domingo, 24 de maio de 2020

Quem ainda defende o movimento cívico-militar de 1964


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier

Quem defendeu o Movimento Cívico-Militar de 1964 foi a população brasileira em peso, incluindo toda a imprensa. É só consultar as manchetes dos jornais e revistas da época. As Organizações Globo defenderam o Movimento durante 21 anos, apenas visando a interesses próprios, se tornando um império, depois começaram a atacar as Forças Armadas quando estas deixaram o Poder.

São mais do que conhecidas as fotos das manifestações gigantescas promovidas pelas Marchas da Família com Deus pela Liberdade, tanto no Rio como em São Paulo, pedindo que as Forças Armadas tomassem providências contra o descalabro do governo de João Goulart.

Ninguém mais aguentava a balbúrdia promovida pela dupla carbonária Jango-Brizola, insuflada por pelegos do sindicalismo e por comunistas, com greves diárias, inflação alta, desabastecimento de alimentos, invasão de fazendas no Nordeste, com incêndios de canaviais e usinas de açúcar, promovidos pela Ligas Camponesas do comunista Francisco Julião. Já  havia centros de guerrilheiros comunistas em vários Estados, com apoio de Cuba, desde 1961. Repetindo: desde 1961, ano em que Fidel Castro mostrou sua verdadeira face, a face comunista dos paredóns, da tortura e do confisco de propriedades.

Havia comícios frequentes do Presidente João Goulart e do Governador do RS, Leonel Brizola, pregando o solapamento da hierarquia e da disciplina nas Forças Armadas. Brizola incitava os sargentos a matar os oficiais, quando a Revolução Sindicalista fosse deflagrada. Para isso, Brizola havia criado Grupos dos Onze em várias cidades do País, milícias dos Onze Companheiros, para matar líderes políticos, militares e eclesiásticos quando estourasse a revolução comunista, prevista para ocorrer em 1 de Maio de 1964, Dia do Trabalhador, quando haveria o fechamento do Congresso Nacional e do STF, e a consequente decretação do Estado de Sitio, conforme atestam documentos apreendidos junto dos golpistas.

Mas, antes que os militares fossem jantados pelos comunistas, eles almoçaram os golpistas, no que corretamente deveria ser chamado de Contrarrevolução de 31 de Março de 1964.

Essa Contrarrevolução estava prevista para ocorrer no dia 4 de abril de 1964, conforme comprovam depoimentos de vários Generais na "História Oral do Exército - 1964", mas foi antecipada para 31 de Março pelo General Olympio Mourão Filho, em Minas Gerais, deslocando tropas para o Rio de Janeiro, depois que ele assistiu às cenas deprimentes de quebra da hierarquia militar - mais uma vez! - promovida por Jango no Automóvel Clube do Brasil, no dia 30 de março.

Em 1963, Jango já havia planejado um golpe com os Ministros da Guerra e da Justiça, para sequestrar e matar Carlos Lacerda, Governador da Guanabara, para depois decretar o Estado de Sítio e implantar uma república comuno-sindicalista. A tarefa do crime caberia ao General Alfredo Pinheiro Soares Filho, comandante do Núcleo da Divisão Aeroterrestre, atual Brigada Paraquedista, e Lacerda seria preso no Hospital Miguel Couto, onde inauguraria uma ala.

A trama macabra foi realizada no apartamento que Jango tinha no Copacabana Palace, local de encontro com suas amantes. Como se sabe, Jango era filho de rico estancieiro no RS, e passou a mocidade em farras e orgias com prostitutas, de onde herdou doença venérea que o fez coxo pelo resto da vida.

Mas, o Governador foi alertado sobre a "Operação Mata Lacerda" e antecipou o horário para a inauguração no Miguel Couto, escapando do atentado. Mesmo assim, um Grupamento de Engenharia paraquedista partiu, à revelia, para matar Lacerda. Foram vistos dois snipers com fuzil e luneta nas imediações do Hospital.

