quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Villas-Bôas: Estabilidade, Legalidade e Legitimidade


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Perdão pelo texto longo, porém há situações que exigem. Não dá para suportar mais uma polêmica inútil promovida pelo “jornazismo, jorfacismo ou jorcomunismo”, que repercute a ejaculação verbal precoce de autoridades que nem deveriam se pronunciar sobre qualquer assunto - como fazem alguns ministros do Supremo Tribunal Federal que se sentem “feridos” em seus sentimentos ideológicos (de esquerda).

Nem vale a pena perder tempo com o conteúdo verbalizado emocionalmente por quem não tem o cuidado de ler, antes, aquilo que se deveria analisar racionalmente. Não importa se a atitude é leviana ou infantilóide. O fundamental é mostrar a verdade como ela é: concreta e objetiva. Por isso, vamos aos fatos objetivos lembrados no livro “General Villas-Bôas: Conversa com o Comandante”, organizado por Celso Castro e publicado pela FGV Editora (2021): 

Na noite de 3 de abril de 2018, véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Lula no STF, o general Villas Bôas fez duas declarações no Twitter. Na primeira escreveu: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”; na segunda, afirmou: “Asseguro à nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.” Na sessão do dia seguinte, que só foi concluída na madrugada do dia 5, o STF rejeitou o pedido de habeas corpus por seis votos a cinco. Em 7 de abril, Lula se entregou à Polícia Federal e foi preso.

É recomendável que se leia, com atenção, o que foi dito e escrito no livro sobre Eduardo Villas-Bôas, antes da emissão de “opiniões” e “comentários” absolutamente levianos e mentirosos. Jornazistas (ops, jornalistas), ministros do Supremo e o público em geral deveriam ler o livro. Como a preguiça de ler é uma doença que aflige a maioria, o blog marrom Alerta Total cumpre o dever de reproduzir, fielmente, parte do capítulo 12 da oportuna e relevante publicação da Fundação Getúlio Vargas. Leiam o pedaço e, depois, encarem as 244 páginas do livro.  


Celso Castro Pergunta - Seu pronunciamento de maior repercussão acabou sendo um tuíte na véspera do julgamento do habeas corpus do Lula.25 A respeito desse tuíte, o senhor foi criticado como tendo sido uma ameaça de intervenção militar. Interpretou-se que tinha sido direcionado aos ministros do STF que iriam julgar o habeas corpus. Outros acham que foi direcionado ao público interno do Exército ou às Forças Armadas em geral. Para quem era aquele tuíte?


A mensagem contida naquele tuíte só pode ser interpretada com propriedade dentro das condicionantes em que ocorreu. No texto, a palavra-chave é “impunidade”. Relembrando aquele episódio, continuo avaliando-o como oportuno. Desencadeou uma enxurrada de demonstrações de apoio que me surpreenderam. Não foi em busca desse apoio que nos manifestamos, o que teria sido uma atitude demagógica. Recebi também uma quantidade ponderável de críticas, esperadas e compreensíveis por parte de alguns articulistas. Houve um colunista que disse que a anarquia militar havia voltado. Não tínhamos a pretensão de que algum juiz alterasse seu voto. Logicamente, o voto da ministra Rosa Weber já estava redigido naquele momento.


Celso Castro Pergunta - Não era uma ameaça aos juízes?


General Villas-Bôas - O país, desde algum tempo, vive uma maturidade institucional não suscetível a possíveis rupturas da normalidade. Ademais, eu estaria sendo incoerente em relação ao pilar da “legalidade”. Tratava-se de um alerta, muito antes que uma ameaça.


Duas motivações nos moveram. Externamente, nos preocupavam as consequências do extravasamento da indignação que tomava conta da população. Tínhamos aferição decorrente do aumento das demandas por uma intervenção militar. Era muito mais prudente preveni-la do que, depois, sermos empregados para contê-la. Internamente, agimos em razão da porosidade do nosso público interno, todo ele imerso na sociedade. Portanto, compartilhavam de ansiedade semelhante. Nenhum receio de perda de coesão ou de ameaça à disciplina, mas era conveniente tranquilizá-lo.


