domingo, 3 de maio de 2020

COVID-19: Faltam coveiros ou inteligência?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Emergencialmente, em virtude de não haverem disponíveis no mundo remédios específicos para a cura, o combate,e  nem mesmo  vacina preventiva contra o  novo coronavirus, a “peste chinesa”,autoridades sanitárias e  da saúde  em todo o mundo têm” improvisado” receitar  o uso da Hidroxicloroquina, Cloroquina, ou Remdevisir, remédios baratos utilizados  como antivirais no combate a outras doenças, mas que   têm dado alguns resultados satisfatórios contra o Covid-19.

Mas particularmente no Brasil parece que o desastre  e a incompetência das autoridades responsáveis pela administração dessa crise têm sido o maior responsável pelo acúmulo de cadáveres ,não só nos cemitérios,mas antes na porta de entrada, nos corredores ,e nas UTIs do hospitais, bem como  nos necrotérios, que não mais estão dando conta de  guardar  tantos corpos.  Os cemitérios nem mais conseguem sepultar com a rapidez recomendável a grande quantidade dos corpos que chegam às suas  portas As pás cederam  lugar às máquinas para cavar túmulos.

Mas o  problema maior reside na “burrice” das autoridades responsáveis pela  administração  dessa questão. A burocracia infernal para que se comece  o uso dos únicos remédios disponíveis, antes citados, certamente será a responsável pelo maior número de mortes.

Quando o sujeito consegue finalmente vencer todas as etapas da infernal  burocracia para começar a tomar o remédio, a última das quais a de conseguir o “milagre” de uma vaga no hospital, ou diretamente  na sua UTI, com aparelhos “respiradores” e tudo o mais, o “cara” certamente  já estará com um pé “na cova”, onde poderá  chegará  rapidinho para ser enterrado numa vala comum.

Porém, o que mais vai matar  gente  nesses “trâmites” será a  extrema demora em obter autorização para começar a usar os remédios mais apropriados. A primeira dificuldade será  conseguir uma  consulta  com algum profissional que possa  avaliar o paciente e  encaminhá-lo a um hospital, se for o caso.   Mas para isso, mesmo que o sujeito possa pagar uma consulta, ou algum plano de saúde, essa consuta  terá de  ser agendada, e dificilmente ocorrerá de “uma hora para outra”. Após isso  vem a “maratona” de obter vaga em algum hospital, quase todos com lotação  máxima. E ao que parece esses remédios só poderiam ser usados a partir dos hospitais. E isso é “sinistro”. A luta “mortal”, portanto, será mais contra o “tempo”. É o tempo quem mais mata.

O próximo passo dessa  “via crucis” do  paciente vai ser a coleta de material para avaliação  em laboratório habilitado ao exame de covid-19,o que geralmente demora alguns  dias. E o paciente deverá  dar “graças a deus” se não tiver  morrido antes da chegada do exame de laboratório.

Finalmente, quando o resultado chega, é que os remédios apropriados começarão a ser ministrados. Mas em face da demora de toda essa burocracia infernal, com quase certeza o paciente já estará dentro, ou quase dentro, de uma UTI,ou já dentro, ou  bem “pertinho”, de um  cemitério. E tudo isso por causa da “burrice” burocrática que matou o paciente.

Urge, portanto, que se apresse  na utilização dos remédios mais apropriados,logo no início da doença,ou aparecimento dos primeiros “sintomas”, que já foram detectados  , e  que se resumem em “tosse seca”, ”cansaço”, ”febre”, ”tremores/calafrios”,”dor muscular”, ”dor de cabeça”, ”dor de garganta” e “perda do olfato/paladar”.                                                                                                   

E que se desburocratize ao máximo  a possibilidade de aquisição e uso dos remédios,como se fosse uma “aspirina”,por exemplo, a não ser, evidentemente, que possa haver efeitos colaterais graves na administração desses remédios - o que parece não ser o caso-  sem os requisitos “formais” ainda exigidos (receitas médicas, hospitais, exames laboratoriais  positivos de Covid-19,etc).           

Mas que para não se “invadam” os “direitos”,”prerrogativas”,e privilégios corporativos das casas e profissionais da saúde habilitados ,tradicionalmente, é evidente que essa “simplificação” dos trâmites burocráticos para adquirir e usar remédios, poderia ser provisória, enquanto perdurasse essa  demoníaca pandemia.

Portanto, o que queremos deixar bem claro, a tudo resumindo, é que os maiores  “assassinos” dos que morreram,  morrem, e ainda morrerão ,em decorrência do Covid-19, são exatamente a “dupla bu-bu”, ou seja a “(bu)rrice”, combinada com a “(bu)rocracia”.

Trocando tudo em miúdos: MUITO MELHOR SERÁ TOMAR O REMÉDIO  SEM PRECISAR DO QUE PRECISAR E NÃO TOMAR A TEMPO..

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

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