Esse era o clima de bandidagem existente na época do governo de João Goulart, em que, infelizmente, altas patentes militares se submetiam de modo vil ao candidato a Kerenski, jogando no lixo a honra militar.

Vitoriosa a Revolução de 1964, o povo voltou em massa às ruas, para agradecer a Deus e ao Exército pela vitória da democracia contra o totalitarismo comuno-sindicalista. E os jornais e revistas aplaudiram a intervenção militar, com alívio e agradecimento. Duvidas? Consulte, novamente, as manchetes do início de abril de 1964.

Isso é história e jamais será apagada, por mais que historiadores comunistas, derrotados e eternos recalcados, digam o contrário - assim como a mídia militante atual, cada vez mais ridícula e escrota.

O desenvolvimento promovido pelos governos militares foi extraordinário, passando da 46a. posição para 8a. economia do mundo. O tal "milagre econômico". Havia pleno emprego e executivos brasileiros ganhavam mais que seus pares nos EUA e na Europa. O Presidente Médici teve 83% de apoio numa pesquisa do Ibope e facilmente seria reconduzido à Presidência em votação direta da população. Quando chegava no Maracanã, seu nome era anunciado nos alto-falantes e o povão o aplaudia de pé.

Mas tudo isso é escondido pela mídia safada e vendida a interesses inconfessáveis, só falam de "tortura", "anos de chumbo" e "repressão".

Só o fato de as Forças Armadas terem derrotado os terroristas e guerrilheiros deveria ser motivo de agradecimento de toda a população brasileira. Na Colômbia, que não teve seu AI-5 para enfrentar o terrorismo de esquerda, houve o surgimento das FARC que, em 60 anos, deixou saldo de 260.000 mortos. Imagina se isso tivesse ocorrido no Brasil, com uma população quatro vezes maior. Teríamos um milhão de mortos para chorar. Mas isso também não é dito pelo professor (comunista) de História nas escolas e nas universidades.

Quando o Presidente Bolsonaro defende o Movimento de 1964, ele defende, antes de tudo, a democracia, que nada tem a ver com a atual República Federativa dos Bandidos, onde parlamentares listados na Odebrecht fazem leis em benefício próprio e ministros do STF são advogados perpétuos de Lula e do PT, como Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Daí a revolta de manifestantes, que continuamente vão às ruas para pedir um fim nessa safadeza.

Quando Bolsonaro exalta o Coronel Ustra, não está defendendo um torturador, como afirmam a mídia e inúmeros historiadores de araque, a exemplo de Marco Antonio Villa, em debate em 21/05/2020 na CNNBrasil, mas presta uma homenagem a todos os brasileiros que combateram o terrorismo com risco da própria vida.

Eu, que vivi aquela época, posso dizer que era feliz e sabia disso. Os órgãos de Segurança só eram mesmo duros com terroristas, sequestradores, assaltantes de bancos e de casas d'armas, e de guerrilheiros. Ou seja, a vida só era dura para bandido.

Félix Maier é Capitão reformado do EB.

7 comentários:

Unknown disse...

PARABÉNS!!!
OTIMO VER ALGUÉM RESSALTAR A VERDADEIRA FACE DA HISTORIA DO REGIME MILITAR NO BRASIL!!!
HOJE, NÃO ESTÁ MUITO DIFERENTE DA ÉPOCA REFERIDA E CREIO QUE OS MILITARES MAIS UMA VEZ, ENTRARÃO EM AÇÃO PARA SALVAR O BRASIL!!!

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Prezado Capitão Felix Maier: Torço para que esse seu maravilhoso e esclarecedor artigo seja divulgado para todo o mundo,especialmente para essa juventude que caiu na "conversa" da esquerda.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Prezado Capitão Felix Maier: Torço para que esse seu maravilhoso e esclarecedor artigo seja divulgado para todo o mundo,especialmente para essa juventude que caiu na "conversa" da esquerda.

Anônimo disse...

Fatos verdadeiros e reais ditos, o Brasil na época do militarismo era seguro e próspero com pessoas vivendo dignamente, sou testemunha dessa época e sinto falta da mesma, espero ver o Brasil algum dia voltando a viver aqueles tempos.

