quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Reeleição de Trump muda nada para o Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A Casa Branca não muda de inquilino. Na madrugada, Donald Trump cantou vitória reeleitoral, colocando em xeque o processo eleitoral e questionando a validade de votos que não foram contados. Trump reclamou de “uma grande fraude na eleição” presidencial dos EUA. O Republicano já avisou que recorrerá à Suprema Corte, para questionar o resultado final.

Tudo indica que a coisa será decidida no tapetão do Judiciário, para bronca geral do homem do topetão. Novamente, a grande mídia e os institutos de pesquisa apostaram na previsão de vitória do democrata Joe Biden. Ainda na indefinição, teremos oscilações do dólar e das bolsas. Como de costume, especuladores farão a festa.  

A vitória de Trump é excelente para o Presidente Jair Bolsonaro, do ponto de vista pessoal. Ele e seus filhos se dizem “amigos” de Trump – que fala a mesma coisa. Mas a reeleição do Republicano, para o Brasil, parece mudar quase nada. Aliás, uma vitória democrata teria efeito idêntico. Haveria apenas alteração na retórica ideológica. Na economia, continua tudo como sempre esteve.

Os EUA continuam nos considerando o maior parceiro na América Latina. Só que a nossa relação com eles ainda é no modelo da colônia de exploração que se submete à metrópole. Nada indica que isso mudará. Neste caso, as discussões acaloradas nas redes sociais servem para coisa nenhuma, exceto encher o saco.

O jeito é esperar pelo resultado praticamente final. O comparecimento recorde e a enorme votação pelos correios complicaram a apuração dos votos. Por isso, até o resultado derradeiro, o melhor é chover menos no molhado.    




Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 4 de Novembro de 2020.

3 comentários:

Anônimo disse...

VOCÊ FAZ JUS, POR ESSE EDITORIAL, AO TÍTULO DE "O HOMEM SEM VISÃO DO ANO", SERRÃO!

Márcio Almeida disse...

Amigo Serrão, mude para a plataforma do Wordpress. Lá tem infinitas ferramentas que não se encontram no Blogger. Vim pelo Seu Tube, seu nome sempre aparece por lá. Forte abraço.

Vanderlei Lux disse...

Trump nada fez pelo Brasil-sil quando presidente. Isso pode parecer meio óbvio, afinal, era presidente de outro país. Mas passava mais tempo se empavonando diante de holofotes e de redes sociais do que fazendo o que realmente devia ter feito: desinfetar o governo federal americano.

Trump passou mais tempo batendo boca com jornalistas do que administrando de fato a maior potência mundial.

Trump passou boa parte de seus 4 anos se empavonando no Facebook e Twitter sobre "Empregos! Mais empregos!". O americano em si não queria saber de empregos. Queria ver uma boa quantidade de esquerdistas patifes na cadeia.

Resultado? O óbvio: está perdendo as eleições. O Covid chinês foi um duro golpe em Trump. Não porquê abalou a economia americana, mas sim porquê mostrou ao americano que o topetudo foi mais outro bunda-mole que nada fez para conter a calamidade fake que seus opositores lhe imputaram goela abaixo em 2020.

O Covid foi só o boi de piranha de diversos bunda-moles mundo afora. Praticamente todos caíram que nem patinhos.

Enquanto isso, o governo de Cuba assina acordo com Pequim para promover o ensino do Chinês como "segunda língua oficial" na ilha, diz site cubano. Só questão de tempo para Venezuela, Argentina, Bolívia e Chile seguirem o mesmo caminho. A China quer que suas colônias cumpram suas ordens em chinês! Sem necessidade de tradutores.

Se Trump de fato perder (pouco importa agora se foi fraude ou não), será um claríssimo aviso à um certo outro palhaço bunda-mole ao sul da linha do equador que adora se pavonear diante dos holofotes também.