Celso Castro Pergunta - Mas vamos imaginar que o resultado da votação tivesse sido diferente. No dia seguinte ia ter todo mundo perguntando: “O que é que os militares vão fazer?” A imprensa, políticos, aqueles que queriam o golpe, o público interno... E agora? O que o senhor faria? O senhor pensou nesse cenário?


General Villas-Bôas - Não tínhamos formulado alternativas para o “e agora?”, além da contenção de danos pela comunicação social. A nenhum de nós passou recorrer a outro expediente, muito menos de força.


Celso Castro Pergunta - Sua mensagem foi logo divulgada no Jornal Nacional. Isso foi surpresa? Os senhores não queriam divulgar imediatamente?


General Villas-Bôas - A nota foi expedida às 20 horas e 20 minutos. Logicamente, desejávamos que a repercussão fosse imediata, mas fomos surpreendidos, sim, por ter sido veiculada logo em seguida, pelo Jornal Nacional.


Celso Castro Pergunta - O senhor estava preparado, tinha tropas de prontidão para se acontecesse alguma coisa?


General Villas-Bôas - Nenhuma. Internamente, as rotinas eram cumpridas sem alteração alguma.


Celso Castro Pergunta - E o senhor pensou que poderia ser demitido no dia seguinte? Ou tinha certeza de que não seria? Porque o senhor não consultou o ministro da Defesa antes, muito menos o presidente.


General Villas-Bôas - O ministro da Defesa era o Raul Jungmann, com quem compartilhava relações de confiança e amizade. Se o informasse, ele se tornaria corresponsável, e, por exercer cargo político, estaria muito mais suscetível a uma tempestade de críticas. Pelas mesmas razões, não antecipei ao Etchegoyen.


Celso Castro Pergunta - Uma dúvida que vai ficar para sempre é: caso o julgamento do habeas corpus fosse diferente, caso o presidente Lula ganhasse o pedido, não fosse preso e talvez até, eventualmente, pudesse concorrer às eleições, o que o senhor acha que aconteceria, nesse cenário, dentro do Exército? Iam todos olhar para o senhor. E agora? O senhor devia pensar nisso.


General Villas-Bôas - Internamente, poderia haver um sentimento generalizado de frustração, mas, coletivamente, eu estava seguro de que a disciplina seguiria inalterada. Considerava possível algum pronunciamento por parte de alguém da reserva. Externamente, as manifestações poderiam descambar para a violência, o que recairia sobre nós.


Na eventualidade de uma eleição de Lula, nossa atitude se manteria presa

ao pilar da legalidade, ou seja, seria a mesma.


Celso Castro Pergunta - Seria a mesma? O senhor tem certeza?


General Villas-Bôas - Seria a mesma. Acho inusitado, nos dias de hoje, alguém considerar possível o próprio Exército, destinado à defesa das instituições, adotar postura contrária ao que prescreve o artigo 142 da Constituição Federal. Os militares de hoje são essencialmente devotados a seus deveres profissionais, profundamente disciplinados e democratas. É surpreendente a frequência com que qualquer movimento fora da rotina dispara o alarme de quebra da normalidade. Ademais, num país com a complexidade do nosso, onde tudo é superlativo, qualquer aventura antidemocracia se torna inviável. Seria como se provocássemos uma onda, que depois voltaria sob forma de refluxo, recolocando as coisas no lugar original, ou, muitas vezes, indo além. A Turquia nos proporcionou um exemplo recente dessa dinâmica.


Celso Castro Pergunta - Uma tentativa de golpe militar.


General Villas-Bôas - Os militares pagaram um preço elevado.


O senhor deu, depois, uma entrevista à Folha, na qual disse que tinha, nesse episódio do Twitter, agido “no limite”; no limite de que “a coisa poderia fugir ao nosso controle” se o senhor não se expressasse. Qual era esse limite? O que o senhor temia que acontecesse?


O limite a que me referi é que tínhamos a consciência de estarmos realmente tangenciando o limite da responsabilidade institucional do Exército. Repito que não se tratou de ameaça, mas, sim, de um alerta. Tampouco houve menção de alguém individualmente ou de alguma instituição.