Renato Bulhoes disse...

Comentário no Alerta Total: https://www.alertatotal.net/2019/12/o-homem-que-disse-nao-ao-ai-5.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+AlertaTotal+(Alerta+Total)
"Se a Democracia não consegue prever em suas Constituições mecanismos de punição dos traidores da pátria, os democratas precisam criar mecanismos que impeçam o aparelho estatal de ser tomado por bandidos. Do contrário, clamam por uma solução de força e, em seguida, exigem leveza dos militares na solução do descalabro violento criado pela incúria dos civis.
Quanto ao "assassinato"(=?) covarde de Vladimir Herzog:
Um absurdo gritante na narrativa esquerdista da era militar é que, de um lado, a tortura fosse descrita como um processo complicadíssimo, que requeria a assistência de técnicos e cientistas estrangeiros (entre os quais cita-se, evidentemente sem provas, o capitão americano Charles Chandler, que sob esse pretexto viria a ser assassinado pelos comunistas); e que, de outro lado, os tais técnicos não fossem capazes nem mesmo de simular um suicídio verossímil no caso do Vladimir Herzog, deixando o morto, ao contrário, numa posição em que só faltava mesmo ele voltar à vida para informar que fora assassinado. Na época, a contradição patente entre os propalados requintes da arte da tortura e a grosseria pueril do suicídio simulado me escapou totalmente, e, tendo sido um dos primeiros a promover o abaixo-assinado que exigia a investigação do episódio, tive toda a razão em apostar na hipótese do homicídio, mas, levado pela gritaria geral que eu mesmo ajudara a fomentar, dei por pressuposto, sem exame, que se homicídio houvera seus autores só poderiam ter sido os militares. Estes, por seu lado, insistindo na tese do suicídio, caíram no ridículo e acabaram levando a culpa do ocorrido. Hoje em dia, porém, vejo que entre as duas hipóteses há uma terceira que foi rapidamente varrida para baixo do tapete e jamais investigada. Na época, o cônsul da Inglaterra em São Paulo informou ao então governador paulista Paulo Egydio Martins, que Herzog era um agente do serviço secreto inglês infiltrado entre os comunistas brasileiros. O cônsul dizia ainda ter sido um dos últimos a encontrar-se com Herzog antes da morte deste. Martins, sabe-se lá por que, em vez de mandar tirar isso a limpo preferiu guardar a informação em segredo, só a revelando muito depois no seu livro de memórias, onde ela não teve a menor repercussão e foi enterrada ainda mais fundo pelo decurso do tempo, consagrando na memória jornalística e popular a versão do homicídio praticado pelos militares contra um intelectual comunista inocente de qualquer participação em atos terroristas. Para mim, hoje, é CLARO que a declaração do cônsul inglês fornece a única explicação possível para a hipótese absurda de que os habilíssimos torturadores científicos não fossem capazes de simular um suicídio mais acreditável. Herzog não foi, obviamente, assassinado por militares treinados, mas por militantes comunistas, presos como ele, alertados pela intimidade suspeita entre o prisioneiro e o cônsul. A coisa toda não foi um "crime da ditadura", mas um dos tantos "justiçamentos" praticados pelos comunistas contra aqueles a quem consideravam traidores e espiões." (Olavo de Carvalho) Renato Araujo Ramos: Lembrando que Herzog trabalhou na BBC, na Inglaterra, de 1965 à 1968.(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/1162353127250093/ )
O livro: http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/6803/1712.pdf?sequence=1&isAllowed=y&fbclid=IwAR3on4ZD_eSjYmTAWfv8cqqNqwtrhlB12Gy-PQ_keFhElVxgjxfDfhFp468

Renato Bulhoes disse...

