segunda-feira, 4 de maio de 2020

Diálogo de uma pessoa só? É monólogo...



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Para começar, uma versão de uma velha cantiga de rodas, atualizada pelas nossas autoridades para a época de pandemia em que vivemos:

Um dois,

Comer, só se for depois

Três Quatro

A epidemia virou teatro

Cinco seis

Sinto se vos desoleis

Sete oito

É hora do coito

Nove dez

Para o chinês, ficar de quatro no convés

Ensine para vossos filhos, para que estejam preparados para o futuro, já que “entramos de gaiatos no navio”.

Dito isso:

Nos dias que passam, sou como um tronco de madeira queimando, me esvaindo em violência, calor e fúria.

Me consumindo em ódio, lutando para não perder a integridade e esquecer que sou tronco e que em mim vivem todos os conceitos de civilidade aprendidos ao longo de anos de estudo e participação ativa na sociedade.

Ver, como estamos vendo, o país  entregue  a bandidos sem escrúpulos  e mesmo assim, manter  o “savoir affair“  controlando o desejo quase irreprimível de vê-los justiçados como os foram seus opositores, primeiro na “ Rosima”  (mãe Rússia),  posteriormente  quase na totalidade  do Leste Europeu, até  esticarem seus músculos para a América Latina e subjugar Cuba e mais recentemente a Venezuela.

Somente se deram mal no Brasil, porque aqui em lugar da conversa mole dos “intelectuais”, encontraram a força das armas de nosso Exército.

A fúria que hoje me consome, não deixa lugar para diálogos com o muro. 

Para ouvidos moucos não há argumento válido    

Nossas instituições foram tomadas por animais; lobos, coiotes, hienas, abutres e porcos estão no comando.

Nossos abutres do supremo, à diferença de seus congêneres com asas, e de nosso povo enganado ao longo de mais de trinta anos por socialistas, vivendo abaixo da linha da pobreza, não come carniça, mas lagostas acompanhadas de vinhos premiados.

Um deles, nomeado para o cargo pelo “muar de São Bernardo”, que tem como ponto alto de seu “currículum” ter sido advogado do PT, suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal pelo presidente, ignorando solenemente a constituição e sendo aplaudido por seus pares.

O mesmo faz os porcos do congresso, que são uma verdadeira ofensa ao animal, que segundo palavras do escritor Kurt Vonnegut: “uma vez morto, dele tudo se aproveita menos o guincho”.

De nossos porcinos congressistas, vivos, nem mesmo o guincho.

Os animais no poder, burlam-se da passividade de um povo indolente, que por preguiça ou cansaço, tudo aceita com estoicismo.

O legislativo legisla em causa própria, o judiciário ocupa-se em soltar sua súcia das prisões, os governos estaduais estão ocupados demais espalhando o pânico para extorquir verbas do executivo, e esse, manietado em um nó górdio e sem tesoura, nada faz.

Escritor que sou, para tanta iniquidade, passam a faltar-me adjetivos.

Através das chamas em que queimo indignado, só vejo uma saída:

Não existirá diálogo com o inimigo, ele somente entenderá à força. Então que seja.

A razão, como Inês de Castro, é morta!

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

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