domingo, 22 de novembro de 2020

Bolsonaro permanece fenômeno


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Faltam dois anos para a eleição presidencial de 2022. É muito cedo para apontar candidatos com viabilidade de vitória contra o fenômeno Jair Bolsonaro. O Presidente segue com popularidade crescente, embora seja o sujeito midiaticamente mais sabotado da História do Brasil. Bolsonaro é o exemplo vivo do efeito massa de bolo: quando mais batem nele, mais cresce a popularidade?

Ainda não se tem certeza  se Bolsonaro é candidato à reeleição. Tudo indica que pode ser. Mas tudo dependerá das articulações e vontades da base aliada. O Centro (ou Centrão) foi o grande vencedor da recente eleição municipal, embora ainda falte completar o resultado do segundo turno. O desempenho habilita partidos como o DEM, por exemplo, a terem candidato próprio ao Palácio do Planalto.

O PP aguarda por uma possível filiação de Jair Bolsonaro para seguir na balada governista. Os bolsonaristas insistem na criação do partido Aliança pelo Brasil. Na base aliada, a crença é de que o negócio não vai emplacar. Além disso, os inimigos na máquina da Justiça Eleitoral sinalizam que farão todo o possível, dentro das exigências legais e burocráticas, para atrapalhar o avanço do bolsonarismo.  

Além de Bolsonaro, despontam como presidenciáveis para 2022: Ciro Gomes, Luciano Huck e Sérgio Moro. No imaginário do eleitorado, parece que a opção de centro para a direita ainda tem mais força que a centro esquerda. Se o covidão permitir, e a economia melhorar, Bolsonaro ou quem ele indicar será difícil de ser batido. Ainda desgastada pela trágica desgovernança nos tempos da Dilma, a esquerda desgastada tende a ser derrotada.

O mantra segue valendo para Bolsonaro. Ele só perde para ele mesmo, para seus erros e bravatas que ampliam o desgaste midiático que independe de Bolsonaro ir bem ou mal na Presidência. Ele ainda vai apanhar muito, principalmente do Grupo Globo, a quem declarou guerra-sem-fim desde sempre. Dificilmente haverá trégua para Bolsonaro, e ele não deve mudar o estilo ofensivo.

Até agora, Bolsonaro ganha o jogo. O centro amplia a hegemonia. A direita ainda não se encontrou estrategicamente. A esquerda segue perdidaça, refém do próprio discurso radicalóide e queimada pelas décadas de gestão incompetente e corrupta. Não passa de 25 a 30% do eleitorado. Não tem perspectiva de crescimento. Só não está pior porque a mídia sustenta a narrativa de canhota.

Aguardemos como fica o covidão depois da eleição. A sociedade brasileira ainda segue insegura e amedrontada. Só que a maioria não aceita mais o golpe do lockdown que faz a paralisação da economia matar mais que a doença vinda da China.

O vindouro 2021 promete muitas emoções, vacinações e vacilações...

Releia o artigo: O Racismo da Esquerda Doida




Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Novembro de 2020.

6 comentários:

Anônimo disse...

FENOMENO DE FALAR E FAZER MÉRDA E DE DEIXAR O POVO NA MISÉRIA...

Vanderlei Lux disse...

"Ainda desgastada pela trágica desgovernança nos tempos da Dilma, a esquerda desgastada tende a ser derrotada."

Jura? Deve ser por isso que Boulos, Manuela e Eduardo Paes emplacaram um 2° turno. Já pensou se todos eles vencem nessas cidades? Que desgaste não?

Anônimo disse...

Uma eleição totalment atipica não serve de parâmetro para qualquer coisa. Em S Paulo, o PT, com muita sede de vingança, descarregou votos no Boulos. O Tatto parece pertencer a uma facção do PT que ninguém quer.
Existe o ladrão de banco e existe o ladrão de dinheiro público.
O Boulos está treinando, uma hora chega lá com ajuda do PT.

Anônimo disse...

Avante, Bolsonaro. A bandidagem esquerdopata chora e o povo de bem desse pais re apoia!!

Loumari disse...

