quinta-feira, 11 de março de 2021

Limite de irresponsabilidade

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão


Caminhamos nas trevas sem a mínima esperança de luzes num sombrio momento da vida  - se é que se pode dizer assim - democrática brasileira. Nada há para comemorar em todos os sentidos. Somos bafejados com notícias nada benfazejas, e o pior: a contaminação pelo vírus, ao que tudo indica, está fora de controle.


A total irresponsabilidade demonstra que aparentemente a democracia está morta. A globalização esfaqueou os ares de liberdade e produziu fortes empresas de tecnologia, as quais implantaram a ditadura da notícia e a má formação da vítima.


Quemirá controlar os grandes grupos e redes internacionais? É a grande questão que até agora carece de uma resposta acertada. A representatividade pelo voto não espelha o encontro da sociedade com o eleito, assim como nos EUA a eleição de Trump foi um ponto fora da curva, de igual aqui do sucessor de FHC, mas temos uma diferença fundamental nos domínios americanos o candidato não fora reeleito, enquanto no solo tupiniquim foram mais de 13 anos de pura ideologia e travessuras, às quais não serão consertadas da noite para o dia.


E os três poderes,salvo melhor juízo, estão vivendo sua tempestade perfeita. O Presidente interveio na Petrobrás e dilacerou o mercado. O Legislativo com seus projetos para autoimnudade, e o Judiciário a grande incógnita que se nos apresenta julgando, rejulgando, analisando, eternizando um feito as

calendas, cuja sociedade além de perplexa não conhece a motivação, se é que existe, de tanta filigrana.


Ultrapassado o péssimo tempo que convivemos no isolamento e falta de contato o que alimenta a proximidade é a ditadura da mídia digital cuja ferramenta é uma sinalização às escuras das pretensões das grandes Nações de controlar os passos do cidadão e impor regras de fiscalização perene e constante.


O Brasil precisa urgentemente de uma reforma, de repaginação, do encontro das águas límpidas e cristalinas do rio com o mar, de Brasília com o País, não mais poderemos navegar em locais inóspitos e com grande probabilidade de naufragrarmos os sonhos de uma Nação com mais de 230 milhões de habitantes.


A maioria que acredita, trabalha e sua para o seu sustento precisa de governabilidade, e não de quimeras. Nossos governantes falam demais e fazem pouco, ao longo dos próximos cinco anos viveremos uma economia de choque de contenção de gastos e despesas,com o espalhamento de efeitos colaterais em todos os setores.


A irresponsabilidade total precisa ter um fim, e a sociedade despertar

sair do seu comodismo e da zona de conforto para cobrar daqueles que nos dirigem nas três esferas de poder consciência, honestidade,e sobretudo o compromisso de reverter o quadro desolador da pandemia que aflige a tudo e a todos, sem que possamos enxergar novos horizontes mais promissores e menos desoladores.


Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

2 comentários:

Anônimo disse...

E AI SEU DESGRAÇADO O BOM PRA VOCÊ ESTÁ AGORA. O SEU E DE SEUS AMAIGOS MAFIOSOS GARANTIDO E O POVO NA MISÉRIA... A BRONCA DA SUA LÁIA ERA ESSA,O POBRE TINHA O QUE COMER...

aparecido disse...

Como Churchil disse sobre Neville Chamberlain : entre a guerra e a desonra escolheu a desonra e agora terá a guerra !!!!....... isto vale para o Brasil...