quantidade de “Parasitas” (sim, eles existem!). Também será necessário reduzir o número de municípios. Aí, sim, se pode pensar em modificação no sistema de quase 100 impostos, taxas, contribuições e multas que temos no Brasil.

Tudo indica que a Comitê de Política Monetária (COPOM) vai baixar, novamente, os juros da economia. A tendência fica mais natural ainda depois que o Conselho Monetário Nacional, em reunião extraordinária, baixou duas medidas para ajudar o sistema financeiro (ops, a “economia brasileira”, as empresas e as famílias) a enfrentarem os efeitos do COVID-19. A primeira medida foi para facilitar a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações de crédito regulares e adimplentes em curso, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa.

A segunda medida expande a capacidade de utilização de capital dos bancos a fim de que estes tenham melhores condições para realizar as eventuais renegociações no âmbito da primeira medida e de manter o fluxo de concessão de crédito. Traduzindo o economês: os bancos, preocupados com o tamanho dos calotes das empresas e pessoas, poderão oferecer R$ 637 bilhões em novos empréstimos. Na verdade, a grana liberada servirá para renegociar, a juros um pouco mais baixos, os empréstimos que os endividados não conseguem honrar, pelos mais variados motivos.

É lindo, quase  comovente, ler o que publica o Banco Central do Brasil: “O BCB possui um amplo arsenal de instrumentos que podem ser utilizados, se necessário, não só para assegurar a estabilidade financeira, mas particularmente neste momento, para apoiar a economia. Este arsenal inclui vários instrumentos como, por exemplo, medidas regulatórias e recolhimento compulsório, hoje em torno de R$ 400 bilhões. Os US$ 360 bilhões em reservas internacionais também são um colchão que serve para assegurar a liquidez em moeda estrangeira e o regular funcionamento do mercado de câmbio”.

Resumindo: temos de aturar o “mercadofinanceirovírus”, cujos sintomas são instabilidade, alopração contínua e muito ganha (e, principalmente, perde) para os chamados investidores “MINOROTÁRIOS”. Os tubarões malandros raramente perdem, e quase sempre ganham em cima dos ingênuos e incautos. 

O momento exige inteligência, cautela, prudência e muita, muita peciência, para que se consiga domar a histeria coletiva a partir do coronavírus e da coronacanalhice (muito fdp se aproveitando política e economicamente da desgraça alheia).

A ironia é que o "mercadofinanceirovírus" lucra alto com o delinquente e perdulário Estado Capimunista do Brasil. Por isso, não há interesse real nas mudanças estruturais. Os bandidos, os parasitas e os rentistas são os inimigos a serem neutralizados, de imediato, porque são os predadores e sabotadores naturais do País.

Pegadinha do chinês capimunista


Entenda como os chineses (capitalistas na economia e comunistas na política) estão engolindo vários países em desenvolvimento. O Brasil está na mira... Será que vamos cair feito patinhos?

Confira: A complexa gestão da histeria coronaviriana

Leia o artigo de domingo: Reação aos Canalhavírus   


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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Março de 2020.

5 comentários:

Marcelo Baglione disse...

Serrão, boa tarde,

Esta aqui, basta começar pelo final que você redigiu:

"Os bandidos, os parasitas e os rentistas são os inimigos a serem neutralizados, de imediato, porque são os predadores e sabotadores naturais do País."

Principalmente NEUTRALIZADOS!
Abração T.

M.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

O "imperialismo" que os antigos comunistas de todo o mundo,inclusive os "china",tanto criticavam,acabou se tornando brinquedo de criancinha perto do novo imperialismo que esses antigos críticos inventaram. Os chineses já compraram quase toda a África,e agora partiram para a compra dos países da América Central e do Sul. Na nova "privataria"que está para sair no Brasil,a "menina-dos-olhos" do Ministro de Guedes,os chineses investirão pesado,e comprarão a preço de banana o que ainda resta dos ativos públicos. Os brasileiros acabarão escravos dos dominadores da China,tanto quanto o seu próprio povo.

aparecido disse...

Aqui na America do Sul teremos a Argentina colonia de exploração da China e a venezuela colonia de exploração da Russia...o Brasil no meio dos dois...

ReformaBr disse...

As reformas são necessárias! Atualmente, o Brasil é um dos países que mais gasta com salários e previdência dos servidores públicos. Hoje, esse gasto chega a quase 14% do PIB. Valor maior que o da Inglaterra - que tem o melhor serviço público do mundo e gasta apenas 6% do PIB. #ReformaBR #ReformaAdministrativa #TáNaHoraDeEnxugar #ApoieAReforma #ReformaAdministrativaJá

ReformaBr disse...

Atualmente, o Brasil é um dos países que mais gasta com salários e previdência dos servidores públicos. Hoje, esse gasto chega a quase 14% do PIB. Valor maior que o da Inglaterra - que tem o melhor serviço público do mundo e gasta apenas 6% do PIB. #ReformaBR #ReformaAdministrativa #TáNaHoraDeEnxugar #ApoieAReforma #ReformaAdministrativaJá