Ricardo Nascimento no Facebook do Olavo de Carvalho:
O caso do Herzog é provavelmente o único caso de simulação de suicídio por suspensão incompleta que se tem notícia na história. Além dessa afirmação do Paulo Egydio, outro detalhe importante sobre o caso Herzog que virou tabu é o estado que ele se encontrava quando foi preso e a posterior patrulha da esquerda sobre o médico dele, o neuropsiquiatra Pedro Paulo Manzano Uzeda Moreira.
Aqui um comentário escrito por Sylvia Manzano no Novae em 2007 (hoje indisponível):
"Achei muito estranho o depoimento da Clarice. quando o Vlado morreu, eu fazia psicodrama em grupo com o Dr. Uzeda Moreira. O Vlado também fazia psicodrama com ele, embora fosse de outro grupo. Todos nós, porém, sabíamos que a Clarice tinha se separado dele, já estava com novo amor, ele estava muito deprimidido, inclusive tomando medicamentos e fazia 3 sessões que ele era o protagonista no tablado, antes de sua prisão. Aqui, ela não faz nenhuma menção dessa separação e eu penso que o tempo apaga certas coisas da memória das pessoas, mas de outras, não. Eu vi, estava lá, fui testemunha dos fatos." (Fonte: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo...)
Aqui um comentário escrito por Denise Macedo no blog do Favre em 2008 (hoje indisponível):
"Existe uma história que eu não esqueço jamais. Eu fazia psicodrama como Dr. Pedro Paulo Uzeda Moreira e o Vlado também. Ele era de um grupo anterior ao meu e todos nós sabíamos que tinha sido abandonado pela Clarice, que já estava morando com outro, que estava muito deprimido, que tinha sido protagonista há quatro semanas e que estava tomando anti-depressivos e não apresentava nenhuma melhora. Logo depois foi preso e morto no Doi-Codi. A Clarice imediatamente entrou no papel de viúva inconsolável e queria que o Dr. Uzeda desse um atestado para os jornais dizendo que o Vlado estava muito bem antes de ser preso. O Dr. Uzeda dizia que a medicina era um sacerdócio e ele não costumava dizer o que se passava nas sessões que ele dirigia. Seria uma mentira dizer que o Vlado estava muito bem, mas não foi isso que impediu que o Uzeda não desse o atestado, é que ele realmente acreditava que não devia falar de nada que acontecia nas sessões e era exatamente por essa razão que confiávamos tanto nele, que o respeitávamos tanto e o amávamos, por que não dizer. Clarice foi aos jornais, disse que ele não quis dar o atestado, ele sofreu uma tremenda patrulha dos intelectuais de esquerda da época e morreu precocemente de um ataque cardíaco, alguns anos depois. Nós bem percebemos o quanto foi difícil para ele, a pessoa que trouxe o psicodrama da Argentina para o Brasil, um profissional de ilibada reputação ver seu nome praticamente denegrido na época. Até hoje, quando leio notícias do Vlado, me surge uma revolta muito grande por ver que a história comete injustiças de todos os lados, não só do lado da ditadura, mas também do lado daqueles que se julgavam os defensores da liberdade. Até hoje considero a atitude do Dr. Uzeda de muita coragem e dignidade e até hoje sofro a sua morte, prematura e precoce demais para o meu gosto."(Fonte: http://blogdofavre.ig.com.br/.../indenizacoes-e-historia.../)
Trecho do livro "MASP 1970 - O psicodrama":
"Segundo seu filho, Fernando, Uzeda sempre foi um homem de esquerda, e entre seus clientes estava o jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975. Fernando continua: 'o posicionamento que meu pai tomou diante da morte de Herzog, alegando sigilo profissional, foi decisivo para que fosse execrado pelos grupos de esquerda, que nunca o perdoaram por não ter se aproveitado da morte politicamente'."(MASP 1970 - O psicodrama; páginas 147-148)

Renato Bulhoes disse...