Celso Castro Pergunta - O senhor mencionou o receio que tinha, quando fez o tuíte, de que a coisa fugisse ao controle, com manifestações. Mas isso, também na área militar? O senhor temia algum tipo de motim, manifestos, prontidão, alguma coisa?


General Villas-Bôas -Não, até porque o conteúdo foi discutido minuciosamente por todos nós.


Celso Castro Pergunta - Nós quem? O senhor com o seu staff ou o Alto-Comando?

 

General Villas-Bôas - O texto teve um “rascunho” elaborado pelo meu staff e pelos integrantes do Alto-Comando residentes em Brasília. No dia seguinte – dia da expedição –, remetemos para os comandantes militares de área. Recebidas as sugestões, elaboramos o texto final, o que nos tomou todo o expediente, até por volta das 20 horas, momento em que liberei o CComSEx para a expedição.


Celso Castro Pergunta - O senhor chegou a consultar a Marinha e a Força Aérea?


General Villas-Bôas - Não, pelas mesmas razões por que não consultei o ministro da Defesa. Com ambos compartilhávamos total alinhamento de ideias.


Celso Castro Pergunta - O senhor falou com o ministro da Defesa depois? E o que ele disse?


General Villas-Bôas - Brincou comigo que eu estava tomando seu lugar. Falei também com o Etchegoyen que já havia conversado com o presidente Temer, o qual se limitou a dizer “está bem”, aparentemente sem dar maior importância.


Celso Castro Pergunta - O senhor falou com o general Etchegoyen antes da nota?


General Villas-Bôas - Não, até porque estaria sobrepassando o ministro Jungmann, meu chefe imediato.


Celso Castro Pergunta - Só falou com o Exército mesmo?


General Villas-Bôas - Sim, com aquele círculo de pessoas a que me referi.


Celso Castro Pergunta - Retornando ao exercício hipotético de imaginação, se o resultado do julgamento no STF tivesse sido outro, um voto tivesse sido mudado e Lula recebesse o habeas corpus, o que o senhor imagina que teria acontecido?


General Villas-Bôas - Uma enorme insatisfação da população. É lógico que todos iriam olhar para o Exército, momento em que daríamos um exemplo de institucionalidade.


Celso Castro Pergunta - O senhor se refere a quem olhando para os senhores? À população civil ou às Forças Armadas?


General Villas-Bôas - À população, com ênfase dos que pregavam a intervenção militar. 


Celso Castro Pergunta - Uma vez, o ouvi falar que não tinha chance de o senhor virar outro Castelo Branco, numa referência, evidentemente, à intervenção militar direta na política. O senhor recebia pressões ou demandas de que o Exército deveria romper explicitamente com a legalidade?


General Villas-Bôas - Recebi muitas demandas nesse sentido. Houve um grande empresário da Amazônia que foi a meu gabinete sugerir que déssemos um golpe e assumíssemos o governo. Brinquei com ele que dar o golpe era fácil, o difícil seria governar, ao que ele respondeu: “Não se preocupe, eu serei seu vicepresidente!”


Folclore à parte, o ambiente de instabilidade e de insatisfação fez crescer as demandas pela intervenção militar. O pico ocorreu durante a greve dos caminhoneiros. Em dezenas de cidades, a população foi às portas dos quartéis para se manifestar, o que a mídia não noticiou.


Em todas essas situações, nos mantínhamos firmes nos três pilares: estabilidade, legalidade e legitimidade. Essa mensagem tinha dois endereços. Para os que reclamavam por uma intervenção e para os que temiam que ela acontecesse.


Em relação ao presidente Castelo Branco, realmente me recusei a ser comparado. Ele viveu circunstâncias históricas totalmente distintas. A sociedade brasileira não dispunha do amadurecimento que tem hoje, com instituições ainda incipientes. Partidos políticos de abrangência nacional só vieram a surgir após a II Guerra Mundial, sem contar as ameaças e os fracionamentos causados pela Guerra Fria. Castelo era profundamente legalista. Viu-se forçado a assumir o comando do movimento de [19]64, empenhando sua liderança em assegurar a unidade do movimento e garantir a adesão das lideranças civis. Os biógrafos de Castelo Branco registram que sua intenção era passar o governo para um civil. A trajetória de vida, que inclui a participação na II Guerra Mundial, a estatura moral, a inteligência e a cultura colocam um abismo entre ele e eu.


