sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

As eleições municipais e o “holocausto” do novo surto de coronavírus


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Sérgio Alves de Oliveira

Com absoluta certeza não é mera coincidência a realização das eleições municipais brasileiras em novembro de 2020 e  o surgimento, logo após, do novo surto de Covid-19, que acabou infectando tanta gente que praticamente faliu  os sistemas de saúde, público e privado, tanto preventivo, quanto curativo das doenças em geral ,particularmente da “peste” chinesa.

Desde o começo do corrente ano de 2020,os Poderes Públicos da União,dos Estados,e dos Municípios,empenharam-se ao máximo em evitar aglomerações humanas ,dentre outras restrições pertinentes, devido à transmissão altamente contagiosa dessa doença, que pode multiplicar-se “geometricamente” com muita rapidez e descontrole.

Mas apesar de todo  empenho do Poder Público  em restringir ao máximo a proximidade física entre as pessoas, NENHUMA autoridade pública teve qualquer  iniciativa de sustar as eleições municipais que se avizinhavam para o mês de novembro do mesmo ano, pelo motivo da “força maior” do novo coronavirus.

Isso significa que tanto os políticos, quanto os governantes e autoridades públicas, responsáveis pela saúde pública, omitiram-se dos seus deveres mais elementares.

Com absoluta certeza, nenhum outro tipo de evento, público ou privado, poderia juntar tanta gente e ser mais “mortal” para expansão do novo coronavirus do que a realização das eleições municipais em todo o país, nos dias 15 e 29 de novembro, em 2º Turno, nos municípios com mais de 200 mil eleitores.

Essa aglomeração de milhões de pessoas à volta das urnas eleitorais,com potencial  para  expandir ilimitadamente  o maldito vírus chinês, não só não teve qualquer iniciativa  ou providência pública para sustar essas “sagradas” eleições, por motivo de força maior, como também  foi precedida de verdadeira “coação” para que todas as pessoas comparecessem às urnas, possivelmente “contaminadas”,  para votar, sujeitando-se às severas penalidades eleitorais, caso assim não procedessem.

Mas “somando e dividindo” tudo ,essa “obrigação” eleitoral de votar - independentemente da apreciação sobre a  excepcionalidade de tratamento que deveriam  ter essas eleições por motivo da “força  maior” do novo coronavirus -  na verdade não passa de uma  coação  institucional sobre o povo para arranjar bom emprego para os políticos, apesar desse  mesmo povo sofrer na própria carne uma  carência de empregos jamais vista para ele próprio.

Essa situação fática nos remete necessariamente à conclusão que só na política não existe crise de empregos, nem crise de bons salários.

Essa mesquinha política de insistir com as eleições de novembro de 2020,devido aos “resultados”  que originaram um novo  e violento surto do coronavirus, tão logo passadas as eleições,sem dúvida pode ser equiparada ao crime de “genocídio”,com “matança” de milhares de pessoas,por irresponsabilidade dolosa de agentes do Poder Público.

Provavelmente no futuro muita  gente  ainda vai acabar sentando num  banco de réus  de algum tribunal “tipo” NUREMBERG ,que julgou  e condenou criminosos de guerra nazistas pela prática do “holocausto”, que exterminou milhões de judeus.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

3 comentários:

JPerácio disse...

Enfim um texto que merece aplausos. Pena que poucos terão a oportunidade de ler. O povão n de perto. Parabéns

Anônimo disse...

Bem.escrito. porém, nada vai acontecer. O.tribunal e o peso da lei serah sempre contra quem se opôr ao "stablishment", às oligarquias e osnpoderosos d.plantao. aguardemos a próxima geração pq aa anteriores e a atual são mui graças...

Anônimo disse...

"contra quem se opuser ao establishment".