HOJE É ONZE DE AGOSTO
http://mariosanchezs.blogspot.com/2013/08/onze-de-agosto.html?fbclid=IwAR3yELu1eNlMpPp2EG-gKVNKExv6885PF63C9UBl6p_sUb8HFdhFGXkfFvM
FALAR LATIM, DAR NÓ DE GRAVATA E BEBER CERVEJA... QUE TEM ISSO A VER COM A MORTE DE HERZOG? Há 55 anos fui aprovado e comecei meu curso nas Arcadas. Os veteranos do Onze de Agosto diziam – Aqui você pode estudar e aprender muita coisa, mas basta falar Latim, saber dar nó em gravata e saber beber cerveja, que será diplomado e será um bom advogado... No correr do curso, além de adotar o nó de gravata que se desmancha simplesmente puxando, sem dar nó cego, deu pra entender que o bom advogado não apenas comparece de gravata ao serviço, pois sabe dar nó em processos, guardando sempre o modo de desfazer o nó... Já quanto a falar Latim, como os termos do direito romano são em Latim, a linguagem tabelioa e os termos judiciais utilizam o Latim, o advogado acompanha. Beber cerveja não nos parecia algo recomendável, mas, agir sem deixar qualquer sucesso subir à cabeça, isto é saber ser comedido nas bebidas e comidas. O tempo passou. Alguns trabalhos jurídicos aconteceram. Problemas me levaram a uma úlcera e aos 40 anos fiquei sem estômago, ameaçado de só aguentar mais 8 anos se tivesse muito cuidado com bebidas e comidas... Era começo de 1975. Tirei a gravata. Deixei de considerar-me advogado. Fiquei longe do Latim. Beber cerveja? Nem sonhar. Estava ainda em vigência o AI5. Vi nos jornais a foto de W.Herzog supostamente acusado de suicídio na prisão. Dias depois cruzo na rua com um “camarada” que não sabia que eu há muito havia abandonado os “cumpanheros” por não concordar com a violência. Após os cumprimentos e minha explicação da cirurgia, ele perguntou: “Paga uma cerveja pra mim?” Concordei. Assentamos num bar do centro de SP. Não deixei encher meu copo e fui perguntando: “Como se sente com a repressão?” Responde ele: “Não temos grandes problemas... Estamos infiltrados em toda parte...” Continuei: “Viu o Herzog? Nenhum de nós pode aceitar suicídio, após ver aquela foto...” Após mais uma cerveja ele completou:”Foi uma bênção para o Partidão essa morte.” Mais uma cerveja e ele comentou: “Foi um camarada encarregado de fazer o trabalho... Foi lá e outro camarada lhe abriu o caminho como amigo que ia consolar o jornalista... E depois, não havia registro dessa visita.” Revidei: “Mas, como isso pode aproveitar ao PC?” Com uma boa risada, após esvaziar mais um copo, completa ele:”O Wladô era judeu... Burguês, classe média. Escrevia muito bem. Porém era contra a revolução armada. Agora atiramos a culpa nos militares, ao mesmo tempo que ficamos livres de um companheiro inconveniente”. Ele já não estaria enxergando bem. Não percebeu que fiquei gelado. Eu também sabia ter ascendência dos ladinos da Espanha... Também tinha renda de classe média. Também gostava de escrever e recebi elogios pelas redações. E também havia deixado os que queriam terror... Paguei a conta e segui meu caminho, que passava pelo Largo de São Francisco. Relembrei os tempos de estudante. Monologuei: “Dar nó de gravata... Assim se foi o Wladô... Beber cerveja? Nem pensar. Falar Latim? Nem poderia contar isso a ninguém, em Latim ou em qualquer língua! Como fazer as provas?” Passei muitos anos relembrando essa noite, com um nó na garganta. Hoje é Onze de agosto. Agora posso dizer – Eu entendi nessa noite de 1975 o verdadeiro significado de “Saber o que é falar, ou calar, em Latim; saber dar nó em gravata; saber beber ou não beber cerveja”. COMENTÁRIO, DIRIA KONGFUTZÉ – A GRANDE SABEDORIA PARA A PERFEIÇÃO DE NOSSA CONVIVÊNCIA É NÃO FAZER AOS OUTROS O QUE NÃO QUEREMOS QUE NOS FAÇAM."