Celso Castro Pergunta - O senhor mencionou a população em geral, uma coisa difusa. Mas havia, por exemplo, políticos ou militares da reserva ou militares da ativa que pediam intervenção?


General Villas-Bôas - Foi um fenômeno interessante. Nos lugares por onde andava, pessoas se aproximavam para agradecer pelo que estávamos fazendo pelo país, ou para sugerir a intervenção. Quanto a militares da ativa ou da reserva, nunca houve essa hipótese, tampouco por parte de políticos ou da mídia.


Celso Castro Pergunta - O senhor, como comandante, tinha também a área de inteligência interna. Não teve nenhum indício de que haveria alguma quebra de hierarquia ou de disciplina de oficiais ou de praças da ativa?


Não, absolutamente nenhuma. Essa solidez disciplinar eu herdei de meus

antecessores.


Avancemos até a página 199...


Celso Castro Pergunta - Onde é que o senhor vê essa linha de demarcação entre uma questão mais geral, nacional, de Estado, e uma manifestação, uma intervenção política? O senhor não acha que esse tuíte deu um passo além da linha?


General Villas-Bôas - A tua insistência nessa questão exemplifica que ainda existe uma sensibilidade exagerada em relação à expressão das Forças Armadas a respeito de suas necessidades e preocupações. A questão relativa à intervenção militar é emblemática. Essa hipótese não está presente em nossas convicções, muito menos no ideário dos militares. É totalmente descabida e nos causa frustração sempre que alguém manifesta preocupação quanto a ela. Interpretam como uma patologia que assola os militares. Por um lado, demonstra que alguns setores não se libertaram dos condicionamentos da Guerra Fria; por outro, reforça a necessidade de as Forças se tornarem mais conhecidas pela sociedade em geral.


Quanto aos pedidos de intervenção, que felizmente me parece que deixaram de ser reivindicados, o que deve causar preocupação e serem especuladas são as razões que levam as pessoas a não encontrarem alternativas outras para o atendimento das demandas que as afligem.


Quanto ao tuíte, insisto que expressou um alerta em lugar de uma ameaça. Não teceu críticas de qualquer natureza a nenhuma instituição e tampouco citou pessoas.


Celso Castro Pergunta - Tem uma matéria da jornalista Eliane Cantanhêde em que o senhor admitia que havia “tresloucados” ou “malucos” civis que às vezes batiam à sua porta pedindo intervenção ou golpe. Havia mesmo?


General Villas-Bôas - Havia civis que, a título de realizar a uma visita de cortesia, ou de apresentar algum tema de interesse do Exército, acabavam arrematando a conversa abordando a necessidade da intervenção. Diante da insistência, eu repetidamente argumentava que o Exército até poderia ser empregado, mas sempre por iniciativa de um dos poderes e para defender a democracia e as instituições.


A Eliane me pregou uma peça ao citar um trecho de uma conversa informal. Fiquei até um pouco envergonhado pelos termos que utilizei.


------ Fim da Transcrição -------

Resumindo: Villas-Bôas disse nada demais, a não ser sua versão histórica de fatos recentes. O ex-Comandante do Exército não defendeu nem declarou algo “inadmissível” - como reclamam, injustamente, ministros do Supremo e jornalistas esquerdopatas - que raciocinam com o intestino e escrevem com as patas para tentar desmoralizar as Forças Armadas - amadas ou não.

Leiam o livro sobre o Villas-Bôas. Além de ele defender o tripé “Estabilidade, Legalidade e Legitimidade”, o General acena para a importância do processo de transformação em curso nas Forças Armadas - fundamental para o presente do futuro do Brasil como Nação soberana e, se um milagre ajudar, desenvolvida, honesta e justa.