PAPA FRANCISCO

ANGELUS

Praça São Pedro

Domingo, 15 de Novembro de 2020

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Neste penúltimo domingo do ano litúrgico, o Evangelho apresenta-nos a célebre parábola dos talentos (cf. Mt 25, 14-30). Faz parte do discurso de Jesus sobre os últimos tempos, que precede imediatamente a sua paixão, morte e ressurreição. A parábola fala de um senhor rico que deve partir e, prevendo uma longa ausência, confia os seus bens a três dos seus servos: ao primeiro confia cinco talentos, ao segundo dois, ao terceiro um. Jesus especifica que a distribuição é feita «segundo a capacidade de cada um» (v. 15). É isto que o Senhor faz com todos nós: conhece-nos bem, sabe que não somos iguais e não quer privilegiar ninguém em detrimento dos outros, mas confia a todos um capital à altura das suas capacidades.

Durante a ausência do senhor, os dois primeiros servos fazem um grande trabalho, a ponto de duplicar a quantia que lhes foi confiada. Não como o terceiro servo, que esconde o seu talento num buraco: para evitar riscos, deixa-o lá, protegido dos ladrões, mas sem o fazer frutificar. Chega o momento do regresso do senhor, que chama os servos a prestar contas. Os dois primeiros apresentam o bom fruto dos seus esforços, trabalharam e o senhor elogia-os, recompensa-os e convida-os a participar na sua festa, na sua alegria. No entanto, o terceiro, dando-se conta de que ter cometido um erro, começa imediatamente a justificar-se, dizendo: «Senhor, eu sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. Tive medo e fui esconder o teu talento na terra: eis aqui, toma o que te pertence» (vv. 24-25). Ele defende a sua preguiça, acusando o seu senhor de ser “duro”. É um hábito que também nós temos: defendemo-nos, muitas vezes, acusando os outros. Mas a culpa não é deles: o defeito é nosso, a culpa é nossa. E aquele servo acusa os outros, acusa o senhor para se justificar. Também nós, muitas vezes, fazemos o mesmo. Então o senhor censura-o: chama-lhe «servo mau e preguiçoso» (v. 26); ordena que lhe tirem o seu talento e seja expulso de casa.

Esta parábola é válida para todos mas, como sempre, especialmente para os cristãos. Ainda hoje é muito actual: hoje é o Dia dos Pobres, no qual a Igreja nos diz, a nós cristãos: “Estende a mão ao pobre. Estende a tua mão ao pobre. Não estás sozinho na vida: há pessoas que precisam de ti. Não sejas egoísta, estende a mão ao pobre!”. Todos nós, como seres humanos, recebemos de Deus um “património”, uma riqueza humana, seja ela qual for. E como discípulos de Cristo, também recebemos a fé, o Evangelho, o Espírito Santo, os Sacramentos e muitas outras coisas. Estes dons devem ser usados para praticar o bem, para fazer o bem nesta vida, como serviço a Deus e aos irmãos. E hoje a Igreja diz-te, diz-nos: “Usa o que Deus te deu e olha para o pobre. Olha: são muitos; também nas nossas cidades, no centro da nossa cidade, há muitos. Praticai o bem!”.

Continua:

Loumari disse...

PAPA FRANCISCO ANGELUS - Domingo, 15 de Novembro de 2020

Às vezes, nós pensamos que ser cristão consiste em não praticar o mal. E não praticar o mal é bom. Mas não praticar o bem não é bom. Temos que praticar o bem, sair de nós mesmos e olhar, olhar para os mais necessitados. Há tanta fome, até no coração das nossas cidades, e muitas vezes entramos na lógica da indiferença: os pobres estão lá, e nós olhamos para o outro lado. Estende a tua mão ao pobre: é Cristo! Alguns dizem: “Mas estes sacerdotes, estes bispos que falam dos pobres, dos pobres... Queremos que eles nos falem da vida eterna!”. Olha, irmão e irmã, os pobres estão no centro do Evangelho; foi Jesus quem nos ensinou a falar com os pobres, foi Jesus quem veio para os pobres. Estende a tua mão ao pobre. Recebeste muitas coisas, e deixas que o teu irmão, a tua irmã, morra de fome?

Caros irmãos e irmãs, cada um repita no seu coração o que Jesus nos diz hoje, repita no seu coração: “Estende a tua mão ao pobre!”. E Jesus diz-nos outra coisa: “Sabes, o pobre sou Eu”. Jesus diz-nos o seguinte: “Eu sou o pobre!”.

A Virgem Maria recebeu um grande dom: o próprio Jesus, mas Ela não o conservou para si, deu-o ao mundo, ao seu povo. Aprendamos com Ela a estender a mão aos pobres.