Repetindo, para encerrar: É narrativa mentirosa (perdão pela redundância) que “as declarações do General Villas-Bôas pressionou o STF no caso Lula”. Não houve qualquer pressão “indevida ou ilegítima” do General contra o Supremo. A esquerda mimizenta e seus arautos deveriam fazer oposição honesta, parando de babaquice.

Sugestão de Risco

O STF devia mandar prender algum senador injustamente, para ver o que acontece. Seria um bom teste para a democracia. Deputado ser preso por dar uma opinião é o absurdo dos absurdos. Toda solidariedade ao deputado Daniel Silveira. O Supremo passou do limite. Alexandre de Moraes exagerou na dose.


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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Secretário-Geral do Ibrasg - Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Fevereiro de 2021.

9 comentários:

Loumari disse...

CARÁCTER DIABÓLICO, FONTE DE MUITAS DESGRAÇAS

Certas desgraças naturais no homem provêm precisamente do carácter diabólico deste mesmo, e nós não devemos ser tão néscios ao ponto de nos rebelar contra o Senhor, mas, firmemente, adorar os Seus Juízos, e devemos sempre dar-lhe testemunho de Amor e Fé.

Quantas blasfémias se ouvem dizer quando se produz um terramoto, um deslizamento de terra, uma irrupção, algum abismo, uma avalancha devastando uma região! Por consequência, estes infortúnios são em muitos dos casos promovidos por Satanás que quer que não acrediteis a Divina Providência. Satanás astutamente se oculta detrás das leis naturais, e não se mostra como tal é, a fim de ter sempre os homens em constante agitação e sua Fé abalada e amaldiçoem a Deus.

Até nos pormenores o espírito maligno pode entrar ali, mesmo em um cavalo que se ergue sobre as patas traseiras, um carro que se acidenta, provocando gravíssimos danos e desgraça, em um roubo, em uma ferida, em uma calúnia...

É necessário manter a calma e se submeter a Vontade Divina, com isso Satanás foge e é quando a nossa tribulação muda como foi a transformação de Job.

Certamente não é uma casualidade que Deus nos tenha deixado um exemplo assim tão impressionante sobre o que o espírito maligno pode fazer em nossas vidas, não devemos pretender ser super-homens negando a intervenção diabólica, mas ser consciente de sua existência para não cairmos em suas redes e nos rendermos nos braços do desespero.

Extracto da reflexão do livro de Job - Don Dolindo Ruotolo.

DON DOLINDO (Dolindo Ruotolo) Venerado pela Igreja Católica
Padre católico italiano - nascido em 6 de Outubro de 1882 em Nápoles e falecido em 19 de Novembro de 1970 na mesma cidade, tendo adquirido certo renome no clero napolitano por meio de suas obras teológicas e de seus numerosos empreendimentos apostólicos.


TRADUÇÃO feita de língua italiana para língua portuguesa por Maria de Lourdes Paiva.


Não devemos associar a verdade com a mentira, o Sagrado com o profano e contar que tudo, no final, sairá bem, tudo dará certo e herdaremos a glória eterna.

ESTÁ ESCRITO: 1 CORÍNTIOS 13:10 Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.

Nesta humanidade hoje, muitas pessoas estão transformadas em vasos de depósitos de dejecções onde os Demónios enchem com todo tipo de imundícias. O que explica esta humanidade tão agitada, tão agressiva, tão violenta e sempre atraída em tudo o que é mal e sujo.
O pecado por omissão, este pecado é condenável ao mesmo título que o homicida. O politicamente correcto é o subtil estratagema do Diabo que consiste em fazer dos que andam na rectidão desonrarem os princípios mais fundamentais da Lei Divina, tornando os próprios doutores de lei em cúmplices da depravação da sociedade, que deviam por Ordem Divina proteger do mal. Um homem que não sabe defender sua própria casa acaba por ser vítima dos mais fortes e astutos que ele. O que estão a dar corpo hoje é o que amanhã vos devorará. E o pior será que Deus se terá retirado do mundo dando livre curso o Diabo para fazer tudo o lhe apraz com esta humanidade ingrata, hipócrita e transgressora.


MATEUS 15:11 O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas, o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.


Porque o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio, e aquele que encobre a violência com o seu vestido, diz o Senhor dos Exércitos: portanto, guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.
(MALAQUIAS 2:16)



Loumari disse...

Las tres heridas mortales del Corazón de Jesús | Luisa Piccarreta

https://www.youtube.com/watch?v=jFIZ-Fds8HU&t=5s


Certe sventure naturali hanno proprio il carattere diabolico, e noi non dobbiamo essere così stolti da ribellarci al Signore, ma proprio allora dobbiamo adorare i suoi giudizi e dobbiamo rendergli testimonianza di amore e di Fede.
Quante bestemmie si dicono allorché il terremoto, la frana, l’eruzione, la voragine, la valanga devastano una regione! Eppure quelle sventure sono quasi sempre promosse da satana che vuole screditare la Divina Provvidenza! Satana si nasconde accuratamente dietro le leggi naturali e non si fa scorgere, affinché gli uomini rimangano scossi nella loro Fede e maledicano Dio.
Anche nelle cose più comuni può entrarci lo spirito maligno, anche in un cavallo che s’impenna, in una macchina che rovina, in una sventura che sembra iattura, in un ladrocinio, in un ferimento, in una calunnia.
È necessario rimanere calmi e sottomessi alla Divina Volontà, perché allora satana se ne fugge e la nostra tribolazione si muta in bene come si mutò quella del santo Giobbe. Certo non è a caso che Dio ci ha lasciato un esempio così impressionante di quello che può lo spirito maligno nella nostra vita, e noi non possiamo fare i superuomini, negando l’intervento diabolico, per capitare così nelle sue reti e gettarci in braccio alla disperazione.

Dal libro di Giobbe Don Dolindo Ruotolo

Rodrigo Almeida disse...

Vou comprar o livro!!!!

aparecido disse...

A velhinha gosta de dinheiro.. Num eventual governo canhoto a VELHOTA VAI TER OS COFRES DO BNDES ABERTOS COMO A JBS.. POR ISSO A GANANCIA ...

ARS disse...

O interessante nisso tudo é que ninguém tem coragem de pedir Diretas já, para o judiciário. É um anátema.
Democracia só vale para quem legisla e executa as leis, os oligarcas usurpadores do poder judiciário podem tudo.

Loumari disse...

Quaresima 2021: Preghiera per iniziare bene questo tempo!

https://www.youtube.com/watch?v=inO6EO6Z1tM

Preghiera

L'umiltà di Cristo, ci ha insegnato ad essere umili:
nella morte infatti si sottomise ai peccatori;
la glorificazione di Cristo glorifica anche noi:
con la risurrezione infatti ha preceduto i suoi fedeli.
Se noi siamo morti con lui dice l'Apostolo vivremo pure con lui;
se perseveriamo, regneremo anche insieme con lui. Amen.


Quaresma de 2021: Oração para começar bem este tempo!

ORAÇÃO:

A humildade de Cristo ensinou-nos a ser humildes:
Compreendamos, na morte, ele se submeteu aos pecadores;
A glorificação de Cristo também nos glorifica:
Com a ressurreição compreende-se que ele precedeu seus fiéis.
Se morremos com ele, diz o apóstolo, também viveremos com ele;
Se perseverarmos, também com ele reinaremos. Ámen.

Loumari disse...

MENSAGEM DE SÃO MIGUEL ARCANJO - 21 DE NOVEMBRO DE 2020

Povo de Deus:

Não devem ter medo, mas confiar e aumentar a Fé, a perseverança, a certeza de que Deus protege os Seus e os fiéis receberão o prémio de Vida Eterna. Não declinem da Fé, manteei-vos na coluna e permanecei em marcha sem temor, mas na Força do Espírito Santo, a Protecção da Nossa e vossa Rainha e Mãe não vos abandonará.

A NOSSA RAINHA É QUE ESTÁ NO COMANDO DOS EXÉRCITOS CELESTIAIS QUE SÃO CHAMADOS A OPERAR MILAGRES, SEMPRE QUE SEJA NECESSÁRIO, CUIDANDO O POVO DE DEUS.


MENSAGEM DE SÃO MIGUEL ARCANJO - 3 DE OUTUBRO DE 2020

Amado Povo de Deus:

NÃO PERMITAM QUE O MEDO VOS DOMINEM, sejam criaturas de Fé, vivam com a segurança de Nosso amparo.

NÃO DEVEM TEMER O QUE SE AVIZINHA, mantenham a segurança da Protecção Divina que protege os fiéis.

NÃO MENOSPREZEM MINHAS ADVERTÊNCIAS, não temam, ter medo não é próprio dos filhos de Deus.

BUSQUEM AMPARO NOS BRAÇOS DA NOSSA E VOSSA RAINHA E MÃE, sejam criaturas de Fé, inabaláveis, fortes e firmes, sejam amor e opõem-se ao mal.

NÃO RETROCEDAM, SEJAM FIRMES NA FÉ, SEJAM CRIATURAS DE FÉ.

FILIPENSES 4:19 O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
20 Ora, a nosso Deus e Pai, seja dada glória para todo o sempre! Ámen.

Philippenses 4 Biblia Sacra Vulgata 20 Deo autem et Patri nostro gloria in saecula saeculorum. Amen.

1 JOÃO 5:2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados;
4 Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.


Loumari disse...

APELO DE MARIA ROSA MÍSTICA AO POVO DE DEUS.

NOVEMBRO 18 DE 2020 - 8:50 A.M.

O Povo de Deus viverá como os primeiros cristãos, longe dos cabeceiros das cidades e aglomerações, retirados nas montanhas, ou em cavernas, ou nos Meus refúgios Marianos. O símbolo do Peixe ((Ictus) voltará a ser o símbolo dos cristãos, que formarão comunidades pela Graça do Espírito Santo, estas comunidades manterão viva a fé e a doutrina de Meu Filho. Serão a Igreja Remanescente, o Povo escolhido de Deus que amanhã habitará a Nova Criação. A Nova Igreja do Povo de Deus surgirá depois da purificação, será pobre, simples, humilde, mas rica em dons e carismas e ao serviço do Povo de Deus.

Não tenham medo, Meus filhos, do que está por vir, porque bem sabeis que o Céu vos não abandonará; na vossa transição para a eternidade, sereis fortalecidos espiritualmente com os dons e carismas necessários para poderem suportar os dias difíceis na vossa passagem pelo deserto. Dar a vida por Meu Filho naqueles dias, será a maior alegria, porque estarão na condição de não sentir temor nem medo algum da morte, porque o Poder do Espírito Santo estará convosco e antes mesmo da espada atingi-los, sereis arrebatados e levados ao Céu.

PREPAREM-SE MEUS FILHINHOS, PORQUE A VOSSA TRAVESSIA PELO DESERTO DA PURIFICAÇÃO ESTÁ PRESTES A COMEÇAR.

Não temais, permanecei firmes na fé, com as vossas lâmpadas acesas com a oração; manteei-vos em alerta e vigilantes como bons soldados; levando sempre consigo posta a vossa Armadura Espiritual, dia e noite, alistados e preparados para enfrentar a batalha final por sua liberdade. Que nada nem ninguém, vos roube a Paz de Meu Senhor.

Vossa Mãe que vos ama, Maria Rosa Mística

Meus Amados Filhinhos, dai a conhecer as mensagens de salvação a toda a humanidade.


ORAÇÃO DO SÉCULO III

Na sombra da Tua misericórdia nos refugiamos,

Ó Mãe de Deus! não ignores as nossas súplicas ante as tentações, mas livra-nos dos perigos.

Ó Puríssima e bendita!


"Esta oração aparece em um papiro encontrado em Egipto e figura a data, século III. Nesta oração pode-se reconhecer a peculiaridade da expressão Sob Teu Amparo."


Oración del siglo III

A la sombra de tu misericordia nos refugiamos,
¡Oh Madre de Dios! No ignores nuestras suplicas en las tentaciones, mas libranos de los peligros.
¡Oh toda pura, toda bendita!

Esta oración aparece en un papiro encontrado en Egipto y fechado como del siglo tercero. En esta oración se pueden reconocer los rasgos del Bajo tu amparo.

Anônimo disse...

Olha o nome da Loumari na tradução citada por ela.